História The Next Crown - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~MioneWaters

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Eadlyn Schreave, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, Personagens Originais
Tags Eadlyn, Final Alternativo, Rebeldes, Rebeldes Sulistas
Exibições 29
Palavras 1.989
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Já me explico com vocês, aproveitem o cap dobrado

Capítulo 5 - Capítulo IV


Eu passei a noite em claro pensando na Seleção e em como eu me precipitara. Eu não estava arrependida, mas também não tinha pensado nas reais consequências de preencher aquele formulário. Eu estaria longe de tudo que estava acostumada, longe do meu pai, longe do treinamento, longe de Ray.

Ray. Eu ainda não tinha falado com ele. Estava adiando esta conversa o máximo possível, não seria fácil ficar longe dele. Ray sempre estivera ao meu lado, desde o primeiro dia de treinamento aos 11 anos, ele sempre me seguia para todos os lados, não era como se ele quisesse isso, eram ordens do meu pai.

Ele era como um guarda-costas, sempre me impedindo de entrar em brigas ou encrencas, falhando na maioria das vezes. Mas claro que nenhuma menina na pré-adolescência quer um guarda-costas a segundo para todos os lados, por isso, eu e Ray não tivemos um contato muito amigável nos primeiros anos. Eu o odiava e brigava com ele a todo minuto. Até que um dia quando tínhamos 13 anos eu estava andando com uma colega da minha escola e Ray veio atrás, sempre me vigiando. A menina começou a falar que ele gostava de mim, e todos começavam a rir e caçoar de nós.

 Eu sai correndo, com vontade de bater em todos, meu pai, a menina, Ray, que para piorar veio atrás de mim.

Me virei para ele com a fúria me corroendo e levei meu punho fechado em seu rosto, um soco certeiro, mas não havia machucado muito. Na hora, ele pulou em cima de mim, me derrubando no chão, e vociferou:

--VOCÊ ACHA QUE É FÁCIL PRA MIM? Ficar sempre te seguindo para todos os lados? Cuidando de uma menina que me odeia? Ter que abrir mão de estar com meus amigos, ou simplesmente ficar sem fazer nada depois do treinamento, para vigiar você e garantir que não faça nada que deixe seu pai bravo! Você acha que é legal Megan? Porque não é! NÃO É!

Foi como se ele tivesse me dado uma sequência de socos no corpo inteiro. Senti nojo de mim mesma. Eu me lembro de sentir lágrimas  queimando meus olhos, então pedi desculpas e saí correndo, era a única coisa que podia fazer.

            Nos dias seguintes Ray agiu como se nada tivesse acontecido, mas eu não podia esquecer daquilo. Comecei a trata-lo melhor como nunca tratara ninguém antes.

§§§§

Estava na frente de Ray e toda loucura da Seleção simplesmente escorregou da minha boca. Ele me olhou como se estivesse brincando, mas depois notou a seriedade em meu rosto, e me olhou como se tivesse o traído.

            --Não—Ele disse como um sussurro—Você não vai se casar com aquele príncipe fútil e estúpido.

Príncipe? Será que ele não ouviu a parte sobre eu conviver diariamente com 34 garotas malucas, num lugar que eu passei a vida inteira invadindo?

--Ray, eu vou. Não adianta discutir, nem meu pai vai me impedir.—disse sentando na minha cama.

--“Não adianta discutir”—O tem dele era neutro—Claro que não...

Ele fixou o olhar no chão. Não entendi o que ele queria dizer com isso, fiquei em silêncio também. Depois de alguns segundos que pareceram anos, Ray levantou a cabeça determinado.

--Eu vou com você.

Ah, claro que ele diria aquilo, era típico.

--Ray, desculpa, mas acho que você não fica muito bonito de vestido.

--Megan, sem brincadeira. Eu vou pra lá com você, nem que seja como bobo da corte.

--Vai pra lá como Raymond?—Ele odiava seu nome, só o chamava assim quando as coisas não podiam ser resolvidas com seu sarcasmo.

--Seu pai não vai te deixar ir. Pelo menos não sem alguém pra ficar de olho em você—Detestava quando ele estava certo—Olha Meg, você não amarra nem o cadarço da sua bota sem mim. Vou falar com ele.

Ray foi andando apressado, não sem antes receber um soco meu no braço pelo insulto.--Se me chamar de novo de Raymond você vai apanhar feio, não vou ter piedade de deixar você sair correndo de novo.

Dou uma leve risada e ele caminha até a sala do meu pai.

Quando cheguei meu pai estava sentado atrás de sua mesa organizando alguns dos vários papeis encima da mesma, Ray havia acabado de contar sua ideia, e sua face estava com uma expressão de juiz, que a qualquer momento daria o veredito. Por fim disse:

--Ainda não concordo com você ir Megan, mas admito que com Ray cuidando de você as coisas ficariam muito melhores.

    --Isso foi um Sim?—Perguntei esperançosa.

    --Não, foi um talvez.

    --Um sim.

    Peguei o formulário que estava sobre a mesa e sai da sala deixando Ray acertar os detalhes com meu pai.

§§§§

    Sai procurando um lugar tranquilo pra preenchê-lo, provavelmente alguma biblioteca, pois não tinha nenhuma caneta comigo.

    --Este que é o famoso formulário?—perguntou Eleanor.

    Eleanor... Era o mais perto que tinha do que se chama melhor amiga. Entrou para os rebeldes há uns 3 anos depois que o pai dela a abandonou para fugir com seu amante. Meu pai ouviu sua história e permitiu que ela ficasse.

    Provavelmente ela já tinha ficado com todos os meninos do acampamento, mas era uma boa pessoa, do tipo que não se deixa desanimar, nem ninguém num raio de 1km.

     Andamos pelos pátios da Sede até chegarmos á biblioteca, localizada um pouco mais ao norte que o resto. Era um lugar relativamente grande, possuía prateleira marrons enfileiradas com placas de metal indicando os gêneros contidos em cada uma delas. Logo na entrada havia alguns livros com capas degastadas guardados atrás de um vidro que nunca me interessei muito, mas sabia que requeriam uma permissão especial para serem lidos. E em um canto mais afastado alguns computadores disponíveis para pesquisa e mesas para estudos onde duas ou três crianças faziam a tarefa de casa.

Peguei uma caneta em uma dessas mesas e abri o envelope, desdobrei os papéis, que logo foram tomados das minhas mãos por Eleanor que começou a ler a carta anexada ao formulário.

     --“Para a família Hall, confirmamos no último censo que uma mulher solteira entre dezesseis e vinte anos reside atualmente em sua casa. Gostaríamos de informa-los sobre uma oportunidade próxima de honrar a grande nação de Illéa. Nosso querido Príncipe Ahren Schreave atinge a maioridade este mês.”

    --Ironicamente 3 dias antes do meu aniversário. —eu disse.

    --Não interrompa. ”Para adentrar nesta nova fase de sua vida, ele deseja uma companheira a seu lado, uma verdadeira filha de Illéa. Se sua filha, irmã ou protegida elegível estiver interessada na possibilidade de tornar-se noiva do Príncipe Ahren e adorada princesa se Illéa”.

     --Essa doeu.—interrompi novamente.

     --Ahn?

     --“E adorada princesa de Illéa”, fazia gerações que não nascia uma princesa na família real, e quando nasce, ela morre.

      Referia-me a Princesa Eadlyn, irmã gêmea do Príncipe Ahren que morreu 3 dias depois de seu nascimento, por causa da maldição dos Schreave, como dizia Ray, e por mera conhecidencia do destino no dia do meu aniversário.

     --Saquei. Continuando. ”por favor, preencha o formulário anexo e entregue-o no Departamento de Serviços Provinciais da sua localidade. Uma jovem de cada província será escolhida aleatoriamente para encontrar-se com o Príncipe. As participantes serão hospedadas no agradável palácio de Illéa, em Angeles, enquanto durar sua estada. A família de cada participante será recompensada generosamente por seu serviço à família real.”

    --Me passa o formulário. —Comecei a completa-lo.

    Nome: Megan Hall

    Idade: 18

    Peso: 55

    Altura: 1, 69

    Cor do Cabelo: Castanho

     Olho: Verde

    Línguas: Inglês e espanhol

    Escolaridade: Completa

    Habilidades Especiais: Arco e flecha e hipismo.

 

Entreguei para Eleanor para que ela avaliasse se estava bom o suficiente. Ela olhou tudo com um olhar de aprovação, mas parou no tópico Habilidades especiais.

            -- Arco e flecha e hipismo? Você acha que vai impressionar assim? Megan, você tem que ser fofa.

            Fiquei parada observando, enquanto ela tomava o lápis da minha mão e apagava o que eu tinha escrito, colocando no lugar “Gastronomia e design visual”. Era uma mentira descarada, eu não sabia cozinhar, isso ficava para Ray quando nós invadíamos a cozinha, mas desenhar até que eu me virava bem.

            --Assim está ótimo. –Disse Eleanor, me devolvendo o formulário.

            Ótimo não estava, mas dava pro gasto. Agora começava a segunda parte: infiltrar alguém no Departamento de Serviços Provinciais.

Fui para o quarto mais cedo que o normal, precisava pensar. Precisava arranjar um jeito de meu nome ser sorteado. Mas não seria fácil, mesmo que nós tivéssemos pessoas infiltradas no palácio, o sorteio era feito na TV, ao vivo pelo próprio príncipe Ahren.

O único jeito seria encher a caixa de papéis apenas com meu nome. Mas ela era provavelmente  preenchida por alguém de confiança do rei. O problema seria encontrar esse alguém, poderia ser desde uma criada do castelo, um nobre ou conselheiro, ou até Gravil, o apresentador do jornal.

Meus pensamentos foram interrompidos por batidas na porta, deixei que entrasse, era Ray com um sorriso inseguro.

--Eu e seu pai tivemos uma ideia de como eu posso ir ao castelo.

--Você anda esta insistindo nisso?

--Então—Ele continuo, me ignorando—É uma coisa meio louca, mas pode dar certo. E eu vou poder ficar de olho em você...

--Ray—Falei colocando minha mão em seu ombro—Já passou por essa sua cabeça dura que, talvez, eu não precise de você me vigiando? Eu já sou bem crescidinha e sei me cuidar, sozinha—falei essa ultima palavra com ênfase.

--Megan, você sabe tudo menos se cuidar. E, inclusive, você não vai sobreviver no meio daquelas garotinhas, se não tiver a mim por perto para te segurar antes que você exploda.

Era difícil admitir que ele estava certo, mas eu não conseguiria sobreviver com 34 garotas fúteis e mimadas, sem um rosto amigo por perto. Amenos que eu descesse a mão em algumas, mas eu precisava manter a postura.

--Ok, eu vou ouvir seu grande plano—Falei sentando na cama—Mas, não pense que eu vou concordar.

--Como você sabe, eu sou um cozinheiro maravilhoso, sempre faço pratos maravilhosos, ao contrario de você—Tirando a parte do exagero, Ray realmente cozinhava muito bem—Então eu poderia aparecer lá machucado ou algo assim, talvez até dizer que uma rebelde sulista tentou me matar, poderia pedir um emprego de cozinheiro e se não aceitarem, o que seu pai duvida, posso fazer um pequeno escândalo.

--Não—Falei séria—Eu não posso e não vou deixar você trabalhar para eles  só pro minha causa.

--Ah qual é, Meg? Você não entende? Isso vai além de você, é algo muito maior. Nós somos ferramentas de um movimento por todos os rebeldes.

Era revoltante o fato de ele estar tão certo, não tinha como eu argumentar, olhei para o chão e depois para Ray, que estava com um sorriso confiante que ele guardava exclusivamente para quando me deixava sem argumentos.

--Ok, Ray, mas você cozinha de brincadeira, como vai aprender a fazer o tipo de coisa que eles comem?

--Isso vou resolver com o seu pai. Agora vamos focar em você. Já preencheu o formulário?

--Já, mas estou com um problema: o sorteio.

Expliquei a ele que teríamos que achar a pessoa que meche com a caixa pela última vez, para alterar o conteúdo dela.

--É claro que nós podemos subornar alguém para a que a pessoa faça o trabalho, mas e se ele não chegar a caixa?

--Entendi. O que você precisa é de alguém, que não pare até chegar na caixa, alguém que se importe, que apoie a causa.

Assenti, pensando se eu conhecia alguém que estivesse precisando muito de dinheiro, e que pudesse permissão para mexer na caixa.

--Acho que conheço alguém.—Ele estava com um sorriso suspeito, era uma ideia ruim.

--Quem?—Perguntei  ainda pensando em alguma opção.

--O mais novo cozinheiro do palácio.—Disse ele apontando o indicador para o próprio peito estufado.


Notas Finais


Ent meus sulistas, desculpa mesmo por não ter postado. Na minha escola temos um negócio chamado Mostra do Conhecimento, um dia q a escola fica abeta e a gnt expões trabalhos, meus professores passaram tudo essa semana, e a Mostra é daqui a duas, ent eu estou atolada. Desculpa mesmo gente, eu vou postando o que já tenho pronto, não estão revisados mas acho que da pro gasto.


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