História The only hope for me - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance, Yaoi
Exibições 105
Palavras 1.799
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, cats! Tudo bem? Espero que sim. Finalmente estou postando. Demorei mais do que gostaria, mas estava com as ideias muito bagunçadas e agora estou conseguindo organizar. Espero que vocês gostem!

PS. Elogios e criticas são bem vindos.

Capítulo 12 - So give me all you've got, I can take it.


Fanfic / Fanfiction The only hope for me - Capítulo 12 - So give me all you've got, I can take it.

Abri os olhos e demorei para tomar consciência que estava na minha cama e no meu antigo quarto. A cabeça estava latejando e meu corpo todo doía. Não sabia como e quem tinha me carregado e pela altura do sol que batia na janela, já era tarde o suficiente para levantar. Um “bom dia” ecoou no quarto me assustando. Eu estava em um transe de dor tão intenso que não tinha notado Frank sentando na minha escrivaninha, folheando novamente meus desenhos antigos.

- O que está fazendo? – questionei sentando na cama e sentido a dor de cabeça se intensificar a cada movimento – Estou morrendo.

- Não – respondeu virando-se para mim – Ressaca. Tem aspirina e um copo d’agua no criado mudo.

Olhei para lado da cama e agradeci por aquele gesto de misericórdia para comigo. Tomei o remédio, levantei com as dores de um senhor de 70 anos e fui para banheiro. Quando terminei minha higiene matinal, ele permanecia mexendo nas minhas coisas que deixei para trás a um bom tempo com um ar de curiosidade que me intrigava. Não tinha nada de interessante ali.

- Ainda? – questionei me aproximando e o abraçando por trás, colocando minha cabeça no seu ombro e tentando entender o que chamou sua atenção – All ages? Não!

- Sim! – afirmou espalhando os desenhos pela mesa – Isso é ótimo! Leve para NY!

- Gatos no ensino médio descobrindo o mundo? Eu era adolescente, Frankie.

Ele pegou na minha mão e me conduziu para o seu colo mesmo sobre os meus protestos.

- Eu gostei da arte e do enredo – falou enquanto colocava tudo em uma pasta – Vamos lançar isso. Tem muito potencial.

- Não mesmo – bufei -

- Ah, esqueci de te contar! Conversei com a sua mãe. Na verdade, eu e Mikey. Nunca tinha feito isso. É bizarro, mas como você é um rapaz de família... – disse calmamente, segurando o riso – Então eu sou oficialmente o “cara que você está saindo”.

Sabia que isso iria acontecer, não estava surpreso, mas gostaria de estar presente na hora, ver a reação da minha mãe, mas parece que tudo foi mais comum do que imaginava.

- Por que você fez isso? – perguntei, pois até ali eu não tinha escutado nada no carro -

- Difícil esconder quando você ficou se declarando para mim no bar, certo?

- Porra...Eu não posso beber – baixei a cabeça e levantei do seu colo – Desculpa, eu...

- Sua mãe disse que sempre achou você “estranho” – falou frisando com os dedos e rindo – Ela disse que vai conversar com você depois. Acho que desconfiava que você é gay.

- Gay? Eu...

- Bissexual? Oh, Tudo bem – revirou os olhos -

Batidas na porta interromperam aquela discussão estranha. Era minha mãe, com sorriso divertido no rosto nos avisando que o almoço estava pronto. Descemos todos juntos e nos juntamos com Mikey que nos esperava na mesa. Todos se serviram e durante uma garfada e outra, soube que eles tinham ido ao mercado e preparado tudo enquanto eu estava em coma alcoólico no meu quarto. Contaram que viram uma briga de dois velhos na beira da estrada, tomaram sorvete na loja do Phill (que vende sorvetes baratos e gigantes desde que me conheço por gente) e compraram uma camisa com as iniciais de NJ para Frank e era ela que ele estava vestindo naquele momento. Enquanto olhava eles conversando, rindo um do outro e falando alto com molho no canto de suas bocas, senti que Frank estava incluído ali. Talvez fosse a primeira experiência de um almoço em família que ele estava vivenciando. Tiramos os pratos da mesa juntos, dividimos as tarefas deixando Donna assistindo seu programa de TV favorito. Fomos interrompidos pelo celular de Frank tocando e quando olhou o visor, fez uma careta. Pediu para atender fora da casa e apenar concordamos com a cabeça.

- Está tudo bem? – Mikey disse baixo enquanto secava os pratos –

- Veremos – falei me aproximando da janela para tentar escutar a conversa – Espero que sim.

Ficamos 30 minutos esperando que ele voltasse da ligação misteriosa. Sentamos todos na sala, assistindo TV e eu permaneci na janela para verificar se estava tudo bem. Frank permanecia sentado no degrau de acesso para casa, passando a mão na cabeça e com semblante visivelmente triste. Quando ele finalmente entrou em casa, todos levantaram e esperaram ele começar a falar.

- Donna, me desculpa, mas eu preciso ir agora.

- O que aconteceu? - perguntei assustado –

- Meu pai... – respondeu com a voz vacilando – Meu pai não está bem. Ele está no hospital...

- Frank, apenas vá – disse Donna colocando a mão no seu ombro – Estaremos aqui se precisar.

Ele assentiu com a cabeça e subiu as escadas correndo e eu fui atrás. Quando entramos no quarto, começamos arrumar nossas coisas o mais rápido possível.

- Fica em NJ – ele murmurou –

- Eu não vou te deixar sozinho.

Ouvi um longo suspiro. Frank estava pálido, monossílabo e triste. Descemos as escadas, nos despedimos de Donna e Mikey rapidamente, com alguns pedidos de desculpa pela pressa da partida. Mikey disse que poderia ir com carro e que depois buscaria na rodoviária. Agradeci seu gesto e partimos.

__________________________________________________________________________

Frank não falou o caminho todo. Conseguimos entrar em um ônibus que estava quase vazio, sairia em 10 minutos rumo a NY. Ele ficou metade do caminho com a cabeça apoiada na janela, olhando fixamente para o nada enquanto eu estava me martirizando por não saber o que estava acontecendo.

- Frankie – disse baixo – Fala comigo. Eu estou preocupado.

Ele permaneceu calado e sem me dar atenção. Peguei sua mão ainda o encarando e ele apertou forte como se quisesse passar para mim um pouco da dor que sentia.

- Minha mãe me ligou – começou a falar ainda com a voz embargada – Meu pai está com câncer e sabia a um bom tempo. Agora, tornou-se de estado terminal. Meu cunhado entrou em contato com ela para avisar.

- Seu cunhado? – estranhei -

- Pois é. Ela disse que ele estava no hospital e que provavelmente não iria sair mais e que eu deveria ir vê-lo. Não por vontade dele, pois não citou meu nome nenhuma vez...Para ficar em paz com tudo que ele me fez – enquanto falava, ele levantou o divisor das poltronas e me abraçou – Ele estava doente este tempo todo e não me disse nada. Meu cunhado, que me odeia, teve que ligar para minha mãe e pedir que me informasse o que estava acontecendo...Eu estou correndo para ver alguém que não se importa comigo.

- Você está fazendo certo – disse sentindo ele apertar mais seus braços em mim – Você é bom.

- Faz quase um ano que ela não me ligava. Ela foi obrigada a me avisar. Não disse nada para me confortar. Questionei o seu sumiço e a única resposta que eu recebi foi: “Você sabe que na minha realidade atual você não existe”. Eu não existo para nenhum dos dois...Alias, para meu pai sim. Ele precisa tirar um herdeiro da jogada...Para a filha que ele planejou receber tudo integralmente.

Senti sua respiração ficar cada vez mais descompassada, seu rosto afundou no meu pescoço e senti suas lagrimas tocarem minha pele. Não sabia o que fazer, Frank não era do tipo que ficaria vulnerável perto de qualquer um e apenas apertei ele cada vez mais contra o meu corpo, passando a mão nos seus cabelos, pedindo que ele ficasse calmo.

 - Tudo o que eu amei, eu amei sozinho – sussurrou com a voz fraca –

Aquelas palavras me machucaram muito.

Quando tinha 13 anos, meus pais se separaram. Nunca tínhamos presenciado uma briga. Ficamos sabendo alguns anos depois que ele estava com uma amiga do trabalho e que por este motivo eles decidiram seguir caminhos diferentes. As visitas que aconteciam 1 vez por semana passaram acontecer 1 vez por ano. Peguei o exemplo dos meus pais para mim e coloquei na minha cabeça que nunca iria criar laços com ninguém, pois se meu pai achou fácil desfaze-los, qualquer um faria comigo. Tudo estava de acordo com o que pensava até conhecer Frank. Eu tinha consciência que ele estava pouco tempo na minha vida, que estávamos nos descobrindo, mas o meu medo de estar com alguém e criar os “laços” foram perdidos. Única explicação que tinha para isso se resumia apenas uma palavra: amor. Não era comodismo, aventura ou sexo....O que eu sentia por ele era amor.

- Eu...Eu... – comecei a gaguejar e respirei mais profundo antes de continuar – Eu amo você.

Ele tirou a cabeça do meu pescoço e me encarou. Apenas as luzes da estrada iluminavam dentro do ônibus. Conseguia ver o verde dos seus olhos entre os flashes de luz que entravam pela janela, que me faziam compreender mais um pouco os motivos de estar ali através deles.

- Não importa o resto. Mesmo que não seja reciproco. Eu...amo...

Ele calou minha boca com beijo e eu o agradeci mentalmente por isso. Coloquei as mãos no seu rosto limpando as lagrimas que ainda insistiam em cair. Frank colou sua testa junto com a minha, suas mãos no meu pescoço e sussurrou que eu ficasse com ele. Afirmei com a cabeça e ele sorriu passando seus lábios sobre os meus. Coloquei ele nos meus braços, meio desconfortável, mas era o que tínhamos naquele momento, pedindo que descansasse  e assim ele fez. Frank fechou os olhos e permaneceu daquele modo até chegarmos em NY.

Descemos na rodoviária no começo da noite. Frank ligou para a secretária do senhor Iero e pediu que mandasse o jato para NY que ele deveria estar no aeroporto em menos de 1 hora. A despedida foi rápida, pedi que me ligasse assim que chegasse e que tomasse cuidado. Ele sorriu e me abraçou, agradecendo por tudo que tínhamos passado aqueles dias. Nossa distancia me fez ficar com um aperto no peito, como se pressentisse que algo iria acontecer. Peguei meu celular para ver quanto tempo passamos dentro do ônibus e quando vi 26 ligações do número desconhecido, confirmei que algo estava realmente errado.

__________________________________________________________________________

Desci do taxi e me arrastei para porta do prédio. Eu estava cansado e precisava de um banho quente, mas meus planos foram cancelados.

- Senhor Way? – perguntou um senhor, aparentemente 40 anos de terno e olhar confiante – Você é Gerard Arthur Way?

- Sim – respondi com receio – E você?

Ele esticou a mão, mesmo vendo que eu estava com peso e me esforcei para cumprimentá-lo.

- Alex Jones, advogado. Preciso ter uma conversa com senhor.

- Você trabalha dia primeiro? – questionei arqueando as sobrancelhas –

- Eu trabalho todos os dias que o senhor Iero quiser.

Quando ouvi o sobrenome de Frank da boca daquele cara meu coração gelou. Aquela situação estava se repetindo novamente e eu sabia exatamente o motivo de ele estar ali.

 


Notas Finais


- "Tudo o que amei, amei sozinho" Citação do autor maravilhoso Edgar Allan Poe. Pesquisem! Vale muito a pena.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...