História The Only Exception - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá genteeee, estou aqui
Morta de sono mas eu vim deixar um cap pq amo muito vocês
AH, GOSTARIA DE AGRADECER PELOS +100 FAVS, REALMENTE AMO DEMAIS VOCES
Eu recebi muitas ameaças ultimamente, mas okay
Não me matem
Boa leitura, enjoy it ~

Capítulo 8 - You'll Be Mine


Fanfic / Fanfiction The Only Exception - Capítulo 8 - You'll Be Mine

  



  Vazio.


  Era como eu me sentia naquele momento.


  Após acordar de meu desmaio, fiquei sob observação no hospital, mas logo fui liberado.


  Três dias haviam se passado, eu já tinha ido em casa e levado meu carro até a mesma. Consequentemente, o golfinho de pelúcia de Jimin também.


  Eu estava sentado na poltrona ao lado da cama do ruivo. Era torturante olhar aquela face tão linda, naquele estado. Pálida, sem seu brilho natural que mais parecia a luz do dia. Porém seu rosto mantinha-se sereno, como se o mesmo descansasse apenas, estivesse em um sono profundo.


  Ainda não sabia exatamente o diagnóstico do menor, o que me afligia mais. Soube apenas que o mesmo teve uma hemorragia e três ossos quebrados - me deixando próximo de ter um ataque de pânico com a notícia.


  Nos últimos três dias eu me mantive muito nervoso, não conseguia me alimentar direito - mesmo que eu devesse, por ordens médicas -, muito menos conversar.


  Levei a destra até os fios alaranjados do Park, acariciando-os.  O arrependimento e culpa me atingiam como facadas em meu peito. Eu deveria ter cuidado de Jimin antes, deveria ter o protegido antes, o amado antes. Ter o feito ser meu.


  Mas agora, ele estava ali deitado naquela cama de hospital, desacordado.


  Porém, eu cuidaria e protegeria aquele garoto com a própria vida.


  Descobriria o responsável pelo acontecimento. Eu sabia que aquilo não fora um acidente, alguém fez aquilo, alguém quis machucar o meu Jimin.


  E eu vou fazer o sujeito se arrepender de ter mexido com o meu garoto.

 

 

[+]

 


 "Você sabe que assim vai acabar morrendo desnutrido, né?" Comentou Taehyung enquanto comia um hambúrguer, se referindo ao fato de eu não pedir nada para comer.


 "Cala a boca, idiota. E não fale a palavra 'morrer' perto de mim, ok?" Respondi mais ríspido que o normal. Esperava que Tae fosse revidar, ou até mesmo me bater e me xingar. Mas ele apenas assentiu, sorrindo tristemente, tentando dar seu melhor olhar reconfortante.


  Estranhei sua atitude, porque menos dessa vez ele foi bem sincero, mas ele nunca agira assim antes. Tae pode até ser retardado, mas no fundo ele entende quando algo é sério. E no caso, era muito sério.


  Ainda não consigo acreditar no que aconteceu.


  Não consigo acreditar que meu ruivo está naquela cama de hospital e eu sequer sei o que o mesmo passa realmente.


  Ultimamente, apenas tenho pensado sobre isso. Minha vida está um caos, me sinto mais morto do que vivo, tudo por Park Jimin. Não consigo me sentir feliz desde nosso primeiro beijo. Eu o magoei, magoei a mim mesmo também, sequer consegui pedir desculpas a Jimin e corresponder seus sentimentos, e agora ele está numa cama de hospital.


  Isso vem me matando por dentro.


  Me mata mais, pensar na possibilidade dele...


  Não, ele vai ficar bem. Vai voltar pra mim.


  Não quero pensar no pior, preciso ser forte nesse momento, por nós dois.


 "Ei... Você vai ver, ele vai melhorar. Vai ficar tudo bem." Respondeu agora o moreno que se encontrava ao lado de Taehyung, Jungkook.


  O garoto agora era bem próximo de nós, para mim era um amigo, porém Tae não podia dizer o mesmo já que sempre teve um interesse no mais novo. Sem falar que eles estavam numa espécie de rolo-quase-namoro que eu não entendia. Mas fazer o quê.


 "Espero que sim. Bom, preciso ir, lembrei de umas coisas que tenho que fazer." Levantei desanimado, na verdade eu não tinha realmente nada para fazer, só queria ir para casa descansar.


 "Tem certeza? Você não come direito há dias, Yoongi. E está mais pálido que o normal." O rosado preocupou-se. Como eu iria me alimentar bem se meu estômago estava embrulhado constantemente?


 "Eu estou bem, não se preocupe comigo. Tenho que ir, tchau pra vocês, aproveitem." Me despedi rapidamente antes que os dois garotos tentassem me convencer a ficar e enfiassem comida na minha garganta.


  Mas eles estavam certos, eu não estava me cuidando. Estava com olheiras perceptíveis, minha pele realmente apresentava uma certa palidez, meu cabelo mais bagunçado que o normal e me sentia um pouco fraco.


  Depois do acidente - que não considero, pois o mesmo foi proposital, mas irei chamar assim por modo de falar - as coisas ficaram realmente difíceis para mim. Me causou um trauma, além da culpa e aflição pelo meu Dongsaeng.


  Culpa por não ter feito nada.


  Por não ter prestado atenção no carro.


  Por tê-lo deixado no meio da rua.


  Por ter o magoado e sequer ter conseguido pedir desculpas de verdade.

 
  Por não o ter correspondido.


  Por não aceitar o quanto antes os sentimentos que tanto lhe enchiam o peito, por ser burro o suficiente a ponto de negar os mesmos.


  Por ter feito o doce Jimin cair em lágrimas e não as enxugar.


  Por machucá-lo mais que o próprio carro, porque pior que a dor física, é a dor sentida no fundo da alma.


  Definitivamente, eu sou um completo idiota.


  Um idiota por não enxergar o que estava bem a minha frente. Jimin está apaixonado por mim.


  E eu estou completamente apaixonado por ele.


  Pelo baixinho ruivo do olhar fofo e sorriso encantador.



  Pela primeira vez em minha vida, estou apaixonado.


  Cheguei em casa, soltando um suspiro alto ao vê-la tão vazia. Jimin já praticamente morava lá e visitava a casa dele. Agora, sem o mesmo, tudo era tão monótono e frio, chegava a ser até mórbido.


  Sentei no sofá, em busca de relaxar um pouco os músculos, quando ouço meu celular tocar.


 "Alô? Sim, é ele... Pode falar, doutor... O quê? Você está brincando comigo? Não, não..." Desliguei. Só podia ser brincadeira. Não podia ser verdade. Não podia...


  Jimin estava em coma.

 

 

[+]

 

 

Quebra de tempo
 



  As idas à faculdade eram como um gigante diário que eu tinha que enfrentar. Um segundo gigante para ser exato, porque o primeiro era levantar da cama.


  Um mês se passou desde a tragédia ocorrida com Jimin. Eu estava começando a me acostumar com isso, mas cada dia se tornava mais difícil encontrar motivos para encarar a vida lá fora.


  Tudo parecia se tornar cinza sem ele.


  Sem cor.


  Talvez fosse seu bom humor ou apenas seu cabelo laranja chamativo que fazia falta nos meus dias, colorindo-os.


  Eu estava em um estado no mínimo péssimo. Minha rotina consistia em comer, trabalhar, visitar Jimin, ir a faculdade e dormir.


  Me sentia exausto.


  Em alguns momentos de desespero, senti minhas esperanças se esvaírem. Pensava que Jimin nunca mais voltaria para mim. Temia que os médicos desistissem e desligassem os aparelhos. Entrava em pânico somente de pensar na possibilidade de perdê-lo para sempre.


  E o pior de tudo, era toda aquela culpa carregada em meu peito.


  Mas eu evitava realmente ter esse tipo de pensamentos que em nada me ajudava, sem falar que no último mês eu não pensei em outra coisa, então estava na hora de tentar tomar algum rumo.


  Era de tarde, ainda faltava algumas boas horas para o horário da faculdade e eu estava de folga naquele dia.


  Pensei em ligar para Taehyung para marcar algo, mas lembrei que o mesmo havia dito que iria passar a tarde com Jungkook. E bem, eu entendia o que isso significava.


  Como minha vida é uma bosta e eu não tenho muitos amigos, não tinha outra opção. Podia ligar para Hoseok, mas ele iria visitar seus pais, então não era boa ideia.


  Decidi dar uma volta sozinho mesmo, para relaxar a mente e esfriar a cabeça. Saí de casa, indo a pé, simplesmente por não estar com vontade de dirigir. Queria apenas sentir o ar puro das ruas de Seul.


  Caminhei por horas talvez, sem perceber que estava começando a anoitecer. Quando notei, já estava longe de casa e perdido. Tentei ligar para Tae, mas o número só caia na caixa postal.


 "Inferno." Murmurei. Eu sou muito burro em sair por aí sem rumo, demorar e ainda se perder.


  Suspirei, tentando encontrar alguma solução. Poderia pegar um táxi, mas daí lembrei que estava sem minha carteira. O que eu tinha na cabeça para sair sem dinheiro de casa?


  Ah sim, eu ia apenas dar uma volta no quarteirão.


  Idiota.


  Se bem que taxistas aceitam o pagamento no final do percurso. Mas onde diabos eu encontraria um táxi agora? Sei nem onde estou.


  Coloquei as mãos na cabeça, puxando os fios de cabelo em um ato frustrado. Ouvi um barulho, logo olhando para trás e pude reparar que estava em frente a uma loja que estava sendo fechada.


  Um rapaz alto, de cabelos platinados e uma espécie de topete saia de lá com algumas sacolas na mão, provavelmente era um cliente. Por algum motivo, ele olhou em minha direção e se aproximou.


 "Hey... Você está bem?" Perguntou preocupado. Sério isso? Alguma coisa boa pode realmente acontecer nessa vida miserável?


 "Ah, oi... Na verdade, mais ou menos, estou perdido. Não sei onde estou nem como irei voltar para casa." Respondi, meio desanimado.


 "Onde você mora?" Interrogou mais uma vez. Estaria ele tentando me ajudar?


  Ditei meu endereço para o mesmo, que apenas me olhou surpreso e deu um leve sorriso. Eu realmente não entendi o que ele quis me dizer com aquilo, na verdade eu não estava entendendo nada.


 "Acho que hoje é seu dia de sorte." Comentou, rindo fraco. "Estou indo à casa do irmão do meu namorado, que por muita coincidência, mora na rua ao lado da sua. Não moramos daqui, viemos apenas para visitar o irmão mais novo dele e passar as férias aqui em Seul." Terminou, com um sorriso de canto.


  Seria realmente o meu dia de sorte nessa vida de merda? Acho que sim.


  Aceitei sua gentileza, rumando para minha casa. Percebi que não estava tão longe assim de onde estávamos, mas que eu iria me atrasar para a aula, iria com certeza.


 "Obrigado pela carona." Agradeci quando chegamos a minha casa. "Nossa, até esqueci de perguntar, qual seu nome mesmo?"


 "Kim Namjoon, mas pode me chamar apenas de Namjoon ou Nam." Respondeu sorrindo simpaticamente, deixando suas covinhas à mostra.


 "Min Yoongi, mas me chame apenas de Yoongi." Estendi a mão para o mesmo em um cumprimento, que foi retribuído, e pude perceber uma pequena surpresa vinda do garoto a minha frente ao saber meu nome.


 "Foi um prazer, Yoongi. Agora preciso ir, senão o Jin vai me matar pela demora." Comentou rapidamente, mas o nome não passou despercebido por mim.


 "Namjoon... Por acaso, esse seu namorado Jin, que está na casa do irmão na rua ao lado... O irmão mais novo dele se chama Jimin?" Hesitei, tremendo em expectativa pela resposta.


 "Oh, você conhece o Chimchim? Que coincidência termos nos conhecido então!" Sorriu, porém logo desfez, demonstrando certa tristeza. "Está sendo difícil lidar com o que aconteceu, mas esperamos que vá ficar tudo bem." Disse em um tom reconfortante.


 "É, eu soube." Suspirei, não querendo me lembrar daquilo tudo. "Ele vai ficar bem sim, o Jimin é forte."


 "Sim... Então, se quiser passar lá qualquer hora, amanhã à tarde sei lá, pode ir, Jin gostaria de receber amigos do Jimin." Convidou. Apenas assento sorrindo, era uma boa ideia.


  Olhei o relógio que estava em meu pulso, percebendo que estava mais que atrasado. Em segundos decidi entre ir ou não à faculdade, afinal, eu praticamente não tinha faltas. Então, ficar sem ir um dia não mataria ninguém, não é?


 "Nam... Eu poderia ir agora? Digo, deveria ir para a faculdade, mas estou muito atrasado e não acho que teria problemas eu faltar só hoje, sem contar que não tenho nada para fazer agora." Sugeri, por algum motivo, torcendo para que ele aceitasse.


 "Claro que sim, é bom que eu não levo tanta bronca." Comentou rindo, me fazendo rir também. Entrei novamente em seu carro, logo seguindo para a casa de Jimin.


  Chegando na mesma, já totalmente familiarizada por mim, entramos, dando de cara com um moreno alto com uma expressão emburrada no rosto.


 "Que demora foi essa, Namjoon? Por acaso o carro explodiu na vinda?" Perguntou Jin, já quase gritando, sem notar minha presença. “Oh, desculpe, não percebi que tínhamos visitas.” Sorriu envergonhado ao me ver.


 “Tudo bem, sou Min Yoongi, prazer.” Estendi a mão para ele em um cumprimento. “Você é o Jin, certo?” Perguntei mesmo já sabendo a resposta. O garoto era ainda mais bonito visto de perto e lembrava o meu Dongsaeng, principalmente seus lábios.


 “O próprio.” Sorriu agora amigavelmente, me encarando de um jeito engraçado. “Então você é o famoso Yoongi? O Jimin fala muito de você.” Lançou um olhar para o namorado, em uma espécie de diálogo interno que apenas eles entendiam.


 “Ele fala? Ah, que... Legal.” Respondi um pouco tímido. Eu, tímido? Sim, culpa do Park. “Nós somos bem próximos... Se bem que não estávamos passando por um momento muito bom até antes do...” Engoli em seco, respirando um pouco profundo demais antes de prosseguir. “Antes do que aconteceu. Eu me sinto muito culpado por isso.” Conclui, sentindo meu coração apertar e bater de forma frenética e agitada em meu corpo.


 “Não se sinta... Vem, vamos entrar e aí conversamos melhor.” Proferiu o moreno, já conduzindo-me para dentro da casa de Jimin, juntamente com Namjoon.


  Estar ali depois de mais de 1 mês era um tanto estranho. Principalmente sem a presença do meu pequeno, considerando o fato de ser a sua residência e o mesmo estar agora em um hospital. Nam seguiu-me até o sofá, onde sentamos, enquanto Jin trazia um copo d’água para mim mesmo sem eu ter pedido.


  Ele realmente parece ser uma boa pessoa.


 “Então... O que rola entre vocês dois?” Indagou o mais velho, repousando sobre um dos sofás que havia na sala de estar.


 “Sinceramente... Eu sou um babaca. Não sei o que o Jimin falou para vocês, mas em um breve resumo, eu estraguei tudo. Eu sempre fui louco por ele... Só não tinha percebido isso a tempo. E então quando me dei conta já era tarde demais. Fui pedir desculpas para ele no dia do acidente, mas eu não consegui, eu...” Não pude terminar minha explicação pois um nó se formara em minha garganta e minha voz agora estava em um fio. Sentia-me angustiado, lembrar de tudo o que ocorrera desde aqueles tempos me tocavam de uma forma inenarrável.


 “Calma não foi culpa sua, se é isso que está pensando. Conheço o Chim bem demais para saber que ele não guarda rancor das pessoas. Mas você falou do acidente... Então você estava lá? Você foi o garoto desmaiado que o médico citou?” Por um momento pareceu ainda mais interessado, minha cabeça começava a latejar ligeiramente por lembrar de tais fatos.


 “Sim, eu estava. Naquele dia eu desmaiei por ter levado uma espécie de pancada, não sei... Mas uma coisa eu digo a vocês, que venho pensando há muito tempo: aquilo não foi um acidente. Foi provocado. Alguém naquela tarde teve a intenção de machucar o Jiminnie, tenho certeza disso.” Meu rosto começara a esquentar, desta vez de raiva, de ódio por pensar que alguém poderia ser tão repugnante a ponto de machucar alguém tão amável como o ruivo. “Sinto que alguém deseja o mal para ele.”


  Jin e Namjoon entreolharam-se assustados, mais uma vez como se soubessem de algo que eu não tinha ciência. O mais velho pôs-se nervoso, como se tentasse arrancar de sua memória algo que o mesmo abominava.


 “Yoongi... Você tem certeza disso? Certeza de que não foi um acidente e alguém tentou até mesmo... Matar o Jimin?” Perguntou incerto, de forma vaga e assustada.


 “Sim, eu tenho certeza. Só não sei quem poderia fazer mal a alguém como ele. O pior é pensar que... Pensar que ele pode nem mesmo acordar, não sabemos.” Estremeci com essa ideia, não podia perder o meu garoto, não agora que eu havia deixado de ser tão idiota e percebido que realmente o amava.


 “Min Yoongi, por favor, me prometa, de todo o seu coração me prometa que vai ficar do lado do Jimin e protegê-lo quando eu não puder.” Murmurou Jin em uma súplica, recebendo um carinho de Namjoon em suas costas. “É sério. Não o deixe sozinho, de forma alguma. Não posso lhe contar muita coisa por enquanto, já que não tenho certeza e isso é algo que só Jimin pode permitir, mas eu te imploro Yoongi, cuide dele por mim.” Segurou as minhas mãos, olhando em meus olhos, onde pude jurar que os seus começavam a marejar-se. Assenti confuso, não nego que isso me assustara, o que Jin não podia me contar?


 “Eu prometo. Pode confiar em mim.” Garanti, convicto do que estava me comprometendo. Mesmo sem pedir, eu protegeria aquele garoto com a minha própria vida.


 “Obrigado. Agora, Yoongi, uma coisa eu preciso lhe dizer.” Hesitou. “O Jimin tem um temperamento bem alegre e fofo, é um poço de bom-humor, você sabe. Mas ele tem alguns problemas... E talvez só você possa ajudá-lo. Ele não costuma demonstrar isso, por ser bem fechado, mas percebo que ele confia em você. Nós sempre tivemos apenas um ao outro, nossos pais nunca se importaram conosco. Jimin veio para cá para seguir seu sonho em se tornar um artista bem-sucedido, eu fiquei e moro em Busan, nossa cidade natal. Sempre que posso eu venho visitá-lo, junto com o Nam, para ver como ele está, mas não podemos ficar aqui o tempo todo. Sem falar que o Chim é meio teimoso nesse sentido, ele se sente culpado por me preocupar, sendo que eu sou o seu irmão mais velho e é meu dever certificar que ele está bem. Então se ele insistir que você não precisa fazer nada por ele, não dê ouvidos. Ele precisa muito de ajuda, você não imagina o quanto. Tudo isso vai ser esclarecido mais tarde, se... Quando ele acordar.” Pronunciou tristonho, quase engasgando-se pelas emoções presentes.



  O casal apenas me olhava de forma apreensiva, e ao mesmo tempo, esperançosa. A verdade é que nós temos algo em comum muito importante: o medo de perder o pequeno ruivo. Por esse motivo e por conversar um pouco com aqueles dois, percebi em poucos minutos que podia contar com eles. Contar até mesmo como uma ajuda para desvendar e encontrar o culpado pela tragédia ocorrida com Jimin.


 “Tá bom... Eu estou realmente confuso, mas irei esperar.” Afirmei, recebendo um sorriso mínimo dos meus mais novos amigos, vulgo cunhados.


  Fiquei ali por mais um tempo, no qual assistimos um bom filme, pedimos pizza e conversamos como se nos conhecêssemos há anos. Eles eram realmente pessoas ótimas e pareciam ter sido feitos para ficar juntos. Chegava a ser engraçado a forma que eles completavam as falas um do outro.

 
  Não que estivéssemos nos divertindo enquanto Jimin estava no hospital, sem se importar, mas aquela noite foi como um descanso, precisávamos daquilo depois de um mês tão atribulado. E também, tínhamos que nos acostumar, caso... Caso o pior acontecesse.


  Mas não iria acontecer, eu não aceito isso.


  Chegou a hora de ir para casa, Nam ofereceu-me uma carona por estar tarde, mas apenas disse que não precisava, pois era perto, podia ir andando. Seokjin me abraçou, dizendo aos sussurros em meu ouvido que confiaria em mim e lembrando-me da promessa.


  Namjoon me levou até a porta, com uma expressão serena. Estava evidente a minha preocupação e curiosidade com tudo o que soubera aquela noite, o que não passou despercebido por ele.


 “Ei... Vai ficar tudo bem, você vai ver.” Comentou após me dar um abraço de despedida.


 “Eu sei que vai, só estou confuso.” Declarei, olhando para um ponto distante no horizonte da cidade iluminada de Seoul.


  Namjoon fez o mesmo por um tempo, até dizer apenas uma frase que ecoou em minha mente para o resto da minha noite.


 “O tempo irá dizer, Hyung. O tempo irá dizer.” Murmurou tocando em meu ombro, entrando em casa.


  E quando digo o resto, é porque agora estou em meu quarto, absorvendo tudo o que aconteceu em tão pouco tempo.


  O que ele quis revelar com isso?


  Mesmo não entendendo por completo, talvez, só talvez, Namjoon tenha razão.


  Talvez só o tempo irá dizer.


 

 


Notas Finais


Ainda estou morrendo de sono, então se tiver algo muito estranho, mais do que o normal (fic de gente doida é assim mesmo), relevem
Eu sei que vocês devem estar numa agonia por estar tudo lento, mas CALMA
Ainda tem coisas para serem reveladas, acho q vcs perceberam hehe

GENTE, NAO TO BEM COM ESSE MV E ESSE ALBUM NOVO, SERIO

JIMIN SUPER GOSTOSAO MAIS Q O NORMAL ACABOU COMIGO, AQUELA VOZ JESUS, E CHEIO DE YOONMIN, N AGUENTO, TAVA TODO MUNDO LINDO

Se alguém quiser falar comigo, meu número: 98 9 8 3 0 7 9 3 9 2 (separado pro site não remover)

Ah você posta seu numero pra todo mundo? Posto, quero conhecer vocês

Aviso: talvez eu demore mais que 5 dias pra postar o próximo pq to meio aperriada ultimamente e minha reserva de caps acabou, então to escrevendo nas pressas, mas n sei

É isso, agri vou domri bjis to morrindo


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