História The New Butler - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Bangtan Boys, Yaoi, Yoonseok
Exibições 150
Palavras 5.359
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello~
Volteeeei!
Era para ser mais cedo, mas realmente não deu.
O cap ficou maior do que o esperado, mas não quis dividi-lo, então deixei assim.
Como já disse no cap passado escrevi essa fanfic como um teste para algumas coisas, então se puderam me dizer o que acharam eu serei eternamente grata.
Eu revisei muitas vezes antes de postar, mas sempre escapa um errinho. Me avisem se for grotesco.
Vou me calar e deixar vocês com o cap, no vemos lá embaixo.

Capítulo 2 - Rightful Bliss


Yoongi abriu os olhos e foi atingido pela luz forte que invadia o quarto pela janela, pegou um dos travesseiros e colocou sobre o rosto. Sentiu-se sufocado e jogou o travesseiro longe. Tentou se levantar e viu tudo girando ao seu redor lhe embrulhando o estômago. Parou e respirou fundo para tentar se recompor. Com dificuldade andou até o banheiro e jogou água no rosto. Observou o reflexo no espelho.

Estava acabado.

Pele mais pálida do que o comum, olheiras fundas e cabelos terrivelmente desarrumados; naquela manhã estava um caco. Insistiu em jogar mais água no rosto como se aquela aparência fosse sumir por ralo abaixo, mas isso só serviu para acordar definitivamente e para que a imagem refletida ficasse menos embaçada aos seus olhos.

A cabeça latejou.

Não se lembrava de um dia acordar com uma ressaca tão forte como aquela desde que começara a beber aos 15 anos de idade.  Era certeza de que nenhum remédio do mundo curaria aquilo. Apoiou-se a pia para respirar fundo novamente; pensou em tomar um banho. Virou-se para a banheira e mais uma vez a cabeça gritou.

Dessa vez não era culpa da ressaca.

Lembranças.

 Sua mente foi invadida por lembranças de uma manhã turbulenta. Infelizmente lembrava-se de cada acontecimento daquela noite e de como ela terminou já com o clarear do dia, a bebida não foi o suficiente para apagar sua memória. Nunca desejou tanto acordar com amnésia como naquele dia.

As pernas vacilaram por um instante e então resolveu voltar para cama, queria que aquelas imagens sumissem de sua cabeça.

Era impossível.

 Se via perfeitamente projetado naquela banheira, chorando deploravelmente enquanto se agarrava a vestimenta de um empregado. Sentia-se humilhado, nunca havia chorado na frente de ninguém, ainda mais por um motivo tão ridículo como aquele.

Sim, lembrava-se até daquilo.

Deitou e se enfiou debaixo dos cobertores, queria se esconder. Não que alguém estivesse naquele quarto, mas sentia que ali – coberto em meio aos panos – ninguém o veria fraco outra vez. Passou tanto tempo de sua vida se mostrando forte, alheio aos problemas e escondendo seus sentimentos que só por saber que havia desabado já lhe dava vontade de morrer. 

A cabeça não parava de doer.

E com as lembranças a dor só aumentava.

Encolheu-se mais. As palavras de Jimin ainda estavam frescas em sua mente e ainda o acertavam como se tivessem acabado de serem ditas.

“— Ah Yoongi você veio... Precisava falar com você. – Jimin mexia nervosamente no cabelo com uma mão enquanto levava a bebida em seu copo até a boca. – Então... Eu voltei com o Jungkook. Foi divertido o que tivemos, mas eu não levei a sério... Sabe? Eu amo muito ele e não era fácil esquecê-lo. Quando ele viu que tínhamos algo se sentiu enciumado e veio falar comigo... – Seu olhar era fixo no teto, em momento nenhum encarou o ruivo a sua frente. – O resto é de se imaginar... Desculpe qualquer coisa.”

Doeu, e como doeu. No momento fingiu não ligar, disse que também não levava aquela relação a sério e deixou que Jimin saísse para procurar seu amado, mas no fundo estava destruído. O viu sumir entre as pessoas da festa com o coração apertado, mal conseguia respirar, era como se o oxigênio tivesse ido embora junto com Jimin.

Então bebeu, mais do qualquer noite, queria se afogar no álcool se fosse possível, tinha a falsa esperança de que aquilo aliviaria sua dor. Só parou quando alguns amigos o tiraram da festa arrastado e o levaram para casa logo após o sol nascer.

Apertou as mãos ao rosto para impedir que as lágrimas voltassem a brotar, não queria chorar de novo. Não considerava sua casa um porto seguro, na verdade era o último lugar que queria retornar, pois sabia que ninguém ali o ajudaria; ninguém ao menos o ouviria.

Um nome, só um passou por sua cabeça naquele momento de desespero e foi por ele que gritou.

— Senhorzinho, já acordou? Consegue tomar o café da manhã hoje? – sua atenção foi voltada a uma voz que ecoava no corredor, bem a sua porta.  – Se me permite, vou entrar... – levantou de súbito, não queria ser visto naquele estado. Não estando sóbrio.

— N-não entre... Não estou vestido! – De fato não estava, só após aquela frase percebeu que seu corpo era coberto apenas por um roupão e sua cueca. – Venha mais tarde, por favor.

— Certo, retornarei em uma hora. O senhorzinho precisa se alimentar. – Passos foram ouvidos, o som diminuiu à medida que a pessoa foi se distanciando.

Seu coração batia tão forte que a qualquer momento poderia pular para fora do peito, a voz conhecida o fez se arrepiar por inteiro. Algo em si havia mudado, se fosse qualquer outra pessoa do outro lado daquela porta com certeza xingaria e ordenaria para que não voltasse mais, porém o contrário aconteceu, até um “por favor” saiu de seus lábios.

Não estava pronto para encarar Hoseok naquele momento depois dos acontecimentos no banheiro, o mordomo havia visto um lado seu que tentou esconder de todos por anos, imaginava que a visão que o outro tinha sobre si com toda certeza havia mudado, e não era para melhor.

Mas porque se importava com isso? Ele não era mais que um dos seus subordinados, a opinião dele não deveria lhe afetar. Se a vergonha lhe incomodava tanto poderia exigir a demissão dele e logo a família contrataria outro em seu lugar, tudo voltaria ao normal.

Não entendia o porquê de, ao cogitar aquela hipótese uma pontada estralava em seu peito. Talvez por ter se acostumado em focar os seus dias em atormentá-lo; talvez havia se apegado por ele ser o único rapaz com a idade próxima a sua naquela mansão. Qualquer fosse o motivo não o queria longe dali mais.

Começou a pensar que não tinha sido tão ruim desabar a frente do moreno mais novo. Lembrava bem de como ele havia se preocupado e cuidado tão bem de si; sem o julgar em momento nenhum. Logo a pontada em seu peito se tornou um calor gostoso e por um momento de sentiu protegido.

O calor subiu até seu rosto quando vagarosamente a última imagem que sua mente havia gravado se fez presente em sua consciência.

O beijo.

Novamente sentiu o coração bombear freneticamente, se jogou no colchão numa tentativa de relaxar. Não adiantou muito, respirava rápido enquanto o rosto esquentava cada vez mais. 

— Controle-se Yoongi, não é como se nunca tivesse beijado um cara na vida. – Disse para si. – Se for parar para pensar, o novato não é tão ruim assim. Aquelas covinhas são adoráveis... – Se perdeu na ultima observação.  Riu quando percebeu que pensava demais sobre aquilo.

Criou coragem para levantar de vez e retornou ao banheiro para tomar um banho, após pensar tanto não achava mais tão humilhante chorar naquela banheira. Deixou a água correr por seu corpo levando o que restava de ruim de si. Chorar por um lado tinha sido bom, estava mais leve.

Terminou de se banhar e se olhou novamente, sua aparência não estava mais tão ruim quanto antes, porém a cabeça continuava a doer e agora era acompanhada por um desconforto em sua barriga; estava com fome.

Vestiu roupas confortáveis e deitou-se novamente, esperando ansioso que a voz que lhe chamou mais cedo retornasse. Enquanto esperava organizava seus pensamentos e se preparava para encarar Hoseok, seria constrangedor, mas precisava passar por aquilo.

Batidas na porta e um pedido de licença foram ouvidos, o mordomo havia retornado com um farto café da manhã.

— Pronto para comer agora? – O moreno questionou, se aproximando da cama.

Pela primeira vez Hoseok sentia-se desconfortável, tomava cuidado ao falar, não sabia o que era certo ou errado. Devia tocar no assunto da manhã anterior ou simplesmente ignorar e fingir que nada aconteceu? A julgar pelo estado do ruivo se questionava se ele se lembrava do beijo que tiveram.

Ele se lembrava – claro, não estava bêbado – e virou a noite pensando sobre, se indagando se aquilo mudaria sua relação com o pequeno Min ou se nada aconteceria. Estava ansioso para aquele “encontro”; queria respostas.

— Sim, pode começar a me servir. – Yoongi disse simples, assistindo o mordomo fazer o que sempre fazia. – Por quanto tempo eu dormi?

— Um dia inteiro. – Respondeu enchendo o copo com o suco que ele mesmo havia preparado. – Eu tinha vindo até aqui a noite anterior para verificar se o senhorzinho estava bem, mas você sequer se mexeu.

Depois de deixar tudo pronto na bandeja a entregou e teve seu braço agarrado pelo ruivo.

— Quantas vezes eu vou ter que pedir? Não me chame mais assim... – Pediu sério o encarando no fundo dos olhos, se incomodava ao ser chamado daquela maneira, principalmente por ele.

— Desculpe-me, mas é realmente difícil me lembrar disso. Vou prestar mais atenção. – Desviou o olhar, estava nervoso. Para ele era realmente difícil não se dirigir ao mais novo de maneira formal, afinal era somente o mordomo daquela família.

Yoongi permaneceu segurando o braço do outro por alguns instantes, levando seu olhar por toda a extensão do braço até o rosto do moreno, algo dentro de si se revirava.  O mesmo acontecia com Hoseok, que ao reparar que estava sendo fitado tão intensamente pigarreou, a temperatura de seu corpo começou a aumentar e então se soltou do aperto.

— Você se esquece das coisas muito facilmente. – Observou.

— Sim, porém existem coisas que não são tão fácies de esquecer. – jogou, somente para ver a reação de seu patrão.

Agora tinha certeza, o mais velho se lembrava do beijo, a troca de olhar e o sorrisinho de canto lhe entregou. Não pode negar que se sentia feliz ao constatar aquilo.

Ao vê-lo finalizar organizou tudo e começou a caminhar para se retirar do quarto, questionou pela última vez se ele precisava de algo e teve como resposta algo que lhe deixou sem reação.

— Você já me deu tudo que eu precisava...  – Yoongi manteve o riso de canto, era óbvio que a frase não foi solta na inocência. O mordomo se retirou nitidamente desconcertado, o que o fez rir baixo quando a porta se fechou.

 

(...)

 

Alguns dias frios se passaram, não em questão ao clima daquela estação, mas sim daquela casa; daquelas duas pessoas. Yoongi manteve-se fechado em seu quarto naquela primeira semana pós-ocorrido, precisava pensar; organizar seus pensamentos e sentimentos. Não viu ninguém de sua família então acreditou que nenhum de seus empregados havia comentado sobre o que fizera, o que foi bom já que não estava com paciência para escutar sermões.

O único com quem falou foi Hoseok, contudo foram poucas vezes, somente as necessárias. Queria desvendar algumas coisas dentro de si, precisava desses dias para se recuperar. Quando voltou a se fazer presente na mansão não mudou seus atos, mal trocava palavras com seus familiares, continuava destratando alguns empregados e claro, provocando o mordomo novato.

Porém as provocações estavam diferentes, mais abusadas e sugestivas. Às vezes lançava palavras com duplo sentido e em outras vezes olhares que queriam dizer mais do que aparentavam. Tocava o outro com uma malicia embutida, dando a desculpa de que foi sem querer. Divertia-se com aquilo.

No fundo sentia que aquele dia, aquele beijo só despertou algo interno que estava tentando esconder de si próprio. O moreno lhe atraía.

Ria sozinho sempre que via seu mordomo – no começo – sem reação ou até mesmo envergonhado, achava de certa forma adorável, mas começou a se empolgar mais quando o outro lhe retribuía as brincadeiras, se envolvia. Queria mais daquilo, e queria logo.

Hoseok entrava na brincadeira aos poucos, por medo de se entregar demais e acabar se dando mal, afinal de contas, não passava de mais um que trabalhava ali, qualquer falha poderia comprometer seu futuro e conseqüentemente o de seu avô, não queria isso. Por isso era muito cauteloso quando “respondia” alguma instigação.

No fundo sentia que a cada dia que passava ficava mais difícil se segurar.

Yoongi começava a pegar pesado. Conversava consigo – ou com outras pessoas – com poses provocantes, porque sabia que seria notado. O chamava em seu quarto para cumprir alguma tarefa e lhe recebia de maneira lasciva, transbordando segundas intenções. O mordomo mantinha-se firme, mas estava começando a deixar transparecer que estava sendo atingido. E sabia que o mais velho estava percebendo.

Estava entrando de cabeça em um jogo perigoso... E estava gostando.

Quantas vezes não se pegou observando demais o ruivo quando este passeava pela casa totalmente arrumado antes de sair para algum bar ou balada no centro?

Contudo, não era o único a apreciar a vista que tinha, muitas vezes enfrentou o olhar intenso sobre si, que a cada dia, não era mais desviado.

Começou a receber elogios do outro, antes só de agradecimento pelo trabalho feito, mas posteriormente sobre sua aparência, sobre seu sorriso e sobre o modo que ele o tratava. Não esquecera o dia em que estava trocando as flores da parte interna da mansão e foi abordado, totalmente desprevenido.  

"— Olha só, o corredor está mais bonito hoje... – caminhou devagar atrás do mordomo, que estava posicionando um belo vazo na mesinha próxima a janela. – E não estou falando das flores."

Parecia bobo para quem visse de fora, mas para os dois eram frases assim que os aproximavam cada vez mais.

Até que o dia em que o limite de ambos seria ultrapassado chegou.

Num inicio de madrugada, quando a mansão estava totalmente silenciosa Hoseok estava sentado ao jardim observando o luar, não estava conseguindo dormir naquela noite então resolveu caminhar. Não havia restrições para aquilo, desde que estivesse em pé em seu posto de trabalho no horário certo o que fizesse na madrugada não importaria a ninguém.

Saiu para respirar um pouco e tentar recuperar o sono, como o jardim ficava a frente da mansão viu quando Yoongi chegou em um táxi. Estranhou porque normalmente aquele não seria o horário que ele chegaria, chamou sua atenção e quando foi ouvido foi chamado para perto com um gesto com as mãos.  

Quando o pequeno Min entrou na mansão o moreno parou por um minuto, como não estava em horário de trabalho sua roupa não era o típico fraque, vestia somente uma calça leve e camiseta branca, nunca havia entrado na casa daquela maneira então hesitou. Porém o ruivo continuava o chamando na grande porta, acabou cedendo. Quando caminhou o outro entrou apressado.

Assim que passou pela porta foi agarrado por trás, suas costas foram pressionadas contra o corpo menor e seu tronco envolvido com os braços finos de seu senhorzinho, a ação lhe pegou de surpresa, então parou no mesmo instante.

— Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? – Questionou com um pouco de medo, nunca havia tido um contato tão próximo como aquele com o menor.

— Aconteceu que eu não agüento mais. – Respondeu passando o nariz levemente pelas costas do moreno. – Eu preciso de você... – falou baixo deixando as mãos passearem pelo abdômen alheio. – Preciso agora.

A vibração que a voz tão próxima de suas costas emitiu atravessou o corpo todo do mordomo, o fazendo fechar os olhos. Segurou as pequenas mãos que estavam sobre si e o puxou para sua frente.

Reparou que a roupa que o menor vestia era diferente das habituais, era mais formal, imaginou que o lugar para onde tinha ido não devia estar tão interessante para fazê-lo voltar. Percebeu também o cheiro de álcool que o pequeno corpo exalava.

— Você bebeu novamente, quer que eu te leve para o quarto para descansar? – Se arrependeu na mesma hora em que soltou a frase, não pensou muito antes de mencionar o quarto.

— Talvez um pouco... Quero que me leve para o quarto sim, mas para me cansar. – deixou um sorriso de canto surgir. Entrelaçou os dedos que lhe seguravam e deu dois passos a frente. – Eu sei que você também quer isso.

Tão próximos Hoseok não conseguiu se conter, o olhou de cima a baixo, decorando cada detalhe; a camisa social preta lhe caia bem, contrastava com a pele branca e deixava o outro muito atraente. Por estar de madrugada as luzes da mansão estavam apagadas, o que os iluminava era somente a luzes de fora, que entrava fraca pelos vidros, deixando aquela situação ainda mais envolvente.

— N-não podemos fazer isso. Você deve se deitar. Está embriagado. – Disse tentando recuperar alguma razão dentro de sua mente.

— Claro que podemos! – colou definitivamente os corpos, prendendo o mordomo em um abraço. – Eu não estou bêbado, sei bem o que estou fazendo. – Levantou o rosto para fita-lo melhor. – Vamos para o quarto, sim?

Diante daquela expressão tão pidona não teve como recusar, permitiu que o menor o guiasse pelas escadas até a porta de seu quarto. Entraram no cômodo e se viu novamente pressionado, Yoongi o jogava contra a porta.

Sentia os dedos dedilharem seu abdômen devagar, enquanto mantinha o olhar sobre a expressão maliciosa que tomava o rosto do ruivo, as sensações que aquela face lhe causava eram incríveis, se deixou aproveitar.

Os beijos que sua pele recebia faziam os pelos que existia eu seu corpo se arrepiarem. Teve que fechar os olhos, não para se controlar, mas para gravar aquilo em sua memória. Era extremamente bom.

Queria mais.

Levou uma mão até os cabelos vermelhos do outro e afundou os dedos, fazendo um carinho como se fosse uma confirmação de que estava gostando. O outro entendeu e subiu o rosto até ficarem frente a frente.

—Não resista tanto... Está na cara que você quer tanto quanto eu. – Sussurrou bem próximo aos lábios bem desenhados do mordomo.

Hoseok estava em seu limite, ali já não pensava em conseqüências, o menor estava certo, queria demais aquilo.

Ainda com a mão na cabeça do outro o puxou devagar e finalmente selaram os lábios. Após uma breve apreciação começaram a aprofundar o beijo. Era a primeira vez que sentiam um o gosto do outro então começaram com calma, estavam se conhecendo.

Maravilhoso.

Eram sensações novas para os dois.

O mordomo descia a mão pelo pescoço pequeno à medida que o beijo ia aumentando a intensidade, deixou os dedos passearem por aquela região, gostava como os pelos que ali ficavam se eriçavam. A maneira que as línguas se enroscavam uma na outra aumentava a temperatura do corpo de ambos e o faziam se aproximam cada vez mais.

Era excitante demais para ficarem separados.

— É melhor do que eu pensei... – Yoongi soltou arrastado, ainda com o rosto próximo ao do mais alto. Mordeu o próprio lábio o encarando no fundo dos olhos. Como estavam encostados a porta quase não havia luz ali, então o puxou levemente até chegarem próximo da cama, que era iluminada pela grande lua do lado de fora.

— Então você pensa em mim? – Soltou quase tão arrastado quanto o outro. Permitiu que suas mãos agarrassem com precisão a cintura fina que lhe guiava até a cama. – Com que freqüência?

— Quase o tempo todo. – Levantou um dedo e começou a circular a boca que lhe chamava tanta atenção. – Sabe, faz dias que eu vou a festas e não consigo parar de pensar em você. Hoje eu senti que deveria voltar para casa mais cedo, e quando vi que você estava no jardim percebi que foi a escolha certa.

Talvez o destino estivesse brincando com os dois, Hoseok costumava dormir bem, era realmente estranho não conseguir naquela noite. Seu corpo poderia estar lhe dando um aviso de que algo aconteceria?

Não importava, estava feliz com a sua decisão.

— Algo me fez ir para o jardim. Talvez inconscientemente meu corpo esperava o seu.

— Então vem...

Yoongi sentou-se na cama e se arrastou até a cabeceira puxando o moreno pela barra da camiseta, retirou os sapatos e envolveu os braços no pescoço do corpo, que agora, estava por cima do seu.  Iniciaram um beijo calmo, porém necessitado, as línguas se encaixam perfeitamente uma na outra, com movimentos certeiros e eróticos.

— Porque demoramos tanto tempo para fazer isso? – o menor disse ao se separarem.

— Eu não sei... – O moreno respondeu meio alheio, estava com os olhos fixados no corpo a sua frente.

Hoseok passou a depositar beijos no pescoço extremamente branco abaixo de si, desabotoando cada botão da camisa social preta que o mais novo vestia, ia descendo acompanhando cada parte que ia sendo descoberta. Deixava mordidas e lambidas pelo caminho. Permitia-se demorar em algumas partes somente para ouvir os gemidos baixos que ele soltava, até que finalmente terminou e retirou totalmente a vestimenta. O olhou de cima e sorriu com a visão que teve.

 Não perdeu muito tempo observando, voltou a dar atenção ao tronco, agora totalmente descoberto.  Chupava cada pedaço de pele enquanto arranhava levemente a lateral, sabia que isso provocaria ainda mais o ruivo. Este se remexia de prazer na cama, deixando escapar suspiros e gemidos fracos.

— Ahn... Eu queria tanto você... – soltou com a voz falha.

— Queria? Não quer mais? Eu posso parar... – Brincou, sabia que era o contrario, mas queria ouvir que era desejado.

— Não... Eu quero mais...

O mordomo sorriu entre os beijos e voltou o olhar para o rosto de Yoongi, se beijaram novamente, desta vez sem tanta calma, queriam se provar mais uma vez, guardar na memória o gosto de ambas as línguas.

Agora eram as mãos do menor que se movimentavam, corriam por baixo da camiseta apertando com força cada parte do tronco. Estava ansioso para o que viria a seguir, levantou a camiseta e se separou da boca do moreno somente para passá-la por sua cabeça, jogou-a longe e tomou os lábios carnudos novamente.

O quarto estava quente, mas não tão quente como o corpo de seu empregado, colou o seu ao dele para sentir a pele fervente e levemente suada junto a sua. Seu corpo estremecia com o toque somado ao beijo que estava envolvido. Precisaram de ar então se desgrudaram por um instante.

— Se eu te disser que imaginei isso várias vezes você vai me achar um pervertido? - Yoongi disse com o rosto tão vermelho quando seu cabelo.

Estava admirado, o corpo de Hoseok era magnífico, forte, com uma barriga tanquinho perfeitamente moldada; as gotas de suor que estavam ali deixavam a visão ainda mais indecente, do jeito que gostava.

— E eu cumpri as suas expectativas? – Perguntou maliciosamente, se sentando nas pernas no menor. Estava envolvido demais, já havia deixado toda a sua formalidade de lado e se preocupava apenas em sentir prazer e em provocar prazer ao outro.

— Você superou...

Ao ouvir isso se sentiu vitorioso e inverteu as posições deixando o ruivo sentado sobre seu colo. Deu atenção aos mamilos despertos, chupando, lambendo e mordendo um de cada vez. Os gemidos eram mais altos e manhosos, o que lhe aumentava a vontade de explorar aquele corpo.

Sem parar o que estava fazendo levou a mão até a calça escura, desafivelando o cinto prateado e abrindo o único botão que tinha ali. Desceu a roupa até onde podia revelando o volume considerável por baixo da cueca. Apertou levemente a região e ouviu o grunido do mais velho.

Yoongi o deitou na cama para se livrar de suas calças e voltou a sentar-se no colo do outro, sentindo o membro latejante se chocar com sua região traseira, aquilo o fez gemer mais alto e involuntariamente rebolava enquanto dava atenção a orelha do moreno.  Passou as mãos pela barriga bem definida chegando às calças e, sem dificuldades, conseguiu retira-las levando junto à cueca.

O grande membro estava totalmente à mostra o fazendo salivar e morder o lábio inferior, observou o quanto o mais novo parecia ansioso e atento ao que ele fazia, respirando devagar e acariciando suas coxas claras. Suas expressões o agradavam muito.

Deixou seus dedos finos conheceram as coxas grossas do mordomo, apertando e massageando a parte interna, algumas vezes ameaçando chegar perto demais da região intima dele. Queria atiçá-lo.

— Você quer que eu implore, não né? – Hoseok se pronunciou com a voz rouca.

— Talvez... Me diga o que você quer...

— Me toque... Eu quero que você me toque.  – Admitiu, estava ansiando por isso.

O ruivo riu de maneira safada ao ver como o outro estava, ajeitou-se entre as pernas dele e segurou a base do pênis rígido que lhe chamava.

— Vou fazer melhor que isso...

Não deu tempo para uma resposta, abocanhou a glande inchada e a umedeceu com sua língua. Deixava-a rodear toda a extensão dura e depois começou a movimentá-la em um sobe e desce gostoso. O mais novo foi totalmente pego de surpresa e não conseguiu segurar um gemido longo.

Podia dizer que ter a boca quente e úmida de Yoongi envolta de seu membro era a melhor sensação do mundo. A habilidade dele com a língua o fazia respirar pesadamente e mover-se contra seu rosto em busca de mais profundidade. Suas mãos agarraram-se aos fios ruivos e o ajudavam nos movimentos. Seu corpo era tomado por arrepios que só melhoravam aquela experiência.

A velocidade do oral aumentava e já via dificuldade em controlar seu corpo, o empurrava cada vez mais rápido e forte. Percebia que o menor o olhava enquanto o chupava ferozmente e seu corpo respondia da melhor maneira. Quando sentiu que estava próximo do ápice o parou, puxando sem muita força seus cabelos.

Sentou-o novamente em seu colo, retirando a única peça que ainda restava no corpo do ruivo. O ajeitou de maneira que os dois membros se chocassem, causando arrepios em ambos. Arranhava as costas dele fazendo um caminho até a bunda firme, apertando-a por fim.

— Agora é minha vez de mostrar o que posso fazer – Disse próximo ao ouvido o outro. Este fechou os olhos e inclinou levemente para o lado.  – Apenas relaxe.

Yoongi assentiu e suspirou, sentindo a mão grande lhe cobrir o rosto e fechar seus olhos.

— Abra a boca. – Hoseok ordenou.

Fez conforme foi pedido e abriu a boca devagar, dois dedos lhe invadiram e logo entendeu o que tinha que fazer. Os molhou com sua língua habilidosa e deixou saírem com um estalo. O moreno se deleitava com aquela cena. Teve a cintura erguida e as pernas afastadas e, sem demorar muito, um dedo já rodeava a sua entrada.

Segurou um grito de prazer quando foi penetrado com um dedo, o movimentos lentos faziam suas pernas tremerem, após se acostumar com a sensação outro dedo foi incluso á aquele ato. Seguiu a orientação que lhe foi dada e tentou relaxar o máximo possível.  Queria desfrutar daquilo.

O mordomo aumentava a velocidade dos movimentos e mexiam os dedos dentro do menor, apreciando como este de entregava cada vez mais ao prazer, gemendo cada vez mais alto. Só de ouvi-lo já se sentia bem, queria o melhor para ele.

— Hoseok... Eu quero você... – A frase saía entrecortada – Você de verdade... Por favor...

— Mas eu estou aqui, não estou entendendo... – Se fez de desentendido, queria ouvir claramente o que seu chefinho desejava. – Me diz o que você quer...

— Eu quero... Ahn... Eu quero que você me foda... Agora.

— Seu pedido é uma ordem para mim.

Retirou os dedos de dentro do pequeno corpo e segurou firmemente as coxas alvas, o posicionou sobre seu membro e penetrou devagar, a fim de não machucá-lo. Permitiu que ele ficasse um tempo imóvel para se acostumar com o volume que lhe preenchia. O puxou para um beijo carinhoso, queria deixá-lo seguro antes de começar a se mexer.

— Pode começar. – Yoongi avisou. Apesar de estar sentindo um pouco de dor estava ansioso para aquilo, de certa forma sabia que seria bom.

E não estava errado, na primeira estocada uma corrente elétrica lhe correu o corpo todo o fazendo gritar. Hoseok parou preocupado, mas o ruivo fez um gesto com a cabeça confirmando que estava tudo bem.

Outra estocada. Outro grito.

À medida que os movimentos se tornavam mais rápidos à dor sumia e o prazer lhe consumia. Cada vez que levantava comprimia sua entrada ao pênis alheio e via como a face do moreno indicava que estava gostoso. Começou a se mexer por si próprio, da forma que achava melhor.

Quando o ruivo subia e descia sozinho Hoseok se permitiu apoiar-se nos cotovelos e contemplar a visão de seu patrãozinho cavalgando sobre si, gemendo sem pudor. Estava certo de que nada mais no mundo seria melhor do que aquilo. Seu corpo ardia de tão quente, seu membro era apertado cada vez mais. Deixou a cabeça tombar para trás e soltou o ar num suspiro longo.

Previu que não demoraria mais daquele jeito.

— Porra. Como você pode ser tão gostoso assim?

— Isso é jeito de falar com seu superior, novato? – Provocou, e sentou com mais força. Ria maldosamente.

— No momento eu já não estou ligando muito para isso. – Respondeu com dificuldade. – Vem aqui, que eu vou fazer você se arrepender por ter me provocado tanto. Deite na cama.

Yoongi se desconectou e se apoiou ao corpo do outro para deixar um selo em seus lábios antes de fazer o que foi pedido. Naquela noite era ele que estava obedecendo todas as ordens de seu mordomo. Deitou-se e viu o moreno ficar por cima novamente, se ajustando entre as pernas fracas depois de trabalharem tanto.

Hoseok distribuiu beijos e mordidas na parte interna na coxa pálida antes de penetrá-lo sem prévio aviso. Um urro deixou sua garganta em sintonia com a do menor. Retomou os movimentos de vai e vem, agora com uma intensidade ainda desconhecida por seu parceiro, cada vez mais fundo, com mais força.

Ambos estavam chegando ao pico de prazer daquela noite e a prova disso eram os gemidos mais freqüentes e altos. Não durariam muito.

— Ahn... Hoseok eu... Eu to quase... – A frase quase não saiu.

— Então relaxe...

Permaneceu na mesma velocidade e força; tomou o membro do menor em sua mão e começou uma masturbação sincronizada com suas estocadas, o via se contorcer abaixo de si, agarrando-se ao lençol. Entregou-se a tudo que sentia e despejou dentro da cavidade apertada seu liquido que demonstrava o prazer máximo.

Ao sentir a quentura do gozo lhe preencher Yoongi também sentiu os espasmos típicos do orgasmo e se desfez na mão grande que o masturbava, esgotando sua voz num gemido que foi abafado pela outra mão de Hoseok.  Respirava com dificuldade, mas isso não impediu de olhá-lo com profundidade e o chamar para perto.

Descansaram um ao lado do outro, trocando olhares e buscando ar para os pulmões. O mais alto fez um carinho no rosto do menor, que fechou os olhos para aproveitar. Estava satisfeito.

— Você grita demais. Deve ter acordado a mansão inteira. – Zombou e levou um tapa no braço, seguido de risadas.

— Prometo que na próxima eu tento gritar menos. – Finalizou com um bico fofo.

— Na próxima eu farei você gritar ainda mais.

Yoongi sorriu e juntou sua mão a que lhe acariciava o rosto, se arrastou para mais perto do moreno e o abraçou. Dedilhava a barriga agora sem malicia nenhuma, só queria transmitir como se sentia bem depois daquela transa.

Hoseok o aconchegou em seu abraço e depositou um beijo no topo da cabeça coberta por cabelos tingidos. Queria poder ficar ali para sempre, sentido a respiração cansada do menor se chocar contra a sua pele, porém não podia.

— Dorme comigo hoje?

— Você sabe que eu não posso. Eu não deveria nem estar aqui... – Respondeu triste, contudo era verdade.

— Então amanhã você volta? Volta para mim? – Yoongi se levantou para fita-lo, tinha uma expressão esperançosa estampada no rosto.

— Seu pedido é uma ordem para mim.

Deram o último beijo antes do mordomo se vestir e se retirar do quarto, com máxima cautela. A partir daquela noite os dias de Yoongi não eram mais tão ruins quanto antes, a vida lhe deu um motivo para sorrir. Agradecia seu pai – secretamente – todos os dias por ter tido a idéia de contratar um novo mordomo.

Não importava o tanto de problemas que tinha na família ou em outros assuntos, se esquecia de tudo quando se encontrava toda a noite com aquele moreno alto, de covinhas adoráveis e corpo escultural. O sonho de toda garota era, só e completamente seu.  

E para Hoseok, que não imaginava nada disso para si, agradecia seu avô por o incentivar tanto a seguir a profissão e o indicar para aquela família. O ruivo era um achado que ele teria o prazer de cuidar, proteger e fazer gritar todas as noites.

 

 


Notas Finais


Então acabou :’)
O que acharam? Gostaram? Odiaram? Não cheira nem fede? Me diga <3
Primeiro lemom escrito então não sei se fiz certo, eu particularmente gostei, mas nunca se sabe né?!

Aos que lêem minha outra fanfic:
ME DESCULPEM
Sei que estou atrasada, mas ela é feita de POV’s e são 3 diferentes, então é um pouquinho difícil ta ;-;
Eu tenho o cap todo programado, mas não estou conseguindo escrevê-lo.
Até o natal eu juro que posto D:
Para quem não conhece e quer ler segue o link aqui:
https://spiritfanfics.com/historia/running-for-youth-5738929
Beijinhoooos <3


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