História The Payment - Second Season - Capítulo 19


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Categorias Amber Heard, Justin Bieber
Personagens Amber Heard, Justin Bieber
Tags Ação, Amber Heard, Criminal, Drama, Justin Bieber
Exibições 463
Palavras 5.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Festa, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello Hello! Peço perdão pela demora, mas estava entrando em épocas de prova da faculdade, então acabei me dedicando aos estudos, e fim de ano para mim é uma grande correria, também. Mas, agora estou de férias, então terei tempo para me dedicar aqui, inclusive nos meus projetos para o ano que vem, que irei contar lá em baixo para vocês. Os vejo nas notas finais.
Espero que gostem do capítulo, xx

➞ Capítulo sem uma revisão mais profunda, perdoem-se se tiver erros.

Capítulo 19 - For her.


Fanfic / Fanfiction The Payment - Second Season - Capítulo 19 - For her.

Justin Bieber P.O.V

Olho para os lados, tentando identificar, em meio a todas aquelas pessoas mascaradas, Candice ou Jacob. Eles podiam ser qualquer uma daquelas pessoas e ao mesmo tempo nenhuma delas.

Estávamos parados a mais de uma hora, recusando bebidas e evitando acenar para os outros mafiosos, empresários e políticos que desfilavam ao lado de mulheres mais jovens. Alguns jogos de cassino estavam acontecendo no salão ao lado, e muitas pessoas pareciam se distrair, como se tudo fosse uma encenação arduamente planejada.

— O que iremos fazer? - Amber pergunta, próxima a mim, passando os braços pelo meu pescoço, para seguirmos alguns outros casais que dançavam na pista.

— Vamos esperar mais alguns minutos. Se não virmos nada, iremos subir e averiguar lá em cima. - digo, envolvendo minhas mãos em sua cintura, guiando-a pela música típica de um Baile de Gala.

— Está preocupado? - ela pergunta. As suas pupilas estavam dilatadas e seus lábios entre abertos. Era o pouco da visão que eu tinha dela, por mais linda que ela estivesse.

— Eu quero dar um fim nisso. E não irei me perdoar se algo lhe acontecer hoje.

Ela leva uma de suas mãos até o meu rosto, a parte livre da máscara. Sua mão delicada acaricia-o, fazendo-me quase fechar os olhos para senti-la tão perto de mim, tão presente; como a minha Amber. Mas eu sabia que se os meus olhos fechassem, ela poderia ser levada de mim.

— Nada vai acontecer. Tudo isso irá acabar. - ela diz e sorri de canto.

Beijo-a, vagarosamente, apenas para poder dizer que senti o seu gosto, caso eu tenha que fazer algo, verdadeiramente, ruim para salvá-la.

— Pessoal, estamos invadindo o salão, pelos fundos. - Chris diz pelo ponto.

— Onde está Ryan? - pergunto da forma mais discreta possível.

— Estou pousando no terraço. Irei entrar pela janela que há aqui em cima. Encontro vocês ai dentro. - Ryan diz.

— Então essa é a nossa deixa de nos retirarmos. - digo e olho para Amber que tinha os olhos vidrados em mim. — Iremos para o andar de cima. Não nos deixe sem proteção.

Seguro uma das mãos de Amber que ainda pousavam sobre meu rosto, entrelaço nossos dedos e começo a puxá-la entre as pessoas, abaixando a cabeça para não ser, facilmente, reconhecido. Subimos as escadas da luxuosa escadaria e chegamos ao andar de cima, encontrando os corredores vazios, com várias portas fechadas.

— Eu posso olhar do lado esquerdo e você do direito. - ela sugere.

— Não a deixarei sozinha. Se você se encontrar com Candice ou Jacob, sabe-se lá o que eles podem fazer com você.

— Eu estou com o ponto e escuta. Está tudo bem. - ela diz de maneira firme, como se não sentisse medo, mas eu sabia que sentia.

— Quero que me encontre em quinze minutos. Bem aqui. - gesticulo com as mãos indicando o lugar que estávamos.

— Boa sorte? - ela questiona quando eu seguro sua cintura e beijo o seu ombro desnudo.

— Minha sorte é ter você de volta, sã e salva. - digo ao me afastar, olhando em seus grandes olhos.

Ela não parecia querer dar-me as costas, mas ela dá e isso me quebra aos poucos. Vejo-a começar a girar as maçanetas das portas com tanta insegurança que quase fui atrás dela, mas a voz de Chris chamou a minha atenção.

— Matamos três. - ele diz, quase que ofegante. — Caitlin está brincando com um deles na saída da cozinha.

— Eu não tenho culpa que estou com saudades de ter minhas mãos em alguém tão... Grande. - Caitlin murmura pela escuta e eu ouço um grito masculino do outro lado. — Sua voz rouca é excitante, mas controle-se, homem, nós apenas estamos começando.

— Caitlin, pare de brincar e acabe logo com isso. - dou-lhe a ordem quando vejo Amber acenar, como se indicasse que não havia nada na porta que empurrou.

— Sim, senhor, chefe. - Caitlin ironiza do outro lado e eu ouço o som de quatro tiros sendo disparados. — Porque os mais bonitos tem que ser nossos inimigos?

— Eu sou todo seu, meu anjo. - é a vez de Chaz dizer.

— Levem isso a sério, crianças. - digo e faço o meu caminho para o meu lado do corredor.

Eu não sou cuidadoso como Amber, apenas saco minha arma e começo a empurrar as portas, já abertas, com os pés e entro, apontando minha arma na direção de quem que eu encontrasse pelo caminho. Repito os mesmos movimentos nas cinco portas seguintes, mas não encontro nada.

O som de uma explosão no andar de baixo me faz abandonar uma das portas e olho assustado pelo corredor, procurando por algo que me faça entender o que está acontecendo. Pessoas gritavam e pareciam agitadas.

— O que foi isso? - pergunto, levando uma mão até o meu ouvido, fazendo uma careta pelo chiado que eu ouço.

— Eu não sei. Eu acabei de descer pela janela da pequena torre, mas não tive chance de fazer o que combinamos. Não tenho ideia de onde isso veio. - Ryan diz, parecendo preocupado.

— Eles estão aqui. - digo e olho para os lados. — Na verdade, acho que estão desde que a festa começou. Estamos em uma armadilha.

— Todos que estavam na festa estão correndo. Dois homens foram baleados. - Caitlin diz. — Eu acho que irá acontecer uma matança entre todos esses homens. Eles estão jogando suas máscaras no chão e atirando uns nos outros.

Franzo o cenho e começo a procurar por Amber, mas não a encontro no corredor que a vi seguir. Era como estar um labirinto, pois haviam vários outros corredores com incontáveis portas.

— As máscaras estão caindo. - murmuro comigo mesmo, como se minha mente acabasse de clarear. — Ryan, saia de onde estiver. Livrem-se de suas escutas. Agora!

— O que? Por quê? - Chaz pergunta, claramente confuso.

— Eles sabem de tudo o que estamos fazendo aqui, estamos sendo observados, todo o nosso plano foi descoberto. - digo e começo a retirar minha escuta e ponto. — Apenas me encontrem. Não se distraiam, por nada.

Jogo tudo no chão e começo a pisar em cima dos pequenos aparelhos que não me seriam mais úteis. Dobro o primeiro corredor, olhando para todos os lados, e livro-me da minha máscara pelo caminho, pouco me importando do lugar que ela havia caído.

— Amber! - grito por ela, mas não há resposta.

Aponto minha arma quando ouço um barulho vindo de algum lugar, mas eu não conseguia ver ninguém, tanto pela pouca iluminação quanto pela adrenalina que não me deixava pensar com clareza. O som de tiros do lado de fora do prédio fazia-me ficar aflito, pois algo, verdadeiramente, ruim estava acontecendo lá fora, mas eu não ia sair de dentro desse lugar sem Amber.

O mesmo barulho me faz franzir o cenho, e quando olho para trás, encontro com um homem mascarado, parado na ponta oposta do corredor. Ele segurava uma arma e a apontava para mim. Eu não precisava ver o seu rosto para saber de quem se tratava.

— Jacob! - pronuncio o seu nome, pressionando meus olhos e vendo-o movimentar-se, livrando-se de sua máscara.

— Qual a graça de um Baile de Máscaras se elas não servirem de disfarce?

— Eu reconheço um cretino como você em qualquer lugar, o seu cheiro lhe entrega. - aperto o meu maxilar. — Você tem o mesmo cheiro do seu fodido irmão. O cheiro de alguém que irá apodrecer quando eu fizer com você o mesmo que fiz com ele.

Jacob solta uma risada e balança a sua cabeça, e sua arma acompanha seus movimentos. Eu pressiono um pouco mais o meu dedo indicador contra o gatilho.

Eu podia simplesmente atirar, mesmo sabendo que ele também podia fazer isso. Podíamos os dois morrer, ou um de nós sobreviver. Mas para ele uma morte assim seria pouco, eu queria mais que isso. Eu queria fazer o seu sangue derramar e admirar, assim como fiz com Hayes, eu só deixei o seu corpo para trás quando tive certeza de que ele não respirava mais, e foi bom ver o seu sangue escorrendo e manchando o carpete velho daquele lugar. Eu apreciei cada segundo.

— Acha que falar sobre a morte do meu irmão irá me enfraquecer? - ele desdenha. — Diferente de você, Justin, eu não possuo fraquezas, tampouco feridas tão expostas. Você sabe, se eu quiser fazê-lo chorar, sofrer e sangrar, eu consigo, facilmente.

Meu corpo enrijece.

Não era uma completa mentira, afinal.

— Será mesmo que eu sou o único com fraquezas, Allen?

— Eu tenho certeza que sim. - ele balbucia e estala o seu pescoço.

— Não é o que parece quando se tem um pai mantido em um hospício. - digo em mesmo tom. Jacob não esboça reação, não uma visível, mas isso mexe com ele.

— Você já foi melhor que isso, Bieber. - diz e desvia, rapidamente, o seu olhar.

— É mesmo... - faço-me pensativo. — Então vai me dizer que Colton Allen não é um nome familiar para você?

Podíamos estar longe, mas eu sei que ele engole em seco.

— Eu não sei do que está falando. - ele diz e força uma risada.

— Finja o quanto quiser, Allen, mas eu sei que você sempre foi um bastardo. É por isso que sentiu inveja de mim desde a primeira vez que me viu?

— Inveja de você? - ele força outra risada. — Eu vim com o propósito de pegar o que você tirou da minha família, Justin. Eu por Candice.

Eu franzo o cenho.

— Você não acha que eu vim apenas pelo meu querido e falecido irmão, não é? - acompanhando minha expressão de surpresa, ele meneia sua cabeça. — Oh, você acha mesmo isso. Como você conseguiu tanto poder se não sabe ligar os pontos das coisas que estão em sua frente?

— Você fala como... - penso comigo mesmo.

— Como Marie? Éramos da mesma equipe. E a propósito... - ele faz com que está olhando em um relógio inexistente no pulso de sua mão que segurava sua arma. — Neste exato instante, estamos pegando-a de volta. Sinto muito, mas acho melhor você conseguir uma equipe mais esperta, com menos traidores, talvez.

— Não adianta tentar me colocar contra a minha equipe, a sua meretriz já tentou e não conseguiu.

— Essa não é a nossa última jogada, Bieber. - ele suspira, como se estivesse cansado de tanto falar. — Devil está morto e Samantha também. Lhe contaram isso?

— Como é?

— É uma longa história, mas digamos que Candice não é mulher de muita paciência. Você sabe disso, não é?

— A única coisa que eu sei é que irei matar você, ela e quem quer que esteja em meu caminho. - ergo um pouco mais a arma, apontando para a direção do meio de sua testa.

Mas uma nova explosão faz com que eu olhe por cima dos ombros para trás. Era como se o prédio estivesse balançando.

— Minha cavalaria chegou. Nosso jogo começa aqui. Quer fazer as honras? - ele pergunta e eu ouço tiros e mais tiros sendo disparados, mas todos no andar de dentro.

— O que você fez, Jacob?

— Você tem a chance de matar ou a de recuperar Amber. - ele diz e sorri. — Já ouviu dizer que não é algo saudável deixar uma ex-namorada próxima a sua atual? Isso pode causar um caos na vida de um homem.

Eu perco o controle da minha respiração.

— Onde ela está?

— Se eu lhe contar, qual será a graça? Meu objetivo é vê-lo sofrer, Bieber. - ele diz e sem pensar, começo a disparar tiros em sua direção.

Vejo-o apenas correr e dobrar o corredor, mas ele não revida. Pisando fundo, eu vou atrás dele e começamos uma interminável troca de tiros. Eu, agora, não me importava se fosse matá-lo ou não, e ele também não parecia querer isso, já que atirava, quase que para pegar-me de raspão, nada além disso.

— Onde ela está, Jacob? - eu grito e disparo dois tiros.

— Se ela ainda estiver viva, tenho certeza que você irá encontrá-la. - ele diz e tenta correr ao se levantar de uma pequena mesa do canto de uma das paredes onde estava escondido.

Eu apuro meus passos e o alcanço, o puxo pelo paletó, dando-lhe uma rasteira certeira que o faz ir com tudo ao chão. Viro-o para cima e acerto o seu rosto com um soco, ele revida e me acerta também.

— Eu gosto de você assim. - ele diz e consegue se levantar, jogando-me com tudo contra a parede do lado direito.

Faço uma careta e tento me levantar, mas ele agarra o colarinho da minha camisa e acerta-me com mais dois socos. Eu sinto o gosto de sangue se espalhando em minha boca, fazendo-me cuspir, mas antes, acerto-o em cheio no estômago, duas vezes.

— Eu vou acabar com você. - rosno e avanço em cima dele, chocando suas costas contra a parede do outro lado.

Mais três socos.

— Mate-me, assim eu encontro Amber na minha passagem pela fila de condenados. - ele graceja e tenta me acertar, mas eu sou mais rápido e torno a jogá-lo no chão. Jacob ri e limpa as gotículas de suor e rastros de sangue que se acumularam em seu rosto. — Você sabe que a culpa de Amber morrer será sua.

— Basta te eliminar e tudo estará acabado. - digo e acerto-o com a coronha da minha arma.

Ele urra de dor e massageia o seu rosto, começando a se arrastar pelo assoalho de madeira, tentando alcançar sua arma, eu deduzi.

— Você pensa que eu sou o único que tentará matar Amber? - ele umedece os lábios e pragueja ao sentir o sangue escorrendo por sua boca. — A vida que você escolheu para si não lhe permitirá ter um futuro, com ninguém. Sua filha sofrerá, para sempre. Amber sofrerá, para sempre. Você é um condenado, assim como eu e o meu irmão.

— Não ouse me comparar com vocês. - avanço até ele e chuto o seu estômago. — Fique de pé, eu ainda não acabei com você.

Mais um estrondo me faz olhar para trás. Eu sabia que os garotos estavam em algum lugar, mas minha maior preocupação era Amber.

— E nem irá acabar, Bieber, não hoje. Meus planos para você ainda são longos, estou apenas começando.

— Qual o seu objetivo? Matar-me e ficar com o meu dinheiro? - desdenho e rolo os olhos.

— Isso seria muito fácil. Como eu já lhe disse, eu quero o seu sofrimento, quero acabar com você quando suas forças estiverem esgotadas, eu tive a chance a anos atrás, mas esperei que se apaixonasse, pois aquele se apaixona, torna-se fraco, vulnerável e previsível. - ele tenta se colocar de pé, mas eu o jogo de volta contra o chão. Ele solta uma risada e balança a sua cabeça. — Você está cego pelo desejo de ter Amber de volta, de mostrar que a ama, de ser um bom pai. Enquanto isso, tudo acontece bem debaixo do seu nariz. Eu matei seus homens, me livrei daquele Kiran... - ele sorri ainda mais. — Você irá perder todos que estão do seu lado, tudo isso porque está completamente fisgado por alguém que irá deixá-lo. Ela é a sua única fraqueza. No mundo do crime, Bieber, uma mulher não deve ser mais que uma simples noite, porque se até nossas mães podem nos apunhalar, quem dirá aquelas que dormem ao nosso lado.

— O que eu tenho, é o que você gostaria de ter.

— Não. - ele nega com a cabeça e olha-me de maneira sombria. — Eu já tive o que você tem. Eu já amei, também, mas eu me livrei dela antes que alguém encontrasse o meu ponto fraco. Sabe o que eu vejo em sua filha? - ele sorri de escárnio. — Eu vejo o meu irmão. Eu vejo o filho que eu podia ter tido, mas vi a minha mulher ser morta e quer saber? Não me senti culpado, porque hoje eu tenho força e ninguém ocupa o espaço de onde devia estar o meu coração.

Eu não sabia o que dizer.

Suas palavras não deviam ter mexido comigo, mas mexeram.

E antes que eu possa fazer mais alguma coisa, eu ouço os gritos de Amber. Olho para trás, desesperado, e como se tudo tivesse sido premeditado, sinto uma estranha queimação próximo a minha coluna. Levo minhas mãos até o local onde sinto ter sido perfurado e vejo o sangue se alastrar pro minha camisa e a dor insuportável começar a assumir o controle do meu corpo.

Meus joelhos fraquejam. Viro a minha cabeça par o lugar que Jacob estava, mas ele não se mantinha mais no chão, agora ele andava para trás, ainda apontando a arma em minha direção. Um sorriso demoníaco se estendia por seu rosto pouco iluminado pelas luzes que foram apagadas enquanto brigávamos e levamos tudo ao chão.

— Eu lhe disse que ela era a sua fraqueza. - é tudo o que ele diz antes de sair correndo pelo corredor, mesmo tropeçando em seus próprios pés.

Sinto o ar deixando meus pulmões.

Caio de joelhos no chão e ouço a voz de Amber. Ela corre em minha direção e se ajoelha do meu lado.

— Meu Deus, o que aconteceu? - ela pergunta enquanto toca em minha mão contra o ferimento que atravessou a minha pele.

— Acho que fui baleado. - gracejo com o que eu sabia que havia acontecido, mas não tento rir, pois eu não conseguia esboçar reações.

Olho-a de canto e noto o seu vestido rasgado, seu cabelo despenteado e um corte pequeno em seu supercílio direito.

— O que houve com você?

— Encontrei aquela mulher. - ela diz com a voz trêmula. — Candice.

Isso me faz estreitar os olhos e murmurar um palavrão pela dor que eu estava sentindo intensificar-se ainda mais.

— Enquanto eu abria as portas e vasculhava as salas, eu me assustei com os estrondos e quando ia sair de uma delas, a porta se fechou e fiquei trancada com ela. - ela diz rapidamente, seus olhos parecem marejar. — Travamos uma briga. Ela parece me odiar, muito.

— Como você escapou?

— Acertei a sua cabeça com um vaso. Não sei se ela está ferida, se escapou ou... - ela suspira e olha para o sangue em minhas mãos. — Temos que te levar a um médico!

— Eu estou bem. - seguro sua mão sobre a minha ensanguentada e forço-a a me olhar. — Está vendo porque eu não quis lhe envolver nisso? Estamos lidando com pessoas que me odeiam, mas acabam lhe odiando e lhe ferindo, porque você é o que mais importa para mim.

Ela umedece os lábios e balança sua cabeça.

— Eu quero poder te ajudar. Se eu sabia de tudo o que você fazia antes e ainda fiquei ao seu lado... - ela aproxima o seu rosto do meu. — Foi por alguma razão. E por mais que ainda não saiba qual é esta razão, eu não irei te deixar.

Eu queria poder sorrir.

Eu queria poder sentir-me feliz em ouvi-la falar assim.

Eu me sentia apenas devastado, em meu limite, de tudo.

— Justin! - a voz de Ryan faz com que eu e Amber olhamos para o começo do corredor. — Que merda aconteceu nesse lugar?

— Eu lidei com Jacob e Amber lidou com Candice. - digo entre dentes. — O que vocês enfrentaram?

— Acho que matamos mais de trinta homens lá em baixo. - ele diz e quando nota eu e Amber tentando conter o ferimento, corre e se abaixa do outro lado do meu corpo. — Foi Jacob?

— Quem mais seria? Ele tentou dar-me uma lição de moral e me deixou uma lembrança. - respiro fundo. — Todos estão bem?

— Estão. Agora, vamos. Você precisa do Doutor Simon. - ele diz e me ajuda a ficar de pé.

Eu já havia sido baleado algumas vezes, e era sempre como mergulhar de cabeça no fogo do inferno. Minha pele parecia que fora rasgada por unhas afiadas e de pouco a pouco, como se a intenção fosse me torturar.

Amber abraçava-me de lado, e eu via o quão cansada ela parecia estar, mesmo se mostrando forte. Neste momento eu a via como aquela menina que me enfrentou na primeira vez que nos encontramos, mesmo sem ela se lembrar, sua essência ainda é a mesma, toda a sua audácia ainda se manteve, apesar de tudo. Isso devia ser algo bom, mas não era, não nesse mundo que eu levo.

O fodido Allen tinha razão.

— Eu disse que tínhamos que subir para encontrá-los! - Caitlin ralha e empurra Chaz que a abraçava, como se a consolasse. Ela anda até onde estávamos, descendo os últimos degraus e soca o peito de Ryan. — Nunca mais irei ouvir você, seu nerd estúpido!

— Estamos bem, Caitlin. - digo a contra gosto e ela lança-me um olhar pouco amigável. — Eu já passei por coisas piores, devia saber disso.

— O que eu sei é que podíamos ter perdido você e Amber essa noite. - ela estava, realmente, irritada. — Homens estúpidos!

— Apenas vamos para casa. Acho que todos merecemos um bom banho, algumas doses de bebidas, um médico e uma noite de sono tranquilo. - Chris diz e afasta com o pé direito um corpo do caminho.

Rolo os olhos por todo o salão e vejo vários corpos caídos. Era uma cena que poderia me assustar, assim como Amber que tinha seus olhos vidrados no sangue que escorria pelo chão e se misturavam. Notando o seu olhar paralisado, Caitlin abraça-a de lado e a afasta de mim, levando-a para fora do salão.

— Onde está Nathan? - pergunto a Ryan.

— Ele está em casa. Pedimos para que ele se certificasse que Julie e Pattie ficassem bem.

Apenas assinto.

Chaz e Ryan me ajudam a sair do salão. Eles me acomodam no banco de trás de um dos carros. Amber não quis ir com Caitlin, ela insistiu em ir comigo, e eu não queria que ela fosse longe de mim, também. Ela limpou os ferimentos do meu rosto, e beijou meus lábios, bem em cima de um corte que havia ali. Durante todo o percurso, enquanto eu sentia o suor e os calafrios em meu corpo, ela mantinha sua cabeça sobre um de meus ombros e segurava com força a minha mão.

Era tudo o que eu precisava antes de tomar a minha decisão.

Chegamos em casa e entramos. Novamente, os garotos me ajudaram, e eu me sentia cada vez mais fraco, como se litros de sangue já tivesse sido perdidos. Ao chegar no meu quarto Ryan me ajuda a me livrar da minha gravata, camisa e paletó. Deito-me na cama e sinto o calor ainda mais intenso onde fui atingido.

— Simon está na cidade vizinha, mas ele pode demorar algumas horas. - Chris entra no quarto, desesperado. — Ele nos pediu para mantermos o ferimento exposto para que não infeccione, mas temos que dar um jeito de conter o sangue ou Justin irá ficar cada vez mais fraco.

— Não podemos deixá-lo sangrando. - Amber diz com o tom de voz elevado. — Temos que fazer alguma coisa!

— Vocês tem que tirar os restos da bala. - eu digo arfando. — Faça isso, Chris.

Ele nega com sua cabeça e passa as mãos por seus cabelos.

— Eu posso foder com sua vida, homem!

— Eu já estive um pouco mais fodido que isso. Não seja um marica. Apenas faça! - o provoco e ele suspira.

— Eu preciso de uísque, uma tesoura, uma pinça de sobrancelha, fogo, água e uma faca. - ele diz para Ryan que nos dá as costas e corre para fora do quarto.

Olho para Amber que estava pálida. Ela trocou de roupa, vestindo um short qualquer e uma de minhas camisas, seu cabelo estava preso no alto de sua cabeça e ela ainda tinha a maquiagem em seu rosto. Eu me odiava apenas por ter sido o culpado por aquele corte em seu rosto perfeito e digno de ser contemplado.

— Você não precisa ver isso.

— Eu não vou sair do seu lado. - ela diz e se acomoda ao meu lado da cama, sentando-se sobre suas pernas dobradas para trás e olhando-me com cautela.

Levo uma de minhas mãos até o seu rosto e o acaricio.

— Às vezes, eu imagino como seria se tivéssemos nos conhecido em outra ocasião. Onde eu não fosse um bandido. - sorrio e mordo meu lábio inferior ao contornar o seu nariz arrebitado. — Talvez eu seria o capitão do time de futebol do seu colégio. Ou seria o cara mais inteligente do colégio.

— Eu acho que eu teria gostado de você, de qualquer forma. - ela balbucia, baixinho.

— E eu teria feito de tudo para ter você, á todo custo.

Ela sorri e beija a ponta do meu polegar que ainda percorria seus lábios macios.

— Isso vai doer, Justin. Muito. - Chris diz quando Ryan aparece tudo o que ele pediu.

— Eu irei aguentar. - digo e sinto a mão de Amber segurar a minha.

Chris se senta na beira da cama, do lado de onde havia o ferimento. Ele começa o limpando, tentando deixar minha pele sem muito sangue. O filho da mãe despeja um pouco de uísque e antes que eu solte um grunhido, ele começa a cutucar o local perfurado com a pinça, fazendo-me gritar e me contorcer pela dor. Fecho meus olhos e aperto a mão de Amber, sabendo que podia estar machucando-a, mas ela se fazia de forte, para mim; e por mim.

Depois de longos minutos de tortura com a maldita pinça, Chris passa um pouco de fogo nas laterais da faca. Ele me entrega uma toalha para que eu a morda, não preciso perguntar o que ele ia fazer, pois ficou óbvio quando sentia o aço quente pressionado contra o ferimento. Eu gritei tão alto que senti meus pulmões arderem, mas a toalha impediu que soasse tão alto.

Respirando fundo e sentindo-me banhado de suor, eu abro os olhos quando sinto que posso respirar e não agir mais como um animal selvagem. Olho para Amber, que me olhava assustada. Tiro a toalha da minha boca.

— Lembre-me de fazê-lo sofrer qualquer dia desses. - digo para Chris que limpa de sua testa o suor formado pela tensão.

— Sempre, chefe. - ele diz e vira um pouco do liquido que havia dentro da garrafa de uísque. — Eu preciso de mais.

Chris nos deixa no quarto. Ryan nos deixou a algum tempo quando disse que ia trocar uma palavra com os seguranças que restaram no armazém. Eu não me preocuparia com isso, ainda.

— Vem cá. - chamo Amber que parecia um pouco incerta. — Está tudo bem. Você não irá me machucar.

— Tem certeza?

Afirmo com a cabeça.

Ela se engatinha na cama e se deita ao meu lado, do lado contrário ao meu ferimento que ainda ardia e me fazia suar frio. Puxo-a para o meu peito e desfaço o coque em seu cabelo, vendo os fios de seu cabelo se espalhar no travesseiro ao meu lado.

— Você está tremendo. - ela diz ao sentir meu corpo estremecer.

— Não é de frio ou dor. - e de fato não era.

Eu estava estremecendo pelo que eu teria que fazer para mantê-la segura.

— Se suas memórias nunca voltarem, eu não quero que você veja apenas o meu lado ruim. - começo a dizer. — Quero que você se lembre do agora, de como eu a amei. Sei que podia ter lhe mostrado isso desde o começo, pois eu a amei, logo que coloquei meus olhos sobre a sua fotografia. Então, eu podia lhe pedir para que não se lembrasse mais de mim, seria o correto, mas eu não sei se quero seguir a minha vida sabendo que você foi capaz de me esquecer, completamente.

— Porque está dizendo isso? - ela ergue a cabeça para me olhar.

— Por nada. - eu minto. — Eu quero que você se lembre que eu sou um condenado ao mundo que eu mesmo formei, mas que também amei, tendo esperança de poder reverter algumas coisas, mesmo que todas elas fossem irreversíveis.

— Justin...

— Eu te amo, Carter. Sempre amei você.

Ela suspira e volta a colocar a sua cabeça contra o meu peito.

— Eu acho que estou me apaixonando por você, de novo, Bieber. - ouço-a dizer, bem baixinho.

Mais uma vez eu queria sorrir.

Mas tudo o que eu sinto é uma lágrima solitária escapar do meu olho direito.

Uma lágrima repleta de emoções.

Faço carinho em Amber até que ela fecha os seus olhos e dorme sobre o meu peito. Afasto-me o suficiente para que ela não acorde com meus movimentos a seguir. A porta do meu quarto é aberta e Nathan passa por ela.

— Ryan disse que queria falar comigo. - ele diz e olha para Amber dormindo.

Eu fico de pé, mesmo com uma dor agonizante.

— Eu preciso que você faça algo.

— Basta dizer. - ele responde e cruza os braços.

Olho para a minha linda loirinha. Eu queria poder ficar ao seu lado, observá-la por toda a noite, mas eu tinha que fazer mais que isso. Eu tinha que fazer o certo, para ela.

— Eu preciso que você a leve para a casa de campo. - Nathan olha-me com confusão explicita em sua expressão. — E quero que fique ao lado dela, a todo o tempo. Leve armas, munição, suprimentos, tudo o que precisar.

— Porque isso?

— O nosso inimigo abriu os meus olhos. - continuo olhando para ela. — Eu aprendi com o melhor que ser fraco, neste mundo, não é uma opção. E ela, querendo ou não, torna-me o homem mais fraco existente. Para salvá-la, eu preciso mantê-la em segurança, e isso não irá acontecer estando ao meu lado.

— Ela sabe disso?

Nathan me conhecia o suficiente para saber que certas decisões não eram tomadas com o consentimento de ambas as pessoas a minha volta.

Olho para ele e mexo, vagarosamente, os ombros.

— Apenas faça o que eu lhe disse.

— Eu farei. - ele diz e olha-me. — Porque eu e não outro dos garotos?

— Porque eu sei que você também a ama. E sabendo disso, sei que dentre todos, você não seria um traidor, pois não iria feri-la, nunca.

Cheguei a essa conclusão quando peguei Nathan no quarto do hospital, sempre que eu saia, o via olhando pelo vidro para Amber. Ele tinha o mesmo jeito de estar esgotado, com raiva e desejando quebrar tudo a sua volta, tudo porque ela estava ferida. E dentre todos no mundo, eu tinha que confiar a sua segurança a alguém que não a feriria.

Ele era essa pessoa.

— Eu juro que irei mantê-la em segurança. - ele branda.

Assinto em resposta.

Ando até ele e paro em sua frente.

Uso o resto das minhas forças e acerto o seu rosto com um soco que o faz cambalear para trás.

Ele ergue o seu rosto e massageia o lado esquerdo de seu olho que acertei.

— Porque fez isso?

— Isso é por amar a minha mulher, seu filho da puta! - esbravejo. — Agora, leve-a para o carro.

Olho pela última vez para a minha Amber e penso em gritar para que Nathan tire suas mãos dela, ao tentar erguê-la e levá-la consigo, mas se eu fizesse isso, nunca daria a felicidade que lhe prometi em uma das juras que fiz sobre o seu corpo na cama de hospital.

Talvez Jacob não tivesse tanta razão assim.

Amber não era a minha fraqueza.

Por ela, eu iria até o inferno para conseguir trazê-la de volta. Por ela, eu irei matar todos que a machucaram. Por ela, eu posso ser mais que um simples condenado ao nada.

Por ela; pela minha força. 


Notas Finais


Bom, nós estamos entrando em uma reta final da TP2. E eu pretendo finalizá-la aqui, em seguida, irei começar a postar a TP3, com a história da Julie, como já havia dito para vocês. Eu coloquei uma média de que quando a história (a primeira temporada) tivesse a marca de 100 mil exibições aqui na plataforma, eu ia retirá-la e deixar só o primeiro capítulo disponível. De fato, irei fazer isso, mas acho que deixarei por mais um tempo, pois tem leitores chegando agora e isso também é muito importante para mim e para a história, pois ela nunca teve divulgação, e se estão conhecendo, também, é graças aos leitores antigos, eu sei que vocês a recomendam, e isso me faz ficar radiante.
Portanto, a partir de dezembro, começarei a corrigir os capítulos, exatamente da forma que irá para a versão física da história. Algumas coisas foram alteradas, outra retiradas, e muitas melhoradas. E sim, em 2017, se tudo der certo (e irá dar), teremos a publicação de um livro físico da The Payment, ainda não posso contar os detalhes, mas estou muito feliz com isso e me sentindo realizada com as coisas que estão acontecendo em minha vida. Enfim, só queria contar para vocês mesmo.
Eu tenho toda a história escrita, registrada, escolha da capa, e ela impressa em mãos. Tudo nela está sendo planejado a muito tempo, e tenho muitos projetos para o próximo ano. E em tudo, eu sei que tenho o apoio de vocês, e isso é o que sempre me motivou e sempre irá motivar. Hoje, só quero agradecer vocês, por tudo, mesmo.

Até o próximo capítulo <3

Conheçam minhas novas histórias com o Justin:
Fera: https://spiritfanfics.com/historia/fera-7032153
Carpe Diem: https://spiritfanfics.com/historia/carpe-diem-6752581
Arquivo 94: https://spiritfanfics.com/historia/arquivo-94-6622678
Our Fall: https://spiritfanfics.com/historia/our-fall-6427610

Link primeira temporada: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-justin-bieber-the-payment-3723842

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