História The Odds - Capítulo 6


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Palavras 1.810
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Yaoi, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


∆ Não demorei desta vez :3 ∆
∆ Espero que gostem ∆

Capítulo 6 - Conflict


Fanfic / Fanfiction The Odds - Capítulo 6 - Conflict

Os quatro garotos param na varanda de frente para a porta da casa da próxima pessoa a ser interrogada. Tiveram que checar nos jornais o nome de outro dos desaparecidos. Ricardo. Por sorte Cellbit lembrava-se dele.

— Ele estudou no mesmo colégio que nós. — Cellbit disse, assim que leram o nome no jornal. — Mas se formou a dois anos, e é só o que sei…

Depois disso, bastou uma olhada no anuário para identificar os melhores amigos de Ricardo. Conhecidos como Emisu e Felino. Ricardo também tem um apelido, aparentemente, os seus amigos o chamavam de Rik, e escreveram para ele com esse nome.

Cellbit bate na porta, e eles aguardam ali fora. Todos os quatro estão calados virados em direção a porta, Felps pigarreia quebrando o silêncio.

— Você ainda não explicou o que aconteceu lá na casa da Nilce. — Felps diz, direcionando-se para Batista.

— É, como sabia que ela estava no porão? — Cellbit pergunta. — E como sabia que ela estava precisando de ajuda?

— Eu não sei explicar. — Batista diz. — Eu ouvi os zumbidos novamente, e depois vi um clarão… E quando voltei ao normal, eu apenas sabia que tinha que ajudar ela.

— Você viu um clarão? — Pac pergunta. — Isso é loucura.

— Pode ser, mas eu sei o que eu vi! — Batista exclama. — Não precisa acreditar se não quiser.

— Não disse que não acredito. — Pac explica. — Apenas que é loucura…

A porta se abre e eles vêem um rapaz magro, alto, com bigode e barbixa não muito grandes, cabelo longo indo até pouco abaixo dos ombros e pele não muito clara.

— Olá, você é o Felino, não é? — Felps pergunta, e o rapaz se apóia no batente da porta.

— Sim, e vocês são…? — Felino pergunta, arqueando a sobrancelha.

— Somos Felps, Cellbit, Pac e Batista. — Felps apresenta, mostrando cada um. — Nós… Queríamos falar com você e o Emisu. — Felino os olha curioso, eles não parecem ser da polícia, então por que estariam ali? — É sobre o desaparecimento do Ricardo, ou Rik, como o chamavam.

— Olha, alguns policiais já vinheram aqui e o Emisu e eu contamos tudo que tínhamos para contar. — Felino diz. — Não queremos mais falar no assunto, ok?

Felino tenta fechar a porta, mas Cellbit põe a mão na mesma, impedindo-o.

— Por favor, um amigo nosso também sumiu. — Ele diz, fazendo uma carinha de dar pena, uma das táticas dele para ter o que quer. — Só queríamos fazer algumas perguntas para você e para o Emisu, juramos que não vamos incomodar…

Felino suspira. Felps já sabe que ele vai ceder. Não há como resistir a um sorriso fofo vindo de Cellbit.

— Eu… Posso responder algumas coisas, mas não acho que o Emisu vai poder ajudar muito. — Felino diz.

— Por que? — Batista pergunta.

— Venham comigo… — Felino dá espaço para eles entrarem, fecha a porta e caminha pela casa com eles o seguindo.

Batista nota que a casa não é muito grande, nem muito organizada. Há fotos de Felino, Emisu e Rik em algumas partes da parede. Batista começa a ouvir um zumbido baixinho, que vai aumentando conforme ele caminha com Felino.

Eles param na frente de uma porta, que os garotos supunham ser do Emisu. Felino bate duas vezes na mesma, aguardando uma resposta de dentro, resposta essa que não vem.

— Emisu? — Felino chama, e volta a bater na porta. — Tem uns garotos aqui, eles querem conversar conosco…

Felino abre a porta e os garotos vêm Emisu sentado sobre a sua cama, com suas mãos tapando seus ouvidos. Ele olha para os outros parecendo assustado. Batista ouve o zumbido aumentar, e agora ele parece ter uma origem. Ele vem de Emisu.

O garoto que está sentado olha para Batista, ele também ouve o zumbido, mas para ele, está vindo do loiro.

— Emisu, você está ouvindo de novo? — Felino pergunta, e Emisu concorda com a cabeça. — Ele fica ouvindo essas coisas, zumbidos, e tendo visões também.

— Qual foi a última visão que ele teve? — Batista pergunta, tentando ignorar o zumbido.

— A última visão foi uma luz forte, ele disse que podia ver ela através da janela. — Felino diz, e Batista olha para os outros.

— Estão vendo? Ele ouve e vê as mesmas coisas que eu. — Batista diz. — E provavelmente, é o mesmo que o Polado, amigo do Vilhena, deve estar ouvindo. — Batista fala com os amigos. — E eu estou ouvindo os zumbidos agora, parecem estar vindo dele…

Batista diz, se aproximando de Emisu. O outro garoto começa a apontar para o loiro.

— N-não chegue perto… — Emisu diz. — Você está fazendo isso comigo!

Batista ignora, e continua se aproximando. Parece que algo o puxa para o outro. Emisu evita olhar para ele, pois também está sentindo a mesma coisa. Ele tenta desviar o olhar enquanto os ruídos aumentam. Batista chega perto da cama, e estende sua mão direita. Emisu olha para a mão do loiro, e algo parece atrair sua mão esquerda para lá. Ele aos poucos vai se aproximando, e suas mãos vão se atraindo.

— Ei, não ouviu o que ele disse? — Felino pergunta, afastando Batista de Emisu e ficando entre eles. — Vamos deixar ele descansar…

— Ok… Tudo bem… — Batista diz, se afastando.

Eles saem do quarto e Felino diz algo para Emisu antes de sair. Ele guia os garotos até a sala, onde se sentam nos sofás.

— Ele fica lá o dia todo? — Cellbit pergunta.

— Sim, ele criou um medo de sair porque tem medo de ouvir os ruídos novamente. — Felino explica. — Já tentei de tudo, mas ele não consegue nem ir até a porta do quarto.

— Pelo menos agora sabemos que o Batista estava falando a verdade. — Felps diz. — Três pessoas estão ouvindo e vendo coisas, sem contar com o Vilhena, que ouvia e via coisas antes de desaparecer.

— Isso é estranho, o que poderia estar causando isso? — Cellbit pergunta.

— Talvez seja algo psicológico, por perder alguém muito próximo. — Pac sugere.

— Mas por que apenas algumas pessoas estariam tendo esses sintomas? — Batista pergunta.

— Talvez por gostarem mais dos desaparecidos… — Pac diz, e todos olham para ele.

— Todos nós gostávamos do Alan. — Felps diz.

— Ah, qual é, ele era um cara rico e metido, éramos mais amigos dele do que ele nosso. — Pac diz. — É óbvio que cada um de vocês tinha um sentimento negativo quanto a ele no fundo, menos o Batista, porque ele gosta de todo mundo!

— Que mudança repentina de ideias. — Felps diz. — Ontem mesmo você estava dizendo que queria ajudar…

— Queria, mas eu cansei de ir na casa de todo mundo fazendo perguntas que não dão em lugar nenhum! — Pac exclama, quase como um grito.

— Ajudaria se você fosse um pouco mais útil e desse outra ideia, porque até agora você não fez nada além de reclamar! — Felps retruca.

Felino pigarreia, chamando a atenção dos outros, que o olham.

— Desculpa, não deveríamos estar discutindo em um momento como esse… — Felps diz, e Felino apenas dá de ombros e Felps aproveita para mudar de assunto. — Nós ainda queremos saber… Sabe onde o Rik estava indo quando sumiu?

— Ele não estava indo a lugar nenhum. — Felino diz. — Estava no quarto, tinha acabado de voltar do psicólogo e estava descansando, então ouvir o som das janelas quebrando e quando fomos ver, ele não estava mais lá…

— Psicólogo? O que ele tinha? — Batista pergunta.

— Não sei, ele não costumava falar sobre… — Felino diz, meio cabisbaixo. — Ele não era uma pessoa de se abrir muito, digo, ele não queria que nos preocupassemos também.

— Na família dele havia alguém do exército ou algo parecido? — Batista pergunta.

— Sim, o pai dele. — Felino responde. — Mas o que isso tem a ver?

— O pai dos outros dois desaparecidos também eram do exército. — Batista lembra. — Mais uma coincidência.

— Apenas coincidência. — Pac diz. — Até porque essa cidade foi fundada pelo exército para algumas tropas ficarem no meio de uma guerra, é óbvio que quase todo mundo vai ter um parente do exército.

— Por que você sempre tem que discordar de tudo? — Felps pergunta.

— Você sempre tem que implica comigo? — Pac pergunta.

— Você é quem está implicando aqui, enchendo o saco do Batista… — Felps diz. — Se não acredita nele, apenas deixe ele falar, não precisa deixar claro que não acredita.

— Hey, eu estou aqui, está bem! — Batista diz. — Ainda posso me defender sozinho.

— Se defender? Tudo que você faz é ficar reclamando de barulhos que não existem e luzes que ninguém mais vê! — Pac exclama. — Acho que você pode fazer tudo menos se defender sozinho.

— Pelo menos eu estou tentando encontrar meu amigo! — Batista diz.

— Se eu não estou ajudando, então que porra eu ainda estou fazendo aqui? — Pac pergunta.

— Não precisa ficar conosco se não quer! — Felps grita se levantando.

Pac também e levanta.

— Ótimo então, eu estou indo embora! — Ele diz, indo a caminho da porta.

— Eu também, chega por hoje! — Felps diz, indo para a posta também.

— Ótimo! — Batista diz, também indo para fora.

Cellbit é o único a continuar lá dentro, ele se levanta.

— Ah… Desculpa… — Ele diz, morrendo de vergonha. — E muito obrigado por ter conversado com a gente.

— Sem problemas… — Felino responde.

— Adeus… — Cellbit se despede e sai da casa com pressa.

Do lado de fora, ele vê seus amigos montando em suas bicicletas e pegando caminhos diferentes.

— Qual foi, galera… — Ele desde da varanda e pega sua bicicleta. — Não precisamos nos separar…

Seus amigos já estão longe, nem mesmo o ouviram - ou não quiseram ouvir-. Cellbit monta em sua bicicleta e olha para os três caminhos escolhendo qual seguir, e acaba indo pelo que o Felps foi.

∆∆∆

Felino está sentado em um dos degraus da escada da varanda, ele está pensando em Rik. Na noite em que Rik desapareceu. Ele se lembra de ter discutido com o outro, lembra-se de Rik batendo a porta do quarto e gritando “Não quero que me incomodem!”. Ele não incomodou. Mas tudo que queria agora era poder voltar lá e ter entrado naquele quarto e pedido desculpas para Rik, e dizer que eles não precisavam brigar.

Felino deixa algumas lágrimas caírem, e vê alguém se sentar ao seu lado. Ele olha para o lado e vê Emisu.

— Emisu… Cara… Você conseguiu sair do quarto… — Ele diz, sorrindo.

— Sim, eu soube que estava precisando de ajuda. — Emisu diz, abraçando o outro. — Não poderia te deixar na mão.

Felino sorri e retribui o abraço, e por um momento, ele consegue esquecer todas as preocupações que rondam sua cabeça.


∆∆∆ THE ODDS ∆∆∆

∆∆∆ CAPÍTULO CINCO ∆∆∆

∆∆∆ CONFLICT ∆∆∆


Notas Finais


∆ Vou tentar deixar os capítulos com um pouco mais de ação, pra fic não ficar muito parada ∆
∆ Espero que tenham gostado ∆
∆ Comentem e digam oq acharam <3 ∆


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