História The Orphanege - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Horror, Orfanato, Terror
Exibições 4
Palavras 910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Ficção, Suspense, Terror e Horror

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Então, eu não sei quando eu vou atualizar, talvez uma vez por semana?

Capítulo 1 - Prólogo


Portland, Oregon. 10:20AM

 

Eu estava no meu quarto pela última vez. Peguei mais uma blusa para minha pequena mala.

 

Tanta coisa aconteceu nesses últimos meses.

 

Eu ainda me lembro do dia em que eles morreram, a dois meses. Grace, minha assistente social, tem sido muito gentil comigo, e mesmo que ela não aparente, ela está feliz em me ver indo pro outro lado do país.


-Emma, você precisa de algo, querida?-Grace disse entrando no quarto.

-Não, obrigada, Grace. -Eu disse em um tom triste.

-Emma, você sabe que eu não posso ficar com você. Nós não temos nenhum tipo de parentesco, e o orfanato já tem sua ficha.

-Grace, eu sou muito grata a você. E eu não estou triste em ir- Menti- Só sinto falta deles.

Grace me abraçou. Ela pode ser bem maternal quando quer.

-Já acabou sua mala?

-Sim. Podemos ir?- Eu disse quase chorando. Não queria entrar em um orfanato no meio do nada. 

-Vamos. Eu vou te levar de carro até o aeroporto, aí você vai de avião até a Pensilvânia. Anne, uma funcionária do orfanato, vai te levar até o orfanato.- Grace disse descendo as escadas.

Parei por um segundo na porta para olhar meu quarto. Eu tinha ficado nele quando Grace me pegou em um abrigo temporário. Ela me deu esse quarto, e disse que ia achar um orfanato para mim.

Peguei meu celular no meu bolso. Abri a galeria. Fotos deles estavam em todo lugar. Comecei a chorar.

-Emma... Querida, não chore. Vai ficar tudo bem, eu prometo.

 

Não vai ficar tudo bem.

 

Enxuguei as lágrimas e desci para a sala. A casa de Grace não chega a ser uma mansão, mas não é um barraco. Tem dois andares e dois quartos, e já que Grace mora sozinha e trabalha o dia todo, eu fico bastante tempo só.

***

Estávamos no carro, e estava chovendo. Eu me senti tão deprimida. Não acreditava que aquilo estava acontecendo, não comigo. Eu estava ouvindo música no meu celular, quando Grace estacionou. 

-Emma, quero que você seja feliz lá. Você é uma menina doce e muito linda. Certamente algum casal vai querer te adotar logo logo.- Grace disse na frente do aeroporto.- Aqui estão suas passagens. Seu voo sai daqui a meia hora. -Grace disse me dando a passagem e 30 dólares- Aqui se você precisar de algo. Tchau , Emma.- Ela disse me dando um beijo na testa.

Entrei no aeroporto e acenei para Grace. Fiz meu check-in e comprei um milkshake. Em alguns minutos, eu já estava no avião. Peguei meu fone e comecei a ouvir música, talvez aquilo me relaxaria. 

***

Desci do avião com minha mochila nas costas. Eu queria sentar no chão e chorar, mas já era tarde demais. Pensei em quem seria Anne, a tal funcionária, quando vi uma mulher de uns 36 anos, com um coque e roupas vitorianas. Ela parecia ter saído de um filme de terror, sua pele era pálida, quase albina. Seus olhos eram escuros e sem vida, e seus lábios eram finos e longos.

 

Por favor, que não seja Anne.

 

Tarde demais. A mulher veio até mim e perguntou:

-Emmanuele Lightman, não é?-Ela disse em tom severo.

-S-sim, mas pode me chamar só de Emma.-Eu disse com medo.

-Odeio apelidos, senhorita Lightman. Eu sou Anne. E peço que você venha comigo.

Eu a segui até o estacionamento. Ela entrou em um carro velho antigo, e eu acompanhei. Após uma hora de estrada, nós chegamos em uma casa antiga. Aquilo me dava arrepios. Eu a segui para dentro da casa, que aliás era pior do que fora. Subimos escadas e paramos em frente a uma porta. Ela tirou um molho de chaves do bolso e abriu a porta.

-Senhorita Lightman, esse é seu quarto.- Anne disse me mostrando o quarto. Ele era bem pequeno, tinha uma escrivaninha, um armário e uma cama. Mesmo ele sendo tão simples, ele me provocava arrepios. - Você terá o tempo que quiser para se arrumar. Eu te entregarei o uniforme do orfanato amanhã, mas por enquanto você pode usar suas roupas normais. Peço que desça as sete para o jantar. 

-Ok, obrigada.

Anne saiu e me deixou a sós. Vesti um moletom e deitei na cama. Peguei meu celular para ligar pra Grace, quando eu vi: Sem sinal. Fiquei o resto da noite ouvindo música e jogando Candy Crush, quando eu vi no relógio do meu celular: 7:00PM. Coloquei um vestido simples de manga e desci as escadas. Mesmo a casa sendo grande, eu achei a sala de jantar facilmente.

Quase morri do coração quando vi as crianças de lá. Tinham olhos sem vida, eram pálidas e quase não demonstravam expressão. A que mais me chamou a atenção foi uma menina de cabelos albinos, cílios e sobrancelhas também. Ela era muito pálida, tinha olhos azuis claros e usava um vestido vitoriano, como todas as outras crianças de lá.

Me sentei na mesa e comecei a comer lentamente. O prato era carneiro, e estava incrivelmente cru.

-Você é nova aqui?-A menina albina disse. Sua voz era fina e rouca.

-S-sim.

-Você veio de onde?-Ela disse curiosa.

-O-Oregon. E você?-Eu disse com medo.

-Alemanha-Ela disse muito baixo.

-Ah.

Como a comida estava horrivelmente crua, eu sai rápido de lá. Fui para meu quarto, e dormi rápido.

Eu não conseguia dormir. Sentia falta de tudo, até de Grace. Minha estadia lá não ia ser a melhor de todas, principalmente com aquelas crianças.

***



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