História The only hope for me - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance, Yaoi
Exibições 93
Palavras 1.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá cats! Bom, fiquei muito feliz com o feedback de vocês no capítulo anterior. Queria muito tem atualizado antes, mas fiquei super doente (ainda estou) e escrevi aos trancos e barrancos por consideração a vocês.
É um capítulo de transição de acontecimentos. Prometo que o próximo voltará mais forte.

Perdoem e me avisem qualquer erro, por favor, Escrevo altas horas e sempre escapa algo. hahahahaha

Enjoy it!

Capítulo 10 - And the collision of your kiss that made it so hard


Fanfic / Fanfiction The only hope for me - Capítulo 10 - And the collision of your kiss that made it so hard

Ainda sentia seus braços entrelaçados em meu corpo. O silêncio me permitia ouvir seu coração batendo e sentir sua respiração lenta no meu pescoço. Aproveitei seu sono novamente para passar minha mão pelo seu corpo, tentando sentir cada parte que não tinha descoberto na noite anterior. Ouvi ele gemer meu nome e apertar mais o abraço, beijando meu pescoço e sussurrando “bom dia” no meu ouvido. Eu não queria abrir os olhos, sentia-me totalmente entorpecido, mas para minha tristeza, me celular começou a tocar alto e quebrou toda paz daquela manhã.

- Você não vai atender? – disse entre os beijos no meu corpo como se realmente não quisesse que não saísse de lá –

Me desvencilhei dele mesmo resmungando mentalmente por fazer isso. Tive que tatear o chão até achar meu celular jogado ao lado da minha roupa e me perguntei como ele tinha parado ali. Olhei para o visor e suspirei.

- Alô?

- Gerard? Ainda está dormindo? – disse a senhora Donna, mais conhecida como minha mãe do outro lado da linha – São 7:00 horas da manhã! Seu ônibus sairá ás 9:00 horas!

Sentei na cama e respirei fundo. Ela tinha razão, mas não precisava se desesperar tanto.

- Mãe, já está tudo pronto – menti – Obrigada por me acordar.

Ouvi Frank rir enquanto minha mãe listava todos os itens que deveria levar para NJ. Ele passou nu, beijou na minha cabeça e entrou no banheiro. Acompanhei ele com os olhos por motivos óbvios e me distrai totalmente no que ela estava falando.

- Você entendeu? – perguntou brava – Gerard Arthur Way você não está me escutando?

- Sim senhora – suspirei – Vou me trocar. Já vamos nos ver daqui a pouco.

Ela continuou a choramingar um pouco e logo desligou. Sabe quando você fica muito tempo longe de alguém e só consegue brigar por pura saudade? Sim, minha mãe estava neste estágio. Eu reconhecia que fiquei muito tempo sem ir lá mesmo morando relativamente perto, mas precisava conhecer mais as coisas em NY. Comecei a buscar as roupas no chão e coloquei todas em cima da cama, separando o que era meu e vestindo logo em seguida.

- Donna está ansiosa para te ver. Dê um desconto – disse Frank abrindo a porta do banheiro e indo em direção a suas roupas e vestindo-as -

- Ela tem razão. Estamos atrasados.

- Vou te deixar na sua casa e nos encontramos na rodoviária. Podemos fazer tudo com calma assim.

“Ótimo!” disse animado. Consegui ajeitar meu cabelo no espelho do banheiro e reprovei novamente minha cara de cansaço. Quando estávamos prontos para sair ele impediu que abrisse a porta, me empurrando para cima da mesma e encarando. Ficamos em silencio por um tempo antes dele passar seus lábios nos meus e finalmente sela-los. Sua mão fazia carinho no meu rosto deixando meu corpo com uma sensação de relaxamento quase que imediato.  Odiava este efeito que ele causava em mim.

- Precisamos ir, Frank.

- Não vamos poder fazer isso lá, certo? – disse colocando suas mãos na minha nuca - Então vamos nos despedir aqui.

Desenhei o formato dos seus lábios com meus dedos, começando a ficar com a respiração descompassada de prazer e logo seus lábios de entreabriram como se pedissem por mim. Mordi seu lábio o fazendo sorrir e invadi sua boca devagar, fazendo com que ele puxasse meus cabelos de tanto anseio para que aprofundasse o beijo mais rápido possível e assim o fiz.

- Ge – falou ofegante olhando para baixo – Eu...

- Precisamos ir – interrompi -

Trocamos olhares e nos afastamos. Abrimos a porta e finalmente conseguimos sair daquele quarto, fizemos check-out do hotel e procuramos o carro, pois não lembrávamos onde estava depois e nosso pequeno desentendimento. Consegui chegar na minha casa em menos de 30 minutos.
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Era difícil admitir, mas minha real preocupação era achar minhas roupas e arrumar a mala. Eu sempre fui muito desorganizado e o caos aumentou desde que eu fui morar sozinho. Depois de quase 1 hora de intensas buscas, arrumei minha mala por completo. Tomei um banho, verifiquei se tudo estava OK no apartamento e quando estava discando o número do taxi no celular, fui interrompido por uma ligação.

- Número anônimo? Sério? – disse atendendo o celular – Alô?

Conseguia ouvir a respiração do outro lado da linha. Pensei que talvez fosse alguma brincadeira e desliguei. Novamente o mesmo número desconhecido me ligou.

- Cara, eu estou tentando chamar um taxi.

Antes que pudesse falar mais alguma coisa, desligaram. Pensei em esperar um pouco para ver se ele ligaria de novo, mas desisti. Queria chegar logo na rodoviária e ficar esperando para brincar com “o estranho” me atrasaria por completo. Liguei para taxi e sentei na escada da entrada do prédio para esperar.

- Senhor Way? – disse o sindico meio acanhado – Tem um minuto?

- Sim – levantei o cumprimentando –

- Ontem um senhor esteve aqui a sua procura. Infelizmente ele não se identificou, mas disse que voltaria hoje.

- Que pena – dei sinal para taxi que tinha acabado de virar a esquina – Eu vou viajar. Se ele aparecer, diga que somente aparecer aqui dia 3.

Ele concordou com a cabeça e sorriu.

- Boa viagem então.

Acenei no caminho para taxi e finalmente estava a caminho da rodoviária. Talvez fosse testemunha de Jeóva ou algo do tipo. Ninguém me procuraria com certa urgência. Afinal de contas, era quase ano novo.

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A rodoviária estava um caos. Deveria ter 5 crianças por metro quadrado. A situação estava tão caótica que o máximo que consegui para descansar foi um espaço na parede para encostar as costas. Mandei uma mensagem para Frank avisando aonde estaria aguardando.

- Gerard! - gritaram - 

Olhei para os lados até ver Ray balançando as mãos, sorrindo muito e vindo em minha direção.

- Está indo por onde? – o cumprimentei rindo do tamanho da sua mala – Muito longe? Anos talvez?

- Texas, cara. A família da minha namorada. Agradar os sogros, né? – estufou o peito – E você?

- NJ. Minha mãe fez uma chantagem emocional enorme...

Enquanto falava percebi que ele olhava por cima de mim e começou a se curvar, me empurrando para lado e tentando nos esconder de algo.

- Este cara está fazendo o que aqui? – disse baixo, olhando para os lados – Ele é tão chato que está em todos os lugares!

- Quem?

Quando olhei na multidão vi Frank vindo de óculos escuros e com dois copos de café nas mãos. Eu tinha esquecido completamente que eu estava saindo com cara mais odiado na editora. Ele sabia onde estávamos e estava andando em nossa direção.

- Sério? Ele quer fazer as últimas ofensas do ano? – sussurrou -

- Com certeza – afirmei com a cabeça de forma rápida, tentando disfarçar o nervoso em vão – Com certeza...

Frank me entregou o café e olhou para ele soltando um “Hey” baixo e sem vontade. Ray estava assustado, franziu a testa algumas vezes antes de responder ele com um “olá” mais fraco ainda.

- Então... – comecei tentando quebrar aquele silêncio torturante – Você já conhecia os pais dela?

- Sim. Na verdade é a terceira vez que vou visita-los – disse encarando Frank ainda sem entender -  E você?

Ele o olhou por cima do copo de café e sorriu. Usou de sua “simpatia” novamente para soltar um “NJ” fazendo Ray ficar mais confuso ainda.

- Sua família é de lá também?

Ray não estava facilitando a nossa vida.

- Não – respondeu Frank suspirando – Família dele.

- Ótimo! – sorriu sem graça – Desculpa, Frank. Posso falar a sós com ele 5 minutos. Apenas 5 minutos.

Ele deu os ombros e entrou na livraria, mas notei que ainda me olhava entre os livros. Voltei minha atenção para Ray que coçou a cabeça nervoso antes de começar a falar.

- Desculpa por falar mal dele. Vocês são...Sabe...

Eu não sabia o que responder. Não tinha como definir nosso tipo de relacionamento.

- Somo amigos? – me questionei em voz alta - Sim, somos amigos.

- Tudo bem – disse arqueando as sobrancelhas - Desculpa mais uma vez por chamar ele de...Chato...Outras vezes de demônio...Cara, eu já falei tão mal dele na sua frente. Não sei nem por onde começar.

- Ele é legal quando se conhece melhor – sorri -

Interrompi a conversa ao ouvir a chamada para NJ. Agradeci sua preocupação e prometi que sairíamos quando voltasse. Olhei para Frank e o chamei com a mão. Nos despedimos de Ray e partimos para nosso ônibus. Conseguimos sentar na última poltrona e reclinar o máximo possível. Pensei em falar sobre a ligação e o tal do senhor que me procurou, cheguei abrir a boca, mas fui interrompido por ele.

- O que ele disse? – questionou me encarrando –

- Ray? – ele afirmou com a cabeça – Eu disse que éramos amigos.

- Amigos com benefícios – sorriu tomando gole de café –

- Além da conta posso dizer – sorri me ajeitando na cadeira –

Ele riu do meu comentário e colocou o café no porta-copos. Seus dedos andaram por minha perna até encontrar minha mão e segura-la. Trocamos algumas palavras, mas quando o ônibus começou a andar caímos no sono.

Novamente sonhei com minha vó. A mesma varanda, o semblante calmo e novamente não dizíamos nenhuma palavra. Eu estava com roupas engraçadas: casaco de lã vermelho, calças amarelas e botas azuis. O que chamou mais minha atenção foi uma aliança na mão esquerda. Questionei se estava casado e ela sorriu e afirmou com a cabeça. Tentei tirar a aliança diversas vezes para ler o nome escrito, mas não conseguia. Como no outro sonho, ela levantou-se e ao parar para me olhar pela última vez naquele momento, disse que minhas decisões mudaria o nome gravado. Desta vez levantei e fui ao seu encontro e quando estava presta a toca-la para tentar questionar sobre mais, alguém tocou meu ombro e me fez acordar um pouco assustado.

- Você está bem? – disse Frank em pé, com suas malas nas coisas – Chegamos.

Olhei para os bancos na minha frente e percebi que faltava somente nós para descer. Peguei minha mala e fomos de encontro a Mikey, que estava parado ao lado do carro nos aguardando.

- Arthur! – gritou Mikey vindo ao meu encontro e me abraçando – Caralho, quanto tempo!

Ele se afastou de mim e encarou Frank. Ambos esticaram as mãos e se cumprimentaram.

- Mikey – sorriu – Mikey James Way.

- Você pode chama-lo de Anthony, James.

- Cara, o segundo nome nunca deveria ser dito – suspirou Frank nos fazendo rir – Frank Anthony T...

- Thomas – disse gargalhando acompanhado de Mikey – Não basta um!

Pensei que ele ficaria puto, mas logo não resistiu e começou a rir conosco.  Agradeci mentalmente por ele estar se esforçando para se aproximar do meu irmão. A minha antiga casa ficava longe da rodoviária e perdermos mais uma hora até finalmente chegar. No caminho, eles conversaram entre si por um longo tempo, pois meu irmão tocava baixo e Frank guitarra. Permaneci no meu canto, lembrando de como foi sem sucesso minha tentativa de aprender a tocar guitarra na adolescência . Talvez meu forte fosse outro. Fechei os olhos tentando ainda voltar para o mesmo sonho que estava antes de Frank me acordar, mas em vão. O sono tinha ido embora  e minhas dúvidas permaneceram.


Notas Finais


Desculpa pelo curto capítulo, mas realmente não estou no auge da minha saúde. Quero muito preparar algo legal para o encontro entre a senhora Way e Frank. Teremos alguns momentos bons.

Obrigada por me acompanhar até aqui!


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