História The One - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Karol Sevilla, Personagens Originais, Ruggero Pasquarelli
Tags Lutteo, Romance, Ruggarol
Exibições 789
Palavras 2.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie
Fiquei super feliz com os comentários de vocês no ultimo capitulo ♥
Aqui vai mais um

BOA LEITURA!!!

Capítulo 9 - Surprise


 

Ruggero Pasquarelli

Deixei Matteo na escola bem cedo hoje e não consegui ver a Karol. Minha mãe disse que precisava falar comigo e eu fiquei de passar na casa dela antes de ir pra faculdade, já que ela disse que não era um assunto que se poderia falar na empresa. Confesso que tenho quase certeza que o assunto é minha vida amorosa. A dona Antonella me conhecia muito bem e já devia ter percebido alguma coisa diferente em mim. Juntando isso ao fato de que Matteo já comentou de Karol com ela. Deixei os pensamentos um pouco de lado e segui o resto do caminho sem tentar prever o futuro.

- Oi filho.

- Oi mãe. – dei um abraço nela – Tá tudo bem?

- Isso eu é que tenho que te perguntar. – não entendi muito bem.

- Como assim?

- Vem, vamos sentar. – fomos até algumas poltronas no jardim – A Candelaria veio me procurar esses dias e dizer que estava preocupada com você e seu novo relacionamento, e eu fiquei sem entender. O que está acontecendo, filho?

- Mãe eu não queria que a senhora soubesse desse jeito. – me senti envergonhado, nunca escondi nada da minha mãe – Eu estou saindo com uma outra pessoa sim.

- E por que não me contou?

- É que foi tudo tão espontâneo com essa pessoa que eu não quis estragar. A senhora sabe o quanto ainda dói aqui dentro. – coloquei a mão no coração – Está sendo muito difícil para mim superar tudo, mas ela vem me ajudando bastante e eu comecei a sentir algumas coisas por ela, mãe. Coisas que eu não senti pela Cande.

- E por algum acaso “ela” é a professora do Matteo? – ela disse com pequeno sorriso no rosto.

- Sim, é ela. Karol é a pessoa que está me fazendo reviver. – deixei escapar um sorriso de orelha a orelha – A senhora já sabia?

- Desconfiava. Matteo não para de falar nessa moça.

- Ele gosta muito dela.

- Mas o que quero saber é se você está feliz.

- Estou. Ela está me mostrando um novo jeito de ver a vida e eu estou feliz. Mas nós não temos um relacionamento ainda. Ficamos algumas vezes e nos falamos todos os dias, porque acima de tudo nós somos amigos e combinamos que isso não iria mudar. Não iríamos colocar nenhum tipo de pressão, apenas estamos deixando rolar, entende? Não sei o que a Cande disse pra você, mas tudo que eu peço é que me desculpe por não ter te contado antes.

- Tudo bem, meu amor. – ela pegou minhas mãos – Esse brilho que estou vendo nos seus olhos responde todas as minhas perguntas. Eu gosto da Cande, mas sei que você não a amava e não estava feliz com ela. O que me importa é te ver bem, filho. Se a Karol está te fazendo bem, então eu apoio sua decisão de estar com ela.

- Obrigada pela compreensão mãe.

- Só fiquei preocupada, você sabe disso. Não queria me meter na sua vida, mas coração de mãe não para até ter certeza de que os filhos estão bem. – nos abraçamos. Ela era meu porto seguro. E eu estava feliz que ela me apoiava nesse meu novo momento.

- O que Cande te disse?

- Que estava preocupada, porque achava que essa moça não iria te fazer bem, que ela estava usando Matteo para se aproximar de você, que eu devirá fazer alguma coisa em relação a isso e que ela estava disposta a te perdoar e voltar.

- Isso não vai acontecer. – sorri fraco – E não se preocupe, vou te apresentar a Karol e você vai se encantar com ela.

- Nem preciso conhecê-la para saber disso. Você e o Matteo falam dela com um brilho nos olhos que é incrível. – sorri bobo. Só Karol tinha esse poder sobre mim - Traga ela pra jantar aqui qualquer dia desses.

- Não sei se é uma boa, ainda não somos namorados nem nada.

- Traga ela como sua amiga. Pensei que você queria que eu a conhecesse.

- E quero. Só acho um jantar formal demais. Mas se você prefere assim, eu a convido pra vir aqui hoje mesmo.

- Hoje? Não está muito em cima da hora? Melhor convide ela para vir amanhã, assim eu tenho tempo de ir ao mercado e preparar alguma coisa diferente.

- Certo. Vou falar com ela.

- Não se esqueça que eu te amo, filho. E só quero seu bem.

- Não me esquecerei disso nunca. Também te amo muito.

Passei mais um tempo conversando com a minha mãe e depois fui para a faculdade. Convidaria Karol para jantar quando fosse buscar Matteo na escola.

Amanhã seria um dia de algumas emoções.

 

(...)

Eu estava ansioso. A qualquer minuto a campainha poderia tocar anunciando a chegada de Karol. Sei que ela e a minha mãe vão se dar bem, mas mesmo assim não consegui ficar calmo com o fato delas se conhecerem. Matteo pulava pela casa inteira, contando os minutos para a chegada da nossa convidada especial.

Senti um frio na barriga quando a campainha tocou.

- Oi. – ela estava linda. Com um vestido simples e floral, que combinava perfeitamente com a personalidade dela – Você está linda.

- Obrigada. – ela entrou e sorriu tímida para meus pais e meu irmão mais novo, que estavam na sala junto com Matteo.

- Tia Karooooool! – Matteo correu e a abraçou. Nem parece que tinha visto ela há algumas horas atrás. Depois do abraço ele soltou ela e foi correndo pra cozinha.

- Mãe, pai, Leo, essa é a Karol. – antes dela chegar eu tinha explicado tudo ao meu pai e ao meu irmão, assim eles não cometeriam o deslize de perguntar se estamos namorando.

- Seja bem-vinda querida. – minha mãe veio abraçá-la – Você está uma graça.

- Obrigada. É um prazer conhecê-la.

- Então essa é a famosa professora. – Leo falou

- Matteo não para de falar de você. – meu pai complementou. E ambos a cumprimentaram.

- Uau, parece que eu já estou bem famosa por aqui. – ela riu, aparentemente mais tranquila.

- Você nem imagina. – minha mãe puxou ela pela mão para sentar no sofá

- Quantos anos você tem? Parece tão novinha.

- Leo, isso não é o tipo de pergunta que se faz. – meu pai o repreendeu.

- Tudo bem, não tem problema. Tenho 19. Vou fazer 20 semana que vem.

- Olha o que eu tenho. – Matteo apareceu com um pedaço de bolo – Vó, sabia que ela gosta muitão de bolo? –falou todo animado.

- Então depois do jantar ela vai provar um pedaço, amor. Agora não é hora de comer doces.

- Claro que é. – sentou no sofá ao lado de Karol entre mim e Karol. – Você quer?

- Depois da janta. Agora é melhor você obedecer a vovó e devolver o bolo da onde você pegou.

- Por favor. – ele fez biquinho

- Não seja teimoso, meu amor. Depois nós vamos comer, mas agora não. - Karol disse no tom mais suave possível e convenceu o pequeno a não comer.

- Como você faz isso? – Leo arregalou os olhos – Eu tento convencer essa miniatura a fazer as coisas e ele não me obedece.

- Não sei. Só falo normalmente. – vi que meus pais estavma se olhando de um jeito sugestivo enquanto observavam a cena. Com certeza eles tinham notado a relação mãe-filho de Karol e Matteo.

- Se chama instinto materno, querida. – dona Antonella se manifestou – Por isso você consegue lidar tão bem com seus alunos – Mas me conte mais sobre você, estamos aqui para nos conhecermos melhor.

A conversa não durou muito tempo na sala, já que o cheiro da comida anunciou que o jantar estava pronto. Mas a mesa as coisas continuaram em plena calma, minha família tinha se encantado por Karol, assim como eu.

Depois do jantar ainda ficamos um bom tempo aproveitando o momento família. Matteo dormiu no meu colo e eu o levei para o quarto dos meus pais. Eu e ele dormiríamos aqui hoje, já que meu carro estava com problema e eu não conseguiria ir para casa.

Voltei para a sala e não encontrei Karol. Fui até a cozinha e lá estavam ela e minha mãe lavando a louça.

- Que exploração é essa com as visitas, dona Antonella?

- Eu insisti que não precisava, mas ela não quis ouvir. – se defendeu.

- Imagina. Seria até falta de educação não ajudar.

- Sua amiga é de ouro, filho. Não perca ela por nada. – eu sei que minha mãe amaria ter dito namorada no lugar de amiga.

- Pode deixar, mãe. – Karol deu um pulo para trás quando olhou o relógio.

- Eu preciso ir pra casa. Nem percebi que já era tão tarde assim.

- Por que não dorme aqui, Karol? Convida ela Ruggero. – minha mãe é bem direta quando quer – Temos um quarto de hóspedes. Mas também tem o antigo quarto do meu bebê, né bebê? – Karol gargalhou do modo como ela tinha me chamado – Bom, eu vou deixar vocês a sós. – ela saiu.

- Bom, você ouviu ela. Se quiser ficar.

- Não sei, Rugge, é um pouco incomodo.

- Fica no quarto de hóspedes. Não vou me sentir seguro te deixando ir embora sozinha uma hora dessas.

- Não tem perigo.

- Fica... Por favor. – falei abraçando ela – Vou me sentir melhor tento certeza que você está bem.

- É a casa dos seus pais...

- O Mike vive dormindo aqui.

- Está me comparando com o seu melhor amigo? – ela riu fraco.

- Não. Não é isso. É que se você pensar que somos amigos, não tem mal nenhum você ficar. – me expliquei.

- Ta bom. – soltou o peso nos meus braços – Eu fico.

Nós terminamos de arrumar as coisas na cozinha, já que provavelmente minha mãe não voltaria pra ajudar e depois seguimos para o andar de cima da minha casa. Minha mãe tinha arrumado o quarto de hóspedes para Karol e isso me desanimou um pouco, mas eu sabia que ela iria se sentir mais confortável dormindo lá, então tudo bem.

- Ainda tem roupas aqui? – Karol falou depois que dei uma das minhas camisetas para ela dormir.

- Algumas. Às vezes venho passar o fim de semana aqui com Matteo, ai é melhor deixar algumas coisas do que ficar trazendo sempre. Afinal se o meu quarto continua ali, tenho que usar ele pra alguma coisa.

- É uma boa lógica.

- Bom, eu vou colocar o Matteo no meu quarto e já venho dar um beijo de boa noite.

- Ok. – sai do quarto e voltei alguns minutos depois, quando ela já estava devidamente pronta pra dormir.

- Posso roubar essa camiseta pra mim? É muito confortável.

- Pode ficar com ela. Acredito que fica muito mais sexy em você do que em mim.

- E como sabe disso?

- Eu imagino.

- Deita aqui. – ela me chamou.

- Posso dormir aqui? – ela assentiu e eu entrei de baixo do lençol – Posso saber o porquê dessa mudança repentina de ideia?

- Acho que estou carente. – ela falou e fez uma cara que me deu vontade de abraçar e nunca mais soltar – Quero seu abraço.

- Vem cá, coisa linda. – puxei ela para meus braços, beijando delicadamente seus lábios, e intensificando o beijo devagar.

Nós nos beijávamos e sentíamos o choque elétrico de quando nossas línguas se encontravam. Ela estava se tornando meu vicio. Um vicio bom e que eu queria que continuasse.

Minhas mãos automaticamente foram para a barra da minha blusa que ela vestia, no intuito de tirar a mesma. Mas me contive em apenas acariciar suas coxas e apertar sua cintura contra mim, por baixo daquele pano. Ela mordeu meus lábios quando fiz isso.

Mas estávamos na casa dos meus pais e era óbvio que não iríamos fazer nada além de dormir, afinal a ultima coisa que eu queria era que meus pais e meu irmão ouvissem coisas obscenas vindas desse quarto.

- É tão bom ter você. – ela falou separando nossas bocas. Vi que os olhos dela estavam se fechando. Ela teve um dia cheio, deveria deixá-la dormir.

- Boa noite. – dei um beijo em sua testa.

- Boa noite. – ela virou de costas e eu a abracei formando uma conchinha e beijando seu pescoço.

Era como se ela fosse um anjo e eu tivesse que protegê-la. Da mesma forma que Bianca. As duas eram um tipo raro de pessoa.  Desses tipos que vivem alegres o tempo inteiro, não importa o que aconteça, que transmitem paz, que deixam a vida de todos ao redor delas mais bonita. As duas eram anjos.

Fechei os olhos me permitindo sentir o perfume do cabelo de Karol. Aquilo era um entorpecente em que eu também já estava viciado.

Dormir com ela nos meus braços era uma sensação tão boa e era estranho porque eu poderia jurar que isso era a coisa mais comum do mundo, que já tinha acontecido várias vezes e que só era mais um dia normal. Só que não era assim. Com exceção do dia em que ela dormiu no meu apartamento por causa da chuva, nós nunca dormimos juntos.

- Rugge?

- O que foi?

- Estou apaixonada por você. – falou da maneira mais doce possível e eu percebi que ela já estava quase dormindo.

- Também estou apaixonado por você, Ka. – ela não respondeu. Ela dormiu.

“Você está aqui e eu estou me apaixonando novamente por você”. Essa foi a única frase que veio a minha cabeça antes de pegar no sono também.

 

Karol Sevilla

Acordei com a cama se mexendo. Abri os olhos e vi Matteo pulando loucamente em cima dela, enquanto Ruggero me abraçava pela cintura.

- Hoje é sábado. Tenho que ver desenho. – ele falava enquanto pulava.

- Oi Matteo. – falei completamente sonolenta.

- Oi mãe. – ainda era um pouco estranho ouvir ele me chamar assim. Pelo menos ele só fazia isso quando estava somente comigo e Ruggero – Eu tenho que ver desenho, mas ta todo mundo dormindo.

- Ainda é cedo, meu amor. Volta a dormir. – eu estava acostumada a dormir até muito tarde no sábado.

- Mas é a hora do meu desenho favorito. – cutuquei Ruggero, que resmungou alguma coisa.

- Seu filho quer ver desenho, vai lá colocar.

- Vai você. Ainda estou dormindo.

- Eu também estou. E não faço a menor ideia de onde ficam as coisas aqui.

- Ah, tem esse detalhe. – Rugge coçou os olhos e os abriu logo em seguida.

- Bom dia campeão. Levantou com a bateria cheia hoje né?

- Sim pai. – ele continuava pulando – Desenho, desenho.

- Eu já volto. – Rugge disse e saiu com Matteo no colo. Voltou logo em seguida.

- Bem-vinda ao meu mundo. – ele se jogou na cama.

- Podemos dormir mais ou ele vai voltar?

- Daqui uns 15 minutos.

- Sério?

- Nunca falei tão sério na minha vida. – me abraçou de novo – Mas da pra cochilar.

- Um cochilo não vai adiantar muito pra minha situação. Melhor ficar acordada.

- Sei um jeito de passar esse tempo. – sorriu e se virou ficando em cima de mim.

- Ficou maluco? Seu filho pode entrar aqui a qualquer momento.

- 14 minutos. – senti sua língua dentro da minha boca causando os mesmos arrepios de sempre, que me faziam sentir uma garota de 15 anos de novo.

Mas antes do nosso tempo sozinhos acabar, meu celular vibrou e chamou minha atenção.

Engoli seco ao ver aquela mensagem no visor do celular.

“Cancelei a faculdade aqui. Estou voltando.

                                                           Lionel.”


Notas Finais


E ai?
O que acharam?
Alguém esperava que o Lio fosse aparecer?
Comentem ai pra eu saber a opinião de vocês ♥
Nos vemos em breve
Bjssss


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