História The New Exorcist - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Ao no Exorcist
Personagens Amaimon, Izumo Kamiki, Konekomaru Miwa, Kuro, Mephisto Pheles, Nemu Takara, Renzo Shima, Rin Okumura, Ryuji "Bon" Suguro, Shiemi Moriyama, Shura Kirigakure, Yukio Okumura
Tags Ao No Exorcist, Blue Exorcist, Rin Okumura, Shounen
Exibições 47
Palavras 4.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Sobrenatural
Avisos: Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Konnichiwa gozaimassu! Gentey, aqui vai mais um capítulo, apenas me perdoem pela demora... Vocês chegaram a ler o último capítulo de Ao no Exorcist? [SPOILER]... E aquele negocio do Iluminati... Shima tentando persuadir Yukio a entrar pro Iluminati (desculpa, mas do jeito que é, acho que ele é capaz de entrar)... O pessoal pegando aquele demônio das cobras que esqueci o nome... Cara, isso tá estranho. E estou muito ansiosa pro próximo! Esse mangá é simplesmente perfeito!
*・゜゚・*:.。..。.:*・'(*゚▽゚*)'・*:.。. .。.:*・゜゚・*

Enfim, aqui está, espero que gostem e valeu mesmo por estarem acompanhando a fic! Boa leitura minna!

Capítulo 24 - Capítulo 24- Ônibus


 

Rin, ao acordar, viu Hana enroscada em si, deu um sorriso e pensou se a acordava ou não. Deu um longo suspiro e começou a tentar acorda-lá, estava começando a ficar vermelho, lembrando-se do que houvera ontem à noite. Não tinha nada do que se envergonhar, certo?
  - Ei, Hana, acorde!- Rin balançava a garota, esta, soltou um resmungo e virou-se de costas.
  - Só mais cinquenta minutinhos- resmungou com a voz fraca. Rin perguntou-se se era assim que Yukio sentia-se quando ele pedia mais alguns minutos de sono.
  - Anda, acorda, não quero encarar aquela velha sozinho. Tenho pavor de velhinhas- Rin falou um tanto impaciente.
  - Humph, okay- bufou a garota e sentou-se na cama, ainda com os olhos fechados. Abriu os olhos lentamente e olhou para Rin, que a encarava. Seu coração bateu mais forte, lembrou-se do beijo é levantou-se rapidamente, evitando contato visual.
  - O que é?- perguntou Rin, confuso.
  - N-nada- Hana gaguejou.
  - Hã... é sobre ontem?- perguntou o garoto. Hana balançou a cabeça negativamente, depois afirmativamente.  
  - V-você... não... não gostou?- perguntou Rin um tanto chateado.
  - Não é isso... é só que... - Hana virou-se para o garoto- É estranho.
  Rin não respondeu, apenas a encarou. Seu estômago roncou.
  - Ahahaha, acho melhor comermos alguma coisa, Okumura- Hana gargalhou. O rosto de Rin tomou uma leve cor vermelha. Depois de se trocarem, foram em direção à cozinha, Hana cumprimentou a velhinha, Rin apenas fez um aceno de mãos. Depois de terem um ótimo café da manhã, Hana foi para a sala e ficou assistindo TV junto com a velhinha. Rin olhava para a TV sem entender uma única palavra. Depois de metade do dia fazendo grandes nadas, Rin soltou um longo suspiro e começou a falar com Hana.
  - Hana, não acha melhor sairmos daqui?- perguntou Rin- Irmos ao Vaticano e pegarmos nossas coisas. Quem sabe tentar conversar com Mephisto para que convença  Ordem de que não fizemos nada de errado.
  - Rin, acho muito arriscado- Hana murmurou, a senhora olhando para os dois, curiosa sobre o que estavam conversando.
  - Okay, se é tão arriscado assim, vou sozinho- Rin falou levantando-se- Aliás, não era você que queria suas armas e, principalmente, a maldita cura para aquele Jardim?
  - Está dizendo que estou desistindo?- perguntou a garota levantando-se- Estou apenas dizendo que é arriscado! Você pode... eles podem capturar você!
  - Pelo menos não irei ficar sabe-se lá quantos dias assistindo TV junto com uma velha nos confins da Rússia!- Rin explodiu. Sentia-se mal brigando com a garota, afinal, gostava muito dela, porém precisava da Kurikara, precisava dar um jeito em toda essa situação. Não podia ficar fugindo para o resto de sua vida. Fez uma curta reverência para a senhora e foi em direção à porta de saída, pegou na maçaneta, olhou para Hana, que o encarava incrédula, e saiu da casa. Sentiu uma corrente de ar fria batendo em seu rosto, olhou em volta e não viu uma alma viva na rua, apenas se encontravam os pequeninos demônios circulando pelo ar, os Coal Tars. Pensou em como chegaria a Itália. Não sabia falar russo para pegar um ônibus para ir a uma cidade com aeroporto. Mas daria um jeito, sempre dava, quer dizer, sempre seus companheiros davam. Poderia tentar voltar ao local do acidente, ver se a Ordem estava por lá e, quem sabe, se entregar e tentar falar que ele não teve culpa do ocorrido semanas antes, afinal, se não tivesse tomado sua forma demônio, Amaimon teria matado mais de um inocente naquele dia. Uma raiva cresceu no peito de Rin. Amaimon. Detestava esse demônio como nunca. Apenas atrapalhava sua vida. 
  Pôs-se a caminhar aleatoriamente, apenas para não ficar parado, ainda estava pensando em um plano quando ouviu alguém chamar seu nome, ao longe. Duas opções: satã, ou algum demônio. Mas era metade disso. Encontrou Hana correndo em sua direção. Ao chegar perto do garoto, pegou em sua orelha fortemente e a torceu.
  - Aí! Por que fez isso?!- Rin exclamou cobrindo sua orelha com suas duas mãos.
  - Não acredito que ia me deixar sozinha!- Hana exclamou cruzando os braços e olhando furiosamente para o garoto-É isso o que faz? Beija uma garota e no dia seguinte à abandona?
  - Argh, só acho que está desistindo demais ultimamente!- Rin exclamou- Eu ia voltar...
  - Se conseguisse ao menos sair daqui- Hana ergueu uma de suas sobrancelhas- E além do mais, jamais deixaria você ir sozinho, principalmente depois de ontem.
  As bochechas de Rin ficaram vermelhas.
  - Por que está vermelho?- zombou Hana.
  - Ah! É... é o frio!- mentiu.
  - Ah, sei... - Hana falou olhando nos olhos do garoto, mordeu o lábio inferior- Vamos, a senhora explicou onde tem uma rodoviária, iremos para a cidade grande mais próxima deste lugar e daremos um jeito de ir para a Itália. 
  - Bem, não vamos de avião, vamos?- perguntou Rin um tanto preocupado.
  - Não, chamaremos um hipogrifo e iremos montados nele- Hana ironizou. Rin fez um olhar confuso.
  - O que é um hip... hipogrifo?- perguntou Rin embolando-se um pouco para pronunciar a palavra. Hana apertou os olhos e o encarou.
  - Quando toda essa situação acabar, irei lhe emprestar uma coleção de livros para ler. É claro, se você souber ler... - Hana falou cruzando os braços.
  - Quê?! Está dizendo que não sei ler?!
  - Em parte, sim- Hana falou, então aproximou-se do garoto e deu um beijo em sua bochecha, o que fez com que se acalmasse- Vamos, cabeça oca.
  Rin deu um sorriso bobo e acompanhou a garota, que começara andar.
Após um curto período de caminhada, chegaram a um ponto de ônibus, provavelmente um dos únicos do local. Hana olhou para Rin depois de uma curta conversa com o motorista e disse:
  - Bem, há uma rodoviária em uma cidade a uma hora daqui que pode nos levar a uma cidade com aeroporto- Hana murmurou- O que acha?
  - Não temos escolha- Rin falou ainda pensando sobre andar de avião novamente, e se ele caísse? E se eles recebessem mais culpa do que já haviam recebido? Removeu esses pensamentos da cabeça, não podia ser negativo, afinal, pensamentos negativos trazem energia negativa. Subiram no ônibus e então ele começou a caminhar. Hana ficava olhando para a paisagem pensativa, Rin olhava para todos os lados freneticamente, como medo de algum demônio aparecer e atacar os passageiros. "Devo estar sendo muito paranoico", pensou o garoto dando um longo suspiro. "Não... após o que houve no avião, e nos últimos dias, acho que não estou sendo paranoico". O devaneio de Hana acabou ao sentir um cheiro estranho, não era de odores do "dia a dia" ou o combustível do transporte vazando. Era cheiro de demônios. Olhou para Rin preocupada, este, retribuiu o olhar. 
  - Licença, precisamos parar imediatamente!- Hana exclamou com intenção do motorista escutar.
  - Ah, é mesmo?- perguntou o motorista virando sua cabeça de modo que visse a garota. Um humano normal não virava a cabeça daquele modo. Rin olhou em volta com intuito de ver se mais alguém estava percebendo essa bizarrice, e se assustou mais ainda ao ver todos os olhares direcionados a eles: olhares carregados de fúria, sede de sangue. Todos estavam com as veias de seus corpos saltadas, a pele branca como a folha de um papel, os olhos completamente negros e os dentes afiados como o de um tubarão. Eram assustadores.
  - Não sairão daqui tão cedo, primogênito de satã e cria de Egyn- todos falaram em uníssono, uma voz assustadora. Rin e Hana trocaram olhares de canto espantados.
  - Use as chamas- Hana sussurrou.
  - Não dá! Todos estão possuídos!- Rin exclamou- São pessoas, apenas seus corpos estão tomados por demônios.
  - O que faremos?- Hana perguntou aterrorizada.
  - Você sabe alguns versos fatais?
  - Tá perguntando se sou uma Aria?
  - Bem, você é praticamente tudo...- Rin falou olhado para a garota.
  - Bem... eu sei alguns... Isso! Rin, você é um gênio! Posso usar para expulsa-los dos corpos que estão possuindo!- Hana exclamou, logo sua felicidade acabou ao olhar em volta mais uma vez. Soltou um longo suspiro, fechou seus olhos e os abriu, olhando para Rin.
  - Aqui- murmurou arrancando uma barra de apoio, entregou para Rin- Você usa isso para me proteger enquanto eu faço o cântico, não importa se for dar apenas um golpe para que os afastem, já vamos os libertar- completou, então Rin levantou-se preparado para usar a barra, pretendia a usar como a Kurikara, mas não era a mesma coisa, jamais seria. Sentia muita falta de sua espada, quando percebeu, uma lágrima estava escorrendo pelo seu rosto.
  - Está chorando?- Hana perguntou segurando o riso.
  - Hã?! NÃO!- Rin gritou exageradamente. Hana olhou para ele do tipo:" Vou fingir que acredito". Então olhou para os demônios que estavam se levantando lentamente, ainda com os sorrisos medonhos. 
  - O que está esperando?- Rin perguntou olhando para Hana.
  - Por que tá olhando para mim? Olha para eles!- Hana fala apontando para os demônios. Rin bufa e volta sua atenção aos demônios- O que querem?
   - Ó, cria de anjo, queremos vocês dois- uma senhora falou- Queremos levá-los para casa. Gehenna.
  - Nem por um caral...- Rin começou. Porém Hana o interrompeu:
  - Como sabiam que estávamos aqui?
  - Ora, aquela senhora era um demônio, não perceberam, crianças?- perguntou o motorista, entonando na última palavra.
  Hana olhou furiosamente para eles. Olhou em volta e ainda estavam em movimento. Hana soltou um longo suspiro e começou com os cânticos, no momento que começou a pronunciar passagens da Bíblia, imediatamente, os demônios começaram a gritar e ir em sua direção, porém não era preciso correr, afinal estavam em um ônibus pequeno. Rin desferia golpes com a barra, porém o efeito era pequeno, sem mencionar que fazia com pena, pois ainda eram pessoas, apenas estavam possuídas. Não passaram-se cinco minutos e o motorista virou bruscamente, fazendo o ônibus capotar. No mesmo momento, Hana e Rin bateram contra o teto do ônibus, que agora deslizava, e parecia que não ia parar.
  - Hana!- Rin gritou com a testa sangrando- É gelo, faça alguma coisa!
  - Estou tentando!- Hana gritou sentindo uma dor enorme em sua perna, era insuportável. Ao olhar para sua perna, a barra que Rin estava segurando estava fincada em sua perna esquerda. Como aquilo fora parar ali? Olhou em volta e viu uma criança rindo ao lado de si, suas mãos estavam sangrentas. Fora ela quem quase amputara a perna de Hana. Rin, ao perceber, ficou furioso. Hana concentrou-se no gelo, que não passava de água. Pensou nele transformando-se em líquido, e saindo do caminho. E assim foi feito. Depois de pouco tempo o ônibus parou de deslizar, colidindo com alguma coisa. 
  - Hana! Hana!- Rin gritou indo em direção a garota. Olhou para a ferida sem saber o que fazer. Depois olhou para a criança que fizera aquilo. Ainda estava rindo e estava segurando um unicórnio de pelúcia. Voltou sua atenção a Hana, olhou para seus olhos, que lacrimejavam e expressavam uma dor horrível.
  - Me... a-ajude a ti-tirar...- Hana gaguejou. Sentou-se encostando-se no vidro e começou a tentar tirar a barra de lá, Rin ajudando. Sentiu sua perna doer ainda mais, sentia o metal deslizando dentro de sua perna. Ao tirarem, olhou a ferida. Era muito profunda. Começou a tremer e fechou os olhos para que não olhasse para lá. Rin tirou uma das blusas que estava usando e enrolou-a em volta da ferida, como se aquilo fosse melhorar. Hana começou a entoar os cânticos, esperando que isso ajudasse um pouco. Rin focou-se em suas chamas e fez um linha com ela, separando os demônios dos dois. Após fazer isso, algo tirou os sorrisos sedentos do rosto deles, fazendo-os olharem para Rin e Hana com mais ódio.
  - Sim, mestre- falaram em uníssono. Então todos caíram no chão, imóveis e desmaiados. Rin tirou as chamas e aproximou-se deles, conferindo se os demônios realmente haviam saído de seus corpos. Haviam. Soltou um suspiro de alívio. Olhou para Hana, em volta de si havia uma poça de líquido dourado com fragmentos pretos, era o sangue dela. Rin correu até a porta, abriu-a e voltou até Hana, que tampava seu rosto com as mãos e ainda murmurava cânticos. Rin a pegou no colo gentilmente. Ao sentir o toque do garoto, parou com os cânticos e olhou para Rin, que estava concentrado em sair dali e procurar ajuda para a amig...namorada. Sentiram a corrente de frio contra seus rostos. Rin olhou para a calça furada de Hana encharcada de sangue, sentiu-se mal por aquilo. Nunca fora fraco, era sempre forte e sempre dava um jeito de salvar as pessoas. Por que não conseguira protejer Hana? A raiva por satã cresceu ainda mais dentro de seu peito. 
  - Vamos... vamos continuar...- Hana falou com a voz fraca, a cabeça encostada no ombro de Rin.
  - Não, levaremos você a um hospital- Rin falou- Não deixarei você ficar com a perna nesse estado.
  - Mas... e se tiver algum da ordem que trabalhe lá...?
  - Então terá de lidar comigo- Rin falou caminhando mais rápido- Naquela cidade... sabe se tem algum hospital?
  - Não sei... podemos pergu...- Hana falava mal conseguimos formular a frase- Perguntar...
  - Certo... Não precisa ficar falando, está fraca.
  Hana assentiu vagarosamente. Quando entraram na cidade, também não viam ninguém, apenas os pequenos Coal Tars vagado pelo ar. 
  - Aquela senhora...nos enviou...para...aquel...ônibus com a intinc...intenção de...nos dar par os demôni...os- Hana murmurou, quase num sussurro.
  - Já disse para não falar- Rin falou. Então encontrou uma pessoa na rua. Pensou duas, ou melhor, sete vez antes de pedir ajuda. Foi até o senhor que caminhava lentamente e lembrou-se de que não falava russo.
  - Eu pergunto...- Hana murmurou, tossiu- Coloque-me no chão...
  - Não- disse Rin firmemente- Só deixarei você falar porque não sei falar em russo. Ande.
  - Licença, sabe onde...onde fica o hospital...?- perguntou Hana fracamente. 
  - Tem um a duas quadras- o homem falou. Depois continuou com sua caminhada sem se importar. Rin apertou o passo até o hospital. Ao chegarem, haviam apenas duas pessoas sentadas nas cadeiras aguardando. Rin correu até a recepção e sem perceber já estava falando com a moça.
  - Ei! Ela está ferida! Ajudar, por favor!- Rin exclamou, porém a moça não entendia. Então, ao olhar para a perna de Hana, viu o sangue e imediatamente chamou médicos que vieram imediatamente com uma maca. Rin colocou Hana na mesma e ficou observando ela ir embora. Não tentaria entrar na sala, pois provavelmente não deixariam. Apenas ficou observando a garota se afastar, com um enorme aperto em seu coração. Foi até em frente a sala em que Hana "desaparecera" e sentou-se em uma cadeira próxima à porta.  
  Passou-se quase uma hora de espera.
  - Rin Okumura?- perguntou um médico ao sair da sala. Rin levantou-se- Prazer, sou o médico Colin Wate, sei falar a sua língua.
  - Ah, certo- Rin falou dispensando as apresentações- Como Hana está?
  - Bem, ela está bem- o médico começou a falar- Foi um ferimento realmente muito profundo, por pouco sua perna não teve de ser amputada. Ela ficará em repouso por apenas quatro dias, ou até menos caso ela consiga andar bem. Demos alguns pontos no furo, a demos uma anestesia e por enquanto está dormindo. Ah, ela também perdeu grande quantidade de sangue, mas já está sendo reposto. 
  - Posso entrar para vê-la?- perguntou Rin, sua cabeça quase explodindo de tanta informação, se é que aquilo era muita coisa.
  - Ah, claro- falou o médico- E enquanto os pais ou familiares?
  - Hm... Hã... Ela só tem... a mim- Rin falou meio atrapalhado. 
  - Ah, certo- o médico falou, então abriu a porta para que Rin entrasse.
  A garota estava dormindo normalmente, com roupa de hospital (Rin ficou furioso, pois não vira nenhuma mulher entrar no quarto, então quem a trocara?), e com uma agulha fincada em seu braço, com um fino tubo preso a um "saco" com sangue.
  - Sei que é estranha essa pergunta, mas... qual era a cor do sangue dela?- perguntou Rin aproximando-se da garota e a observando.
  - A cor normal, vermelho meio vinho- o doutor respondeu.
  Rin olhou para a garota sem saber o que fazer. Soltou um longo suspiro e voltou-se para o médico:
  - Posso ficar com ela?- perguntou Rin.
  - Ah, primeiro, você precisa da pulseirinha- o médico falou. Rin mostrou a ele (já havia colocado enquanto aguardava notícias)- Certo, perdão- então o médico saiu da sala.
  - Deveria ter sido mais cuidadoso...- murmurou Rin sentando-se em uma cadeira ao lado da maca- Sinto muito, Hana- falou, contendo-se para não tentar acorda-la. 
  - Vocês jovens de hoje em dia são tão bonitinhos- ouviu a voz de uma moça logo atrás de si. Olhou para trás, vermelho- Ah, não tem para o que se envergonhar... Eu não estou aqui- murmurou uma moça que estava deitada em outra maca. Rin nem notara sua presença. Olhou em volta e percebeu que era apenas a moça e Hana que estavam lá. E esta moça também estava falando japonês.
  - Sim. Sei falar a sua língua- falou a moça com um doce sorriso no rosto. Rin olhou para ela atentamente: ela não possuía cabelo- Ah, isso? Bem... Câncer não é uma doença agradável, não é? Mas, enfim, é a vida.
  - Sinto muito... por você- Rin murmurou tristemente.
  - Ah, faça mil favores- falou a mulher dando uma doce risada- Todos sempre falam a mesma coisa. Diga algo diferente, do tipo: ah, qual sua comida favorita?
  - Hm... - Rin preparou-se para perguntar, porém a mulher o interrompeu:
  - É Lámen- respondeu- Meus avós são japoneses, então manjo bastante dessa língua. Meu pai era russo e minha mãe era japonesa...
  - Eram?
  - Morreram- a moça falou ajeitando-se na maca em que estava deitada, parecia feliz em ter alguém com conversar sem ser os poucos médicos que haviam no hospital- Acredita que... minha mãe morreu de... de hipotermia, meu pai foi de câncer. Bem... e aquele doce médico com quem estava conversando é meu belo noivo.
  - Sinto muito por seus pais e... parabéns por vocês dois- Rin murmurou.
  - Ah, obrigada querido!- a moça falou- Esse homem é incrível. Conheci há três anos. Acredita que começou a aprender minha língua apenas para poder pedir a benção de minha mãe? E ela aceitou! O adorou!
  - Ele aprendeu outra língua por você?- Rin perguntou como se aquilo fosse praticamente impossível.
  - Não se surpreenda tanto, jovenzinho- a mulher murmurou, em seguida deu uma doce risada- E então, qual é a sua história?
  - História?- perguntou Rin pensativamente- Bem... É louca demais para você acreditar. Principalmente o porquê de estar nos confins da Rússia. 
  - Loucura está presente em meu dia a dia- a moça falou com um belo sorriso- Ande, conte-me.
  Rin deu um sorriso fraco e virou a cadeira de modo que ficasse virado para a mulher. Então desabafou, começou a fazer um resumo desde o momento em que revelara suas chamas com aqueles valentões. Desde o momento que sua vida passada de normal, a inferno. Após um longo tempo apenas falando sobre tudo o que acontecera, mulher ficou em silêncio por um tempo.
  - Não acho que seja mentira- murmurou pensativa- Aliás, que vida complicada, hein!
  - Ahahaha- Rin deu uma risada sincera- Você não faz ideia...
  - Sabe, às vezes você já... já pensou em desistir de tudo?- perguntou a mulher mordendo uma unha.
  - Não...- Rin falou lembrando-se de todos seus amigos- Nunca. Por quê?
  - Eu já tive- a mulher murmurou, Rin a lançou um olhar espantado- Mas pensei em Colin... então, abandonei essa ideia.
  - Desistir é para os fracos- Rin murmurou- Você não é fraca.
  A mulher o lançou um olhar carinhoso e deu um doce sorriso.
  - Rin...?- o garoto ouviu alguém resmungar seu nome. Virou-se rapidamente para Hana, que estava com os olhos semi-abertos.
  - Hana!- falou o garoto levantando-se da cadeira e pegando sua mão- Como está se sentindo?
  - Parece que estou bêbada- Hana murmurou- Mas está tudo bem...
  - Nunca mais me assuste desse jeito- Rin falou aliviado.
  - Mas foi apenas um furo. Não ia morrer por causa disso- a garota falou com a voz grogue.
  - Você perdeu muito sangue.
  - Mas não o suficiente para me matar- Hana murmurou, olhando apaixonadamente para os olhos de Rin, simplesmente perdia-se naqueles olhos- Sabe, se não estivesse do jeito que estou, já estava em cima de você- Hana falou tentando fazer um sorriso malicioso. Rin ficou vermelho, então Hana fechou os olhos novamente.
  - Que fiquem juntos por um longo tempo- fala a moça sorridente.

  Depois de questões de horas, Hana já estava andando normalmente, estava apenas esperando que a anestesia passasse. E passou. Então Hana e Rin despediram-se da moça, desejando sorte e melhoras. Depois de saírem do hospital, perceberam que a madrugada já havia chegado.
  - Por quanto tempo eu dormi?- perguntou Hana olhando para as estrelas.
  - Tempo o suficiente para ficar acordada a noite inteira- Rin murmurou.
  - Certo...- Hana resmunga- Ei! Cabeça oca, eu não irei ganhar nenhuma recompensa por ter me recuperado tão rápido?
  - Recompensa?! Eu te carrego até aqui é você quer recompensa?
  Hana faz um cara de cachorrinho pidão, com um biquinho. Depois de uns segundos, Rin pareceu entender. Então deu um doce beijo na testa de garota.
  - Esperava algo melhor, mas isso já está ótimo- Hana fala olhando para o garoto com amor. Rin aproxima-se de Hana e sale seus lábios em um doce beijo. Depois de terminarem com a recompensa de Hana, começaram a caminhar.
  - Não tem como chamar aquele bicho que você falou?- Rin perguntou coçando a cabeça- Não quero pegar ônibus ou aviões tão cedo.
  - Quem dera...- Hana murmurou revirando os olhos. Então sentaram-se em um ponto de ônibus, não esperando um, mas apenas para pensar no próximo passo. Após alguns minutos, a noite ficou mais fria, Hana aninhou-se ao lado de Rin, procurando ficar mais quentinha abraçada no garoto. 
  - Não deveria abaixar sua guarda assim com um garoto- Rin falou olhando para o nada- Não sabe o que poderia fazer com você.
  - Não me importaria se tentasse fazer algo comigo- Hana murmurou corada.
  Rin calou-se. Depois de longos minutos, viram duas luzes ao longe se aproximando. Ao chegar, parou no ponto. Era um ônibus completamente preto, sem nenhuma faixa ou frase ou nome em si. De lá, saíram três homens altos com uniformes da Ordem. Rin e Hana levantaram-se bruscamente. 
  - Não fujam- um deles falou, a arma apontada para Rin e outra para Hana- Apenas entrem conosco e permaneçam imóveis.
  - Como vamos andar se precisamos ficar imóveis?- Rin perguntou, confuso. Hana deu um cotovelada em suas costas. "Quieto, talvez essa seja nossa deixa", foi o que a garota quis dizer com o feito.
  Entraram no ônibus rapidamente e lá dentro, encontraram mais cavalheiros. Rin e Hana sentaram-se um em cada ponto do ônibus, muito distantes um do outro.
  - Como nos acharam?- Rin ouviu Hana perguntando. Estava sentando no fundo, a garota próxima ao banco do motorista. 
  - Você é muito ingênua, Hana- um deles falou- Há um chip em você. Apenas encontramos dificuldades em achar um meio de vir a essa cidade sem chamar muita atenção.
  -  E aquela Kurikara?!- Rin exclamou fazendo menção de se levantar, porém um dos membros que estava ao seu lado o mostrou uma arma de choque, que fez com que permanecesse sentado.
  - Era, de fato, falsa- respondeu o mesmo- Era para o caso de vocês se separarem. Não colocamos um rastreador em você. Ainda.
  - Sai fora. Não quero nada dessas coisas esquisitas dentro de mim!- Rin exclamou cruzando os braços.
  - Quando colocaram um chip rastreador em mim?- perguntou Hana ignorando Rin.
  - No dia em que a capturamos.
  - Como não senti nada, como uma picada ou algo do gênero?- perguntou a garota desconfiada.
  - Porque estava dormindo e suas feridas curam rápido. É algo minúsculo- respondeu.
  - Por que não colocaram em Rin, já que são tão espertos?- perguntou a garota. O ônibus começara a andar.
  - O rastreador não foi compatível para o corpo dele- respondeu friamente.
  Aproximadamente, uma hora se passou com todos em silêncio.
  - Vocês são ridículos- murmurou Hana- Não têm nada para fazer e ficam perseguindo inocentes.
  - É melhor ficar quieta, aberração- um deles exclamou friamente- A não ser que queira que sua execução seja adiada.
  Hana bufou e olhou para trás, seus olhos se encontrando com os de Rin. 
  - Principalmente agora que estão nas mãos do Vaticano- completou com um sorriso no rosto. Depois de longas horas de viagem, o ônibus parou. Depois de descerem, estavam em frente a um longo prédio envidraçado, refletindo as luzes da cidade, assim como os outros menores prédios em volta desse enorme arranha-céu. 
  - Andem logo- ordenou um dos exorcistas da ordem. Depois de entrarem no prédio e diretamente irem para o elevador, chegaram ao terraço. Lá, havia um helicóptero com as hélices ligadas, provocando uma forte ventania. Sem falar a noite fria. De dentro do helicóptero, saiu um homem com longos cabelos loiros e vestes brancas, segurando uma espada dourada e branca. Era a espada de Hana, sendo segurada por Arthur August Angel.
 - Que bom que lhe encontramos, Hana, Okumura- falou Angel com um sorriso vitorioso estampado em seu rosto- Parece que a execução irá recomeçar.
  - Espere!- Hana gritou, os cabelos esvoaçando devido as hélices em movimento, sem falar da voz alta, para que o homem escutasse- Por que irão nos executar?!
  - Quer que eu repita quantas vezes?- perguntou Angel aproximando-se de Hana e Rin. As hélices começaram a se movimentar vagarosamente, até a brisa cessar, assim como elas- Rin Okumura será executado pela exposição de suas chamas perante inocentes que não tem envolvimento ou conhecimento sobre isso. Você, Hana, será executada por ajudar Okumura com sua fuga, sem mencionar o fato de que atacou a Ordem.
  - O quê?!- Hana gritou irritada- Vocês... não podem fazer isso e...
  - Como se sente, Okumura?- Angel interrompeu a garota voltando-se para Rin- O que acha se estar sendo capturado pela terceira vez?
  - Pelo menos não me confundem com uma mulher- Rin debochou, porém seu olhar expressava ódio.
  - Deveria me tratar com respeito, afinal, sou eu quem está decidindo sobre a execução- falou Angel- Eu sou o paladino.  
  - O pior paladino que o mundo já teve!- Rin exclamou.
  - Sou bem melhor que Shiro Fujimoto.
  - Nunca chegará sequer aos pés do velhote!- gritou Rin furiosamente- Jamais chegará! Você é um lixo! É desprezível e...
  Antes que pudesse continuar, sentiu algo picando-lhe as costas. Seus olhos e corpo pesaram. Pouco depois, estava caído no chão, desmaiado.
  - Rin!- Hana gritou indo em direção ao garoto.
  - Hana-san- Angel a chamou. Hana ajoelhou-se ao lado de Rin e olhou para Angel com ódio- Ainda tem escolha. Se você contribuir na execução de Rin Okumura, será inocentada e terá seu cargo na Ordem Verdadeira Cruz novamente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e enviarei o próximo capítulo semana que vem! Tenham uma boa semana e até a próxima! ~obrigada por terem lido~
(*☻-☻*)


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