História The new Robin Hood - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Tags Arqueiro, Criminal, Fora Da Lei, Justiceiro, Justin Bieber, New York, Robin Hood
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Palavras 2.671
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Vejo você no inferno, irmãzinha.


Quando fui visitar Aaron pela manhã, meu rosto queimava. Ao invés de checar se ele estava bem ontem à noite, preferi me arrastar até a cama de quem não merecia.

O rosto dele está feio, algo que antes eu achava impossível. Não tem ninguém aqui. E graças a Deus, Ellie também não está. Eu não conseguiria olhar para sua cara sem me impedir de vomitar.

— Como acontece? — Pergunto, me sentando na cama.

Aaron empurra suas coisas de volta a mala e pensa bem antes de responder.

— Fui buscar um casaco para Ellie. E esbarrei com um cara mascarado, como todos no baile.

— Só isso?

— Se você considera ver Francis e apanhar dele pouca coisa. Então é só isso.

— Francis? — Não que eu já imaginasse, mas tive que forçar mais a surpresa na minha voz. — Por que ele faria isso?

— Ele me culpou por ter sido jogado no orfanato enquanto me espancava.

— Pode ser um pouco mais detalhista?

— Jesus, Alyss... — Ele resmungou fechando a mala e se sentando. — Ele disse que alimenta o ódio por mim todos os dias. E que nós não fazemos mínimo ideia do que ele passou durante esses anos. Ele parecia... drogado? Sim. Aquele não era o Francis que eu conhecia. Por fim, ele disse que só não me matava porque eu iria pagar mais caro do que imagino.

Ele deu de ombros como se não se importasse. Seus dedos capturaram um envelope que estava em cima da cama. Ele abriu, e suas sobrancelhas se franziram.

E esse foi exato momento em que prendi a respiração. Bater em Aaron não o faria abalar, mas esmagar seu coração até que houvesse apenas poeira, isso seria pagar caro.

Engoli em seco quando ele puxou fotos do envelope. Estava pensando em justificavas. Sim, eu estava prestes a defender o traidor.

— Ele é doido! — Falei rindo de nervoso. — O que é isso?

Aaron apenas engoliu em seco e estendeu as fotos em minha direção. Vacilei antes de pegar o papel.

Enfim pude soltar a respiração. As fotos mostravam Ellie e Justin, mas o rosto dele estava embaçado ou cortado. Os ângulos da foto deixavam Ellie em destaque.

Meu estômago revirou, vendo suas mãos nele. E depois suas roupas no chão. Tentei não transparecer a raiva. Mas meu corpo estava reagindo sozinho, minhas mãos estavam quase esmagando a foto de tão forte que eu estava apertando.

Estou surpresa. Nunca senti ciúmes em todos relacionamentos que estive. Nem mesmo de Mark. Achava esse um dos sentimentos mais bobos e infantis do mundo. Mas agora eu estava prestes a rasgar a foto em pedaços, apenas para fingir que não tinha acontecido.

Pare de pensar apenas em você. Aaron está em uma situação difícil.

Ele puxou um papel de dentro do envelope e leu em voz alta. Sua mão tremendo.

Olá, irmão. Me senti culpado pelos machucados, não deveria ter feito um estrago tão grande. Então ergo a bandeira de paz. Espero que você me agradeça por isso na próxima vez que nos vermos. Com amor, Você Sabe Quem Eu Sou. — Ele esmagou a folha jogando longe. Ele se ergueu, o ódio exalava de todos os poros de seu corpo.

O abracei. Era a única forma de lembrá-lo que tudo ficaria bem. E que eu estava aqui para ele. Ele me abraçou de volta, desajeitado. Nós não nos abraçávamos desde que éramos crianças. Seu rosto afundou em meu pescoço e ele começou a chorar.

Eu ainda não conseguia entender o motivo de tanta raiva. Pensava que Francis estava me culpando pelo ocorrido e me queria longe da cidade para que ele não pudesse esbarrar comigo ou algo parecido. Mas ele parecia determinado a destruir todos da família. E eu não podia evitar ter medo dele, se Justin estava certo, ele tinha assassinado a noiva de Aidan apenas por vingança. Ele não brincava apenas com os nossos sentimentos, ele usava força para que nós ficássemos marcados. Para que lembrássemos de que ele nos odeia.

E o que virar a seguir? Eu não dancei conforme a dança. Ele pode voltar. Ele pode me machucar de maneiras piores. E até mesmo tentar me matar.

— Isso foi ontem. Ela disse que me amava mais do que eu poderia imaginar e eu acreditei nela. — Os soluços logo se espalharam pelo o quarto. Apertei mais forte meus braços em torno dele.

— Talvez ela tenha uma explicação. — Mordi os lábios, nem eu acreditava nas minhas palavras. Não tinha explicação para uma traição. Se você não está feliz em um relacionamento, apenas diga.

— Essas fotos são explicações o suficiente.

Eu nunca fui boa com as palavras. Então abracei forte o seu corpo. Até seus soluços acabarem. Até que minhas lágrimas secassem e ele não pudesse ver que eu também estava chorando.

(...)

Não vi Justin pela manhã e pelo visto não verei a tarde. Perguntei a Aidan como quem não quer nada se ele tinha visto Justin e descobri que ele estava dormindo.

Então coloquei perfume e fiz meu caminho até a casa de Brandon.

Ele abriu, segurando carteira em uma mão e a chave na outra. Vestia camiseta branca e jeans. Parecia prestes a sair.

Um sorriso iluminou seu rosto assim que ele me viu.

— Aaron me falou que seu voo foi cancelado por causa do tempo. Estava indo até a casa de seus pais te convidar para almoçar comigo. — Ele disse.

— 17h? Isso é novo para mim.

— Topa?

— Claro. Assim podemos continuar nossa conversa.

(...)

Brandon me trouxe a um restaurante muito caro. Tinha me esquecido do quão rico ele é. E as vezes me esqueço do quão rica a minha família também é. Eu não ia em um restaurante assim faziam meses.

Um homem toca piano no canto, tornando o ambiente agradável. E um casal jovem come enquanto trocam caricias.

Sinto vontade de mandar mensagem para Aidan e perguntar se Justin já acordou. Ele não pode dormir até chegar o dia em que iremos embora.

Sou uma idiota. Pois um lindo homem me leva para almoçar, mas tudo que eu consigo pensar é no rosto fofo de Justin amassado de sono. Seus cabelos espetados apontando para todos os lados e como essa memória me fazia rir instantaneamente.

Meu celular vibra enquanto a recepcionista nos guia para uma mesa. É uma mensagem de Justin. Sorrio sem me preocupar, pois ele não está vendo.

"Me encontra no restaurante The Sun. Não demore muito."

"Eu já estou aqui."

"Rápida demais. Não sei se gosto disso."

Justin sai do banheiro masculino sorrindo. A mensagem aparece na tela. E então ele ergue a cabeça para encontrar Brandon e eu, sentados em uma mesa. Ele olha tempo o suficiente, até que seu sorriso desapareça.

— Aquele não é o seu amigo!?

— Ignora que ele vai embora. — Falei sem certeza. Ele já estava quase em nossa mesa.

— Não acredito que a festa ia começar sem mim. — Ele beijou minha bochecha e se sentou na cadeira vaga em nosso meio. Os dois trocaram um aperto de mão. — Justin Bieber. Alyss esqueceu de nos apresentar.

— Brandon D’Angelo — Brandon parecia um pouco desanimado por ver nosso almoço se transformar em algo estranho de forma rápida.

Então, decidi ignorar Justin. Ele é como um cachorrinho carente, se você ignorar, ele vai embora.

Mas acontece que ele pretendia me convidar para jantar. Talvez ele estivesse procurando pelo restaurante na internet, já que não conhecia a cidade. E pelas roupas que ele estava usando, aquilo era algum tipo de encontro.

Segurei firme as minhas mãos. Eu não deveria me sentir culpada só porque ele penteou o cabelo para sair comigo. Ele tinha errado. Eu não deveria me sentir tão culpado ao olhar em seus hipnotizantes olhos cor de mel.

Nós escolhemos o nosso prato do cardápio e Brandon chamou o garçom, que parecia conhecê-lo. Ele fez os pedidos para nós e perguntou como andava sua família. Justin aproveitou seu momento de distração para falar.

— Queria que estivéssemos sozinhos. Eu tinha planejado tudo para concertar isso... — Ele esfregou a mão suada nos jeans, enquanto me deixava ver toda a tristeza em seu olhar.

Eu simplesmente ignorei suas palavras. Mesmo que seu olhar tenha partido meu coração em milhões de pedaços.

Meu coração suplicava para que eu reconhecesse seu esforço. Mas meu cérebro pedia para que eu parasse de ser tão ingênua.

— Quando eu te vi no baile lembrei de quando éramos pequenos e fazíamos nossas pequenas festas na casa da árvore. Nós éramos sempre tão criativos. — Era uma boa lembrança. Eu fazia vestidos com as camisetas largas de Andrew e Brandon roubava uma gravata de seu pai. No final nós estávamos girando desajeitados, como os passos de dança que tínhamos assistido na televisão.

Justin manteve seu olhar na janela, suas mãos seguravam a borda e ele tentava não rir. Mas quando sua risada escapou, ela preencheu o restaurante. Algumas pessoas olharam para nós, tentando entender o que tinha acontecido de tão engraçado. Mas quando perceberam que ele estava rindo por mais tempo do que o suficiente, ignoraram.

— Agora ela é adulta e continua gostando de fazer festa na casa da árvore. — Ele olhou para mim de forma maliciosa. Meus olhos foram de encontro com seus músculos marcando na camiseta, por conta da força em que ele apertava a borda da mesa. Engoli em seco, lembrando das suas mãos apertando firme meu corpo, nosso suor caindo nos lençóis, seu corpo colado ao meu e nossos gemidos abafados por nossos lábios grudados quando ele estocou com força.

— A criatividade nunca me abandonou. — Cruzei as pernas, tentando aliviar a pressão no meio de minhas pernas. Eu queria beijar seus lábios afiados e ser tomado por ele em cima dessa mesa.

Não! Ele está contando com isso. Não posso dar o braço a torcer.

Nós ficamos em silêncio por um tempo, saboreando os pratos servidos. Aproveitei esse tempo para analisar os dois. Justin parecia frustrado por não ter conseguido me afetar de alguma forma. Ele cortava a carne como se quisesse cortar o pescoço de Brandon. Seu maxilar saltava sobe a pele. Já Brandon sempre foi atrapalhado com os talheres, trocando a faca da mão direita para a esquerda diversas vezes. Os dois eram bonitos e faziam o meu tipo. O único problema era que Justin tinha me fisgado primeiro. Então a batida do meu coração era exageradamente maior quando eu olhava para ele. Era o momento em que eu preferia desviar o olhar para que ele não visse que eu o estava observando e sorrindo como uma boba. — Como anda o trabalho na empresa?

— Entediante como deveria ser. A melhor parte dele é quando estou saindo pela porta. — B me lançou um sorriso brincalhão. E isso trouxe flashback de todas as vezes que ele fez isso em nossa infância.

Alcancei sua mão sobre a mesa e sorri verdadeiramente.

— Senti sua falta.

— Senti sua falta também, Lyss. — Ele apertou a minha mão, sorrindo.

Justin batucou com os talheres no prato, chamando a nossa atenção. Ele relaxou na cadeira, só faltava colocar o pé sobre a mesa.

— Se seu trabalho é tão entediante assim, por que você escolheu ele? — Perguntou Justin, debochado.

— Não escolhi. Foi decisão do meu pai. — Brandon estava envergonhado de admitir isso.

— Às vezes eu me esqueço dos filhos mandados por papai, peço perdão. — Disse Justin, com mais arrogância na voz do que eu pensava ser possível.

E isso me magoou profundamente. Pois eu era uma dessas pessoas. Não tinha seguido a profissão de meu pai, mas vinha recebendo ordens suas desde que nasci.

— Algumas pessoas não têm alternativa. — Falei na defensiva.

— Aham. — Ele balançou a cabeça, enquanto limpava a boca com o guardanapo.

— Sério? Quem é você para julgar alguém? — Perguntei irritada.

— Eu não sou ninguém, Alyss. E você sabe disso. — Não tinha qualquer provocação em sua voz. Justin olhou para Brandon que nos observava em silêncio. E depois para mim. O modo como ele me olhava era diferente de qualquer coisa que eu já tinha experimentado, fazia todos os pelos do meu corpo se arrepiarem e minha garganta ficar seca. Por fim ele se deu por vencido, seus ombros caíram e ele enfim levantou. — De qualquer forma, estou de saída. Não pretendo estragar o encontro de vocês. Tenham uma boa noite.

— Foi um prazer conhecê-lo. — Brandon sorriu verdadeiramente. Justin olhou para ele sobre os ombros.

— Não posso dizer o mesmo. — Ele jogou as notas na mesa. Tendo certeza de que estávamos fazendo contato visual para que eu pudesse ver a raiva em seu olhar.

E enquanto ele ia embora, me senti triste por não poder ir atrás. Mas feliz por ter visto que ele sentia ciúmes de mim. Uma pequena fáscia, mas mesmo assim era alguma coisa.

(...)

— Eu sinto muito, Brandon.

— Eu entendo. Você gosta dele. E eu não estava querendo nada além da sua amizade, ele me entendeu errado.

— Vejo você por aí. — Me inclinei para beijar sua bochecha e sai depressa.

Não sei o que deu em mim. Mas eu não podia deixar ele ir.

Eu gostava dele. Nada em uma grande proporção. Nada que eu fosse me machucar no final. Mas mesmo assim eu não podia ignorar meus sentimentos.

Algo que eu aprendi ao longo dos anos é que o nosso tempo na terra é curto demais para nos privarmos de sentir e nos impedirmos de perdoar as pessoas.

A chuva começou a cair, como na droga de um filme clichê. Eu gritei, mas ele não pode me ouvir. Ele continuou caminhando, as mãos nos bolsos, cabelo molhado e passo rápidos.

Corri um pouco mais rápido, tentando me equilibrar nos saltos.

— Espera! Justin!

Ele se virou. Seu olhar triste se transformou em um largo sorriso. Eu sorri de volta.

— Sinto muito por ter pegado pesado com você. É porquê gosto de você. E saber que eu não tinha estragado qualquer chance que outra pessoa tinha com você me deixou triste. — Gritei caminhando mais depressa.

— Sinto muito por deixar o outro lado vencer. Sei que você não é capaz de entender o que isso significa. Mas eu acho você uma mulher incrível. E você absolutamente estragou as chances de qualquer uma para mim. E parece que eu fiz o mesmo. — Ele abriu os braços e jogou a cabeça para trás, sorrindo.

As gotas frias tocavam minha pele quente, mas nem isso era capaz de apagar meus sentimentos.

— Então nós estamos bem? — Perguntei sorrindo como nunca havia sorrido na vida. A felicidade era capaz de entorpecer o frio.

— Nós absolutamente estamos! Porra, você não faz ideia de como eu estou feliz.

— Você pode ver que eu também estou, parece que esse sorriso não vai do meu rosto ainda hoje.

— Alyss, tem um... — Franzi a testa. A chuva tinha aumentado e se tornou difícil entender suas palavras.

— O que?

— Saí... 

Uma vez estava apostando corrida com os meus amigos e cai de bicicleta, mas não consigo me recordar do exato momento em que estatelo no chão com a bicicleta. A única coisa que me recordo é de quando a bicicleta estava parada no ar, poucos segundos antes da queda. E na hora seguinte estava sendo cuidada por minha mãe.

Eu posso lembrar da dor na bochecha que o sorriso que rasgava meu rosto causava. E de quando Justin respirou fundo ao me ver na chuva.

E eu não sinto dor quando o carro me leva para cima. Eu nem sequer me lembro disso.

É apenas um borrão escuro na minha mente.  Até que vejo uma roda perto de mim, meu rosto contra o chão. A chuva caindo. Alguém gritando.

Mas eu nunca irei me esquecer das palavras dele.

— Apenas para refrescar a sua mente, eu não blefo. E por favor, não fique brava comigo. Porque quando você sequer pensar em vingança, eu estarei trazendo a guerra. — Sinto um cansaço muito forte, mas ergo um pouco a cabeça e consigo ver meu irmão sorrindo de dentro do carro. Minha dor parece ser sua maior fonte de felicidade, nunca o vi sorrindo assim quando criança. Seu sorriso quase chega a orelha quando ele diz as últimas palavras. — Ah, estava quase me esquecendo! Vejo você no inferno, irmãzinha.


Notas Finais


Confesso que tinha desistido de escrever a fanfic, não por não ter ideia. Mas porque estava bastante desanimada. E então ontem me veio o restante do capítulo na mente e eu decidi escrever.

O que vocês estão achando?
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