História The Patient - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Psicologia, Ryan Butler
Visualizações 17
Palavras 1.988
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


mano do céu, eu esqueci completamente de postar o cap. sério, me desculpem e boa leitura!

Capítulo 5 - Rafaela.


A semana passou de uma forma tão rápida que todos que moravam no apartamento do Sr. Morelli estavam assustados. Ele principalmente. Não via sua filha há um bom tempo, e curtiu tão pouco com ela. Rafaela, sua prima, adorou a visita e ter uns “papos de futuro” com a mais velha. Ela gostava da forma que Bárbara pensava, mas, o que ela não sabia que aquele sentimento também era recíproco. Bárbara achava sua prima tão madura, mas às vezes ambas agiam como crianças de dez anos. Ainda mais enquanto comiam sorvete de baunilha.

Durante um desses momentos infantis comendo sorvete, a mais velha soltou a seguinte pergunta: “Suas férias já não deveriam ter voltado?” E foi aí que ela vestiu a saia justa de psicóloga e ficou séria, mas ainda com um olhar confortante.

— Nós ainda não conseguimos uma escola nova, assim no meio do ano. — a menina diz, e a mulher pergunta o porquê. Ela pensava que sua prima estava bem na outra escola, particular e com gente “daora”. Pelo menos era assim que ela falava nos telefonemas de madrugada. — Eu e minha mãe tivemos uma briga. Terminei agredindo ela.

Ah.

— É a primeira vez? — ela nega, enchendo a boca de sorvete. A mulher sabe que ela quer falar sobre, mas está ansiosa. Rafaela sempre teve problemas de ansiedade e depressão.

Uma vez, há uns meses atrás para falar a verdade... Ela estava escrevendo cartas de despedida em seu celular para suas amigas e pessoas importantes pra ela. Desde as que passaram pela sua vida e marcaram de alguma forma, desde as que ainda estavam lá. Ela ia cometer suicídio. A mulher ficou tão preocupada, e ambos choraram por horas. Bárbara não conseguia agir como uma psicóloga. Rafaela não era uma paciente, era a sua prima. Sua prima mais próxima.

Depois de seu pai, a parente mais importante e a que ela mais amava. Ela não iria conseguir ficar sem os dias de “babados” , nem os desabafos, nem ficar sem escutar a risada alta da menina enquanto mandava ela ir se foder por falar alguma coisa engraçada, mas que a deixaria puta se fosse dita por outra pessoa. Ainda mais quando era chamada de pirralha, ou de fofinha.

Você não tem que me achar fofinha, caralho. Tem que me achar é gostosa, sexy, dona do seu cu.”

Quem conseguiria viver sem isso quase todas as noites? — Quase porque havia noites em que Bárbara estava bêbada demais para isso. E mandando emails para sua ex-mulher.

— No ano novo... Tipo, de noite foi ano novo e pá, e no outro dia de tarde aconteceu. Não foi tão fodido como dessa vez. Eu só dei uns tapas na mão dela, mas queria ter feito mais. Nem lembro, pra falar a verdade, mas eu não aguentava mais e queria que ela sentisse pelo menos zero vírgula um por cento da dor que ela me faz sentir todos os dias. — a mulher assente mesmo que não tenha que fazê-lo. — Aqueles babacas falando várias merdas sobre mim, como se soubessem o que acontece quando ninguém vê ou o que eu sinto. Pessoas são idiotas, Bárbara.

Ela estava meio certa. Pessoas eram bem idiotas mesmo. Quando não tem empatia, são preconceituasas e quando não se importam com os outros. Não seja esse tipo de pessoa, e, se for... Você é um idiota.


— Ok, continua. Eu estou escutando você, querida. — a garota sorri, respirando fundo e fecha os olhos. Ela encosta sua cabeça na janela, olhando a vista linda da praia de Copacabana, e mexe em sua blusa, mostrando sua marquinha. Ela vai todos os dias à praia. Ainda mais quando está ansiosa.

A praia para a Rafaela era como bebida para um álcoolatra. Ela ficava bem quando escutava as ondas, o vento, uma música bem alta e calma nos fones e via o mar, os coqueiros e o céu. O céu era incrível. Ela também gostava da chuva. Ela amava a chuva. Escutar as gotículas entrando em contato com o chão, o cheirinho de terra. Ela sempre ficava na varanda quando chovia. Escutava o som, via as ondas de longe. O mar era traiçoeiro às vezes, mas ele era lindo. Para algumas pessoas, naquele escuro, podia ser meio assustador, mas era lindo para ela. Sua prima também apreciava, mas não gostava muito da água.

Uma vez sua mãe deixou ela sozinha lá. Ela sabia nadar, mas queria estar ali com a sua mãe. Bárbara só tinha seis anos e era uma criança calma, mas curiosa. Queria falar sobre o céu, queria saber o porquê de estar tão calor, mas a água estar gelada, mas a mãe dela não estava lá para ela poder perguntar estas coisas. Ela estava sozinha no mar, e tinha uma onda vindo.

— Calma, pequena. O papai está aqui. Eu estou aqui, e eu amo você.”

Sua mãe gritando enquanto pedia desculpas.

Ninguém sabia aonde ela estava naquela hora, mas deveria estar lá.

— Eu estava ansiosa pra cacete naquele dia. O dia tinha sido uma merda, e eu não tinha conseguido ir para a praia. Estava sem dinheiro para ir e não sabia se ia conseguir pegar calote na hora de voltar. Cheguei em casa e ela falou vários bagulhos. Não lembro o que ela disse e nem quero. Foi muita merda. — ela respira fundo, e colocando mais sorvete na boca e a mulher faz o mesmo. — Eu nunca respondia, sempre cagava, juro pra ti. Mas naquele dia eu estava muito puta, mano. Comecei a responder tudo, e quando ela mandava eu parar de gritar porque ela era minha mãe, eu dizia: “Então para de gritar comigo também, porque eu sou a sua filha e você ser a porra da minha mãe não quer dizer que pode fazer o que quiser, nem me desrespeitar.” e ela me deu um tapa, aí eu dei um soco. Eu estava com um anel que tinha comprado no outro dia. Por isso estava sem dinheiro pra ir naquele dia. — ela fecha os olhos, parecendo ver a cena. Ela está ficando vermelha. — Arranhou um pouco, e ela veio pra cima de mim. Eu consegui empurrar ela na parede, e eu ia bater com a cabeça dela e... — a voz dela fica embargada, mas a mulher sabe que ela quer continuar e por isso não diz nada. — Não consegui. Eu não era aquilo.

— Era. Agora você é? — a mulher pergunta, pondo mais sorvete. Já virou um milk shake no pote, mas ainda é bom e ela não se importa. Só quer escutar sua prima e ajudá-la.

— Não. — ela ri fraco. — Mas eu percebi naquela hora que eu não sou aquele tipo de pessoa. Percebi que não era certo, e então eu só sai de lá. Fui pro quarto e dormi. Quando acordei arrumei minhas coisas, pedi um uber e vim pra cá, e o seu pai me acolheu. — um sorriso aparece nos lábios de ambas.

No de Rafaela apenas para tentar não deixar a mulher meio... assustada? Ela sabe que sua prima já lidou com casos bem piores, mas mesmo assim. E no de Bárbara por estar orgulhosa de seu pai. Se fosse outro, teria fingido que não estava em casa e tinha deixado a menina na rua.

— O seu pai me escutou, e não me julgou em momento nenhum. Ele me ajudou, foi lá pegar os meus bagulhos da escola e o que eu tinha esquecido, ou que não consegui trazer. Ele é um bom homem, e eu estou mais feliz do que nunca aqui. Minha ansiedade diminuiu muito no segundo dia, e meu psicólogo... Ah, mulher, é um homão da porra, viu? Mas enfim... ele quem disse isso. Agora vou uma vez no mês lá, e não toda semana. — ela ri fraco ao falar sobre a beleza do homem, e respira fundo. — Seu pai é top.

Agora a mulher estava no avião, com um sorrisinho no rosto por ter ajudado sua prima e ter dado bons conselhos sobre, e um novo e mail. Scooter Braun. Ela já sabia o que era mais ou menos, mas abriu mesmo assim.

De
: [email protected]
Para:[email protected]
Assunto: Nova data.

Bom dia, doutora.

Tive um pequeno imprevisto e preciso que você venha amanhã, caso tenha um horário disponível. Pode ser a qualquer hora que está ótimo para mim.


Ela não queria um novo horário, mas ela também estava disponível. Só queria dormir mais e falar com a sua prima enquanto fazia o café, que ia durar umas quatro horas para terminar já que elas iriam conversar muito. Era sempre assim. Haviam noites em que Bárbara não dormia, ou dormia por apenas duas horas de tantas conversas com sua prima.

De: Bá[email protected]
Para: [email protected]
Assunto: Nova data.

Bom dia, Scooter.

Estou disponível das dez até as seis.


A casa de Scooter era meio longe, mas ela conseguiria chegar em um bom horário acordando às oito.

De: [email protected]
Para: Bá[email protected]
Assunto: Nova data.

Às onze, então. A senhora já tem o meu número e e mail, então caso tenha algum problema, pode falar comigo por esses meios.

Tenha um bom dia.



Ela desliga o computador e olha para a janela. Não há ninguém ao seu lado nesta viagem, mas ela não se sente triste por estar sozinha, porém gostaria de ter seu pequeno Noah ali.

Ele estaria na janela, ao seu lado, olhando tudo como uma criança curiosa. Ele iria ficar encantado com as nuvens, o céu azul como o mar e os olhos de sua irmã, que estaria em casa com a mamãe os esperando com bolo de sorvete — a sobremesa preferida da família —, e muito amor e carinho.

Se o menino estivesse ali, observando a paisagem pela janela, aquele seria o único momento em que ela falaria sobre sua mãe, pois, ali, dentro de um avião, com o seu pequenino, seria uma das únicas vezes em que ela se sentiria confortável para falar sobre isso, chorar e dizer ao seu filho: “Eu estou bem, querido. Eu apenas sinto... falta dela, e não tem problema chorar para tentar aliviar isso, ok?”

Talvez ela também falasse sobre suas viagens feitas na adolescência e depois de sua formatura na faculdade, cultura e ensinaria algumas palavras em italiano para ele, sobre seus amigos, o vovô e a prima Rafa, o cachorro adotado recentemente e o porquê de ser chamado Vodka, e eles iriam rir e contar mais historias sobre episódios de desenhos infantis, e o menino estaria mais apaixonado pela mamãe como nunca esteve.

Nem enquanto ela cantava para ele e a mais nova no parque.

E é nessa hora que as lagrimas caem. O menino não está lá, mas ela imagina. Ela imagina como seria porque ela não quer acreditar, de forma alguma, que ele nunca existiu.

— Olha, mamãe. Essa nuvem parece um grande monstro, não é? —
ele diria, apontando para uma nuvem bagunçada, e rindo para ela ao escutar um “Para mim, não parece nada. Mas seria um monstro esquisito.”

As lágrimas continuam a cair, e ela volta a respirar quando uma aeromoça toca o seu ombro. Ela nem percebeu que não respirava. A mulher não parece se importar muito com o que ela sente, mas não quer perder dinheiro por falta de educação com os passageiros.

— Senhora, está tudo bem? A senhora gostaria de algo em nosso cardápio?

Bárbara limpa as lágrimas, e respira fundo. Ela precisa tomar seu remédio e comer algo.

— Quero estes bolinhos e um capuccino, por favor. Você tem água? — a mulher assente, lhe entregando tudo com um sorriso e então sai de lá.

Ela põe alguns compridos em sua mão e os engole junto com a água, comendo com calma o seu lanche. Ela está exausta, mas feliz e precisa dormir um pouco. Faltam quatro horas para o avião pousar.



















Notas Finais


e aí, o que vocês acharam? digam aí nos comentários e favoritem, se quiserem.


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