História The Penetrators - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi
Visualizações 39
Palavras 3.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Regra número três: Permaneça Invisível


Ajeitou seu Armani Exchange no pulso,  avaliando o próprio reflexo de maneira crítica frente ao enorme espelho. Os cabelos louros estavam religiosamente penteados para trás, o corpo atlético estava escondido por baixo de um Versace azul-escuro que contrastavam com os seus olhos claros. E em seus pés, um Berluti marrom clássico.  Deslizou seu olhar para o criado mudo ao lado de sua cama, pegando um dos seus perfumes italianos prediletos, após duas borrifadas – sua mãe acreditava plenamente que uma borrifada a mais fazia toda a diferença. – daquela fragrância forte, concluiu que estava pronto para deixar o cômodo.

Depois de fechar a porta atrás de si cuidadosamente, pôde escutar uma suave canção erudita do andar debaixo. Desceu as escadas com certa pressa, deparando-se com uma sala mais cheia do que o esperado por ele. Sua mãe veio em sua direção no instante em que pusera seus olhos sobre eles.

—Naruto! — seu sorriso de satisfação fez com que ele respirasse, aliviado. Temia não estar apresentável o bastante para recepcionar os amigos de seus pais. — Você está maravilhoso. — Kushina passou as mãos por seu rosto, o fitando com aprovação. — Venha, você precisa conhecer o seu futuro sogro.

Ele meneou a cabeça de maneira obediente, deixando-se ser guiado até o outro lado da sala, onde Sabaku no Rasa os aguardava pacientemente.

—Senhor Sabaku. — o loiro cumprimentou-o polidamente, do jeito que havia sido instruído a fazer durante as suas incessantes aulas de etiqueta com a Madame Beatrice, uma francesa gostosa de exóticos olhos lilás que havia o apresentado a cultura parisiense da melhor maneira possível. 

—Uzumaki. — o ruivo estendeu a mão para ele, com um aperto forte, o loiro retribuiu. — Sua mãe estava me contando que você pretende seguir os passos do pai na política.

Com certeza não. Mas, de certo, não estava em seus planos frustrar as intenções da sua mãe, ao invés disso ele pegou uma taça de champanhe de uma das inúmeras bandejas que passavam de um lado para o outro, e forçou um sorriso simpático ao futuro sogro.

—Sim... Pretendo me tornar senador algum dia. — mentir era uma habilidade que nascia com os filhos destinados a grandes feitos, como ele.

—O que não deve ser muito difícil, imagino, já que tem um instinto de liderança invejável. — Rasa o elogiou de maneira incensurável, para o gosto de Kushina que assistia a cena com um sorriso terno.

Naruto bebeu o champanhe lentamente, embora desejasse entornar o conteúdo de sua taça rapidamente, evitaria discussões desnecessárias com a sua mãe o máximo possível.

—E Temari, onde está? — perguntou com um sorriso superficial estampado em seus lábios.   A loura de olhos verdes deixava muito a desejar em alguns requisitos que ele considerava importantes, mas, o que realmente o incomodava além da voz nasalada era o seu ego, que com certeza não caberia dentro do maior avião do mundo. Arrogante exatamente como a maioria das suas candidatas que fora obrigado a conhecer, em respeito a sua progenitora de cabelos ruivos, era exatamente o tipo de mulher que ele evitava.  Entretanto, mesmo sendo portadora de inúmeras deficiências incorrigíveis em sua personalidade, ela ainda tivera a bondade de conceder-lhe algumas liberdades amigáveis, contanto que sustentasse aquela farsa de noivado por algum tempo. Então, apenas por isso, Naruto não se queixava muito, mesmo que na maior parte do tempo desejasse estrangular o pescoço longo e alvo da loira.

—Ela infelizmente não pôde comparecer, surgiu um imprevisto em Hamptons. — um imprevisto com nome e sobrenome, pensou o loiro, sem dizer nada, continuou a sorrir amigavelmente.

Continuou a puxar conversa com seu sogro, respondendo ao interrogatório com o máximo de empenho em tentar demonstrar interesse.  

Do outro lado da sala, seus amigos idiotas riam com algum divertimento do constrangimento passado pelo loiro. Era de conhecimento geral, que ele não estava nada contente com aquele noivado. Ninguém ficava. Casamentos forçados eram um rito tradicional da grande elite estadunidense, para garantir que suas linhagens fossem bem preservadas, o que não garantia nenhuma felicidade remota ou duradoura para seus herdeiros.  Naruto foi o primeiro azarado dos quatro, o que os levava as inúmeras gargalhadas.

Ninguém suportava Sabaku no Temari.

Talvez, se a noiva fosse alguém mais agradável e menos cheia de si, ele poderia agüentar tranqüilo todo o conjunto de jantares, festas e celebrações estúpidas que era obrigado a ir... Sua sorte naquela noite, é o fato de a mesma ter dado preferência ao seu imprevisto de cabelos escuros do que a ele, do contrário, não teria tanta certeza se compareceria naquele jantar informal. Todas as grandes famílias marcavam presença, e isso naturalmente abrangia os mais chegados da família Uzumaki/Namikaze, como; Os Uchihas, Yamanakas, Akasunas e Harunos.

—Cara, ainda não acredito que você terminou com a Ino. — Sasori dizia, trajando um belo terno Armani acinzentado, até mesmo o seu desleixe parecia elegante aos olhos dos pobres mortais, mas sua avó com certeza reprovaria aquele terno. Por sorte, Chyio não se encontrava na cidade, o que não impediria de ligá-lo escandalizada ao ver uma foto sua nos jornais. Ela odiava os Armani basicamente, desde a criação da marca e não escondia sua repulsa de ninguém, especialmente do próprio neto que era proibido de ter um gosto próprio. Exatamente como os seus semelhantes.  Os olhos castanhos estavam fixos na figura alta e magra da presidente sonserina, que estava deliciosamente vestida  em um Dolce Gabbana longo vermelho.

—Ela é quem terminou comigo. — o Uchiha mais velho virou a bebida em um único gole, revirando os olhos e bufando consternado ao ver sua ex transpirar beleza e indiferença entre os convidados depravados dos Uzumakis. Passou a língua pela parte superior do lábio, ele podia ser muitas coisas, mas não era idiota ao ponto de provocar a ira da loira duas vezes na mesma semana, esperaria a poeira abaixar para tentar novamente uma aproximação. — Fiquem de olho nela. — pediu, no que mais parecia ser uma ordem do que um pedido propriamente dito. Ainda doía muito olhar para toda aquela escultura e não poder fazer nada a respeito, sabia que ela não havia brincado quando o ameaçou pedir uma ordem de restrição judicial... E com esses pensamentos, afastou-se de seu irmão e do penetrator de olhos castanhos, subindo os degraus da escada apressadamente, em direção aos toaletes.

Sasuke, que de longe era o que mais tinha motivos para estar realmente aborrecido, permaneceu mudo a maior parte do tempo,  limitando-se a beber os champanhes entregues por garçons suspeitosamente sorridentes. Internamente perguntava-se se era possível que aqueles desgraçados também estivessem a par da sua terrível humilhação  no ginásio, a exatos sete malditos dias antes. Bufou inconformado, é óbvio que eles não sabiam, provavelmente tinham outras intenções – menos agradáveis de se pensar – para com ele. Esfregou o rosto com as mãos, desejando poder voltar para sua casa e então tirar seu Vanquish preto.  

A verdade é que, além de remoer aquele fatídico e humilhante episodio dentro do ginásio, ele estava irremediavelmente entediado. Toda aquela música calma estava irritando-o, e nem mesmo o fato de Naruto estar se fodendo tentando agradar ao sogro conseguia diverti-lo mais. Ele precisava de uma distração... Quando seus olhos encontraram-se por acidente com os esmeraldinos de Sakura, ele revirou os olhos. “De novo não” pensou, decidindo, enfim, ligar para Hinata. Afastou-se de Sasori, murmurando uma desculpa qualquer e então deixou o lugar.

Ao se ver novamente sozinho, o ruivo de olhos castanhos franziu o cenho. “Malditos idiotas” pensou frustrado, arrastando seus pés em direção a prima de olhos verdes.

—Oi gatinha. — disse em tom brincalhão. — Você vem sempre aqui? — exclamou, tomando o copo das mãos dela e então levando-o até a boca, sobre o olhar perplexo da estudiosa Sakura que franziu o cenho para isso.

Babaca, quis gritar, mas não era nenhuma barraqueira...Era uma dama, e ao contrário do primo, ela sabia se comportar.

—Deixe-me adivinhar, os seus amiguinhos foram galinhar e você ficou sozinho, por isso decidiu se preocupar em encher a  porra do meu saco?

—Você fala demais. — resmungou, passando as mãos pelos cabelos rubros. O fato é que ele não queria ficar sozinho ali com o medo de encontrar, por acidente, o pai da garota que havia atropelado há duas semanas antes e que segundo rumores, continuava sem se lembrar de alguma coisa. Nagato Uzumaki era um homem frívolo que era conhecido como implacável nos negócios e, principalmente com quem se mexesse com a sua filha.  — Não pode ser agradável ao menos uma vez na sua vida, Sakura? — perguntou fazendo um beicinho.

Ela revirou os olhos, e então o ruivo permitiu-se encará-la dos pés a cabeça, tinha de admitir que a garota estava maravilhosamente bela naquela noite. Não que não fosse deslumbrante todos os dias.

Tendo suas curvas escondidas por um longo Chanel rosa cor de bebê – que realçava seus exóticos fios – as costas ficavam despidas e havia um discreto corte na lateral do vestido, era simplesmente maravilhoso. Além disso a maquiagem discreta era o suficiente para reafirmar a beleza natural das suas feições femininas e delicadas, sem comprometer com o que estava por baixo do rímel e batom vermelho.

—Não com você. — a voz dela tirou-o de seus devaneios. — De qualquer maneira, estou curiosíssima para saber como os penetradores irão fazer a seleção da fraternidade.  Estamos contando que seja tão bombástico como da outra vez.

O ruivo sorriu de canto, o que deveria ser charmoso para alguma pobre desavisada.

—É surpresa. — garantiu, encarando-a fixamente, ele mordeu a língua, percorrendo a sala com seus olhos clínicos. — Você vai adorar.

—Mal posso esperar. — afirmou ela, sorrindo largamente e batendo as palmas em uma excitação incontida.

—Parece que alguém tem que começar a escutar os meus conselhos. —e ao dizer isso,  a castanha viu um jornal ser jogado  em cima de si. Franziu o cenho, pegando o exemplar com uma expressão descrente.

—Que porra é essa? — reclamou em voz alta, esquecendo-se da política de boas maneiras que havia aprendido durante o seu ensino fundamental. A ruiva, que havia recentemente raspado um lado da sua cabeça e se vestia com roupas anárquicas demais para uma instituição como a Universidade Senju, jogou-se na outra cama disponível, com os lábios crispados em desdém. Depois de suspirar fundo, tornou a dizer.

—The Penetrators. — respondeu como se fosse óbvio.

—Estou falando desse jornal de merda! — Tenten rugiu, arrependendo-se do seu modo rude e voltando a inspirar fundo. Agora, finalmente entendia o motivo para tanto desprezo coletivo em relação aquela universidade.

Era totalmente nazista, quer dizer, ela tinha certeza que aquela matéria preconceituosa e totalmente pretensiosa tinha a ver com aquele quarteto  cretino. Era tão óbvio quanto contar um mais um! Afinal, quem mais perderia seu precioso tempo vigiando os seus passos para, em seguida, espalhar por todos os cantos do campus aquela merda?!

A manchete começava da maneira menos insinuante possível;

“Após humilhar o líder do time de basquete, e também vice-presidente da fraternidade Slytherin, a caipira fora flagrada em uma discussão calorosa com um dos professores mais rejeitados pelos alunos, e obviamente, estou falando de Orochimaru. Parece que temos outra rebelde sem causa no campus. Seria alguma trama para colocá-la no topo da pirâmide universitária? Já vimos esse filme antes... Não é mesmo Tayuya?”

Ela nem se deu ao trabalho de terminar de ler a manchete, cujo titulo não poderia ser mais original: A Usurpadora – uma caipira ambiciosa em Senju II. Ela mordeu os lábios, balançando a cabeça em reprovação total. Que filhos da puta!

—A verdade é que ninguém sabe quem está por trás desse jornal — ouviu Tayuya dizendo, e forçou-se a prestar atenção nas palavras da sua colega de quarto. — Costumava ser um blog anônimo, a la Gossip Girl, mas quando alguns nerds conseguiram hackear da primeira vez, resolveram voltar algumas décadas atrás e instaurar o jornal mais destruidor e escandaloso de todos, vide, esse aí mesmo que está nas suas mãos.

A morena amassou o exemplar, com as mandíbulas cerradas.  Em que planeta aqueles anormais viviam? Arrependeu-se de fazer a pergunta, mesmo que mentalmente, e resignou-se a menear a cabeça, pensativa.

—Acho que não causei uma boa impressão nessa fofoqueira de merda. — comentou em voz alta. — Para só então se disporem a escrever algo a meu respeito...

 —Era muito melhor permanecer invisível. — Tayuya arqueou a sobrancelha, fitando-a de maneira penetrante. — Você deveria ter permanecido invisível. — voltou a dizer, com insistência. — Agora que finalmente conseguiu chamar a atenção dos Penetrators,nem o Sasuke e nem o Profeta Diário vão deixá-la em paz.

Ela franziu o cenho.

—Sasuke?

A ruiva jogou uma almofada em sua direção, que ela esquivou-se com certa facilidade, sem desmanchar o cenho franzido.

—Sasuke Uchiha, aquele babaca de olhar enjoativo que você fodeu sete dias atrás! — ralhou com impaciência. Tenten coçou a nuca, por quê aquele nome lhe parecia tão familiar? É claro, já tinha percebido que eles eram meio que importantes por ali... Mas, não era somente isso, ela tinha certeza de que já havia escutado aquele nome em outro lugar antes! Então, por que não conseguia lembrar?

A morena abriu a boca, prestes a dizer algo, quando seu celular começou a vibrar incessantemente. Voltou seus olhos para o visor. “Pai” com a garganta seca, ela pegou o aparelho e deixou o quarto praticamente voando. Voou degraus abaixo, com uma velocidade imbatível até chegar ao gramado do lado de fora da república Gryffindor.  Não poderia deixar Tayuya saber que, mesmo que indesejadamente, ela também pertencia à panelinha. Céus, nunca odiou tanto sua origem quanto naquele momento!

—Pai? — perguntou receosa, escorando-se em uma arvore, a alguns metros de distância da república. Ela só não contava com uma coisa: justamente o diabo que ela queria tanto evitar, estava observando-a de cima de uma arvore, mordiscando um pedaço da banana que tinha nas mãos. Sasuke odiava admitir, mas estava obcecado em destruir aquela coisinha magricela... E por isso, passou a segui-la de perto. Faria bom uso de qualquer informação que descobrisse!

Felizmente, a morena não pareceu consciente de sua presença e ele manteve-se precisamente imóvel, escondido por um galho e outro, sentia-se um soldado treinando a arte da camuflagem.

—Não! —ouviu-a dizer, aos gritos. — Eu não vou para o Uppear East Side esse fim de semana e com certeza não irei ao próximo! — nesse ponto Sasuke parou subitamente de mastigar. “UES?” — Porque eu estou ocupada com as provas semestrais, papai, é por isso.

Ele sentiu um sorriso diabólico nascer em seus lábios, enquanto fitava-a com uma curiosidade lascívia.

—Posso ser uma Hatake, mas também sou uma Nohara.

Os olhos ônix arregalaram-se ao reconhecer aquele sobrenome. Hatake? Então a caipira não era, de fato, uma caipira quanto aparentava ser? Aquilo seria bastante interessante. Continuou paralisado no lugar, esperando que ela se afastasse para poder descer... Faria muito bom uso daquelas descobertas.

O Profeta Diário que o dissesse.

Com um sorriso dissimulado nos lábios, a loura esforçava-se em tentar fingir que prestava atenção nas palavras ditas pela sua progenitora. Mas não conseguia evitar pensar em estapeá-la com força no rosto.  Então, certo, seu relacionamento com o Uchiha mais velho era segredo até então, mesmo assim ela não conseguia reprimir a necessidade de gritar umas verdades para a sua matriarca, antes de qualquer coisa ela ainda era casada com seu pai, um homem bondoso e amável que adorava a família acima de qualquer coisa. Inoichi era perfeito aos seus olhos e aos olhos da sociedade de Chicago: não era maníaco compulsivo por trabalho ou mulheres, e sempre cedia as vontades de sua mãe, para sua desgraça, uma das médicas mais bem sucedidas do país e reitora da sua universidade, na qual ela tinha obrigação de ser a melhor em tudo. Um fardo muito difícil de ser carregado, principalmente agora, quando descobria que sua mãe não era a mulher que ela pensava que fosse e que, definitivamente não merecia nenhum dos seus esforços. Inspirando fundo, Ino levou o garfo até sua boca, mordiscando o pedaço de tofu como se fosse um delicioso chocolate belga. Depois de tê-lo engolido, bebeu um pouco de uísque para ajudar na digestão, não era nem de longe a sua bebida preferida, mesmo assim era preferível ao lugar da água.

Tsunade andava por todos os lados, gesticulando com eloqüência, falando incansavelmente sobre um assunto que fugia da compreensão da mais nova. Mas ela sabia: a mulher estava nervosa, bem perto de ter um de seus famosos ataques generalizados.  Forçou-se a sair de sua própria mente e a escutar, de fato, o que ela tinha para dizer.

—Então, filha? — a mais velha parou finalmente de andar, de pé a sua frente, tinha um sorrisinho repulsivo nos lábios. A mais nova disfarçou a frieza em seu tom de voz, ao questioná-la sobre o que estava falando. A resposta veio logo em seguida. — Como está os preparativos para a festa das irmandades?

—Está indo bem. — garantiu,com toda a falsidade que havia aprendido ao longo da sua vida. — Na verdade, estou pensando em adiar a data para que os mais novos possam participar. — contou alegremente.

—Será um evento memorável. — afirmou Tsunade, acariciando os fios dourados da filha, que volta e meia encarava seus seios com certa raiva. A imagem de Itachi apalpando-a não saia de sua cabeça, por mais que tentasse pensar em outras coisas... Levantou-se com brutalidade, afastando as mãos da loira com tudo. — Alguma coisa a perturba querida?

Ela arqueou a sobrancelha. “Você me perturba” poderia ter dito, preferiu substituir por uma frase menos impactante e que não lhe rendesse um interrogatório indesejado.

—Estou pensando nos preparos da festa. — disse simplesmente, o que pareceu convencer a mais velha, mesmo que por uma fração de segundos. — Nos vemos mais tarde, na universidade. — prometeu, apressando os passos em direção a escada e fingindo não escutar o chamado da sua mãe.

Chegando ao andar de cima, mais precisamente ela preocupou-se em fechar a porta atrás de si antes de se desmanchar em um  choro melancólico e amargurado. Colocou as mãos  na boca, tentando abafar um grito histérico enquanto deixava que o corpo caísse ao chão invariavelmente. Estava farta de tudo aquilo; todos os seus esforços não pareciam ser o bastante, no fim de tudo, ela sempre era a segunda opção dos outros, sentia-se apenas um estepe facilmente descartável e odiou constatar que talvez o seria para sempre. Estava condenada a viver as sombras da imagem perfeita da sua progenitora! Deixou as lágrimas rolarem com abundância, ainda envaidecida com o rumo patético que sua vida estava levando. Poderia perdoá-lo por ter trepado com qualquer uma do campus, até mesmo uma pobretona que não tivesse onde cair morta! Ela poderia perdoar qualquer ato imoral dele, tinha essa bondade... Mas nunca iria perdoá-lo por tê-la traído com a sua própria mãe. Isso nunca! Ainda amargurada, Ino fitou o próprio teto. “É esse o preço que tenho de pagar por ser quem eu sou? Por ter nascido rica?” pensou zangada, em meio aos soluços. Levantou-se um tanto cambaleante e andou em direção a sua cama, abrindo a gaveta do criado-mudo, deparou-se com um diário de capa preta, na primeira página do diário havia uma foto dela e dos dois irmãos Uchihas quando ainda era criança... Tinha apenas oito anos na época, juntamente de Sasuke, seu melhor amigo, enquanto o seu algoz estava prestes a completar quatorze.  Ela arqueou a sobrancelha, crispando o lábio com desdém.

Não, ele não iria sair impune. Ino não permitiria isso, ainda tinha seu orgulho idiota!

Após finalizar o catalogo de apresentação da irmandade sonserina, a Haruno enviou um modelo para a presidente e também sua melhor amiga de infância avaliar. Sabia que alguma coisa realmente séria havia acontecido, embora ela se recusasse a dizer, estava nítido pelo seu olhar. Suspirou, preferindo evitar esses pensamentos, já que tinha muita coisa com o que se preocupar naquele dia. Deixaria para confrontar a Yamanaka em um momento mais propicio, quando esta se sentisse preparada para desabafar. Enquanto isso, ela sorria orgulhosa de sua arte digital; não era apenas um rostinho bonito, como seus colegas gostavam de afirmar, era muito esforçada e indiscutivelmente muito inteligente. Ela não fingia modéstia quanto aos fatos óbvios; era boa em absolutamente tudo o que se dispusesse a fazer! Terminando de postar catalogo, partiu para os banners da festa, selecionando algumas fraternidades aliadas e até mesmo as rivais – com o intuito, naturalmente, de aborrecê-las.

Tendo terminado a sua missão, ela permitiu-se sorrir aliviada. Havia conseguido finalizar tudo no prazo, que ela própria havia estipulado dentro da sua cabeça e não havia nada no mundo mais gratificante do que isso. Fechou o notebook e levantou-se da sua cama, deixando o cômodo segundos depois com um olhar brilhante, desfilou pelos corredores em direção as escadas.

Chouchou perguntou alguma coisa para ela, mas não conseguiu prestar atenção na fala da garota,  precipitando-se pela porta principal da república, tinha urgência em chegar em outro lugar... Foi interceptada por uma das calouras, que tinha as mãos trêmulas e os olhos arregalados em descrença, enquanto lhe entregava o mais novo exemplar do Profeta Diário. Instantaneamente a rosada parou de andar, com o coração batendo em um ritmo acelerado, do outro lado aparentemente tinha uma matéria falando a respeito do jogo de basquete épico da semana passada, porém, isso definitivamente não lhe interessava.

O que a estava interessando, naquele momento, era a matéria escrita envolvendo seu nome. Ela escancarou a boca perplexa.

“Bom dia, estudantes de medicina e perdedores! Quando fundei o Profeta Diário a fins jornalísticos, me fiz um juramento de que nunca publicaria algo sem ter cem por cento certeza sobre seu acontecimento. Afinal, todos estamos cientes do quão nocivo pode ser uma desinformação, ocasionada pela falta do que fazer e de objetivo de certos alunos. Traduzindo, um boato pode ser destruidor.  Não importa a intenção de quem o tenha inventado, um boato é sempre um boato não é mesmo?

Tendo dito isso, gostaria de dizer que houve toda uma investigação por trás dessa matéria, que vos publicarei agora. Vocês sabem que tenho meios muito eficientes de descobrir a verdade, não é mesmo?  Chega de falar da minha pessoa! Esse artigo não é dedicado ao meu egocentrismo ou as minhas filosofias baratas... E sim, a nossa queridíssima e perfeitinha, a intocável e desejável Sakura Haruno.

Estou profundamente feliz por ser a primeira a desejá-la os parabéns pela a gravidez, Sakura. Agora a duvida que não quer calar, e sinto muito se estou sendo muito indiscreta (risos cibernéticos) mas, o mundo e eu precisamos saber: Afinal de contas, quem é o pai do seu bebê? Seu primo, legítimo, que a desvirginou em um carro velho ou o nosso Penetrator loiro mais gato de todos os tempos?

Eu aposto no Akasuna.

A propósito, o que acha de ser, novamente, o maior corno da universidade, Sabaku? Já devemos mudar o mascote da  sua república para um touro, não é mesmo?”

Cambaleante, Sakura sentiu suas pernas fraquejarem, sendo rapidamente amparada pelas demais sonserinas que a fitavam com hesitação e preocupação. A última coisa que ela escutou antes de sucumbir a escuridão, era a voz de Chouchou gritando roucamente o seu nome.

—Sakura! Sakura! — dizia, tentando acudi-la sem sucesso.



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