História The past is never dead. It's not even past... - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Clint Barton, James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Winterwidow
Visualizações 40
Palavras 1.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi,pessoas! Aqui estou eu de volta com capítulo novo.
Vou respondendo os comentários durante a semana, desculpe a demora!
Gostaria de saber se vcs querem alguns flashbacks, para quem não conhece a história desse casal lindo, poder conhecer melhor.

Espero que gostem do capítulo!

Capítulo 4 - Not everything is about sex, unfortunately ...


POV NATASHA

Quando abriu os olhos, por alguns segundos pensou no sonho extremamente erótico que tivera, e olhou as horas no despertador, ainda sonolenta. Isso até sentir um peso sobre ela e perceber que tinha um braço metálico abraçando-a pela cintura. Oh, merda.

Tirou o braço devagar e foi saindo da cama devagar para não acordá-lo. Ainda nua, foi catando as roupas pelo quarto e foi até o banheiro. Tomou um banho quente rápido, desejando que o barulho não o acordasse. Saiu do chuveiro e se olhou no espelho, encostando a cabeça no espelho, pensando no que tinha feito. Merda. Ela havia transado com o ex, até a aí nada demais. Quem nunca? O problema é que ele nem ao menos lembrava-se dela. O quão bizarro e errado era aquilo?

Colocou a roupa e saiu do banheiro, percebendo satisfeita que ele ainda estava dormindo. Escreveu um recado e deixou na mesinha de cabeceira. Saiu do quarto de fininho e foi comer algo. Precisava pensar e só conseguiria isso depois de tomar um café bem forte.

Achou um café aberto perto e sentou-se, pedindo seu tão amado café. Só aí começou a pensar claramente nos eventos da noite anterior. Precisava lembrar que o James de hoje não era o mesmo que ela havia conhecido antes.

Não se culpava tanto por ter caído em tentação, afinal, esperou durante anos que James voltasse a aparecer. Só que quando ele reapareceu, viu que ele não era o mesmo e tivera sua mente apagada. Mas ele já tivera a mente apagada antes e mesmo assim havia conseguido relembrar dela, então esperou pacientemente isso acontecer. Esperou, esperou, esperou, até finalmente perceber que ele não lembraria. Mesmo quando, Steve havia achado o amigo, Natasha ainda tinha uma pontada de esperança que em algum momento ele fosse se lembrar, mas não. Ser totalmente esquecida por alguém que ela havia considerado durante muito tempo como alguém muito importante em sua vida, doía. Nunca confessaria isso para ninguém, mas doía para caralho.

Então, ela deixou para lá. Já tinha passado por tanta merda na vida, não precisava de mais uma. Deveria ter se controlado mais. Já tinha feito muitas coisas ruins, o suficiente para garantir sua vaga no inferno (apesar de não acreditar nesse tipo de coisa), mas, apesar disso, não achava que merecia passar por isso. Conviver com James normalmente, como se o fato de ele não se lembrar dela não importava.

Sabia que não era justo. Primeiro, porque não era culpa dele. Segundo, porque ela também não se esforçou para que ele se lembrasse dela.

Ela tinha duas opções: ou se afastar dele e de todas as memórias que James trazia, e essa era a opção mais sensata; ou deixar seu desejo dominá-la. Ela sabia qual era a escolha certa, mas saber e conseguir fazer eram coisas diferentes.

Pensou que o mais seguro agora era se concentrar na missão e deixar aqueles dramas pessoais ridículos de lado por enquanto.

 

POV JAMES

Ele acordou tão bem, fazia tempo que não dormia tão bem assim. Talvez fosse por causa do sexo. Ok, com certeza era por causa do sexo. Quase se sentia como o velho Bucky de antes e não como o soldado.

A animação dele deu uma bambeada quando viu que a ruiva não estava lá. Não se lembrava de  alguma vez ter sido largado assim por uma mulher e bem, não era nada legal. Entretanto, ele deveria ter imaginado isso. Aquela mulher era um furacão. Conseguir ver a parte feroz e incontrolável que se escondia por baixo da expressão fria da russa. Também quase conseguia ver, por baixo das tantas camadas que ela tinha, a garota. Sim, a garota normal e um pouco triste, que tentava superar dia-a-dia uma vida de merda.

E isso era tão estranho! Mal a conhecia, mas em alguns momentos sentia que a conhecia desde sempre.

Levantou-se e viu que tinha um bilhete na cômoda. Era dela. Estava escrito que ela tinha saído para resolver algumas coisas e estaria o esperando no café perto dali. O mundo moderno e as mulheres modernas. Riu, pensando em como ela era tão confiante como um dia ele fora. Bom, precisava se adaptar melhor a esses novos tempos. Sua sorte é que ele nunca foi nem um pouco como Steve, tímido e certinho.

Tomou um banho e arrumou suas coisas que estavam no quarto. Pelo bilhete imaginava que não voltariam para aquele quarto e que teriam um longo dia pela frente.

Saiu, olhando para todos os lados, procurando à ruiva. Logo, a longa cabeleira vermelha presa num coque mal arrumado dela, chamou sua atenção. Observou-a de longe e meu deus como ela era linda. Não estava muito arrumada. Vestia uma blusa de lã branca que quase se confundia com sua pele quase translúcida, calça jeans e óculos escuros.

Parecia extremamente concentrada no que estava lendo, tinha um tablet nas mãos, mas aquilo não o enganava. Ela era uma espiã muito bem treinada e devia saber tudo o que estava acontecendo ao seu redor. Até devia já ter o visto ali, parado como um idiota, olhando-a. Ele se sentia como um idiota.

Aproximou-se, e sentou de frente a ela. Ela havia levantado os óculos, colocando-o na cabeça, e nem assim levantou os olhos do tablet.

- Bom dia. – Ela disse ainda sem olhar para ele. – Dormiu bem?

Ah sim, ele estava certo. Essa mulher era terrível.

- Na verdade, sim. – Ele fez o pedido para a garçonete que se aproximou da mesa.

Natasha colocou a tablet na mesa, apoiou os cotovelos na mesa, encaixando seu rosto entre as mãos, finalmente, o olhando.

- Costuma dormir bem ou geralmente têm pesadelos? – Ela perguntou e percebeu que a pergunta o deixou desconfortável. Sim, ele tinha muitos pesadelos, mas não tinha o hábito de falar sobre isso com outras pessoas. Tinha medo de que fossem pensar que ele estava pirando novamente.

- Tenho alguns. – Admitiu cuidadoso. Porque ela estava perguntando essas coisas? – Mas estou bem.

- Não estou falando que não está. – Esperou a garçonete servi-lo antes de continuar. – Pesadelos não são nada demais, também tenho o tempo todo. São desagradáveis, claro...

- Porque está falando nisso? – ele perguntou um pouco irritado.

Natasha pareceu um pouco chocada com o tom dele, mas rapidamente essa expressão sumiu do seu rosto. Agora, parecia mais curiosa.

- Estou falando disso porque eu entendo um pouco sobre o que você deve estar passando. – Explicou. –E é uma grande merda, mas depois passa. Pelo menos o suficiente para que você consiga sobreviver. E os pesadelos têm um lado positivo. – ele a olhou com descrença. –Sério. Muitas vezes esses pesadelos podem ser memórias perdidas que teimam em tentar voltar à tona. E como você tem um pequeno problema com esquecimento, talvez deva prestar mais atenção aos pesadelos. Podem te ajudar a lembrar.

- Bem, obrigada pelo conselho. – Ele respondeu. – Mas sinceramente tenho dúvidas se quero lembrar. Quero dizer, do período que eu era uma marionete. Tenho certeza que fiz muitas mais coisas ruins do que imagino.

- Entendo. – Ela parecia quase decepcionada. Mas por quê? – Entretanto, pode ser que nem tudo tenha sido ruim, não o tempo todo.

- É, talvez você tenha razão, só não sei se isso compensaria a parte ruim. E todo jeito, eu não controlo isso. – Balançou os ombros.

Natasha voltou os olhos para o tablet, obviamente, encerrando o assunto. E ele não conseguia entender porque isso tinha a irritado. De repente, uma coisa passou pela cabeça, algo que Natasha tinha dito da última vez que ele pirou. “Você poderia pelo menos me reconhecer”, ou algo assim. Até esse momento, nem tinha pensado sobre o que ela tinha falado e o que isso deveria significar. Sabia que já tinham se encontrado antes, quando atirou nela, mas algo no que ela disse indicava que ela se referia a outra coisa. O que será que ela não estava dizendo? Em qual momento os caminhos deles tinham se cruzado antes?

Ele queria fazer muitas perguntas a ela, mas duvidava que a ruiva fosse contar. Ela era uma mulher cheia de mistérios e segredos. Se quisesse obter alguma informação dela, teria que ser paciente, mas isso não era problema para ele.

- Já acabou? – ela perguntou ríspida. – Temos um longo dia pela frente.

...

Não ficaram vagueando muito pela cidade, em vez disso, seguiram direto para o local que estava no computador de Yelena. Durante todo o caminho a russa havia sido fria e distante, muito diferente da noite anterior. Quem entendia as mulheres?

Quando chegaram já era tarde. Ficaram algum tempo observando o local, sem ver nenhuma movimentação.

- Quero saber o que tem ali dentro. – Natasha disse após algumas horas.

- Quer entrar para ver? – Ele perguntou. Sugeriu: - Podemos entrar enquanto não tem ninguém e ver se achamos algo.

- É nisso que estou pensando. Posso tirar algumas fotos do local e mandar para Fury, e ver se ele descobre algo.  – Ela parecia estar considerando os riscos daquela ideia. – Ok, vamos entrar.

Como na noite anterior, entraram separados. Ele observou que apesar de parecer abandonado por fora, por dentro, era claro que alguém andou por ali há pouco tempo. Havia muitos objetos estranhos, mas nada que chamou sua atenção.

Isso até arrombar um quarto que estava trancado. Ele olhou para as paredes aturdido, tentando entender o que estava vendo.

- Natasha. – ele a chamou e logo ela surgiu atrás dele.

- Uau. – Ela disse olhando dentro do quarto. – Isso é meio... obsessivo e perturbador.  Aquilo é uma suástica?

Ele não respondeu, ainda confuso. Tentava colocar algum sentido no que estava vendo. Em meio a suásticas e outros símbolos nazistas, havia fotos bem atuais, inclusive dos dois. Dele e de Natasha. E também de alguns outros Vingadores. Mas tinha uma pessoa que se sobressaía, estando na grande maioria das fotos. Steve.

- Isso não é nada bom. – Natasha comentou, tirando fotos daquela bizarrice.

Bem, ele tinha de concordar com ela.



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