História The New Uchiha - Capítulo 20


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Exibições 128
Palavras 1.831
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Chapter Twenty


Fanfic / Fanfiction The New Uchiha - Capítulo 20 - Chapter Twenty

“1 universo, 9 planetas, 204 países, 809 ilhas, 7 mares, e eu tive o privilégio de te encontrar.”  

~*Por Sakura*~

Seu pai biológico.

Essa frase ecoava em minha cabeça. Como ele poderia ser meu pai biológico? Meus pais morreram em um acidente de carro à 12 anos atrás. Mas, ele pronunciou o sobrenome Haruno tão naturalmente, como se ele se apresentasse assim todos os dias, não era algo forçado, como uma mentira. Eu podia ver em seus olhos algo que não esperava: medo. Talvez, medo da minha reação, do que eu faria a seguir. Não consegui responde-lo, apenas me sentei na cadeira que estava ao seu lado e respirei fundo. 

- Meu pai se chamava Maito Gai, e ele morreu faz 12 anos. Acho que você está me confundindo com alguém – Disse olhando nos olhos do homem novamente.

- Sakura... – Ele se sentou na cadeira ao meu lado e se virou, de frente para mim – Sei muito bem que você conhece o seu verdadeiro sobrenome. O Haruno – Ele parecia não saber como continuar seu discurso.

- Sim, conheço o sobrenome Haruno. Mas não acho que minha mãe mentiria sobre meu pai – A ironia, o desconforto e julgo até a dizer tristeza, reinavam em meu corpo naquele momento.

- Mebuki não quis que eu me aproximasse que você Sakura, por isso, enquanto estava grávida de você, ela se separou de mim e casou com Gai, o melhor amigo dela – Percebi que suas mãos tremiam.

- Por que se separaram? – Me sentia a Alice. Sempre tão curiosa.

- Por que sua mãe descobriu meu parentesco e, ela achava perigoso de mais.

- O que você é? Um mafioso? – Eu tinha um meio sorriso irônico no rosto.

- Exatamente.

- Oi? – Por essa eu não esperava.

- Eu sou o sucessor da máfia Haruno. Não vou esconder isso de você Sakura.

- Okay... – Resolvi não continuar naquele assunto – Por que esse interesse tão repentino em me procurar justo agora?

- Isso não foi um interesse repentino. Dês de que eu soube que Mebuki e Gai haviam morrido – Ele deu uma pausa, respirando fundo. Aquilo ainda mexia com ele, assim como mexia comigo – O que foi, mais ou menos, um mês depois do acidente, eu comecei a te procurar, mas, eu nunca conseguia te achar. Mary nunca me dava informações sobre você, de onde estava ou com quem estava. Não tinha mais esperanças que te encontraria filha – Ele tinha lágrimas nos olhos. Aquilo definitivamente era verdade.

- E sem o sobrenome Haruno era mais difícil de me encontrar, certo? – Droga de coração mole como manteiga derretida!

- Exato! Quando Mikoto me ligou, dizendo eu você estava aqui, na cidade ao lado da qual eu moro, eu quase chorei de tanta felicidade – Ele sugou minha mão – Sakura, eu quero finalmente ter a minha filha ao meu lado – Ele já chorava e eu estava quase como ele.

Ele falava coisas sobre a minha família tão naturalmente, puxando nomes e assuntos tão naturalmente que, eu não tinha como negar que ele me conhecia. Era visível que éramos parentes. Os cabelos róseos, o formato do rosto e das sobrancelhas eram exatamente os mesmos.

- Por tudo o que você falou agora, eu acredito em você – Ele me direcionou um largo sorriso que me contagiou e ele logo me abraçou fortemente.

Sabe quando você sente aquele aconchego do abraço de um pai? Eu nunca havia sentido isso com os abraços diários que Gai me dava e agora, pela primeira vez, eu sentia que eu não estava cem por cento sozinha no quesito família biológica. Eu já estava chorando muito a essa altura do campeonato, assim como o homem de cabelos róseos e olhos azuis.

- Obrigada Sakura, por confiar em mim. Prometo que não vai se arrepender de ter feito isso.

Meu peito se aqueceu com essa frase, eu me sentia segura e renovada. Parecia que a minha vida estava finalmente dando certo, com tantas coisas boas acontecendo comigo, mas logo um pensamento me veio à cabeça que desmanchou toda essa felicidade.

- Não se preocupe, eu não vou te tirar do Sasuke, Mikoto, Itachi e Fugaku. Pode morar com eles o tempo que quiser e, quando achar que deve, minha casa estará sempre de portas abertas – O abracei mais forte ainda. Ele lia pensamentos? – Eu só quero me aproximar de você e compensar todos esses anos longe um do outro.

O sinal tocou, indicando o intervalo, acabando com o nosso momento familiar. Separamos-nos brevemente e, o homem me deu um beijo demorado no topo da cabeça.

- A gente podia sair depois da aula, tomar um sorvete ou ir ao shopping. Pra se conhecer melhor, o que acha? – Sugeri.

- Claro. Espero-te no portão da escola, tudo bem? – Ele sorria abertamente – Ah, e só para confirmar o que eu digo, a gente podia fazer o teste e DNA, o que acha?

- Por mim, seria ótimo – O abracei mais uma vez.

- Vai lá com seus amigos – Dei um beijo em sua bochecha e logo saí da sala, ainda chorando um pouco.

Quantas emoções para um dia só. Caminhei até o pátio dos fundos, onde costumava ficar quando queria pensar na vida e não queria que ninguém atrapalhasse. Desabei a chorar novamente, eu estava muito feliz. Por mais que eu arrecém tivesse conhecido aquele homem, de alguma forma eu sabia que poderia confiar no que ele disse. Eu tinha um pai de novo e, por mais que Fugaku seja muito bom comigo, não é a mesma coisa.

- O que houve amor? – Nem percebi a presença de Sasuke até aquele momento.

- Nada com que deva se preocupar – Ele se sentou ao meu lado e me puxou, me fazendo deitar em seu colo.

- Você saiu àquela hora e não voltou mais e, quando eu te acho, você está chorando. Acha mesmo que eu não estou preocupado? – Ele começou a mexer em meus cabelos.

- Bem é que... – Eu não sabia se devia contar.

- Que? – Ele me incentivou a continuar.

Contei a ele tudo o que aconteceu na sala do diretor e ele me ouvia atentamente. Quando acabei de contar a minha história, Sasuke me direcionou um olhar triste.

- Então quer dizer que você vai embora? – Ah, eu me esqueci de contar esse pequeno detalhe.

- Não. Kizashi me disse que eu posso morar com vocês o tempo que eu quiser e, quando achar de devo, posso morar com ele – Vi um sorriso brotar no rosto do moreno.

- Isso é uma ótima notícia – E então, Sasuke se curvou e me deu um beijo calmo, apaixonado.

Ficamos ali, conversando e nos beijando por mais alguns minutos até que, o sinal do final do intervalo soou e, tivemos de voltar para nossa sala de aula. Assim que cheguei à sala, as meninas estavam preocupadas comigo, assim como Sasuke estava. Contei a elas brevemente o que havia acontecido e logo, voltamos nossa atenção para a aula.

Eu não via à hora de o sinal tocar e eu poder sair daquela escola. Estava bem animada para ir até o laboratório fazer esse tal exame e confirmar o que ambos sabíamos. Quando o sinal tocou, arrumei minhas coisas rapidamente e saí da escola correndo sem nem ao menos me despedir de Sasuke ou das meninas.

Cheguei aos portões da escola no tempo exato em que um carro vermelho parou a minha frente. Quando o motorista abaixou o vidro e vi Kizashi ali dentro, abri a porta do passageiro e logo entrei no carro, colocando o sinto em seguida.

- Laboratório ou sorveteria primeiro? – Ele tinha um sorriso no rosto.

- Laboratório – Respondi, também sorrindo.

Depois de alguns minutos no trânsito, paramos o carro em frente ao hospital que possuía um laboratório em seu interior. Não era qualquer hospital, era o hospital Senju, sim, minha tia era a dona do hospital. Entramos na ala laboratorial do local e, percebemos que, éramos os únicos pacientes ali.

- Posso ajudá-los? – Perguntou a recepcionista.

- Gostaríamos de fazer um exame de paternidade – Respondeu Kizashi.

- Por aqui – Seguimos a moça até uma sala e lá, ela nos explicou o que tínhamos de fazer.

Passamos um cotonete na parte interna da boca, principalmente nas bochechas e, em questão de poucos minutos, teríamos o resultado. Estávamos sentados, conversando sobre assuntos aleatórios quando a enfermeira volta, com uma folha de papel em mãos. Ela dá uma breve lida no conteúdo da folha e logo nos olha.

- O senhor tem 99% de chance de ser o pai biológico dela – Tanto ela como nós dois sorrimos.

- Muito obrigada – Disse meu pai e saímos do laboratório.

Assim que chegamos à calçada em frente ao hospital, meu pai me abraçou fortemente me tirando do chão e me girando no ar. Eu estava muito feliz, mesmo, finalmente depois de muitos anos, eu estava completa.

- Sorveteria agora filha? – Meu peito se aqueceu com ele me chamando de “filha”.

- Claro pai – Seu sorriso se alargou mais ainda, se aquilo era possível.

Passamos a tarde inteira conversando, tomando sorvete e passeando pelas lojas no centro da cidade. Eu não conseguia parar de sorrir durante todo o dia. Kizashi era um pai maravilhoso, o pai que eu sempre quis e, nunca pude ter.

Estava tarde, eram mais ou menos 22h30min e nem percebemos o tempo passar. Estávamos em um parque, deitados na grama, contando o máximo que podíamos um sobre o outro. Fiquei sabendo de histórias hilárias e perigosas que meu pai passou na máfia, como ele conheceu a mamãe, várias coisas.

- Está ficando tarde e amanhã você tem aula – Ele se levantou e me estendeu a mão, que aceitei de bom grado.

- Okay, okay. Vamos .

Entramos em seu carro novamente e, mais ou menos uma hora depois – por conta de um enorme engarrafamento -, chegamos a frente da mansão Uchiha. Abracei meu pai fortemente e ele me dá um beijo no topo da cabeça.

- Boa noite pai – Dou um leve sorriso, o soltando.

- Boa noite filha – E então, saí do carro.

Notei que as luzes de casa estavam apagadas. Também, é 23h30min da noite, o que eu queria? Entrei em casa, tentando não fazer barulho para não acordar os outros, subi até meu quarto e, assim que abri a porta, vi Sasuke deitado em minha cama, dormindo serenamente.

Fui até o banheiro, tomei um banho rápido, coloquei meu pijama e, me aproximei da cama. Dei um beijo na testa de Sasuke e logo me deitei ao seu lado, fazendo o menor barulho possível.

- Onde estava a essa hora?

- Conhecendo melhor o meu pai – Me virei de frente para o moreno.

- Então ele é mesmo o seu pai – Sasuke deu um leve sorriso e me abraçou pela cintura.

- Agora dorme, está bem – Sasuke se virou de barriga para cima, me puxou para cima de si, ele me deu um beijo na testa e abraçou minha cintura possessivamente – Boa noite Uchiha.

- Boa noite amor.      



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