História The Other Side - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias ASTRO
Personagens Eunwoo, Jinjin, MJ, Moonbin, Rocky, Sanha
Tags Astro, Jincky, Jinhyuk, Rockjin
Visualizações 38
Palavras 1.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Save Myself


Fanfic / Fanfiction The Other Side - Capítulo 2 - Save Myself

"So before I save someone else, I've got to save myself

But if don't

Then I'll go back

To where I'm rescuing a stranger

Just because they needed saving just like that

Oh, I'm here again"

 

O teto branco daquele maldito hospital sempre me trazia péssimas lembranças, lembranças da época estúpida e inconsequente da minha vida. Eu estava sentado em um daqueles bancos desconfortáveis que os hospitais serviam para os parentes dos acidentados ficassem durante uma cirurgia ou algum caso grave; aquelas cadeiras eram tão desconfortáveis que por um momento tive pena das pessoas, pena que logo foi embora quando lembrei da minha situação.

"Mamãe... Você não acha que... Devíamos desligar os aparelhos e deixa-lo finalmente ficar em paz?"

Ouço a voz de meu irmão mais velho, cansado de me ver conectado à fios e aparelhos. Eu tinha 99% de chance de morrer, mas mesmo assim minha omma insistia para que eu lutasse, para que eu sobrevivesse. Suponho que esses dois anos em coma não haviam feito bem pra ninguém.

- Por favor... Salvem o meu filho. - ouço uma voz chorosa perto de onde eu residia e resolvo segui-la.

- Senhora Park, não tem muito o que possamos fazer agora. Somente seu filho pode mudar sua situação. - o médico diz, sorrindo fraco para a moça trêmula em sua frente. Sua maquiagem escorria em fios negros por seu rosto pálido e quase senti pena dela, pois na hora que eu havia cogitado em sentir algo por ela, vejo um menino abraçando a mesma, dizendo que estava bem. Arregalo os olhos quando noto o que estava acontecendo. Oh... Coitado...

- Chorar não vai adiantar, docinho... - escuto minha voz ditar antes de ir em direção à sua ficha. Solto um suspiro ao ver que ele estava em uma situação parecida com a minha, fazendo-me virar em sua direção e tentar acalma-lo, explicar que não era tão ruim como parecia e que podia melhorar, mas... Acabei não tendo a chance que queria quando avistei o mesmo saindo da sala, provavelmente em choque depois de minhas palavras.

Eu já estava desgastado. Ajudar as pessoas perdidas nesse hospital estava cada vez mais difícil, já que mesmo em coma, podíamos morrer facilmente e, por isso, resolvi seguir Minhyuk, já sabendo que ele faria alguma loucura e que eu me culparia se deixasse o mesmo faze-la.

Aproveito esse meio tempo em que o sigo para analisa-lo. Cabelos castalho-escuros, olhos consideráveis normais na Coréia, nariz fino e meio arrebitado talvez, pele pálida; dessa vez não somente por causa de sua situação frágil; e lábios grossos. É, se eu estivesse consciente, com certeza pegaria. Rio com meu próprio pensamento e passo minha análise para seu corpo: seu corpo magro acabava contrastando alguns poucos músculos em seus bíceps e suas pernas, talvez ele fosse alguns centímetros mais alto que eu mas ainda sim parecia frágil e infantil. Antes que eu pudesse entrar em mais detalhes e, só talvez, decorar mais sobre seu corpo esbelto, percebo que estamos no telhado do hospital e que ele está cada vez mais próximo de se jogar do mesmo.

- Merda. - sussurro, prendendo o ar em meus pulmões e agarrando a cintura fina do castanho, o deixando imóvel e colado em meu corpo.

- Só porque você está em coma, não significa que você não pode morrer, docinho. - falo, soltando minha respiração e fechando os olhos aliviado, mas logo os abrindo, confuso. Mas por que eu estava me importando tanto se ele morria ou não? Ele é só mais um desconhecido! Que porra, Jinwoo!

Mexo-me desconfortavelmente por meus pensamentos e pela fala de Minhyuk. Por algum motivo, o fato de ele ter desistido tão facilmente havia abalado minha mente e eu estava pronto para ignorar isso, afinal, ele precisava do Park Jinwoo, o conselheiro, e não o idiota confuso.

- Vou te mostrar que você não está sozinho, vamos. - falo depois de um tempo, ainda agarrado na cintura do outro Park e o levando até a área da oncologia, onde sabia que meus amigos estariam.

[...]

No meio do caminho à ala, acabo soltando a cintura de Minhyuk, pois o mesmo parecia desconfortável com o meu toque e passo a puxa-lo pelo pulso, sentindo uma corrente elétrica passar por meu corpo assim que nossas peles se tocaram. Foco Jinwoo!

Logo chegamos à colorida ala de oncologia e fui bombardeado de perguntas de MJ, perguntando quem era o desconhecido, o seu problema e várias outras coisas que não dei atenção, já que Minhyuk deveria responder e não eu.

- MJ, você 'tá assustando o menino. - ouço Eunwoo murmurar e volto meu olhar para o novato, o vendo escolhido e assustado. Aperto sua mão tentando acalma-lo e, pela primeira vez, ele me lança um olhar, me mostrando o quão assustado estava.

- Tudo o que vocês precisam saber é que o nome dele é Park Minhyuk e que ele tem 20 anos. - atraio a atenção de todos com o tom firme de minha voz e lanço um sorriso confortante para o castanho. - O resto descobriremos depois.

- Quem são vocês? - o outro Park pergunta timidamente e quase bato a palma de minha mão em minha testa, eu nem havia me apresentado ainda! 

- Acho que o JinJin ficou tão encantado com o novato que esqueceu de se apresentar. - um sussurro nada discreto de Bin-ah corta o silêncio entre nós seis. 

Eunwoo segura a risada e abraça Bin, que estava corado naquele momento. Minhyuk arqueia as sobrancelhas e vira em minha direção e, pelo seu olhar, percebo que ele poderia voltar pro terraço a qualquer segundo. Merda.

Mordisco meu lábio inferior e limpo a garganta antes de apresentar cada idiota em nossa volta. MJ, como sempre, abraçou Minhyuk e levou Sanha junto, alegando que abraços sempre quebravam qualquer clima, inclusive o "desconhecido" como ele mesmo apelidou. 

Logo todos começaram a conversar e perguntar coisas inúteis como "Você prefere chá ou café?", e, como sempre, fico de fora, olhando para o nada enquanto escutava minha mãe lamuriando para meu pai sobre seu trabalho enquanto fazia cafuné em mim. Sim, eu sentia. Suponho que isso me deixava pior ainda tratando-se emocionalmente, mas não há nada que eu possa fazer para mudar isso. 

Olho para meus amigos, tentando incluir o novato no grupinho que formamos, e me pergunto se eles me aceitariam depois de descobrirem o motivo de meu acidente. Será que eles continuariam lá por mim depois... De toda a merda que eu fiz?

- Desculpe o baixinho aqui... Ele vive fazendo isso. - diz Eunwoo antes de me despertar de pensamentos com um tapa no meu braço. Automaticamente coloco minha destra aonde fui atingido e soltei um 'ai'. 

- Minhyuk pediu pra você leva-lo de volta pro quarto dele. Pelo visto a mãe dele 'tá chamando ele ou algo assim. 

Sinto minha expressão se acalmar e olho para o castanho, que estava mais que desconfortável àquela altura do campeonato, e sinalizo para ele me seguir. 

Enquanto seguíamos o longo caminho desde a área de oncologia até a UTI, ambos em silêncio, presos em pensamentos, lembro-me do desespero sentido por mim no começo de tudo. Sozinho, sem ninguém pra contar, invisível para todos que me amassem. Era esse o meu castigo?  Depois de um tempo, conheci várias pessoas que estavam passando pela minha situação e, desde então resolvi ajuda-las, já que era inútil tentar me salvar.

- JinJin? - ouço Minhyuk me chamar, quebrando minha linha de lembranças dolorosas e em seguida sinto seus braços envolta de meu corpo. - Eu sei que não te conheço e provavelmente você vai me ignorar assim que eu entrar no quarto, mas... - ele se auto interrompe quando percebe que eu cedi a tentativa de abraço e ele se ajeita, deixando nossos corpos colados. - Eu conheço uma pessoa quebrada quando eu vejo uma. 

Apoio meu rosto em seu ombro e tento lutar contra as lágrimas que insistiam em tentar sair. Seu cheiro era tão bom que eu nem conseguia dizer qual era especificamente seu perfume, parecia uma droga já que ele me acalmou em poucos segundos. Ou será que fora o abraço em si?

- Não estou dizendo para você me contar o que está acontecendo ou algo do tipo, mas... Se você quiser... - seus pelinhos da nuca estavam arrepiados e sinto o castanhos respirar fortemente antes de quebrar nosso contato. - Você não está sozinho JinJin. 

Enquanto eu via o meu castanho entrando no quarto e sumindo de minha visão, me permiti sorrir verdadeiramente, mesmo que só por alguns segundos.

É... Talvez Park Minhyuk consiga me salvar no final das contas. 

 


Notas Finais


Se alguém responder essa pessoa vai ser a mais amada desse site por mim.

PRIMEIRAMENTE - Vocês querem que eu escreva a tradução da música ou não?
SEGUNDAMENTE - Vocês querem que eu coloque de quem é a música?

Respondam por favorzinho.
Obrigadinha.


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