História The only hope for me - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance, Yaoi
Exibições 102
Palavras 2.241
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey cats! Agradecimentos por todos os comentários! Muito amor por vocês. Estou melhor e aproveitei o feriado para escrever. Minha imaginação estava a mil hoje e consegui adiantar algumas partes.

PS. Por favor, avisem qualquer erro na escrita ou de concordância. Posso ter deixado algo escapar.
PS2. Escutem antes de ler: youtube . com /watch?v=yJM_D23zGe8 (colem no navegador, pois não é pemitido colocar o link direto) - Melhor cover da vida! Tem citação desta musica no capítulo.


Amo vocês!

Capítulo 11 - I'll keep you safe tonight


Fanfic / Fanfiction The only hope for me - Capítulo 11 - I'll keep you safe tonight

Quando viramos a esquina da minha casa, não consegui conter o sorriso. Eu sentia falta daquele lugar. Minha mãe nos esperava sentada nos degraus da entrada da casa e se levantou imediatamente quando nos viu. Mal o carro parou e eu abri a porta e corri para abraça-la, tirando seus pés do chão e fazendo que ela soltasse uma gargalhada que eu sentia muito falta de escutar.

- Sentimos tanto sua falta, meu amor – sorriu enquanto colocava o indicador nos cantos dos olhos para que não chorasse – Você está lindo.

Soltei um “para, mãe!” enquanto olhava para o carro novamente. Mikey estava com minha mala na mão ao lado de Frank que olhavam aquela cena rindo.

- E vocês? Rindo do que? – disse Donna indo em direção a Frank e o abraçando, deixando ele com uma cara confusa, porém engraçada – Frank! Obrigada por cuidar dele, querido.

Ele deu algumas tapinhas nas costas dela, dizendo que estava tudo bem. Não contente com o contato físico máximo com um estranho, ela simplesmente apertou suas bochechas e sorriu.

- Quantas tatuagens! Por isso ele quer ser seu amigo. Você parece uma história em quadrinhos ambulantes.

- Só assim para ele ter amigos, certo? – soltou Frank fazendo minha mãe gargalhar –

- Você entende isso? Ele não me puxou!

- Nem um pouco! – piscou -

Eles se simpatizaram um com o outro de imediato. Minha mãe entrelaçou seus braços aos dele e o conduziu até a porta. Acompanhei todos logo atrás, pensando no quanto minha mãe adorava mimar quem quer que fosse em casa e com certeza o cheiro de hambúrguer era devido a isso. Tudo estava muito limpo e organizado e pensei que talvez a minha ausência tenha ajudado muito nesta questão. Tivemos que fazer um tour por todos os cômodos ouvindo minha mãe contar todas as coisas que fazíamos quando criança. Fotos constrangedoras, desenhos antigos e vídeo de apresentações teatrais também estavam incluídos no pacote vergonha. Almoçamos maravilhosos hamburguês artesanais que sentia tanta falta, lembrei de quando Frank tinha feito o mesmo prato em sua casa. Estava bom, mas a senhora Donna tinha algum segredo que era impossível de imitar o sabor. Depois, ela serviu cookies com sorvete enquanto assistíamos uma apresentação minha com 14 anos. Eu estava vestido de Peter Pan com colam verde e cantando animadamente com todas as crianças. Na época, eu era meio estranho e rechonchudo e claro que algumas piadas surgiram no ar, mas estava tão bem e feliz por todos estarem ali que simplesmente ignorei.

- Você canta bem – disse Frank com a boca cheia de cookies – Muito bem.

- Não... – discordei baixo -

- Canta sim! – gritou minha mãe – Ele adorava cantar. Quando entrou na adolescência parou completamente.

-  Verdade, Arthur. Você canta bem – afirmou Mikey – Hoje iremos no bar do Joel e você cantará lá depois de algumas cervejas.

Enfiei uma almofada na minha cara e permaneci ali, ouvindo eles falarem sobre mim como não tivesse na sala.

- Não vamos ficar em casa com a Senhora Donna? – questionou Frank fazendo minha mãe sorrir –

- Claro que não!  - disse Donna meneando a cabeça -

- Mamãe chama as amigas para jogar carteado. Vamos para o bar! – Mikey esfregou as mãos com uma risada maléfica no rosto – Gerard adora passar um tempo lá.

A última vez que fui para o Joel quase entrei em coma alcoólico. Cantei, dancei e levei um soco de um cara chamado Bert. Planejei minha vingança conta ele uns dias e desisti. Eu não sabia brigar e acabaria apanhando novamente.
Depois de algum tempo, minha mãe pediu que levasse Frank para o quanto que ele dormiria e arrumasse as coisas que estavam na mala em uma gaveta da cômoda do meu antigo quarto e assim fiz. Desfiz a mala dele sozinho, apenas observando ele mexer nos meus desenhos e brinquedos na estante.

- Você sempre foi incrível – disse enquanto passava os dedos nos desenhos pendurados na parede –

Senti meu rosto ficar quente com seu comentário e permaneci com a cabeça baixa, guardando suas roupas.

- Gostei da sua família.

- Desculpa por passar este tempo todo vendo coisas nossas – suspirei – Minha mãe deve sentir falta deste tempo.

- Eu tenho 4 fotos de quando era criança. São as únicas.

Engoli a seco seu comentário. Tinha visto fotos dele pequeno no seu quarto, mas não pensava que tinha tão poucos registros. Ele não contava quase nada sobre sua infância e eu não tinha coragem de perguntar.

- Minha mãe viajava muito – disse sentando-se na cama – Ficava com uma senhora chamada Maria até me emancipar. Depois fui me virando. Claro, dinheiro ajudou muito.

- Talvez sua mãe não tivesse preparada...

- Não. Ela escolheu viver a vida dela e terceirizar a maternidade  – sorriu mesmo estampando tristeza em seus olhos – Não fui planejado também.

- Mikey também não – rimos do meu comentário – Obrigada por ter vindo.

- Queria muito te beijar agora - mordeu os lábios - 

Ficamos em silêncio nos olhando. Ele fez menção de levantar, mas voltou atrás ao ouvir batidas na porta e a voz de Mikey perguntando se poderia entrar.

- Precisamos ir! – disse Mikey animadamente - Joel ofereceu uma rodada grátis a todos que chegassem antes das 19 horas lá!

Pegamos nossas coisas e saímos apressados pela casa até chegarmos no carro. Minha mãe acenou da varanda, gritando para que tivéssemos juízo e todos acenamos de volta dentro do carro. Mikey contou algumas coisas que aconteceram no Joel conosco, fazendo com que minha barriga começasse a doer de tanto rir. Claro que ele não perdeu a oportunidade de contar da surra que levei do Bert.

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Bar do Joel parecia um boteco de 5º categoria, e era mesmo. Cerveja barata, música cantada por bêbados e mulheres desesperadas. Sentamos na mesa em frente ao karaokê e começamos a beber. Tomamos a primeira rodada, segunda e na terceira Frank e Mikey pararam, mas eu fui para quarta. Alguém teve a brilhante ideia de pedir tequila e lá fui eu e naquele momento eu comecei a me perder. Rimos muito da briga que aconteceu em cima do palco com um cara que não tinha gostado da música escolhida e ajudamos a levantar ele do chão quando o “cantor” acertou um soco de direita que quase o apagou completamente. Frank estava vermelho, contando piadas e completamente diferente do que já tinha visto antes. Ouvimos uma mulher começar a contagem regressiva em cima do balcão e todos gritaram felicitações quando o relógio marcou meia-noite. Nos abraçamos e depois de insistir muito, pedimos outra rodada de cerveja para comemorar. Antes que tomasse outro gole, subi em cima do palco e achei que era uma brilhante ideia cantar naquela noite. O único problema é que a bebida nos deixava mais transparentes e muito fora da realidade.

- O que você vai cantar? – gritou Joel do balcão –

-  Common people, pulp – respondi ajeitando o microfone –

Frank virou a cadeira e ficou bem de frente para mim. Não conseguia desviar os olhos dele quando ouvi as primeiras notas ecoarem alto. Eu já tinha escutado aquela música na mesma semana voltando do trabalho e sempre me recordava dele. O álcool me fez ver apenas Frank naquele bar cheio e comecei a cantar ainda o encarando, enfatizando cada parte como se quisesse dizer algo a ele. Não sei se estava cantando bem ou se alguém estava incomodado com aquela escolha como com o cara anterior, mas consegui ir até final. Quando sai daquele transe, olhei para as pessoas ao redor e escutei todos gritarem que eu tinha botado para foder e me curvei agradecendo. Sentei novamente com eles, mas agora Mikey estava me olhando de modo estranho e apenas tomou um gole de cerveja quando perguntei se tinha cantado bem e virou-se para o palco para ver o próximo bêbado. Frank bagunçou meu cabelo e sussurrou no meu ouvido que tinha adorado. Me aproximei dele, meio atrapalhado por conta da bebia, mas ele me afastou.

- Acho que Gerard não está bem – disse Frank para Mikey que virou-se em nossa direção –

- Ele está ótimo. Você pode cuidar muito bem dele – sorriu de modo sarcástico – Leve ele para tomar um pouco de ar. Eu preciso resolver umas coisas.

Mikey olhou para Alice, nossa vizinha. Todo final de ano eles esqueciam que se odiavam e se pegavam forte atrás do bar. Frank me segurou pelo braço e me carregou com certa dificuldade para fora do bar. Sentamos no paralelepípedo da calçada, fiquei de cabeça baixa sentido tudo em minha volta girar. Ele jogou água na minha nuca, dando leve batidinha nas minhas costas.

- Frank quero ir para sua casa – disse com a voz mole – Vamos para sua casa.

Ele levantou o meu rosto e jogou mais água, mas desta vez no meu rosto.

- Ge, presta atenção. Eu vou chamar um taxi e vamos embora. Você fica muito...verdadeiro...quando está bêbado.

- Não! – disse empurrando a garrafa de água da sua mão e derrubando-a – Vamos para sua casa.

Confesso: fico insuportável bêbado. Voltei a colocar a cabeça em volta das minhas pernas novamente. Ouvi Frank ligar para o taxi, mas o que me despertou daquela embriagues foi ouvir a voz de Bert.

- O lixo está na cidade! – gritou se aproximando –

Levantei um pouco a cabeça para encara-lo. Frank levantou-se e ficou na minha frente como se pressentisse a merda que estava por vim.

- Arrumou um namorado para te proteger? – perguntou rindo e empurrando Frank – Estes machucados na cara não te colocam como um bom lutador, sabia?

Enquanto tentava levantar só escutei o barulho do soco que Frank deu. Ele se jogou em cima de Bert o socando diversas vezes no rosto. Algumas pessoas saíram do bar e os afastaram. Mikey pareceu com Alice procurando quem estava brigando e bufou a ver aquela cena caótica.

- Eu vou te pegar, seu filho da puta! – berrou Bert tentando se levantar –

- Vai mesmo? – disse Frank se desvencilhando das pessoas que o seguravam e fazendo Bart se afastar – Vingança!

Mikey segurou seu braço e pediu que se acalmasse. Ele concordou com a cabeça e voltou sua atenção para mim e apontou para o carro. Segui cambaleando e me apoiando nele até finalmente conseguir deitar no banco traseiro e fechar os olhos. Eles chamaram meu nome algumas vezes e eu permaneci imóvel. Mikey chegou a balançar meus ombros antes de ligar o carro e não respondi. Só queria ficar em silêncio, ouvindo o barulho do motor e tentando acabar com aquela sensação de tontura que me acometia.

- Ele dormiu – disse Mikey – Podemos conversar melhor assim.

Ouvi Frank soltar um “tudo bem” muito baixo, como sem tivesse ecoado. Pensei em falar algo, mostrar que ainda está consciente e por pura curiosidade desisti.

- Gerard nunca entrou com uma garota naquela casa. Sei que ele tinha alguns casos, ficava sabendo através de amigos e aquilo me convencia que tudo estava bem com ele.

Frank questionou se nunca tive uma namorada e Mikey apenas respondeu que nunca foi apresentado a nenhuma.

- Bom, ele mudou-se para NY e continuou na mesma. Quando nossa mãe ligou no natal e você estava na casa dele, pensei que finalmente ele tinha conhecido alguém que ajuda-se ele com estes problemas de relacionamento. Normal passar um tempo com os amigos, Certo? Mas quando soube que você iria passar o ano novo conosco estranhei.

- Onde você quer chegar com isso? – perguntou Frank –

- Qual é o relacionamento de vocês? – retrucou imediatamente – E não me venha com está porra de que “somos apenas amigos” porque ninguém canta aquela música, daquele modo para o seu amigo no bar.

Ficou silêncio desconfortável no carro até Frank, depois de longos minutos, responder.

- Estamos juntos.

Senti meu corpo gelar com suas palavras.

- Você gosta dele? – Mikey suspirou – Cara, ele nunca fez isso por ninguém. Foda-se que vocês sejam gay. Eu só quero saber se você realmente gosta dele. Única coisa que me importa aqui é ele. Ge teve problemas com depressão e isso acabou comigo e com a minha mãe. Não queremos passar por isso de novo. Eu...

- Gerard é especial – falou Frank interrompendo Mikey – Faz pouco tempo que nos conhecemos, tivemos algumas divergências e mesmo assim ele foi muito compreensivo. Ele sabe tudo ao meu respeito e permitiu que eu entrasse na vida dele e agora na de vocês.

- Fico feliz por você – comentou – Você gosta dele ou só acha ele legal por te aceitar como você é? É cômodo ficar com alguém assim.

- Você não está entendendo...O que eu quero dizer é que eu estou apaixonado por ele.

Segurei a respiração por um momento por ser surpreendido por suas palavras. Mikey começou a rir e disse que “era exatamente aquilo que ele gostaria de ouvir”. “Eu não era mais um contrato!” pensei. Queria levantar, contar que tinha escutado o que ele acabará de dizer, mas me contive. Não era exatamente deste modo que eu gostaria de ouvir isso da boca dele, porém ter a confirmação de que eu significava algo já era o bastante.

- Vou conversar com ele amanhã e pedir que conte para nosso mãe. Não tem motivos para esconder isso dela. Obrigado por confiar em mim.

- Tudo bem - concordou Frank - Fui com a sua cara.

Ambos riram. O assunto no carro mudou completamente, meu irmão começou novamente com papo chato sobre música e embalado por suas vozes e o efeito da bebida, adormeci


Notas Finais


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