História The new Robin Hood - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Tags Arqueiro, Justiceiro, Justin Bieber, Robin Hood
Exibições 122
Palavras 3.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Lar


Virei a noite pesquisando sobre Robin Hood na internet. Lendo as matérias, críticas e seus inúmeros casos de furto. E o que eu achava mais estranho: Ele não tinha levado nada do meu apartamento.

Eu não tinha coisas de valor. Algumas notas na carteira e o deposito do meu pai no banco. Nada tão alto quanto o que ele costumava a faturar em apenas uma noite. Meu pai estava me ajudando com o aluguel do apartamento, além dos móveis e uma quantia pequena de dinheiro para que eu sobrevivesse por um mês. Em breve eu teria de me manter sozinha.

Tinha dormido no sofá com o notebook sobre o colo. O sol entrava pela imensa janela e se não fosse por ele, iria perder a hora para o treino.

Me aprontei enquanto o café fervia, mas eu não conseguia tirar a ideia da cabeça. Poderia ser apenas uma estranha coincidência.

Então por que você não liga para ele e pergunta? Disse meu subconsciente.

Ah claro, muito simples. ‘'Alô, você é o Robin Hood? Tinha um cara parecido com você na minha casa na noite passada.'’

Thomas tinha me feito várias perguntas sobre o buraco na janela e eu menti, dizendo que o apartamento tinha vindo assim e eu pedi um desconto. Ele achou estranho e perguntou se eu não iria trocar aquilo.

Ótimo, mais essa! Eu não tinha dinheiro para trocar a janela. Talvez eu deveria ligar para o homem e cobrar.

Decidi ir a correndo até a academia. O suor molhava minha nuca e testa.

Ao entrar me deparei com a academia grande que eu frequentava desde a semana passada. Um dos meninos ocupava o banco, suado e se hidratando com uma garrafa de água. Por incrível que pareça, eu não estava atrasada e Wes estava ajudando seu lutador no tatame. A luta dos dois seriam no próximo mês.

Deixo minha mochila no armário e aproveito para apertar mais o rabo de cavalo.

Wes está inclinado sobre a corda, ditando os próximos movimentos do homem. Ele bagunça o meu cabelo quando me encaixo ao seu lado, para ver quem ganha.

— Você está adiantada. Combinei com Jordan, ele irá te ajudar hoje.

— Tudo bem.

Jordan é um homem bonito, seus músculos são exibidos pela regata e ele tem diversos cordões de bijuterias e pulseiras. Ele segura o saco de pancadas para mim.

— Você é irmã do Aidan, certo? — Ele pergunta ao ter que segurar minha série de socos e chutes. Seu rosto antes encostado no saco se afasta e ele mantém bem longe, não querendo se machucar.

Aidan é meu irmão do meio, ele é policial. Wes fala bastante dele, pois os dois eram amigos de infância.

— Sim.

— Você não gosta de conversar?

— Não quando estou ocupada. — Estou tentando expulsar a minha frustração e pensar ao mesmo tempo, mas ele é um cara chato e não desiste nunca.

— Entendi. Você é a primeira garota que vejo aqui. Acho isso legal; — Percebo que ele não vai calar a boca mesmo que não receba uma resposta. Minha respiração entrega que eu estou cansada do esforço e queria que meu rosto mostrasse o meu cansaço sobre essa conversa chata. — Você é bonita. Às vezes é bom acordar e não ver apenas marmanjos suados.

— Não vejo problema nisso. — Ele provavelmente vê isso como um elogio, um sorrisinho surge em seu rosto.

— Você precisa trabalhar mais um pouco o chute. — Reviro os olhos e me concentro no próximo golpe. Me exibo chutando tão alto quanto minha perna alcança e voltando com rapidez. Vejo seus joelhos dobrarem e ele sorri como se não tivesse sido nada. — Você pode fazer melhor que isso.

Segue uma manhã de provocação e cantadas chatas de Jordan. Na saída do treino, ele me convida para sair. E eu digo que vou pensar, mesmo que eu nunca vá aceitar.

(...)

Empurro a porta com o pé, ocupada com as compras que fiz no mercado. Nada como um pouco de cereal, queijo e coisas que não precisam ser preparadas no forno. Eu precisava de uma ajudinha de Adam, meu irmão chefe de cozinha.

Deixo as compras na bancada e vou para o quarto, querendo tomar um bom banho. Talvez um cochilo, acordei cedo e estou moída.

Eu não preciso olhar duas vezes para ter certeza que ele está deitado na minha cama, sinto um tremor e o medo, mas ele não parece estar pronto para me matar. Não até eu derrubar o celular no chão.

O arqueiro abre os olhos imediatamente, segurando algo afiado e redondo.

— Fique aonde está... — Ele ameaça, perdendo a expressão séria quando me vê. Seus ombros relaxam e ele se deixa cair na cama novamente.

— O que você está fazendo aqui?

— Você assustou a merda para fora de mim. — Ele sorriu, descontraído. Colocando sua arma redonda e letal em um estojo e guardando no bolso.

— Você ainda não respondeu minha pergunta. Por que raios está deitado na minha cama?

— Desculpa? Eu acho. Estava te esperando do lado de fora, mas você estava demorando muito, então resolvi entrar e dar uma explorada. Acabei pegando no sono.

— Isso é normal para você? Porque para mim não é. Você pode sair da minha casa antes que eu ligue para polícia?

— Calma, Ivy. — Ele debocha, fazendo seu caminho até a minha geladeira. Estou confusa.

— Do que você me chamou?

— Sua família é boa, Ivy League, uma garota da elite. — Me formei na universidade de Princeton, uma das oito universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos. Pelo seu tom de voz, consigo sentir seu desgosto. Ele me julga pela a minha família, o que visto e até mesmo onde eu estudei. Mas ele erra nisso, não me conhece e não tem qualquer direito de apontar o dedo para mim.

Arranco a jarra de sua mão, ele ainda não aprendeu a usar copos.

— Você pode ir embora agora?

— Eu posso ao mínimo tomar uma água ou é um crime? Imagine a matéria "Robin pega água de moça indefesa sem sua permissão."

— Você acabou de admitir?

— Todo mundo sabe, que você sabe, que eu sei.

— Eu não vou te dedurar, se é por isso que está aqui.

— Por que?

— Não sei. Acho a sua causa interessante. Se eu tivesse dinheiro ajudaria, mas estou por minha própria conta aqui.

— Você não é apenas uma patricinha afinal.

— Ótimo, você me julga pelo o que vê.

— Desculpa. Você parece legal de qualquer forma. — Pela primeira ele parece envergonhado.

— Você pode ir ou quer mais alguma coisa? Porque eu preciso de um tempo para absorver isso, Arqueiro.

— Eu preciso da sua ajuda. — Ele se senta no balcão, acenando para que eu faça o mesmo.

— Não.

— Ei, você nem me deixou falar. É sério.

— O que eu ganho em troca?

— Você pode me dizer o que quer depois. — Fiz sinal para que ele prosseguisse. — Eu descrevi você como minha noiva para minha mãe. Você tinha enviado uma foto sua para nos reconhecermos no dia da compra e ela me ligou nesse momento. Eu não vejo a minha mãe há anos, nos falamos por celular raramente. Não posso aparecer lá sozinho ou com uma mulher totalmente diferente da que eu descrevi.

— Então o problema está resolvido. É só dizer que vocês terminaram.

— Ela ficou muito feliz ao saber que eu tinha alguém. — Ele esfregou a nuca, já perdendo as esperanças.

— Tudo bem... — Bufei — Então, quando é? Mês que vem?

— Daqui a algumas horas.

— Não! Eu não estou pronta. Eu nem te conheço direito, não posso chegar lá fingindo que sou sua noiva.

— Eu posso contar mais sobre mim no caminho. E você pode fazer o mesmo. Sem problemas. Agora, você pode se arrumar?

— Agora?

— Você faz tantas perguntas que irrita. Eu disse agora. O que significa que é agora, não tem nenhum mistério nisso. Eu vou te dar algumas horas para se aprontar.

(...)

Eu sou a indecisão em pessoa e o fato de ter que me arrumar para a família do meu noivo me perturbava. Eu não sabia onde ele iria me levar, seria um simples almoço de família? Ou uma coisa mais refinada? Vestido vermelho ou calça jeans? Muita maquiagem?

E se eu aparecesse muito chique e seus parentes estivessem de chinelo?

— Você demora mais do que as mulheres costumam a demora. — Ele está jogado na minha cama após ser convidado a se retirar do meu closet. Era o homem impaciente em pessoa.

— Sinto muito se fui avisada em cima da hora. Não é tão fácil assim. Como eu posso passar uma mensagem de noiva sexy, porém comportada?

— Um vestido curto com decote?

— Não tem nada de comportada nisso.

— Eu estou apenas brincando. É algo simples, não é preciso tanto.

— Vestido florido? — Ele me espia pela a porta, analisando o vestido.

— Ótimo. Irei te esperar no carro.

(...)

Justin dirigia calmamente, batucando seus dedos no volante. Apesar das piadas, ele parecia ser sério e centrado. Ele me deixou escolher a rádio e pediu que eu colocasse o cinto para não levar uma multa.

Ele era muito bonito e o carro era arrumado e perfumado.

Eu estava curiosa sobre ele e tinha muita coisa na cabeça.

— O que eu preciso saber sobre você?

— Minha cor favorita é roxo.

— Algo íntimo. Ela vai gostar de saber que conhecemos a intimidade um do outro.

— Eu moro com um amigo no Queens. Deixo as roupas jogadas no chão do banheiro. Durmo sem roupa. Sou bom de mira. Sou excelente em fazer massagens. Sem irmãos. Só... e você?

— Quatro irmãos. Eu sempre durmo com a luz ligada, seja do abajur ou televisão. Eu gosto de observar as coisas no mínimo detalhe, por isso escolhi ser fotógrafa. Apenas isso.

— Eu falei que durmo nu, preciso de algo mais íntimo.

— Você está se aproveitando da ocasião. Já disse tudo. — Ele ri e eu percebo que ele está apenas brincando. A cidade passa voando pela janela. — E se sua mãe perguntar pelo casamento? Ela provavelmente vai querer detalhes.

— Nós não temos data para casar. É fácil lidar com minha mãe, o problema é minha Tia Beth. Ela consegue ser bem inconveniente as vezes. Se não conseguir se safar, dê risadas.

— Ah claro, sua noiva é uma cabeça de vento que acha graça em tudo.

— Eu estou te dando uma ajudinha, Ivy, aceite. — Justin puxa uma caixinha do porta luvas e me entrega. Abro me deparando com duas alianças. — Eu preparei tudo, até mesmo nossas alianças. Duas pedras de diamante, representando os nossos dois anos juntos. Antes que pergunte, sim, eu roubei elas.

— Uou, você tem bom gosto, Arqueiro.

— Obrigado. — Nós saímos do carro e minhas mãos estão suando de nervoso. Justin pega minha mão firme, sua mão tem calos.

A estrada é de cascalho e uma placa está escrito "Home of Bieber's."

Fui pega de surpresa, achava que ele não tinha uma condição tão boa e por isso resolveu fazer justiça. Mas precisava apenas olhar ao redor para saber que sua família tinha condições.

As árvores cercavam a estrada e a casa. Um lago distante e carros que custavam o triplo do de Justin.

— Você está linda. Mantenha a calma, siga meus passos.

Vejo um olhinho pela porta entre aberta e um senhor avança, seus bigodes longos enfeitando o rosto. Ele surpreende ao me dar um abraço apertado.

— Que moça formosa, você sabe escolher bem sobrinho. Fico surpreso ao vê-lo, você nunca mais trouxe ninguém desde a E... — Justin aperta a minha mão e olha para o lado oposto do seu tio, parecendo desconcerto. O moço notou a mudança de humor do sobrinho e parou antes de dizer o nome de quem fosse. Ele estendeu a sua mão para mim, me cumprimentando cordialmente. — Me chamo Ed.

— Alyss — Eu não precisei forçar o sorriso, o seu levantar de chapéu foi o suficiente.

Ed e Justin trocam um abraço rápido com tapinhas nas costas, desajeitado.

— Sua mãe decidiu que o almoço seria no ar livre, assim como seu favorito na infância. Anda, se apresse. — Assim como apareceu, Ed desapareceu.

Ao adentrar a casa Justin parecia sufocado com as lembranças. Seus olhos passavam por cada detalhe rápido. Um jogo de xadrez estava sobre uma mesinha de centro gasta. Imaginei Justin sentado ali quando pequeno, jogando com um primo ou uma amiga.

Os seus familiares estavam sentados em uma imensa mesa, exposta ao sol da tarde e árvores que mantinha o local fresco. Todos pararam de conversar para gritar em euforia e levantaram para cumprimentá-lo. Mas a mulher que eu imaginava ser sua mãe passou a frente de todos. Apertei a mão de Justin, nervosa. Ele beijou o topo da minha testa carinhosamente e eu não consegui diferenciar a atuação da realidade, mas meus ombros relaxaram.

Ele sorriu ao ver a mão e seu sorriso diminuiu quando ela veio me cumprimentar primeiro.

Ela me recebe de braços abertos e um sorriso espontâneo, seus olhos vão parar no anel e isso aumenta seu sorriso.

— Fico feliz que tenha vindo, querida. Me chamo Pattie e você é tão linda como meu filho descreveu.

Justin cumprimenta sua mãe, que está bastante emocionada. Ele não solta minha mão, para que eu não me sinta perdida e deixada de lado.

Pattie me elogia diversas vezes e eu digo que ela parece a irmã de Justin, pois é verdade. Os familiares de Justin se aproximam de mim, me elogiando seja por minha beleza ou por conseguir aturar Justin. E os tios de Justin deram batidinhas em seu ombro, dizendo o quão sortudo ele é e que ele precisa cuidar bem de mim. Uma piada.

Todos voltam para os seus lugares e Justin me guia em direção à duas cadeiras livres, mas um homem impede nossa passagem. Ele é igual ao Justin, se não fosse pela barba e as marcas dos anos em seu rosto. Ele parece feliz por ver ele, mas a expressão de Justin é oposta. Sua testa franze e seu maxilar travado é visível. Ele parece surpreso com a aparição do homem, talvez não desejasse sua presença, por qualquer motivo que fosse.

— Alyss? É um prazer te receber na família. Eu conheço seu pai, Brian. Um homem excelente. Sou Jeremy, o pai de Justin. — Toda a simpatia do homem era forçada.

— Vem, vamos sentar. — Justin me puxa antes que eu consiga cumprimentar seu pai. A raiva é transparente em sua voz.

— O que houve? — Sussurro para ele, me sentando em uma das cadeiras. Uma garotinha senta-se ao meu lado, roubando o lugar de Justin. Ele respira fundo, parecendo irritado.

— Deus, me dê paciência. Porque se me der força eu mato esse pirralho. — Todos na mesa riram.

Justin se senta a minha direita. E eu deixo escapar um sorrisinho, achando engraçado o fato dele estar chateado por uma criança roubar seu lugar. Ele bufa, irritado.

— Como vai o trabalho, Justin? — Pergunta uma mulher de cabelos loiros e presos em um coque. Ela está sentada ao lado de Ed e pela intimidade, parecem casados.

— Bem. — Ele diz com confiança.

Ele não parece muito afim de socializar, mas estar aqui após anos deve ser um grande esforço para ele. Seu pai o olhava e Justin parecia incomodado com isso.

O pequeno me cutucou e sussurrou: — Eu tenho chances com você?

— Oh, não. Você é muito novinho ainda, mas quando você crescer nós podemos conversar. — A expressão de Justin suavizou e ele sorriu.

O pequeno que se identificou como Lucas, pediu meu número de celular, para que pudesse me ligar quando estivesse mais velho. Salvei meu número em seu aparelho e baguncei seu cabelo cor de trigo. Todos riram novamente e Justin tentou disfarçar seu sorriso, pisquei para ele.

— Quem esse moleque acha que é para pedir o número da minha noiva? — Justin falou, forçando seriedade. Lucas revirou os olhos após uma risada sarcástica.

— Acontece.... Eu estou mais perto da sua noiva do que você, logo ela já vai estar caidinha por mim — Justin sorriu, olhando nos meus olhos, mas sua mente não parecia estar naquela mesa.

A família de Justin era bem animada, o almoço correu normalmente. A comida de Patrícia era deliciosa, a saudade de Justin pela comida da mãe fazia todo sentido. Justin raspou o prato, e não deixou uma gota de molho escapar de sua vista. Sua mãe me contou como fazer a comida favorita de Justin e praticamente me obrigou a cuidar bem de seu filho. A avó dele era bem engraçada e me contou algumas das histórias de amor dele na infância.

Ninguém tinha nos feito perguntas pessoais ou sobre o casamento, mas a alegria dura pouco.

— E então Alyss, vocês estão juntos a apenas dois anos e já estão noivos? Pode contar para mim, posso manter segredo. Ele é bom de cama? — Senti as minhas bochechas pegarem fogo com a pergunta de Beth, com toda certeza ela era perigosa. Um sorriso envergonhado tomou conta de meus lábios e ela levantou a sobrancelha me incentivando a falar. Agora todos na mesa tinham parado de conversar e estavam me encarando esperando uma resposta.

— Para falar a verdade... – Comecei, mas fui interrompida por Justin.

— Tia, se eu não fosse bom de cama você acha que ela iria querer casar comigo? Essa aqui é uma louca entre quatro paredes. — Minhas bochechas pegaram fogo. As pessoas ao nosso redor deram risadas com Justin e muitos fizeram piadinhas, principalmente os primos de Justin. Apenas queria me esconder debaixo da mesa ou acertar um chute no saco de Justin, seria um bom troco.

— Não foi por esse motivo que eu aceitei o pedido dele. Infelizmente ele não é tão bom assim na hora "H" — Beth sorriu, gostando da diversão. Justin não gostou muito do que eu falei. Com um sorriso adorável, segurei sua mão sobre a mesa. — Amor, não fica chateado comigo. Eu só disse a verdade.

— Baby, mas não foi isso que você disse a algumas horas atrás no seu apartamento. Eu disse que nós iriamos nos atrasar... mas você não se importou. Como é que você falava mesmo? ‘’Oh, Bieber’’ — Eu estava prestes a voar em cima de Justin, quando a mãe dele o interrompeu por ser mal-educado. Todos ao redor estava tão boquiaberto quanto eu, mas Justin apenas sustentava um sorrisinho vitorioso nos lábios.

Se isso fosse verdade eu não me sentiria ofendida, mas eu só tinha vontade de esgana-lo. 1x0, mas eu iria revidar.

Todos voltaram a conversar normalmente.


— Você me envergonhou na frente da sua família. — Sussurrei furiosa, não querendo chamar atenção para nós.

— Sinto muito, eu me empolguei. Eu só queria me defender, nenhuma mulher nunca disse isso de mim.

— Eu não sou uma delas. E eu iria dar uma boa resposta antes de você me interromper.

— Pera aí — Ele disse confuso se afastando de mim.

— O quê?

— Chega mais perto. — Me aproximei confusa, ele se inclinou, olhando para os meus lábios. Sua respiração calma tocava meu rosto e sua boca tremia tentando esconder o sorriso. Seu perfume era delicioso e sua mão tocou a minha debaixo da mesa. Não era nenhum pecado desejar que ele me beijasse, ele era charmoso e sexy. Mas ele contrariou meu desejo que viu em meu olhar, aproximo o rosto do meu pescoço e inspirou — Gostei do seu perfume.

Toda o desejo desapareceu e se tornou desapontamento e vergonha. Ele havia provocado aquele efeito em mim, apenas para se divertir.

— Mãe. Nós já vamos. — Justin se levantou da mesa e eu repeti o seu movimento. Pattie pareceu triste, Justin não deveria visita-la com frequência.

— Justin, mas já está tarde. Vocês poderiam dormir aqui e ir embora de manhã. — Pattie fez aquela cara que convence todo filho. Eu não queria ter de dormir aqui, eu preferia dormir no conforto do meu apartamento, além de ter compromissos para amanhã.

— O que você acha? — Justin perguntou para mim em um sussurro. Nunca irei me acostumar com a sua voz baixa em meu ouvido.

Eu não queria estragar isso para ele e para sua mãe. Se eu escolhesse ir embora, ele iria me levar e nunca mais voltar. Talvez eles ficariam sem ser ver por mais alguns anos. Ela merecia ficar perto do filho.

— Tudo bem.

Eu esperava que ao agradar sua mãe, Justin concedesse a foto que eu desejava. Nós estávamos em uma troca de favores, mas eu já tinha um carinho por sua família.

— Você venceu mãe. — Ele bufou. Mas mesmo que fingisse que estava descontente em ficar aqui, eu podia ver em seu olhar uma centelha de felicidade. Centelha que dizia; eu estou em casa.



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