História The new Robin Hood - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Tags Arqueiro, Criminal, Fora Da Lei, Justiceiro, Justin Bieber, New York, Robin Hood
Visualizações 103
Palavras 3.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Fúria


Quando você está inconsciente não vê o tempo passar. Mas a pessoa na sala de espera tem uma coluna doendo para provar que o tempo passa de uma forma bem lenta.

Meus olhos estão fechados e sinto peso em um dos meus braços, enquanto alguém segura a minha outra mão. Meu corpo todo dói, mas a minha cabeça é a dor principal. Ela lateja como se pneus tivessem passado por cima dela. E sinto dificuldade de abrir os olhos.

Ouço sussurros. Tento me concentrar.

— Ela está se mexendo. — Justin anuncia, animado.

— Jura? — Aidan debocha.

— O tempo de visita acabou. — Uma voz que eu não sou capaz de reconhecer diz em um tom mais alto.

— O que? A minha irmã está acordando agora, caralho! — Adam rosna.

— Olha a boca! — Alguém alerta. Acho que é minha mãe.

— Sai da frente, fica difícil ver alguma coisa quando vocês não sabem fazer um vídeo chamada direito. — Andrew resmunga.

— Minha amiga é linda até acidentada — Tess diz.

— Você precisa de óculos de grau — Aaron brinca.

— Meninos, silêncio! Qualquer um iria preferir ficar em coma a ouvir vocês cacarejando. — Papai diz sem qualquer humor em sua voz.

— Nossa, pai. Essa fodeu com os meus sentimentos de uma forma... — Desta vez é Aidan.

Tento abrir os olhos, mas isso precisa de tanto esforço que noto minha respiração acelerada.

— Porque vocês não são capazes de ficarem um segundo sem xingar? Isso é coisa de gente sem classe. — Mamãe protesta.

— Alyss? Consegue me ouvir? Aperta a minha mão. — Justin sussurra próximo ao meu ouvido, consigo sentir sua respiração quente tocar minha pele. Mesmo debilitada sinto o arrepio subir por minha espinha.

— Uau, você viu essa merda no filme Se eu ficar? — Adam ri como uma criança.

— É tão merda que você acaba de se entregar. — Justin diz seco.

— Espera... Ele acabou de deixar o personagem de lado? Seja bem-vindo, Bieber. Eu não aguentava mais ver você aturar toda essa merda na defensiva. — A voz alta de Aidan não melhora a minha dor.

— Calem a boca. Eu estou com uma forte dor de cabeça aqui. — Reclamo.

Eles começam a gritar, fazendo festa no pequeno quarto de hospital. De alguma forma, meu sorriso fez todo o resto do meu corpo doer. Choraminguei.

— Para de balançar ela, porra. Ela está machucada. — Bieber ordena.

— O pequeno cão guarda está fazendo o serviço. Espaço galera. — Aaron empurra os irmãos para trás.

— O tempo de visita acabou. Quebrei uma regra deixando todos vocês entrarem. — Agora posso ver que está é a enfermeira.

— Ela acaba de acordar. Não pode ficar apenas um com ela? — Aaron pergunta.

— Você se sente bem com isso? — Ela pergunta.

— Sim. Por favor.

— Tudo bem. Todos saem. Apenas um fica. E então visitas somente amanhã, ela tem que descansar.

Todos foram saindo aos poucos. Justin já se levantar, mas eu não larguei sua mão. Meus pais entenderam o recado e nos deixaram a sós.

Aidan enfiou o rosto no quarto e gritou: — Hastag Benz.

Nós rimos. E alguém puxou ele pela roupa.

Quando percebi que estávamos realmente a sós, despejei.

— Eu preciso fazer algo a respeito disso. Tem que parar. — Alyss

— Ei, descanse um pouco. Não pense sobre isso. — Justin me empurrou calmamente pelos ombros até a cama. Ele se sentou no sofá ao meu lado e segurou minha mão, fazendo cafuné em meu cabelo com a outra.

Estou feliz que ele esteja aqui e inteiro.

— Não consigo me lembrar de tudo.

— Bem, eu tentei te avisar, mas a chuva ficou mais forte. Um carro estava vindo em alta velocidade em sua direção. Tentei correr, dei o máximo de mim, mas estava longe demais para impedir que você fosse atropelada. Ele parou o carro e disse coisas que eu não fui capaz de ouvir.

— E depois?

— Fui até você. Já estava desacordada e sagrando. Seu braço estava um pouco... não importa. Tentei não entrar em desespero quando a ambulância informou que iria se atrasar um pouco por conta da chuva. Estava caindo raios ao redor de nós. Peguei você no colo e corri em direção ao restaurante. Imaginei que você tivesse vindo de carro ou eu poderia simplesmente pedir carona para alguém. Brandon estava lá. Ele não pensou duas vezes antes de nos levar até o hospital mais próximo. Aqui estamos.

— Que horas são? Ainda dá tempo de pegar o voo?

— Você ficou desacordada por três dias.

— Ah, merda. Você tinha trabalho a fazer. Porque você não foi?

— Como Aaron disse, eu fiquei aqui todos os dias como seu cão guarda. Ninguém foi capaz de me tirar. Os guardas até tentaram. Mas desistiram depois de alguns socos.

— Você é louco. Porque não foi para casa de meus pais descansar um pouco? Eu ainda estaria no mesmo lugar quando você voltasse.

— Cometi o mesmo erro duas vezes. Eu não vou a lugar nenhum. Não vou sair do seu lado. Não pretendo quase perder você novamente.

— Ei, não é sua culpa. Você não cometeu um erro.

— Tanto faz. Mas a partir de hoje só sairei do seu lado quando ele estiver atrás das grades.

— Então você vai dormir na porta do meu apartamento. — Brinquei.

— As vezes. E você pode dormir no meu novo apartamento algumas vezes.

— Espera... Você está falando sério!?

— Nunca falei tão sério na minha vida.

Fui para o lado na cama e bati no espaço.

— Deita.

— Eu estou bem aqui.

— Não foi um pedido. — Justin riu e se arrastou para o meu lado. Nós lutamos para achar uma pose confortável, até que sua cabeça estava na minha barriga e nossas pernas entrelaçadas. Deslizei as mãos por seus fios embaraçados. — Obrigada por ser meu cão guarda.

— Eu posso ser nomeado de outra forma e permanecer o mesmo. — Ele sorriu malicioso. Eu gostava da ideia, mas ainda era cedo demais.

— Acho melhor nós irmos devagar. Não estou pedindo para você desistir de mim, pelo contrário. Estou pedindo para não me deixar.

— Seu pedido sempre foi uma ordem para mim.

— Agora, descanse um pouco.

— Não...

Nós ficamos em silêncio por um bom tempo e quando fui ver, ele estava dormindo.

(...)

— Eu consigo pentear o meu cabelo com uma mão.

Nós estávamos nos arrumando para o jantar. Os meninos tinham decidido ficar aqui por enquanto por conta do meu acidente.

— Fica parada. — Ele segurou minha cabeça e passou o pente com força no lado embaraçado. — Pronto, eu acabei. Não foi tão ruim assim.

— Você capinou o meu cabelo, seu imbecil! Meu couro cabeludo está doente. — Ele sorriu, buscando por algo na mala. Quando ele aproximou com o casaco listrado de amarelo e preto, eu tentei me afastar. — Não! Nem pensar.

— Se você não levantar o braço, não vou conseguir por isso em você.

— E nem quero. Esse casaco é horrível! 

— Se você o trouxe para a viagem, eu não posso fazer nada.

— Eu uso isso para dormir nas noites de frio. Eu não bati a cabeça, ainda tenho noção da moda.

— Porra, você está tão fofa! — Ele puxou uma touca roxa cheia de pelos do bolso de trás. — Só falta uma coisa...

— Não! Por favor. Eu não mereço passar tanta vergonha assim. Eu prometo não te ligar durante o treino, mas não me faça passar por isso. — Ele colocou a touca horrorosa em mim. E sorriu, batendo uma foto minha com seu celular.

— Ah, querida! Me dê um pequeno sorriso.

— Querida!? — Perguntei, tentando conter o sorriso bobo. Foi o momento certo para ele bater as fotos desejadas.

— Você fica tão quente sorrindo.

— E com gesso no braço, aposto. — Ele fica sério e balança a cabeça.

— Não estou brincando. A minha maior vontade é de deixar roupas no chão e os fazerem esperar.

— Então porque você não mata a sua vontade?

Puxei seu cabelo. Ele veio para cima de mim lentamente, começando com selinhos. Até que suas mãos começaram a sentir meu corpo e ele começou a se animar. Seus toques eram firmes e quentes. E eu ansiava por isso desde que saí daquele hospital. A touca caiu na cama, assim como meu corpo. As malditas borboletas davam giros em meu estômago. Minha única mão disponível acariciou seu rosto recém barbeado e ele ergueu minha coxa, com um forte apertão. Seus lábios eram tão macios e o gosto do vinho que tomamos no café da manhã ainda estava em sua língua.

Seu corpo conversa com o meu. Eles fazem o que querem. Se encaixando perfeitamente sem deixar qualquer espaço entre nós. Nós respiramos ofegante, como se tivéssemos segurado a respiração debaixo do mar. E eu tento fazer parar, mas a sensação nunca vai embora.

Mordo seus lábios e ele rosna, chocando seu corpo contra o meu. Meu braço dói. Muito. Mas eu mantenho isso para mim, pois não quero parar. Quero ir a fundo. Desejo sentir sua pele fumegante contra a minha.

Aperto as pernas ao redor de sua cintura, tentando diminuir minha excitação. Posso sentir seu volume no meio de minhas pernas. Eu aperto. E ele ergue os olhos escuros de desejo para mim, mordendo os meus seios por cima da roupa. Respiro fundo.

Puxo seu pescoço, surrando meus lábios contra os seus com força. Ele aperta a minha bunda com força e aposto que as marcas de suas mãos ficaram ali por um bom tempo. Nossas línguas batalham. E eu aperto seus músculos, sentindo tudo que ele entrega a mim. Ele aperta minha cintura, suas unhas curtas me arranhando.

Preciso que nossas roupas estejam longe. Alcanço seu cinto e tenho dificuldade de removê-lo com apenas uma mão. Ele tenta me ajudar. E o peso do seu corpo aumenta sobre o meu. Meu braço lateja de dor, o suficiente para me fazer trincar os dentes, com certa dificuldade para respirar. Tento afastar ele um pouco.

Ele desabotoa o botão e então olha para mim, tentando entender porque o estou afastando. Ele se ergue quando vê a minha monstruosa careta.

— Porque você não me avisou que está sentindo dor? Eu teria ido com mais cuidado. — Posso ver a frustração em seus olhos. Ele tenta cobrir sua ereção com a almofada, como se eu não tivesse visto, sentindo e desejado.

— Eu não queria que você parasse. — Digo pressionando os olhos, também frustrada. Ergo meu braço com o gesso autografado por meus irmãos. — Mas é horrível tentar qualquer contato físico com isso. Eu odeio isso.

Justin ri e dá um beijo demorada em meus lábios.

— Vou precisar de um minutinho e podemos ir. — Ele se ergueu e caminhou com as pernas arreganhadas até o banheiro.

Coloquei minha touca horrorosa de volta e ri. Porque mesmo com o empecilho, isso tinha sido melhor do que muitas transas que eu tive ao longo da minha vida.

Justin Bieber

Nós havíamos acabado de subir após o jantar. Trocamos de roupa e nos deitamos. Alyss no meio das minhas pernas, lendo algum livro interessante.

— Vocês vão morar juntos? Tipo namorados? — Sam perguntou.

— Quase isso.

— Formiga, olha quem foi fisgado!

— Porra, eu não fui... — Alyss ergueu seu olhar para mim. Seus olhos claros como água cristalina brilharam com sua bela inocência. Ela era tão linda. Anjos não tinham uma beleza dessas, estava mais para uma deusa. Ela não fazia mínima ideia do que esse olhar fazia comigo. E eu também não sabia explicar. Mas quando ela erguia seus olhos em minha direção, eu estava automaticamente tendo pensamentos impuros e desejando todo seu corpo.

Beijei seus lábios repetidas vezes e ela puxou meu pescoço, aprofundando o beijo. Peguei o livro de sua mão e joguei em algum canto do quarto. Ela se virou um pouco, para que pudesse me beijar de uma forma melhor. Segurei seu corpo. Sentindo seus pelos arrepiarem por debaixo do meu dedo. Seus lábios tinha um gosto de cereja e seu cheiro de chocolate estava preso em minhas narinas. Eu amava isso. Ela se inclinou sobre mim, precisando da minha ajuda para se apoiar. Eu ouvia vozes vindo do celular, mas joguei ele no chão. Dando um tapa estalado em sua bundinha coberta apenas por seu minúsculo short de dormir. Ela beijou minha bochecha, descendo para o maxilar. Até que ela se deu conta que Formiga e Sam estavam vendo tudo pelo vídeo chamado.

Alyss mordeu os lábios, envergonhada. E eu apertei sua bunda gostosa mais uma vez, levando um tapa estalado na mão.

— Para, porra! Para! Eu não quero ver vocês fodendo. — Formiga gritou, batendo palmas para chamar nossa atenção.

Nos recompomos. Peguei meu celular do chão e Alyss pegou o seu para se distrair.

Ela olhou para Formiga e Sam do outro lado da tela e acenou para eles. Eles babaram do outro lado da tela e começaram a acenar como crianças.

— Ele é definitivamente um cachorrinho castrado agora. Ele ficou mais de um minuto olhando para ela, como se ela fosse o livro mais bonito da estante. — Formiga zombou.

— Isso foi bem poético. — Alyss disse surpresa.

Esfreguei a ponta dos dedos na cintura nua de Alyss. Ela jogou a cabeça para o lado e sorriu para mim. Ela estava usando um daqueles tops que me fazia querer trancafiar ela em casa para ninguém olhar. E ao mesmo tempo me dava vontade de desfilar com ela assim de mãos dadas, para que todos vissem que ela é minha.

— Então eu pretendo fazer uma pausa, até que consiga pegar Francis. — Afirmo.

— Tem alguma ideia do que vai fazer quando descobrir onde ele está ficando? — Sam pergunta.

— Bater nele até que ele cuspa verdades. E depois simplesmente dar uma surra nele até que ele não possa se levantar da cama, já que seus ossos estarão triturados.

— Irei simplesmente fingir que não ouvi seu plano sangrento e desumano. — Alyss resmunga, enquanto seus dedos tocam na tela de forma rápida e bem articulada.

— Você precisa de algo melhor até lá. Se o cara é o diabo em pessoa, não creio que uma surra vai fazê-lo parar e sim impulsionar o mesmo a voltar com mais sede de vingança. — Sam me lembra.

— Tem um plano melhor?

— Matar e sumir com o corpo. Eu conheço cachorros abandonados desse tipo. Ele não vai parar de perseguir o cara que deu ração para ele só por pena. — Formiga diz sem hesitar. Ele não está brincando.

Alyss se move sobre mim, desconfortavelmente. Sinto todo seu corpo ficar tenso em meus braços. E pelo tempo que a conheço, sei que isso não é algo bom.

— Ela está ficando um pouco brava aqui. Acho melhor conversarmos sobre o futuro do psicopata quando estivermos sozinhos. Afinal, ele ainda é irmão gêmeo dela.

— Eu acabei de gravar ele se importando com o sentimento dos outros. Estou prestes a pôr em um DVD e ficar rico. — Disse Sam orgulhoso.

— Foda-se. Câmbio desligo. — Falei. Colocando o celular no criado mudo. Levo minhas mãos aos ombros de Alyss e faço uma lenta massagem, mas ela não se deixa relaxar. Beijo seu pescoço e sinto novamente o seu cheiro. — Espero que você não fique sem falar comigo pelo resto do dia.

— Eu não vou discutir sobre isso. E não estou brava. Apenas não concordo com os métodos. Ele é meu irmão. E eu não deveria, mas me importo.

— Ele não é nem digno de pena, baby.

— É mais difícil na prática.

Busquei a garrafa de vinho para nós. Dei um longe gole, passando para Alyss.

— Estou te dando um tempo para assimilar as coisas. Mas ele já tentou te machucar três vezes. E agora você tem um braço quebrado, porque ele é profundamente doente.

Alyss suspira, jogando a cabeça contra a almofada. Ela continua bebendo o vinho mesmo deitada.

— Estou tentando. Eu tento ficar irritada com ele. Mas eu só sinto culpa e medo. Toda noite eu penso em como tudo seria diferente se Elliot ainda estivesse vivo. Eu teria meus irmãos ao meu lado. E Francis não teria se tornado nisso. Eu teria a minha metade. Quem eu nunca me separava.

— Mas as coisas não aconteceram desta forma. Ele escolheu trilhar esse caminho. Ele poderia procurar vocês quando estivesse mais velho e conversar como um verdadeiro homem faria. Eu não sei sobre os seus irmãos, mas você ama ele. Vocês poderiam ter a relação antiga de volta. Mas ele escolheu magoar a própria família. E talvez eu estaria controlado, mas ninguém vai magoar você. Eu juro que quando ver ele, vou fazer ele pagar por tudo o que fez. Está é a minha fodida palavra e eu não sou homem de contradizer.

— Ok. Eu entendi. Talvez devêssemos dormir um pouco, o nosso voo sai amanhã e podemos discutir sobre isso quando estivermos em casa. — Ela amassa a almofada até que esteja fofa o suficiente.

— Tudo bem, chega de vinho por hoje. Hora de dormir. — Pego o vinho e desligo a luz. Deixando a bermuda deslizar até o chão.

Entro nas cobertas. E abraço o corpo quente de Alyss. Sua bunda arrebitada pressiona o meu pau.

— Eu amo quando você me abraça assim. — Ela encosta a cabeça em meu peito, confortável.

— Confesso que dormir abraçado a alguém é estranho. Mas depois desta viagem, acho que eu vou sentir falta.

— Estou feliz que você tenha vindo.

— Eu também.

Nós ficamos ali, confortáveis ao lado do outro. Sentia sua respiração calma contra o meu peito e seus cabelos me faziam cócegas. Meus olhos começaram a pesar. E meus pensamentos se tornaram sonhos confusos, mesmo que eu ainda não estivesse dormindo.

Um celular vibrou. E Alyss não se moveu. O celular vibrou de novo. Fechei meus olhos, pronto para dormir. Mas fiquei curioso.

Peguei meu celular, tentando fazer o menor movimento para Alyss não acordar. A notificação não vinha dele.

Olhei para Alyss no escuro do quarto e ela parecia calma e dormindo. Pensei bem antes de fazer uma coisa a qual iria me arrepender.

Peguei seu celular, digitando a senha que eu sempre prestava atenção quando ela pensava que eu não estava olhando. Vi uma notificação de mensagem no topo da tela e cliquei.

Coloquei a tela do celular virada para cama. Se eu visse algo que eu não gostaria aqui, não poderia desver.

Depois de ter certeza de que queria saber, virei a tela para cima.

Era um número desconhecido e a mensagem dizia o seguinte: "Espero que você esteja se recuperando melhor, irmãzinha. Estava vendo algumas fotos e me lembrei de você..."

Anexado estava uma foto de Alyss na minha moto, agarrada a mim. E a sequência era de nós em seu apartamento. Estava escuro e embaçado, mas eu podia enxergar perfeitamente nós dois na nossa primeira vez.

Fiquei com dor de cabeça instantaneamente. Aquela porra tinha me deixado com tanto ódio. O doente tinha câmeras escondidas e imagens de nós em um momento íntimo. E o que me deixou mais puto foi pensar que talvez ele não tivesse apenas imagens nossas, mas também de Alyss em seus momentos íntimos. Travei o maxilar. Tudo que eu precisava agora era encontrá-lo e acertar meu punho contra seu rosto estúpido para ver se seu cérebro de merda voltava ao lugar.

O celular vibrou de novo. Fechei os olhos e tentei controlar minha respiração.

"Ela está dormindo, certo? Tenho pesquisado sobre você, Bieber. Eu ainda não descobri qual é a sua, mas sei que você é pior do que parece. Minha pequena irmã não vai gostar de saber que você tem andando se metendo nas coisas dela. Então... eu te dou um presente."

Parecia que meu peito iria explodir. Não conseguia me acalmar. Alyss parecia um cachorrinho dormindo, toda encolhida. E parecia errado pensar as diversas formas que eu poderia matar seu irmão, olhando para ela.

O celular vibrou de novo. Vozes conversavam na minha cabeça.

"Você é um merda. Está mesmo com medo de olhar? Eu acho que você deveria levantar a sua bunda de merda e ir atrás dele agora mesmo e acabar com tudo isso"

Segurei o celular. Não sabia porque minha mão estava tremendo enquanto eu digitava a senha novamente para desbloquear a tela.

O vídeo começou sozinho. Pelo ângulo da filmagem, vinha da câmera do celular de Alyss. Mas ela parecia não saber. O vídeo não tinha som, mas eu conseguia ouvir as respirações aceleradas e gemidos na minha cabeça.

O cenário era um banheiro. Uma mão estava apertando a bunda de Alyss. Fechei os olhos. Eu não queria ver aquilo.

Mas mesmo não querendo, me forcei a abrir os olhos. O vídeo parecia estar cortado. Eu conseguia ver o cara e ela se beijando. Ela agarrou o cinto, foi descendo a calça dele.

Para de ver isso. Você já sabe o que vai acontecer. Para. de. ver. essa. porra.

Eu não parei. Eu não parei de assistir quando ele tocou o corpo da minha Ivy. Eu não parei de assistir quando ela gostou disso. Eu não parei de assistir quando as mãos do filho da puta entraram por debaixo da saia dela. E não parei olhar quando o espaço se tornou pequeno para os dois.

Entretanto, eu não sou tão masoquista assim. Eu não era capaz de ver a parte em que... porra, eu não conseguia nem pensar na palavra. Se eu pensasse, já imaginava a cena.

E ela estava chegando. Eu sabia. Eu iria me arrepender. Eu iria me odiar tanto quanto eu odeio Francis e odeio esse cara que está tocando a minha mulher. Eu iria socar meu próprio rosto, assim como quero fazer com Francis e esse homem.

Não. Eu não vou.

O estrondo que o celular faz ao se chocar contra a parede, traz o silêncio dentro de mim. Observo os pedaços se espalharem pelo chão. E pisco algumas vezes. Quando ouço um barulho. É o som da fúria, despertando dentro de mim.


Notas Finais


Apesar de não ser o melhor dos capítulos, gosto deste. Mostra um pouco mais da relação de #Benz - como diria o Aidan.
E posso revelar que o Justin vai estar só o furacão no próximo capitulo. Mas caso alguém tenha dúvida, ele não está com raiva da Alyss.
E esse cena do vídeo acontece no capitulo em que Alyss está no bar com os irmãos, para animar o Aidan quando ele estava de luto. E a selfie que ela enviou beijando o cara da academia foi um pouquinho antes do vídeo acontecer.


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