História The other side of the crown - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 3.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lírica, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura 😘❤

Capítulo 1 - Ataque


Meu nome é Louise Schreanon, nasci e fui criada na Irlanda, um país agradável e pacífico aos olhos dos estrangeiros e de nosso povo, não tão influente e poderoso quanto a França, Inglaterra ou Espanha, mas sempre estivemos próximos de nos igualar a eles. Não tínhamos muitos emburilhos sobre a nossa monarquia e minha família governava o país, tínhamos alguns parentes distantes governando suas próprias dinastias mas meu pai, o rei, sempre tentou manter a paz e graças a Deus também nunca ameaçaram o reinado dele.

Nasci com o privilégio e a maldição de ter sangue real em minhas veias, eu, minha irmã gêmea Natasha, nós não nos parecíamos nem mesmo em aparência, mas dividimos o útero de minha mãe e tudo desde o dia de nosso nascimento, além de nós duas, havia meu irmão mais velho, Edwin, ele seria o rei de nosso país quando o reinado de meu pai chegasse ao fim, nós três éramos consideravelmente unidos mesmo com meu irmão tendo todos os seus deveres como sucessor do trono. Minha mãe, Morgana Schreanon sempre teve muito orgulho de sua prole, e apesar do casamento forçado, ela e meu pai se amavam, não eram como os outros reis e rainhas que normalmente viviam em amargura e adultério, meus pais tinham uma relação invejada, não só por outros reis e rainhas, como por mim, meu maior sonho era encontrar alguém que me olhasse do modo como meu pai olhava para minha mãe.

Eu era feliz morando ali no castelo, tendo vários criados ao meu dispor, minhas damas de companhia, de fato eu vivia com muito luxo, minha mãe algumas vezes tentava achar algum nobre para me cortejar mas nunca fez nada contra minha vontade, diferente do meu irmão que já estava noivo de uma rainha desde seus oito anos de idade.

Tudo em minha vida parecia perfeito, até aquela noite...

- Louise você vai ficar imensa se não parar de comer. - Natasha se sentou na cadeira ao meu lado.

- Não precisar ligar para isso é um dos privilégios de ser apenas uma princesa. - sorri ao morder um pedaço de croaçã.

- Desse jeito seu espartilho não irá fechar.

- Nash! - repreendi constrangida.

- Não há nada de errado estamos apenas eu e você aqui, de novo.

Nós almoçávamos sozinhas na sala de jantar.

- Por que acha que estou comendo tanto? Papai anda preocupado nesses últimos dias e seu trabalho acaba sugando não só a ele, mas mamãe e Edwin também. - comentei.

- Comer não vai ajudar em nada. Apenas vai te deixar uma balofa e encontrará dificuldades para achar um marido.

- Por falar em marido, como estão as coisas com o duque da Espanha?

- Creio que ele vai me propor logo, estou tão animada.

- Fico feliz por você Nash, afinal não é todo dia que o duque do país mais forte encontra uma nobre de nossa corte, ainda mais de nossa família.

- Não sei como ele não preferiu você, é tão mais linda que eu, sinto inveja de seu corpo e seus olhos, até mesmo de seu cabelo.

Natasha tinha cabelos cacheados e castanhos claros, eram quase cor de ouro, olhos castanhos escuros e um rosto lindo e marcante, praticamente uma cópia de nossa avó paterna, eu por minha vez puxei completamente o lado de minha mãe, olhos verdes e cabelos lisos e escuros como o carvão. Poucos acreditavam que éramos gêmeas, sempre tínhamos de explicar que éramos gêmeas fraternas e que havíamos dividido o útero mas não a placenta.

- Nos perdoem pelo atraso. - disse minha mãe entrando na sala acompanhada de meu pai, meu irmão e sua noiva.

- Tudo bem, mas sinto dizer que a esfomeada da Louise acabou com os croaçãs. - riu Natasha.

- Nós já estamos nos retirando. - falei me levantando.

- Como? Para onde vão? - perguntou meu pai.

- Vamos ao bosque a cavalo para colher as primeiras framboesas da estação. - afirmei ajeitando meu vestido.

Logo Natasha também se levantou.

- Com licença mamãe, papai, Edwin, Shayla. - disse.

Dei um beijo na cabeça de minha mãe e outro na de meu pai.

- Esperem eu irei também. - disse Edwin.

- Filho você nem tocou na comida. - minha mãe pareceu desapontada.

- Não tenho fome, vou com as meninas quero ver se as cerejeiras já floreceram. - meu irmão se levantou.

- Não voltem tarde, lembrem-se de que faremos uma pequena reunião para anunciar o noivado definitivo de seu irmão. - meu pai se dirigiu a mim.

- Tudo bem. - concordamos.

Pedi a um criado para que preparasse nossos cavalos e em fim montamos, cavalgamos ansiosos pelas trilhas e estradas, até chegarmos em um rochedo não muito alto que ficava a alguns quilômetros de uma aldeia.

- Mentir para o rei é crime. - falei descendo de meu cavalo.

- Devíamos receber pena de morte, ser executados em frente a corte. - disse Natasha rindo.

- Vamos lá, não é nenhum crime se divertir. - Edwin já tirava sua camisa.

- A mamãe ficaria louca se soubesse, devemos passar no bosque e colher framboesas para levar como álibi. - sugeri.

- Edwin devemos descer mais um pouco, aqui é muito alto e eu e Louise iremos pular de vestido. - Natasha montou em seu cavalo novamente.

- Certo... - concordou Edwin.

Montamos novamente e descemos até uma parte mais baixa, ainda assim parecíamos bem altos comparados ao nível do rio.

- Teremos de subir tudo isso depois... - analisei o caminho.

- Vamos parem de ser medrosas. - Edwin tirou sua camisa e botas e assim pulou na água entusiasmado.

Ao voltar para a superfície nos encarou.

- Não entrem de vestido, vai demorar muito para secar e não podemos voltar tarde. - gritou.

- Ele tem razão. - concordou Natasha.

- Se é assim... - tirei minhas jóias e meu vestido ficando apenas com o saiote e o espartilho.

Natasha me acompanhou, demos as mãos, corremos e pulamos na água, que estava deliciosamente quente.

- Isto é maravilhoso. - falei antes de mergulhar.

- Por que não chamou Shayla? - perguntou Nash para Edwin.

- Passarei o resto de minha vida com ela, poucas serão as vezes em que poderemos fazer isso após eu me tornar rei, creio que não há nada de mal em sair com minhas irmãs. - respondeu.

- Ed por que o papai está tão preocupado ultimamente? E você também? - perguntei.

Ele hesitou em responder mas após alguns segundos de silêncio resolveu falar.

- Há um grupo de rebeldes que não estão nada felizes com o rumo que nossa monarquia vem tomando. - ele disse sério.

- Como assim? - perguntou Natasha.

- Parece o pai de Shayla era católico fanático, ele é estritamente contra o protestantismo, nosso país não tem nenhuma discriminação quanto a religião mas alguns protestantes sabem do ódio inexplicável do falecido rei Kenessis por sua fé e não querem que a filha dele se torne rainha de nosso país, temem que ela tenha recebido a educação de também odiar o protestantismo. Estamos tentando contornar a situação mas fica cada vez mais difícil fazer o povo confiar em Shayla.

- Ela é uma boa pessoa. - confortei Edwin.

- Sei disso, mas precisamos mostrar também ao povo que suas intenções aqui não são apenas usar de nossa proteção mas também quer dar conforto ao povo e governar nosso país de maneira justa. - Ele parecia nervoso.

- Vai dar tudo certo. - assegurou Natasha.

- Bom, eu sai com vocês para esfriar a cabeça, agora que as donzelas já estão apar da situação, receio que devamos nos divertir um pouco. - Edwin jogou água em mim.

- Ah você... - ri.

Começamos a brincar como quando éramos crianças, ficamos ali por horas a fio, até que finalmente tomamos coragem para retornar ao castelo, após é claro, colher algumas framboesas no bosque. Ao chegarmos no pátio do castelo notamos a presença de várias carruagens.

- São de nobres. Será que o duque veio? - disse Natasha.

- Os convidados já devem ter chegado. - afirmou Edwin.

- Então devemos entrar pelo estábulo, não estamos apresentáveis. - sugeri.

Demos a volta no castelo até o estábulo, entreguei a cesta com as framboesas a uma criada.

- Pode preparar uma torta com essas aqui? - pedi. - Entregue em meu quarto após o baile.

- Sequestro de amoras. - brincou Ed.

- Não seja bobo, é para nós três. Você vai precisar disto depois de passar a noite toda agradando sua sogra. - ri.

- Precisamos chegar cedo então, ou ela comerá tudo sozinha. - disse Natasha.

Caminhávamos até nossos aposentos, ao virarmos em um corredor topamos com minha mãe e a mãe de Shayla, empurrei Ed para o lado antes que elas o vissem.

- Vá pelo outro lado. - sussurrei.

- Ah, filhas vocês estam aí... O que houve com seu cabelo? Está horrível. - disse minha mãe se aproximando e me olhando.

- Viemos correndo para não nos atrasar, o vento deve tê-lo desarrumado. - interrompeu Natasha passando seus dedos em meu cabelo na tentativa de arrumá-lo.

- Entendo... Quero que conheçam Armênick, mãe de Shayla e regente de seu trono.

- Princesas. - cumprimentou Armênick.

- Senhorita. - saudamos.

- Onde está o irmão de vocês? - perguntou minha mãe.

- Ele foi se arrumar e irá para a sala do trono em instantes. - afirmei.

- Certo, vão se preparar também, a festa começará em uma hora. - pediu mamãe.

Fomos a nossos aposentos, tomei um banho merecido e demorado, prendi meu cabelo em um coque trançado e coloquei um vestido que havia sido feito apenas para aquela ocasião, ele era rosê com a saia volumosa, contas de diamantes se espalhavam pelo corpete dando a sensação de que eram fogos de artifícios, as mangas detalhadas em rendas faziam par com o decote comportado. Resolvi usar minhas mais finas jóias, e coloquei arranjos em meu coque.

- Se sua intenção é chamar mais atenção que a futura noiva saiba que isso é errado.

Me virei assutada.

- Hannah por Deus! Você me assustou. - falei.

- Desculpe alteza, disse ao guarda para não me anunciar, pensei que ainda estava no banho. - ela pareceu desapontada.

- Não se preocupe, eu apenas me assustei. Como estou? - perguntei me levantando.

- Maravilhosa Louise! Digna de encontrar um marido está noite.

- Não que eu queira, mas se caso aparecer um candidato. - sorri. - Você também está realmente linda Hannah.

- Obrigada alteza, o que achou do meu vestido novo? - ela se exibiu.

- É exuberante, realça o azul de seus olhos.

- Oras, que sabe eu também não arrumo um marido hoje não?

- Que assim seja. - sorri.

Descemos até o salão principal é seguimos para a sala do trono, toda a minha família já estava lá nos aguardando, Natasha encantada com seu duque, pude perceber apenas pelo seu olhar. Edwin parecia meio nervoso por conversar com outros nobres da corte, ainda mais que anunciaria sua noiva e por consequência estava reafirmando e garantindo seu reinado. Tudo ocorreu melhor do que o esperado, e ao final da festa, fui ansiosa para o meu quarto esperando encontrar a torta, e assim feito, ela estava em cima de minha mesa, com três garfos ao lado e uma garrafa de vinho que aguardava a mim e meus irmãos. Tomei um banho rápido, me aprontei para dormir. Tentei os esperar mas não resisti e abocanhei um pedaço da torta.

- Princesa Natasha. - anunciou o guarda.

Me virei e limpei minha boca rapidamente.

- Não precisa se limpar, eu vi. - Natasha entrou rindo. - iria comer tudo sozinha se eu não chegasse.

- Você fala como se eu não tivesse fundo.

- E você tem? - rimos

- Esperemos Ed, ele já está vindo. - disse Nash.

Concordei. Após um tempo Ed foi anunciado, ele já estava preparado para dormir, não era pra menos, já estava tarde. Comemos a torta, conversamos, e bebemos vinho, ficamos falando até cairmos no sono sobre as almofadas no chão. De repente acordei com um barulho alto de coisas caindo.

- Céus! Nash, Ed, acordem! - os cutuquei.

- O que houve? - perguntou Edwin ao acordar assutado.

- Em? - disse Nash sonolaneta.

- Ouvi barulhos lá fora, será uma briga? - me levantei e fui até a porta.

- Não saia, pode ser perigoso. - disse Ed.

O barulho aumentava cada vez mais, dessa vez já podíamos ouvir gritos.

- Onde estão os guardas? - perguntei.

- Não deve ser nada, se fosse já haveria alguém aqui. - Natasha tentou nos acalmar.

- Vou lá ver. - disse Ed.

- Você é o futuro rei não pode sair desprotegido. - alertei.

- Como a Nash disse, não deve ser nada, fiquem aqui, só saiam se algum guarda tirá-las. - Edwin abriu a porta e saiu.

Em seguida ouvimos gritos.

Eu e Nash ficamos em pé no meio do quarto de mãos dadas, olhando para a porta na esperança de não haver perigo algum. Um homem abriu a porta e caminhou em nossa direção, ele estava com uma espada e nos encarou por alguns segundos, eu entrei em desespero e não consegui mover um músculo sequer. Ele olhou para Nash, e meus olhos também se desviaram para minha irmã.

- É você sua vagabunda! - disse se aproximando dela.

- O que? - ela perguntou assustada.

Minha pressão começava a baixar, eu estava completamente desesperada.

O homem correu para a porta e gritou:

- Eu a achei!

- Quem é você? - perguntei.

Ele não me respondeu, apenas aguardou seus companheiros chegarem, assim que o fizeram, novamente se voltaram para a minha irmã. Eram três homens, um deles me puxou para o lado agarrando meu braço, ele me jogou no chão no canto da cama.

- Vamos levá-la! Essa vagabunda não vai governar nosso país. - disse um deles agarrando o braço de minha irmã.

- Não. Poupe esforços, devemos matá-la em quanto não nos descobriram! - gritou o outro.

Minha irmã estava apavorada, e eu com medo de agir, como eu, uma moça de dezessete anos poderia fazer alguma coisa contra três marmanjos? Algo dentro de mim me dizia para agir, mas eu não consegui. Tive medo.

O terceiro homem ficou irritado.

- Dane-se vamos acabar com isso! - disse sacando a espada.

Nesse momento tomei coragem, minha irmã também resolveu reagir.

- Não! - gritei me levantando e avançando neles.

- Segurem-na não devemos matar ninguém além dela. - disse o homem que estava com a espada em mãos.

Minha irmã tentou correr para fora do quarto e um dos homens a puxou pelo cabelo, ao passo que o outro me segurava.

- Por Deus não façam nada a ela! - gritei.

O cafajeste que me segurava puxou-me para trás e me jogou no chão, eu bati a cabeça e como já estava meio atordoada desmaiei.

- Princesa precisa sair daqui. - disse um soldado me chacoalhando.

- O que é isso? O que está havendo? - perguntei ainda atordoada ao abrir os olhos devagar.

Olhei em volta procurando por Nash, mas só haviam sinais de luta, porém sem sangue algum.

Ele me ajudou a levantar, e ao sair de meu quarto me deparei com outros três guardas.

- Rebeldes invadiram o castelo, vou levá-la até a carruagem onde sua mãe está.

Os guardas me fecharam em um cerco para que ninguém me visse, ao passar pelos corredores eu podia ouvir barulhos de espadas e gritos de dor e sofrimento, eu não sabia como ou porque aquilo estava acontecendo já que meu pai prezava tanto pela paz, mas naquele momento apenas rezei para que acabasse logo, me levaram até uma adega onde Shayla, a noiva de meu irmão nos esperava, ela estava vestindo o uniforme que as criadas da cozinha usavam e segurava outro em sua mão.

- Shayla o que está havendo? - perguntei confusa.

- Vista-se. Edwin nos disse para sair daqui, ele e seu pai nos encontraram assim que possível, sua mãe te contará o que houve ao chegarmos na carruagem.

Ela me entregou o uniforme e eu o vesti.

- Onde está minha irmã? - perguntei.

- Ainda não a encontraram.

- O que faremos?

- Temos ordem para sair daqui e permanecer seguras, assim que encontrarem Nash ela será levada conosco.

Vestimos capas e os guardas nos levaram até a carruagem, não era de luxo, era uma usada pelos criados para buscar coisas na cidade para ninguém desconfiar de nós. Ficamos horas lá dentro sendo levadas a um lugar que eu desconhecia, e eu ainda não sabia onde minha irmã estava.

- Mãe o que houve com Nash? - perguntei nervosa.

- Não sei querida, estão procurando por ela, mas creio que a confundiram com Shayla.

- Sinto muito Louise. - disse Shayla.

- E quando a papai e Edwin?

- Seu irmão também sumiu, seu pai está ajudando no combate. Deus nos guarde...

- Isso é horrível. - não conti as lágrimas. - Nossa família não merece isso.

- Não queria, não merecemos... - minha mãe me abraçou.

Fomos levadas pelos guardas a uma casa de campo, graças aos céus nossa carruagem não foi parada por ninguém. Eu tentava ficar aliviada por estar viva mas na realidade estava muito apreensiva quanto a meus irmãos e meu pai.

Dois dias haviam se passado desde a desavença em nosso castelo, minha mãe, eu e Shayla ainda não sabíamos nada sobre aqueles que haviam ficado no castelo, sobre Natasha, Edwin ou meu pai. Um guarda bateu a porta.

- Vossa majestade, já podem retornar ao castelo. - ele disse.

Nos colocaram em outra carruagem e voltamos para nosso lar. Minha mãe foi separada de mim e eu pude ver a destruição causada pelos rebeldes, os criados corriam como loucos para organizar as coisas a nosso grado, eu ainda tentava compreender o que havia acontecido.

- Alteza, a rainha solicita sua presença na enfermaria imediatamente. - disse um guarda.

Corri até a enfermaria encontrei minha mãe aos prantos, ao percorrer meus olhos pelos leitos vi Natasha, Edwin e meu pai deitados todos estavam mortos. Nash estava pálida, ela não parecia ter mais nenhuma gota de sangue em seu corpo, as criadas a limpavam e vestiam-na com um vestido preto.

- Eles foram encontrados ontem a noite alteza. - disse a enfermeira.

Eu não tive reação, me aproximei de minha mãe e a abracei, nós duas estávamos sozinhas, minha irmãzinha estava morta, meu irmão, meu papai, o que eu faria sem eles? Eu jamais havia imaginado uma vida sem eles, nosso país com fama de pacífico e ótimo para se viver agora enfrentava uma crise imensa, e eu enfrentava a perda e o luto.

Naquele momento eu percebi que havia perdido tudo, naquele momento eu perdi minha inocência, perdi minha irmã, meu irmão, meu pai, meu rei, e o futuro rei de Islovênia. Tive medo do que viria a partir daquele dia, e eu tinha muitos motivos para temer. 



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