História The New Uchiha - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 484
Palavras 2.299
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Chapter Fourteen


Fanfic / Fanfiction The New Uchiha - Capítulo 14 - Chapter Fourteen

“F.E.A.R. has two meanings: Forget Everything And Run or Face Everything And Rise. The choice is yours.”

~*Por Sakura*~

Acordei sozinha naquela manhã e, como era de praxe, eu estava atrasada. Fiz minha higiene matinal, coloquei meu uniforme, coloquei uma sapatilha – por motivos de preguiça - e penteei meus cabelos. Olhei-me em frente ao espelho segurando uma mecha de meus cabelos. Eu sempre os odiei por serem dessa cor ridícula e me causarem tantos problemas a minha vida inteira que, eu tinha de fazer algo já que, atualmente, eu estava sendo perseguida por um louco psicopata.

Fui tirada de meus pensamentos com o som da buzina do carro prateado que me aguardava em frente à porta principal. Peguei minha mochila e desci as escadas correndo, passei pela sala e vi Sasuke deitado no sofá e, apenas dei um beijo em sua testa antes de sair porta a fora. Assim que entrei no carro de Ino, nos cumprimentamos com um beijo na bochecha e, mais ou menos cinco minutos de silêncio depois, resolvi perguntar.

- Ino, você me mataria se eu pintasse meu cabelo? – Perguntei segurando uma mecha dos fios cor de rosa e os analisando pelo retrovisor.

- Por que essa decisão repentina? – Ela parou o carro em um semáforo e me olhou como se eu fosse louca.

- Eu nunca gostei do meu cabelo, só que a diferença é que agora eu estou com coragem de mudá-lo. Preto talvez? – Perguntei novamente.

- Escorregou no sabonete e bateu com a cabeça na pia de novo, foi? – Perguntou enquanto acelerava novamente – Sakura, não pinta, você não é louca a esse ponto. Seu cabelo é lindo, desgraça – Ino sendo carinhosa.

- Realmente, preto seria uma boa ideia – Sim, eu não estava dando a mínima para o que Ino havia dito – Eu ia ficar irreconhecível, mas, ia ficar bom. Ou loiro talvez fique bom também.

- Vai me ignorar? – Ela estava claramente irritada – Vaca! Pinta de loiro então, se por acaso se arrepender, voltar pro rosa é fácil – Ela revirou os olhos enquanto entrava no estacionamento da escola – O Uchiha já sabe dessa decisão? – Saímos do carro ao mesmo tempo.

- Não – Respondi apenas – E só vai ver quando eu aparecer em casa loira.

Claro que essa ideia repentina tinha tudo haver com Taylor, meu ex-padrasto psicopata. Seria um jeito de me camuflar em meio às pessoas já que, a coisa mais chamativa que eu tenho em mim estaria coberta por uma camada de tinta. Caminhando pelo estacionamento, eu olhava para todos os lugares, procurando algum sinal da criatura vinda do inferno, que era aquele homem e, felizmente, não havia visto nada.

Entramos na sala de aula conversando assuntos banais como de costume e, Ino foi até um grupinho de garotos que eu não conhecia e eu, me sentei em minha classe, olhando para a janela até que meu coração falhou cinco batidas e meu ar faltou. Levei minha mão esquerda até a boca contendo um grito de pavor. Ele estava lá, no portão da escola, olhando diretamente para mim, com aquele sorriso que fez os pelos do meu corpo se arrepiar.

Ele havia percebido o meu olhar sobre si, andou até o meio do portão e, ainda com aquele sorriso, passou o dedo indicador na frente do pescoço, um sinal que eu conhecia muito bem. O sinal de “você morre hoje”. Instantaneamente comecei a tremer e, assim que Ino se aproximou viu meu estado e seguiu meu olhar até parar no meu pesadelo e, assim como eu, a loira se apavorou, porém, ela não conseguiu conter um grito.     

- Sakura! Vamos embora daqui! – Ino entrou em estado de desespero e, neste instante, Sasuke atravessou a porta da sala – Sakura acorda! Vamos! Aqui não é seguro! – Ela segurou meu pulso e, quando ia me puxar, ambas ouvimos a voz rouca e baixa de Sasuke ao nosso lado.

- Por que aqui não é seguro? – Perguntou ele, levemente preocupado.

- N-Nada Sa-Sasuke – Ino estava completamente nervosa – É qu-que entou um bi-bicho que e-eu e Sa-Sakura temos muito medo e-e...

- E-Exatamente – Eu estava tentando continuar a mentira de Ino mas, eu não conseguia retirar o olhar mortal daquele homem para mim.

O professor Kakashi logo entrou na sala de aula e Sasuke se sentou atrás de mim. Eu não ouvia nada do que Kakashi falava sobre a matéria, estava concentrada de mais no que fazer para tirar Taylor da minha vida no definitivo.

Eu não posso denunciá-lo para a polícia, pois, eu não tenho prova nenhuma do que ele fez comigo já que faz quatro anos que isso ocorreu. Contar a Sasuke seria inútil, ele só ficaria paranóico, assim como o resto da família Uchiha. Eu tenho que achar um jeito de sair dessa.

Enquanto eu esperava uma luz divina me dizer o que fazer, um papel voou sobre os meus ombros caindo em minha mesa. O que Sasuke queria comigo?

“O que está acontecendo? Você está suando frio rosa, me diz o que foi que houve?”

Imaginei que ele não se esqueceria dessa história tão fácil. Depois do grito que Ino deu, qualquer pessoa ficaria preocupada – a menos que estivéssemos em um shopping, em frente a uma loja em liquidação. Respirei fundo e, pensei que, se ele soubesse talvez me ajudasse a sair dessa e por mais que eu não tivesse a mínima vontade de lhe contar, querendo ou não, era o certo a se fazer.

“Quer mesmo saber a verdade?” – Escrevi no mesmo papel e joguei de volta.

“É claro” – Segundos depois ele jogou o papel.

“Eu te conto se você prometer não surtar” – Estava apreensiva em qual seria a reação do moreno.

“Eu prometo Sakura, por favor, me fala” – Okay respire fundo e conte a ele Sakura, isso não é tão difícil.

“Okay. lembra do grito que Ino deu, certo? Pois então, a reação dela e a minha tem a ver com um homem que está lá em baixo, no pátio. Ele é o meu maio pesadelo, um psicopata que está atrás de mim à quatro anos e, a única razão dele ter vindo atrás de mim é: ele quer me matar” – Faço o certo ou não? Jogo o papel de volta para ele ou não? Sakura acalme-se, ele pode te ajudar, vamos lá, é só jogar de volta.

E foi isso o que eu fiz.

Segundos depois, Sasuke se levantou da cadeira e, me puxou pelo pulso porta a fora. Paramos no corredor e ele se certificou que não havia ninguém lá e, com a maior cara de preocupado me abraçou.

- Eu não vou deixar nada de ruim acontecer com você – Ele disse enquanto ainda me abraçava.

- Sasuke eu... Eu não sei o que eu faço? – Eu estava quase chorando.

- O óbvio Sakura – Ele se separou de mim o suficiente para olhar em meus olhos – Nós vamos sair daqui agora e vamos à delegacia.

- Eu não tenho provas do que ele fez Sasuke – Baixei meu olhar.

- E as cicatrizes nas suas costas não foram por causa dele? – Era visível a irritação dele, mas, mesmo assim ele não queria ser rude comigo.

- Foram, mas não há provas disso. Não tem como comprovar que foi ele quem as fez – Um coração acelerou.

- Sakura, amor, olha pra mim – Ele segurou em meu rosto – Nós vamos até lá e eu quero que conte tudo o que aconteceu ao delegado, está bem?

Apenas balancei a cabeça, concordando. Sasuke pegou minha mão e, ele me levou até próximo à porta de entrada. Pediu-me para ficar ali, escondida já que, estrategicamente, havia uma câmera. Minutos depois ele havia parado com o carro na porta e eu entrei correndo em sua Lamborghini.

O caminho até a delegacia foi silencioso. O medo em meu rosto era quase palpável e tudo só ficou pior quando vi o opala caindo aos pedaços de Taylor atrás de nós. Meus olhos se arregalaram e meu ar faltou.

- Estamos sendo seguidos – Disse baixo.

Sasuke parou o carro na delegacia e nós dois descemos correndo do carro e entramos pela porta de vidro na delegacia. De mãos entrelaçadas, seguimos até uma sala onde dizia “Uchiha Madara”, Sasuke deus duas batidas na porta e logo ouvimos um “entre”.

- O tio – Sasuke disse assim que entrou.

- Sasuke, o que o trás aqui? – Um moreno alto e de longos cabelos negros espetados respondeu.

- O assunto é sério desta vez. Vem amor – Ele me puxou sala à dentro.

- Sakura! – O mais velho arregalou levemente os olhos – O que houve?

- Então... – Não sabia bem por onde começar.

- Ela está sendo perseguida – O moreno mais novo me ajudou a completar a frase.

- Por quem e por quê? – Madara perguntou.

- Um dos meus ex-padrastos está atrás de mim. Ele é um louco psicopata que quer voltar aos velhos tempos – Confesso que estava bem nervosa.

- Como assim “voltar aos velhos tempos”? – O mais velho indicou as duas cadeiras à sua frente.

- Ele me espancou durante um ano inteiro simplesmente por que eu estava lá – Me sentei na cadeira a sua frente e Sasuke ao meu lado - Ele matou a esposa dele dessa forma e, temo que agora seja a minha vez – Sasuke segurou minha mão fortemente.

- Nome? – Madara começou a mexer em seu computador.

- Taylor Wild – Estava tentando me acalmar. Só de pronunciar aquele nome, meu corpo se arrepia.

- Pois bem Sakura, há alguma prova de que isso aconteceu? Não que eu esteja duvidando de você, mas precisamos de provas concretas – Okay, vamos lá.

- A única prova que eu tenho é esta – Me levantei e, levantei minha blusa na parte das costas me virando em seguida.

- Ótimo – Ele pegou as chaves de um carro – Vocês ficam aqui – Ele saiu pela porta às pressas.

Sabe aquele medo? Esse mesmo, só aumentou assim que meu telefone começou a tocar. Vi no visor o nome “pesadelo” e, não me perguntem o porquê eu atendi.

- É sério? Polícia meu bem? – Ele deu uma risada histérica – Como você é ingênua. Isso não vai me parar. Se eu for preso, quando eu sair, o seu castigo será bem pior.

- Você não vai sair de lá – Utilizei a coragem que eu não tinha – Você vai apodrecer na cadeia desgraçado.

- É o que veremos – E ele desligou.

Um policial entrou na sala e chamou Sasuke. O mesmo me deu um beijo na testa e saiu da sala me deixando ali, sozinha. Segundos depois a porta é aberta e, logo escuto o som dela se trancando. Uma gota de suor escorreu pela minha testa.

Um. Dois. Três passos. E lá estava ele, o meu pesadelo.

- Olá pirralha – Ele caminhou muito rápido em minha direção e pegou o pouco de cabelos que eu tinha – Isso é pra você aprender a não me dar tanto trabalho, vadia – Ele me deu um chute no estômago e me atirou no chão.

Ele logo subiu em cima de mim e começou a me dar socos e tapas pelo corpo inteiro. Quanto mais eu tentava fazê-lo parar, pior era a situação. Poucos minutos haviam se passado, eu tinha completa ciência disso, porém, aqueles poucos minutos pareceram horas ou até mesmo séculos para mim.

Escutei um forte barulho, de algo caindo ao chão e, Taylor parou o que estava fazendo, de repente, o peso de seu corpo sobre o meu sumiu e a voz de Madara ecoou pela sala.

- Taylor Wild, você está preso em flagrante! – Ouvi o som das algemas e, com muita dor, consegui sorrir. Eu estava livre desse pesadelo.

Sasuke me ajudou a levantar e, mesmo com dificuldade, caminhei até Taylor, dei um tapa forte em seu rosto e disse.

- Te vejo no inferno, desgraçado – E então, os outros dois policiais que estava junto de Madara o levaram para fora da sala.

- Me perdoe Sakura, eles armaram tudo – Sasuke caminhou até mim e, no instante que minhas pernas fraquejaram, ele me pegou no colo.

- Está tudo bem Uchiha, contanto que ele apodreça na cadeia, apanhar um pouco vale à pena – Disse com um meio sorriso.

Fomos até o hospital e, pelo estado em que eu me encontrava, fui direto para a emergência. Eu já estava muito acostumada com todo esse processo e, algumas horas depois, eu já me encontrava no quarto.

- E então, como está princesa? – Sasuke entrou em meu quarto com um buquê de lírios brancos.

- Muito bem, obrigada. Como soube que eram as minhas favoritas? – Perguntei indicando o buquê.

- Existe algo chamado Ino – Ele tinha um largo sorriso, caminhou até mim e me deu um beijo na testa – Ele nunca mais vai te perturbar de novo minha flor.

- Essa é uma das melhores notícias que ouvi em anos – O abracei – Obrigada Uchiha, sem você, eu não saberia o que fazer.

- Disponha minha rosa – Nos separamos do abraço – Me diz que você não tem mais padrastos como ele, por favor.

- Não, de resto, todos os meus ex-padrastos são leves se comparar com Taylor – Dei um sorriso – Só de pensar que nem eu, nem Haru receberemos mais ameaças por conta dele, já me deixa muito feliz.

- Haru também? – Ele arregalou levemente os olhos.

- Sim, ela arrecém havia nascido quando ele me adotou então, as ameaças foram para mim e para ela – Bocejei – Mas agora nada vai me incomodar.

- Isso mesmo. Agora descanse – Ele se levantou e me deu um selinho - Eu volto daqui a pouco, está bem?

- Okay – Dei um meio sorriso e me deitei, logo adormecendo.

Aconteceram três coisas maravilhosas em minha vida até este exato momento. 1ª: O nascimento de Haru; 2ª: Taylor foi para trás das grades e, a terceira – e melhor de todas: Sasuke entrou em minha vida.



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