História The New York Ghost - Capítulo 6


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Categorias Animais Fantásticos e Onde Habitam, Harry Potter
Tags Drama, Ilvermony, Macusa, Mistério
Visualizações 4
Palavras 1.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


> Desculpa pela demora do capítulo.
> Percebi que está bem largo, mas aproveitem!

Capítulo 6 - Jacob H. Potter.


“Desde a queda de Voldemort e dos antigos ataques de Grindewald, o Congresso está deste jeito, uma vergonha. Realmente, nunca quis que Modesty trabalhasse naquele ninho de cobras”, Jacob continuou. “Bem, espero que sejam espertos o suficiente.”

“Nada mais do que o esperado”, disse Peter.

O avô do menino me observou, percebendo a minha quietude. “Sam, você pode deitar numa das camas do quarto de visitas se quiser. Está com uma aparência de cansaço.”

Peter riu e, em seguida, falou, “Ele sempre está cansado.”

“Isso não é verdade”, constatei e assim sendo me direcionei a Jacob, “Obrigado pela hospitalidade, mas acho melhor ficar onde estou”, respondi.

“Você que sabe, garoto”, o velho disse com desdém, ele estava se virando para a pilha de papéis de jornal na poltrona.

“O que é essa decoração? São varinhas de verdade?”, perguntei de súbito.

“O que?… Ah, sim. Peter, faça um favor ao seu avô e pegue uma xícara de café e um dos meus cartões na bancada.” Jacob apontou para cozinha. O cômodo se interligava a sala de estar como em quase toda moradia americana. Era revestida de armários de madeira clara, um fogão a gás e uma geladeira velha em partes enferrujadas, também havia uma comprida bancada de mogno que separava, de certa forma, os dois ambientes.

Peter tinha ido e voltado, como pedido, com uma xícara de café que entregara ao avô e um cartão, este último ele me colocara na minha mão, o papel era roxo e as letras em dourado. Antes de eu ler, o velho tinha recomeçado a falar.

“Bem, sempre teve um severo controle sobre as vendas e o comércio de varinhas mágicas por aqui. Nós, bruxos, nos tornamos possuidores de varinhas somente a partir do eventual início acadêmico em Ilvermony. Não existem lugares, lojas legais onde simplesmente a compramos. Muito diferente de certos países, como a Inglaterra. Portanto, velhos como eu, existem por aí, vendedores de varinhas. Chegam aqui bruxos malfeitores que tiveram a sua varinha confiscada. Velhos abortos desesperados por um pingo de magia em seu sangue. Mais bruxos. E duendes, mas estes acho que compram por apenas decoração.”

“Você que as fabrica?”

“Não, absolutamente não. Contudo já tentei e nunca tive progresso, esse ramo da magia é complicado. Eu pego varinhas de bruxos que já faleceram e outros que doam a minha loja. Agora, olhe o cartão.”


 

JACOB H. POTTER

VENDEDOR DE VARINHAS ANTIGAS & SEMINOVAS

HORÁRIO: 1:00 PM ÀS 7:00 PM

NOVA YORK, QUEENS, RUA 19, PRÉDIO 12, APARTAMENTO 311.

A SENHA ATUAL É GRINDYLOW.

Olhei para Peter, mesmo com os fatos que transcorreram entre nós, e ele estava ocupado, prestando atenção numa das varinhas da parede. Depois, segui meu olhar a Jacob, Jacob H. Potter. Eu não conseguia conter um sorriso.

“Um Potter? Você é parente do famoso Harry Potter? Aquele que derrotou Voldemort? Peter nunca me contou nada sobre isso”, minha voz tinha se elevado mais do que o normal.

O Sr. Potter franziu o cenho e revirou os olhos, de igual modo – mesmo que gasto – com que seu neto arqueava as sobrancelhas e contraía os lábios. Falou rudemente, “Sim! Sim, somos parentes, mas que droga! Só sabem dizer isso. Os Potter da América já fizeram também tantas coisas. E, está bem, não é comparado aos atos do famoso Harry Potter. Só que isso enche a paciência, já basta os meus clientes…” Ele parou um pouco e se sentou. Em seguida, pegou a xícara de café e bebeu uns goles, estava se acalmando. “Só pus o nome nos cartões para atrair os olhos deles…”, fungou um pouco o nariz e passou a manga do roupão de pijama secando o catarro escorrido enquanto começava a suar.

Peter prestou atenção, tinha se deslocado dos cantos e estava perto, no meu lado. Desde o início da manhã não nos olhávamos diretamente e só conversávamos o suficiente. “Vô, onde estão os seus remédios?” Ninguém respondeu. Peter estremeceu o olhar e disse, de forma nervosa, “Você tem que tomá-los, se não… sabe o que acontece.”

“Eu sei, porém não me importo. Não quero mais viver a custa dessas pílulas.”

“Essas pílulas que o ajudam a tratar do veneno de Farosutil que aloja no seu sangue. Me diga aonde ir.”

“Está bem, está bem, é só descer aqui no porão do prédio. Há um homem que fornece esses tipos de coisas.”, Jacob bebeu mais do café.

“Como sabe que é confiável e de qualidade?”

“Por qual razão você acha que escolhi este lugar para morar? Se quer tanto assim, faça o que estou dizendo, desça até lá e diga que é para o Hugo. E mais uma coisa, espero que tenha deixado uma explicação a sua mãe. Sabe que ela virá aqui me procurar mesmo após nossas desavenças, já basta ter perdido o esposo, não precisa disso de novo com o próprio filho. Deus tem conhecimento do quanto ela te ama.”

“Eu sei, deixei um papelzinho escrito esclarecendo certas coisas. Agora, estou indo, até daqui a pouco”, fechou a porta.

Pensei no meu pai. O que ele faria? No que ele pensaria? Certamente, morto de preocupação. Depois da morte da minha mãe, eu passei a ser a única pessoa ou ser com que ele se importava. O nome do meu pai era Nathan Winslow e desde mais novo, cuidava de uma loja antiga. Eu sempre ia lá, era gigantesca e repleta de geringonças e bugigangas de qualquer tamanho, material e função. Ele me dizia que as pessoas doavam ou vendiam para loja e, em seguida, outras iam e compravam. Dia após dia.

Meu pai adorava a loja e, para ele, era a única coisa com que enxergava com plena fascinação e apreço, muito antes de conhecer a minha mãe. Justine Adams era só uma cliente no-maj naquele lugar quando se conheceram e ao passar das semanas, tinha se tornado bem mais que bela e encantadora para o meu pai, todos apoiavam mesmo ela não tendo sangue bruxo e diziam que eles realmente se amavam. Passaram-se meses após o casamento e eles tiveram um filho, eu, e a morte da minha mãe, um ano depois do meu nascimento. AVC, foi o que os médicos disseram a meu pai.

Nunca me lembrei totalmente dela, obviamente, porque eu era apenas um bebê. Contudo, penso, ainda, sobre a minha mãe. Já tinha visto fotos dela num álbum velho, uma moça jovem de cabelos escuros longos e lisos, pele igual à neve e uma cor de olhos dos quais eu herdei, verdes. Tento, as vezes, imaginá-la na minha vida, de como sua aparência seria hoje, de quantas vezes seria necessário para ela me mandar dormir ou escovar os dentes, de como ela afetaria a minha vida e de como seria crescer com uma mãe de verdade. Sei que não devo dar muita importância sobre uma vida que não existe. Só queria ter alguma lembrança dela.

[…]

Percebi que era o momento certo para perguntar, Peter ainda estava pegando os remédios do avô.

“Jacob, me responde uma pergunta, por favor. Por que você esteve tão surpreso com o meu sobrenome, o que tem ele?”, ele tinha se redirecionado a mim, seus olhos estavam muito vermelhos.

“Não conhece o próprio nome que carrega…”, respirou pelos pulmões profundamente e tossiu fortemente, parecia que iria morrer. “Seus pais nunca contaram nada sobre?”

“Nunca.”

“Claro, claro que sim, a própria história deve ter se perdido dentro da linhagem genealógica dos Winslow.”, ele sorriu de forma sinistra. “O seu sobrenome remonta séculos, garoto, quando nem mesmo os antepassados europeus colonizaram a América. Naquele tempo, havia um clã nativo de bruxos altamente talentosos que possuíam habilidades únicas e um conhecimento muito avançado sobre a magia. Não sei de muita coisa sobre, mas pelo modo que certos clientes contavam os segredos a mim, era que não apenas um passado esquecido tinha aquele clã.”

“Por que clientes falariam segredos a você sobre o meu nome?”, eu estava começando a ser cético sobre o que ouvia.

“Não eram clientes quaisquer, e, sim, historiadores da Magia. Eu disse a você que recolho varinhas doadas ou de mortos. Eles veem para encontrar relíquias de falecidos. Foi com uma historiadora da qual esqueci o nome que me disse pela primeira sobre os Winslow, e depois vieram outros. Eu pedia que em vez de pagamento a dinheiro me dissessem segredos sobre o clã Winslow. Eles falavam o que sabiam. Alguns diziam que era uma antiga tribo da Costa Oeste que praticava magia das trevas, outros atribuíam essas histórias a lendas ou contos. E como 'O Conto dos Três Irmãos’', eu penso que possuem uma base de verdade nisso.”

“Por que tem tanta certeza?”

“Ora, Sam, me diga: qual é a diferença de acreditar ou não acreditar? Para mim, eu acho que acreditar em algo é estar pelo dobro da probabilidade. É estar passos adiante de mentes céticas. Nunca saber é o que se resume acreditar, porque quando se torna real, você passa a ver. E no momento de certeza que você enxerga, tudo isso já possuía razão.”


Notas Finais


> Obg, por estar lendo essa fanfic.


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