História The Observer - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Boris, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Letícia, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Senhora Shermansky, Viktor Chavalier, Violette
Tags Armintorry, Castlin, Dakath
Visualizações 23
Palavras 5.890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Um aviso, galera!
Quando estava postando a fic, estava em dúvida se a fanfic envolveria suicídio ou não, mas depois de um tempo de reflexão, acho que é bom tratar sobre esse assunto. Além de combinar com o clima da fanfic, é um assunto sério e delicado, como a depressão. Por isso algumas das minhas histórias envolvem algo relacionado a isso, pois já conheci pessoas que tentaram se matar e já salvei algumas pessoas de cometerem suicídio. É tão delicado esse assunto que necessita também de atitudes e palavras delicadas. Um exemplo de história boa envolvendo esses assuntos de forma bem desenvolvida é o jogo Life Is Strange. Num capítulo, Max se depara numa situação onde as suas escolhas de palavras farão uma pessoa se matar ou não.
Enfim, também quero dizer de que, mais para frente, provavelmente a fanfic mudará para +18.
É isso
XXX
Aloha, boinhos! ^-^
Desculpem a demora em atualizar ;-; Atualizo as minhas fanfics, no máximo, até duas semanas. Demorei uns diazinhos a mais :3
Obrigada pelos comentários dos capítulos anteriores e por terem dado uma chance para essa fanfic :3
Boa Leitura :D

Capítulo 3 - Two


Acabei sendo acordada pelo som de notificação repetitivas do meu celular do meu lado no travesseiro.

Entreabri os olhos, sonolenta, e passei a mão ao redor do travesseiro, procurando a droga desse aparelho eletrônico e o peguei quando encontrei. Cliquei no botão e a tela acendeu, avisando que havia uma mensagem da minha mãe para ser lida. O que estava escrito era:

“Não esqueça de que suas aulas começam sempre 8:00 e termina às 14:00. Nem pense em faltar no primeiro dia!”.

Eu poderia ignorar essa mensagem da minha mãe e ficar na cama, mas como isso seria uma coerção gravíssima na sociedade, então criei coragem para levantar e fui me arrastando pela escuridão do quarto até o banheiro.

Depois de me arrumar inteira, esfreguei os olhos sonolentos e olhei para a tela do meu celular. Eram sete horas, o refeitório já estava aberto. Eu não estava com a mínima vontade de comer, mas ficar por horas estudando até o almoço não faria nenhum bem se não tomasse café da manhã.

Arrumei a minha camisa preta da banda Guns n’ Roses e guardei o meu celular no bolso da frente da minha saia preta. Terminei de amarrar os meus coturnos pretos antes de abrir a porta do quarto. Virei para o corredor após trancar a porta com a chave e congelei no lugar.

A garota indiana de ontem estava encostada na parede à minha frente. Ela abriu um sorriso alegre quando me viu e me cumprimentou com um aceno de mão.

- Bom dia, novata. Animada para o seu primeiro dia de aula?

Senti a minha expressão se fechar. Puta que pariu... Quem ficava animado logo de manhã para ir à aula? Se não fosse a minha curiosidade, eu nunca teria ido para alguma universidade, nem mesmo as que fui aprovada no Brasil.

Poderia viver com livros e pinturas, oras.

Dei uma rápida olhada nos dois lados do corredor, mas haviam apenas duas garotas que estavam seguindo para os elevadores.

- O que você está fazendo aqui? - perguntei, contendo um suspiro.

- Acompanhá-la, é claro. - respondeu Priya como se fosse óbvio - É o dever dos veteranos fazerem os novatos se sentirem à vontade num novo ambiente e mostrar como as coisas funcionam por aqui.

Revirei os olhos para o teto. Fui para onde estavam os elevadores e Priya seguiu ao meu lado sem abalar com a minha reação. As duas garotas de antes já estavam em frente do elevador.

A primeira garota possuía 1,72 e tinha um belo corpo de porte afilado e proporcional, olhos castanhos mel, acompanhados de cílios fartos e sobrancelhas naturalmente bem desenhadas. Seu cabelo era crescido até pouco abaixo de seus seios medianos, os fios castanhos e sedosos encaixavam-se de forma perfeita na dona, combinando o corte com o formato um pouco oval de seu rosto angelical e, com os cachos artificiais feitos com babyliss.

A segunda garota possuía olhos amendoados, recheados de um castanho comum. Seu rosto era polido e esculpido ao último detalhe, de fácil memorização e impossível esquecimento, possuía largos e finos lábios. O corpo também era natural, magro e delineado levemente no tronco. A pele era pálida como porcelana no inverno mas salpicada com canela no verão. Era mais alta que o normal, acentuando o detalhe com seus compridos saltos. Os cabelos eram longos tão escuros e encantadores como noite.

Elas eram veteranas, eu não tinha dúvidas. Ambas pareciam se conhecer a algum tempo só por estarem conversando normalmente e desprecoupadas.

Elas viraram as cabeças quando nos viram e eu e Priya pararmos na frente do elevador. A garota que parecia mais velha fez uma careta estranha, mas em menos de um segundo, essa expressão foi substituída por uma despreocupada.

“Ela não parece gostar da Priya”, pensei. Elas tinham a mesma idade ao que parecia, então não era uma surpresa as duas se conhecerem. Alguma coisa aconteceu entre as duas para a veterena ter reagido com um pouco de desgosto quando Priya se aproximou dela.

Interessante.

- Bom dia. - cumprimentou a de cabelo cacheado. Ela sorriu levemente quando me encarou - Qual o seu nome?

Olhei para Priya, que arqueou uma sobrancelha, intrigada.

- É para eu te apresentar? - perguntou ela.

Continuei a olhando, tentando passar a seguinte mensagem: “Não é óbvio?”. Priya abafou uma risada e no mesmo instante eu senti as minhas bochechas um pouco quentes.

- Essa é Merlin. - apresentou Priya com um sorriso enquanto olhava para as duas veteranas - Ela é uma novata e ficará na área de Arte. Quem sabe você e ela se dão bem, hein, Torria?

A de cabelo longo e preto abriu um sorriso.

- Quem sabe? - disse ela e me encarou. O seu sorriso pareceu mais suave quando voltou sua atenção a mim - Está cursando o quê?

Voltei a olhar para Priya, que fez uma careta engraçada.

- Nossa, virei sua porta-voz? - assenti - Eu poderia ter esperado qualquer coisa de você, menos timidez.

“Vou socar a cara dessa guria...”, pensei, me sentindo ofendida.

- Não a provoque, Priya. - protestou a de cabelo cacheado, sorrindo. O seu tom era leve, não era rude - É normal os novatos ficarem tímidos no começo quando estão perto de veteranos.

Ei...

- Eu não a estou provocando, Kathleen. - retrucou Priya - Apenas fui sincera. Se fosse para provocá-la eu teria usado outras palavras.

- O elevador chegou. - avisou Torria.

Nós quatro entramos juntas no elevador. Torria apertou o botão “0”, que era mesma coisa que “T” de térreo. Senti-me um pouco decepcionada ao lembrar que estava na França e teria que me habituar aos costumes deles.

Eu não tinha moral nenhuma de reclamar sobre isso, já que eu enchi a paciência dos meus pais dizendo que iria para a França mesmo sabendo que poderia acabar me esbarrando com alguém da família dele.

A relação do meu pai com o resto de sua família era bastante problemática.

- Farão três anos que estamos aqui, não é, Torria?- falou Priya com um sorriso e se olhando no espelho - Espero ter um ano tranquilo. Tanta matéria... E você? Deseja o quê?

Torria, que estava encostada na parede enquanto mexia no celular, ergueu uma sobrancelha e abriu um sorriso de canto.

- Segredo. - respondeu ela num tom misterioso - Também não é da sua conta.

- Sempre cheia de segredos. - comentou Priya e voltou-se para Kathleen, que olhava para o chão de forma pensativa - E você, Kath? Deseja o quê para esse ano?

Kathleen ergueu a cabeça cabisbaixa e piscou os olhos, como tivesse acordado de seus pensamentos. Ela abriu um sorriso.

- Passar em todas as matérias sem ter nenhuma dificuldade. - respondeu ela num tom levemente animado - O ano anterior foi bem difícil no final.

- E você, Merlin? - perguntou Priya me olhando através do espelho - O que espera para esse ano?

Olhei para a minha imagem no espelho. Ao contrário das três que estavam junto comigo, eu era baixa e não possuía um físico que aparentasse com a minha idade. Eu nunca fui magricela, sempre estava um pouco acima do peso ideal em comparação às minhas colegas. Apenas quando completei quinze anos e parei de comer besteiras, comecei a ter um corpo mais magro e desenvolvido, porém o meu rosto era mais de uma adolescente que de adulta, o que acabava confundindo várias pessoas que achavam que eu era menor de idade e não me deixavam beber vinho.

Ah, por favor! Era uma chatice ficar mostrando o meu cartão de identidade toda hora para apenas tomar uma taça dessa bebida dos deuses!

Dionísio não aprovou essa proibição!

- Ficar o mais longe possível de você. - respondi num múrumurio, mas todas as três ouviram e me olharam - O que mais eu desejaria além disso?

Kathleen abriu um sorriso mínimo enquanto Priya revirou os olhos para cima, mas sorriu como tivesse achado graça. Torria riu levemente, sem esconder o seu divertimento.

- Sábia decisão, novata. - comentou ela e encarou a Priya - O que diz sobre isso?

- Boas relações duradouras sempre começam com desentendimentos no começo. - respondeu a indiana com um sorriso malicioso.

- Desentendimentos? - repetiu Torria, balançando a cabeça para os lados sem perder a sua compostura firme e elegante - Está mais para puro desgosto.

- Discordo. - retrucou Priya sem se abalar. Continuava a sorrir levemente - Apenas ainda não nos conhecemos direito.

Falando de mim mesmo estando presente. Isso era o contrário de um dos tipos de intertextualidade. Também era um absurdo. Eu passava por uma fantasma algumas vezes e nem era percebida pelos outros por causa da minha altura, mas nós quatro estávamos juntas num elevador pequeno e me esqueceram ali mesmo.

Obrigada por terem sido muito atenciosas com a novata, veteranas!

O elevador chegou no térreo e nós saímos dali. Depois de uma rápida e pequena discussão enquanto saíamos do prédio, decidimos de uma vez irmos juntas até o refeitório (apesar de eu ter sido contra).

Segui as três no maior silêncio possível. Não queria incomodá-las com a conversa delas sobre os seus cursos e também eu não estava com um ânimo muito bom para entrar em algum bate-papo coletivo ao ar livre. Já estava sem vontade de ir na primeira aula do curso de História da Arte e ainda precisaria ir no do outro curso.

Por que escolhi dois cursos ao invés de um mesmo? Ah, lembrei. Eram dois cursos mais fáceis para mim e e eu conseguiria me formar na faculdade sem proplema algum, então não precisava ir todos os dias nas aulas. Ao que parecia, ninguém perdia ponto por causa de ausência de presença.

Sem saber o motivo, meus olhos voltaram-se para um canto da praça de centro que possuía uma fonte, onde havia uma roda de, no máximo, uma dúzia de universitários que riam e falavam alto. No meio dessa roda, sentado na borda da fonte, estava o cara de cabelo vermelho que conheci ontem e agora estava tocando um violão.

Castiel Collins, aquele que me chamou de “novata” como se eu fosse uma retardada.

Havia uma bela garota ao estilo de patricinha do lado dele e estava com a cabeça apoiada em seu ombro. Ele não estava incomodado com isso - nem de longe -, estava sorrindo e se divertindo enquanto tocava o seu instrumento.

Fiquei observando a patricinha. Longas e louras mechas de um cabelo cacheado naturalmente e caía levemente em suas costas como uma cascata. Seus olhos verdes claros brilhavam como tivesse a total certeza de que era a imperatriz do mundo e olhava para o garoto ao seu lado como soubesse que ele era só dela. Sua pele clara combinava com sua maquiagem clara e mais natural possível e com sua camiseta verde-água, shorts de cor cáqui e sandálias de salto da mesma cor que da blusa. Ela possuía como acessórios uma pulseira e um colar verde-água.

Ela era como uma modelo, mas havia algo superficial nela. Tinha lgo que não prestava e era mascarado pela sua beleza. Ela era linda, mas só por fora.

Talvez fossem apenas impressões minhas causadas pelos meus pensamentos enciumados, mas talvez as minhas impressões pudessem me dizer algo sobre ela.

Castiel parou de tocar os acordes de uma música pertencente a alguma banda que eu não reconhecia. Os universitários a sua volta aplaudiram e ovacionaram. A cena seguinte fez com que eu não conseguisse desviar os olhos.

Castiel abraçou com um braço a garota loira ao seu lado e os dois se beijaram. Mais aplausos e ovações dos universitários. As três veteranas que estavam ao meu lado perceberam a bagunça, pararam e também olharam para o casal.

- Ah, se não são o Castiel Collins e a Ambre Lamartine. - comentou Priya, torcendo o nariz - Ambos são um ano mais novos que eu, começaram a namorar no final do terceiro ano do ensino médio. Eu era da mesma escola que eles, Sweet Amoris. A diretora que era dessa escola veio administrar a universidade há uns quatro anos. O motivo não foi divulgado.

Apesar de saber que era para mim essa explicação, eu não dei muita atenção e continuei olhando para o grupo reunido.

- Tudo bem por ele ser famoso por causa de sua banda com o Lysandre e o Nathaniel, mas precisava causar tanta agitação logo de manhã? - comentou Torria.

- Pelo menos ainda existem algumas pessoas que ficam animadas por acordar logo cedo e ir à aula. - falou Kathleen, franzindo ligeiramente a testa - Nada contra sobre estudar ou sobre acordar cedo, mas por que a faculdade Escrita tem os seus cursos logo de manhã?

- É uma nova área, então demorará um bom tempo para abrir os horários da noite. - explicou Priya e ela fez uma pausa - E você, Merlin? Por que escolheu de manhã? Você me parece o tipo que se dá melhor com horários noturnos.

Consegui desviar a minha atenção do grupo para as três garotas, que me encaravam com leve interesse. Cruzei os braços, ignorando o aperto fantasmagórico no meio do meu peito.

- Nenhum motivo em especial. - respondi vagamente - Para mim não faria diferença alguma.

Torria e Kathleen se entreolharam como estivessem conversando silenciosamente, então a mais velha deu de ombros não ligando muito e foi seguindo o caminho para o refeitório enquanto a mais nova ficou com uma expressão pensativa enquanto a seguia.

Priya sorriu minimamente para mim, como achasse normal o tom da minha resposta.

- Espero que não tenha esquecido do que falei ontem sobre o seu comportamento, Merlin. - falou ela dando uma piscada e indo seguir as outras duas.

Decidi seguí-las do que ficar plantada enquanto assistia aquela cena tão irreal ao meu ver. Eu sabia muito bem que aquele garoto era um guitarrista de uma banda de rock que era famosa entre os adolescente até adultos de vinte e poucos anos. Também sabia que ele estava com uma garota bonita, mas...

Engoli os meus sentimentos enciumados junto com os meus sentimentos secretos e persistentes que abrigavam há muito tempo o meu corpo ao ponto de a dor da perda que me fazia sofrer ter virado a morfina para essa dor.

Dor emocional sendo anestesiada por mais dor psicólogica, fazendo surgir um grande vazio em meu peito e o meu cérebro deixando de processar a intensidade dela.

“Amor não cura depressão, mas a causa”. Repetia diversas vezes essa frase em minha mente como se fosse uma citação de um importante trecho bíblico ou uma citação de um mantra budista, ou apenas era uma pequena oração criada por mim.

Castiel Collins foi o primeiro a me aceitar do jeito que era e ser um dos pilares que causaram a minha queda.

xxx

Durante o almoço e depois das aulas do curso, decidi comer poucas coisas e fui direto para a bibiloteca. Por insistência, acabei deixando a garota de cabelos platinados me acompanhar até lá.

Rosalya fazia o curso de Moda, que ficava no prédio da área de Arte, assim como Fotografia - que era o curso de Torria. Como ela também estava pensando em ir na biblioteca para pegar alguns livros emprestados, Rosa botou na sua cabeça que deveria me acompanhar porque ela era veterana e eu ainda era uma novata na universidade.

A (falsa) síndrome do veterano prestando ajuda ao novato.

- Esses livros são tão legais! - sussurou Rosalya com seus olhos brilhando ao folhear as páginas - Faz um ano que estou nesse lugar, mas nunca deixam de me surpreender com mais livros diferentes sobre Moda!

Como já era de se esperar, Rosalya pegou uns sete livros sobre moda e folheava todos e os abria em cima da mesa. Encostei-me na cadeira enquanto lia um livro sobre a História Francesa, apesar de ter aprendido uma metade durante o segundo ensino fundamental e também durante o tempo que ficava trancada no meu quarto.

- Não sei como você tem paciência em ler um livro sobre História. - comentou Rosalya sem desviar os olhos do livro em suas mãos - Sempre foi entediante para mim.

Eu discordava. Achava importante e divertido saber a História de vários lugares ao redor do mundo e ainda mais a partir do ponto de vista dos outros. Infelizmente, existiam várias versões diferentes de alguns relatos históricos e alguns eram camuflados pelas autoridades durante algum período de ditadura ou semelhante, então por isso a História Geral possuía alguns furos.

Muitos relatos do passado foram esquecidos, adulterados ou perdidos.

Mas havia apenas uma parte em que concordava com a garota. Algumas vezes era entediante de aprender ou porque a pessoa não sabia seguir com explicações atrativas e interessantes ou era muito “superficial” sobre os assuntos.

Enquanto eu possuí um professor louco de Geografia, também possuí um de História que era parecido com o professor de História da Magia dos livros da saga Harry Potter.

Ou seja, dava sono.

- Mas me conte algo, - Rosalya fechou o livro com força e cruzou os braços em cima dele - como é a moda de seu país?

Ergui levemente as sobrancelhas, fechando o meu livro e o deixando em cima da mesa. Primeiro estrangeiro que conheci até agora que demonstrou algum tipo de interesse pelas roupas que as pessoas usavam na minha nacionalidade.

- Não existe uma específica “moda” por lá como é nos outros países. - respondi, suspirando e fazendo aspas com os dedos - O que é moda por lá é chamado de “modinha”.

- “Mo... dinha”? - repetiu Rosalya, devagar. Eu havia falado a palavra em português.

- É algo que todo mundo segue por um tempo de forma superficial. - expliquei - Uma explicação melhor é alguma coisa que os outros seguem mesmo não conhecendo muito sobre e nem sendo fã. Ficam apenas seguindo algo porque a maioria segue e tenta se popularizar através disso. Muitas vezes envolve peças de roupas ou acessórios, mas também como entretenimento.

Rosalya sorriu com os olhos brilhantes por interesse. Quando era algo do assunto que gostava, ela ficava animada.

- Mas como as pessoas se vestem por lá? - perguntou ela.

Abri um sorrisinho de canto ao lembrar-me da bagunça diversificada naquele país. Parecia que a cada Estado ou até mesmo cidade que conhecia através de viagens, eu estava visitando um país diferente. O modo de falar, de se vestir, de interagir, etc... Eram muito diferentes.

Mas apesar de possuir uma grande variedade de culturas e costumes, aquele país tinha quase o mesmo pensamento de mais ou menos um século atrás.

- É difícil dizer. - respondi, pegando o livro de História e me levantando da cadeira - Se vai levar algum livro e quiser me acompanhar até os dormitórios, anda logo ou vou te deixar para trás.

- Calma! - exclamou Rosalya pegando uns três livros apressadamente - Espera aí!

Quando eu estava meio caminho até o balcão do caixa, Rosalya me alcançou carregando os seus livros nos braços. Como iríamos apenas alugar os livros, teríamos que devolver para a biblioteca daqui a dois meses.

Olhei para um canto da biblioteca e reconheci os três caras que estavam me observando durante o refeitório da noite de ontem. O que ficara me olhando fixamente estava no meio dos outros dois numa mesa distante e estava com os olhos escuros em mim. Ele exibia um sorriso estranhamente malicioso...

Voltei a minha atenção para a balconista.

- Vai haver uma festa de boas-vindas dos veteranos para os novatos na sexta-feira, no dia 4 desse mês. - avisou Rosalya quando saímos da biblioteca - Não é trote e nem nada, é apenas uma festa estilo balada feita pelos veteranos da área de Arte.

Eu olhei para ela, já esperando o convite.

- Não me olhe assim, como já soubesse o que vou dizer. - reclamou Rosalya e depois sorriu com animação - Então, vai querer ir?!

- Não sei. - respondi com sinceridade.

- Pense um pouco antes de decidir. - aconselhou Rosa - As festas das àreas de Arte, Física e Letras são as melhores. Aproveite essa chance para conhecer novas pessoas!

Eu não tinha a mínima vontade de conhecer novas pessoas, então me mantive calada ao invés de dizer isso.

Seguimos para o prédio em silêncio, mas a Rosalya não foi para os dormitórios. Disse que ia se encontrar com o namorado e foi embora.

Fui sozinha para o meu quarto.

xxx

Passei a minha tarde inteira desenhando e escrevendo, como sempre fazia quando tinha algum tempo livre ou estava entediada. Então me perdia completamente nos traços dos meus desenhos e nas palavras de cada linha que escrevia.

Fiquei contente em ver os comentários sobre os três desenhos que postei no site. Era um desenho do Sesshoumaru do anime Inuyasha, um desenho artístico da Amy Lee da banda Evanescence e um desenho da minha personagem de uma fanfic que estava escrevendo.

Havia demorado uns cinco dias para fazer esses três desenhos e só terminara hoje. O resultado me agradou, pois era difícil eu gostar bastante do resultado de um dos meus desenhos.

Apenas voltei para a realidade quando ouvi uma leve pancada no vidro da janela do quarto. Virei rapidamente a cabeça de onde veio o som. Surpreendi-me quando vi que o céu estava escuro e com algumas estrelas. Olhei para o relógio no meu computador.

Já eram dez horas da noite! Se eu quisesse comer algo para não ficar de estômago vazio era melhor me apressar. O refeitório fechava às onze horas.

Fiquei curiosa em ver quem tacara algo na minha janela, mas deixei para lá e me preparei para descer.

Provavelmente ninguém mais me acompanharia numa hora dessas, mas não senti-me triste e nem nada por causa disso. Uma hora ou outra iria andar sozinha por aí sem ter ninguém me acompanhando.

Mas estava meio receosa por andar tão tarde num local que mal conhecia.

Saí do meu quarto e fui para os elevadores. Não havia nenhum sinal de alguma estudante por ali, muito menos da Torria, Kathleen ou Priya. Senti-me levemente solitária parada ali enquanto esperava o elevador, mas ignorei essa sensação.

Entrei no elevador e me olhei no espelho. Ótimo... Estava com olheiras por ficar acordada numa hora em que não estava muito acostumada a ficar em pé. Normalmente, eu dormia no máximo às nove horas. Talvez fosse pelos remédios que eu tomava e me davam sono.

O pior era que eu nem lembrava se tomei os meus remédios antes do almoço.

Saí do elevador e do prédio - a segurança estava ocupada conversando com uma faxineira. Segui pelo caminho até o refeitório, lembrando as direções em que eu e Lysandre fomos ontem.

Fiquei olhando algumas vezes para os lados, já que tinham poucas pessoas por ali e aqui e de vez em quando tinha a sensação de que estava sendo vigiada.

Mas por quem?

Talvez já tivesse uma ideia de quem era, mas não queria pensar nessa possibilidade.

Entrei no prédio do refeitório da noite. Havia um corredor que levava nas portas do banheiros e na porta para o refeitório. Segui em direção da porta aberta para o refeitório, mas fui interrompida.

Um pano foi colocado com força em minha boca, me impedindo de falar ou gritar. Outro pano foi posto em meus olhos para não enxergar nada. Alguém segurou os meus braços e me debati, mas não foi o suficiente e amarraram os meus pulsos com cordas. A minha cabeça foi puxada para trás pelas mechas longas de meu cabelo e fui arrastada para algum lugar enquanto me debatia.

Fui jogada ao chão como se fosse um saco de batatas no mesmo instante em que algumas luzes de teto se acenderam. Não conseguia dizer onde estava, mas com o contato da minha pele ao chão eu já percebi que estava em algum lugar com piso frio.

Tentei ficar em pé, mas não tive sucesso algum e acabei sentando. Conseguia sentir as batidas aceleradas do meu coração e começava a sentir-me sufocada, como estivesse entrando em pânico por conta do medo. Tentei controlar os meus nervos, mas estava assustada demais para conseguir me manter calma por dentro, então tentei parar os meus leves tremores pelo meu corpo.

Merda! O que estava acontecendo?!

- Que bela novata gostosa, hein. - falou uma voz masculina grave e alta - Cortamos o cabelo dela ou partirmos para o que interessa?

- Você que decide, Jeff. - respondeu outra voz masculina.

- Desde que nós tenhamos a mesma parte, tudo ótimo. - falou uma terceira voz.

- Ainda bem que pegamos ela agora sem ter nenhum maldito espião escoltando essa garota. - falou a primeira voz, que pertencia ao Jeff - Malditos... Com certeza não esperariam que essa burrinha caíria num truque tão antigo e estúpido.

Os donos das três vozes riram alto. Correção: Apenas saí dos dormitórios para comer, seu filho da puta escroto! Não foi por causa de um pedrinha que bateu na minha janela!

“Espera...”, pensei. Os tremores de medo pelo meu corpo pararam por um segundo. “Ele disse que eu estava sendo escoltado por espiões?! O que significava isso?!”.

- Que tal cortarmos o cabelo dela enquanto partirmos ao que interessa? - sugeriu a segunda voz.

Encolhi-me no chão. Eu sentia o líder do trio se aproximando de mim...

“Merda...”

Escutei uma batida forte semelhante de uma porta batendo com força contra a parede no mesmo instante em que duas novas pessoas gritaram:

- Parados aí!

Aquela vozes... Priya e Rosalya!

Ouvi passos pesados e apressados, então gritos de raiva vindo dos caras e barulho de corpos serem jogados no chão, como fossem nocauteados após algum golpe de karatê.

Okay. Com certeza não estavam lutando karatê. Era mais semelhante com os sons de policiais detendo criminosos.

- Droga! - esbravejou a terceira voz - A líder está logo aqui!

- Sua vadia! - gritou Jeff.

- Vá xingar a própria mãe! - revidou uma nova voz... Era o Castiel!

- Palavrões só são legais de usar se não ofender alguém. - retrucou Priya com seriedade - Mas sou contra o uso mesmo não ofendendo.

- Isso não importa agora. - falou Rosalya também num tom sério - Seguranças, levem esses três para o escritório da diretora Shermansky. Já é a segunda vez que tentam abusar de uma novata. Não é mais aceitável para nós ficarmos escondendo o que esses caras fizeram para o bem da reputação dessa universidade!

- Estou com a Rosa. - concordou Priya - Se a diretora quer que a gente colabore com a reputação dessa escola e mascare esses casos dos outros estudantes, ela deve tomar uma atitude sobre esses três!

- Cala a boca, sua puta nojenta! - esbravejou Jeff.

- Ei, vocês duas. - disse Castiel num tom perigosamente calmo - Deixa eu dar uma rápida surra nesse cara...

- Deixa isso para lá, Castiel. - falou Priya - Não perca o seu tempo com eles. Esses daí perderam o cérebro faz muito tempo, por isso não conseguem pensar.

- Sua...! - começou Jeff.

- Seguranças, levem eles. - repetiu Rosalya.

Ouvi passos de seis pessoas irem embora do lugar aonde eu fui arrastada. Senti-me extremamente aliviada e mais leve ao perceber que eles foram finalmente embora. Toda a minha tensão do momento pareceu se esvair, mas ainda estava um pouco assustada...

Alguém ajoelhou-se a minha frente e tirou o pano dos meus olhos. Priya sorriu levemente com calma para mim. Senti-me menos tensa que antes. Olhei ao meu redor. Eu estava no banheiro masculino do refeitório.

- Tudo bem, Merlin. - falou ela num tom calmo para me tranquilizar - Não precisa mais ficar com medo. - ela também retirou o pano em minha boca - Nós não deixaremos aqueles três impunes. Iremos convencer a diretora a tomar uma decisão definitiva sobre esse assunto. Isso não repetirá mais. Ah, droga...

Ela murmurou ao tentar soltar as cordas dos meus pulsos, mas não conseguiu.

- Castiel. - chamou Priya, se levantando - Tente desamarrar essa corda e leve a Merlin para o refeitório. Ela vai precisar tomar alguma coisa para se acalmar.

Olhei para o rapaz. Ele estava encostado na bancada da piada e com os braços cruzados. Rosalya estava sentada na bancada e balançava as pernas suspensas para frente e para trás.

- Virei babá para ficar cuidando dos outros? - retrucou Castiel.

- Eu e Priya iremos falar com a diretora. - falou Rosalya, saltando para o chão - Então cuide da novata por um tempo. Nós iremos falar com ela depois, então aguarde a gente lá.

- E desde quando você me dá ordens? - retrucou Castiel com mal-humor.

- Desde que virei a vice! - cantarolou Rosalya com um sorrisinho.

- Vamos, Rosa. - interrompeu Priya, saindo do banheiro.

Rosa a seguiu. Castiel aproximou-se de mim com as mãos nos bolsos das calças e me olhava com emoção alguma, como estivesse me analisando. Continuei calada, ainda com o coração batendo rapidamente e a sensação de sufocamento na minha garganta.

- Vire-se. - mandou ele num tom neutro.

Virei-me de costas para ele. Senti que Castiel se agachou atrás de mim, então o olhei por cima do meu ombro. Ele estava cortando a corda presa nos meus pulsos com um canivete.

Primeiro pensamento sobre isso: Por que um canivete?

Segundo pensamento: Por que ele tem um canivete?!

Castiel conseguiu cortar a corda e a retirou dos meus pulsos. Massageei os meus pulsos e depois levantei do chão, apoiando as costas na parede atrás de mim. O meu corpo ainda tremia um pouco por conta do pânico que senti e as minhas pernas pareciam ter virado gelatina.

Castiel se apoiou novamente na bancada da pia e arqueou uma sobrancelha, como estivesse observando o meu rosto, mas continuou calado. Ele não estava mais segurando o canivete.

“Será que ele ainda não me reconheceu?”, questionei para mim mesma. Ele não parecia ter me reconhecido ontem e muito menos parecia ter me reconhecido agora. Ele realmente não se lembrava mais de mim?

Senti um aperto no meu peito, mas como sempre fazia, ignorei esse sentimento. Já era o esperado, pois não nos víamos há anos e eu mudei bastante daquele tempo para cá.

Eu fiquei muito mais estranha.

- Você não entendeu nenhum dos avisos que aqueles três deram, não é?

Ergui os olhos para Castiel, que suspirou ao ver a minha expressão confusa que estava fazendo.

- Eles estavam querendo dizer para você não ficar sozinha andando por aí. - esclareceu ele com uma expressão de tédio - De verdade, o que estava pensando em sair sozinha numa hora dessas?

Não consegui abrir a minha boca, mas não sabia se era porque ainda estava com um pouco de pânico ou sentia-me tão envergonhada pela minha burrice. Essa universidade sempre me pareceu ter algo estranho e também tinham aqueles três caras me perseguindo, então por que não passou pela minha cabeça que eu poderia passar por uma situação como essa?!

“É normal. Ninguém fica esperando algo desse estilo”, falei para mim mesma. Mordi o lábio inferior, sentindo a ponta do meu nariz formigar um pouco.

- Que saco... - resmungou Castiel se virando na direção da saída - Venha logo! O refeitório vai fechar daqui a pouco.

Senti a minha testa franzir levemente. Era impressão minha ou ele realmente resmungou um “que saco” em português?

Balancei uma vez a minha cabeça para os lados, tentando afastar o seguimento desse meu pensamento. Não, com certeza era apenas impressão.

Segui Castiel até o refeitório, que estava completamente vazio, exceto por duas pessoas, que eram o chefe e uma faxineira. Na cozinha, havia apenas o chefe, que estava cozinhando as comidas para o outro refeitório. A faxineira estava limpando o chão e as mesas.

- Quer um suco de maracujá? - perguntou Castiel.

- Estou calma para tomar isso. - respondi num murmúrio.

- Tão calma que está tremendo. - falou ele com um sorriso irônico - Vá sentar em algum lugar. Já volto.

Sentei numa mesa em frente da máquina de refrigerantes e guloseimas. Soltei um suspiro, me sentindo cansada. Os meus tremores estavam diminuindo aos poucos e a sensação de pânico estava indo embora.

Mas era só voltar a pensar no que acabaria acontecendo comigo se Castiel, Priya e Rosalya não tivessem aparecido, todo o meu estado de pânico voltava.

Um copo de suco de maracujá foi posto na minha frente. Castiel sentou na minha frente com uma expressão irritada.

- Merda! - exclamou ele - Aquelas duas...!

Bebi um gole do meu suco, esperando uma explicação vindo dele sobre sua irritação. Ele percebeu o que eu queria.

- Aquelas duas mandaram mensagens dizendo que não vão vir mais aqui e apenas falaram que irão conversar contigo amanhã à tarde, então não faz nenhuma pergunta para mim agora. - explicou ele, irritado - Ótimo... Também vou ter que ficar de olho em você agora.

- Você tinha outra coisa para fazer? - perguntei, lembrando da namorada dele - Você poderia ir embora e me deixar aqui.

Ele assentiu com cabeça e ficou com uma expressão neutra.

- O chefe da cozinha disse que não te viu mais cedo nesse refeitório. Ele disse que irá fazer um prato para você. - comentou ele, mudando de assunto - Ficou desenhando a tarde inteira? Depois não sabe o porquê fica passando fome.

Arregalei os olhos, surpresa. Ele se lembrava de mim?

- Que cara é essa? - indagou Castiel com um sorriso torto - Realmente pensou que esqueci de você? Eu não tenho uma memória igual a do Lysandre.

"Lysandre tem memória curta?", perguntei a mim mesma, mas deixei para lá.

- Você mal olhou para mim ontem... - murmurei, tomando o meu suco.

- Estava atrasado para algo. - retrucou Castiel.

- Nem desejou um “bem-vinda” quando me viu... - continuei murmurando e abaixei os meus olhos para o copo.

- Como eu falei, estava atrasado demais para ter um tempo para conversar contigo. - repetiu ele.

- Foi logo me empurrando e jogando minhas coisas no chão, e também me chamando de novata num tom que subtendia me chamando de retardada...

- Eu apenas esbarrei em você, Já pedi desculpas por isso!

Ergui novamente os olhos para Castiel, que estava com uma expressão emburrada. Eu o provoquei bastante, mas não sentia remorso.

- Os seus amigos sabem que sou sua ex ou ao menos sabem que nos conhecemos? - perguntei.

Castiel franziu a testa quando falei “seus amigos”, mas apenas negou com a cabeça.

- Não falei sobre você para ninguém desde que voltei para a França. - respondeu ele - Por quê?

- Bem, você sabe... - diminuí o tom da minha voz - Sobre o meu pai.

Um brilho de reconhecimento passou pelos olhos de Castiel, então um sorriso arrogante se abriu em seus lábios, como estivesse orgulhoso de si mesmo.

Sorri levemente por dentro. Já estava um pouco feliz por ter alguém que conhecia por perto, mesmo que eu não pudesse mais ficar perto dele como antes.

Também estava um pouco feliz com outra coisa. Estava começando a alcançar o meu objetivo sobre o que vim fazer aqui, mas tinha certeza de que viria mais merda para cima de mim se eu fosse mais à fundo nessa universidade.

[Dia(s): 02/08]

[Registro 2: Finalizado]


Notas Finais


Espero que tenham gostado :3
xxx
SIM! ESSA FANFIC VAI TER REFERÊNCIAS DE ANIMES, SÉRIES, BANDAS E A TODA A CARALHA QUE EU QUISER BOTAR AQUI! Porque eu sou esse tipo de escritora.
Referências, referências, referências u.u
Beijos! <3


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