História The perfect imperfection - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Belieber, Drama, Justin Bieber, Romance
Exibições 56
Palavras 1.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi amorzinhos, I'm Back com mais um cap. Espero que gostem, beijinhos e boa leitura

Capítulo 2 - More problems


Sasha Collins

   O despertador toca e eu me levanto um pouco lerda, meus olhos, bochechas e nariz doem por conta dos socos da noite anterior e minhas pernas bambeiam como folhas de papel em ventania. Chego até o banheiro e lavo meu rosto. Observo no espelho a imagem de uma menina loira praticamente esquelética e tão branca que chega a ser pálida. O azul dos meus olhos estão apagados e sem vida, o que torna meu olhar triste. Meu rosto ganhou um novo hematoma e eu tenho um pequeno corte no supercílio que não me lembro onde o fiz. Pego um pequeno estilete na gaveta da pia e passo com um pouco de força em meu braço, até ver as bolhas de sangue subirem para a parte superior do braço logo em seguida. Me sinto melhor por alguns minutos e entro no banho, os cortes ardem e as lágrimas são levadas com gotas do chuveiro, fecho meus olhos por alguns minutos e logo depois saio do banho.

   Visto o uniforme escolar, coloco um casaco por cima e me maqueio. desço e tomo café; torradas com manteiga. A lembrança de minha mãe me servindo toma conta da minha cabeça — saudades — digo com o pequeno sorriso que se formou em meu rosto. Saio de casa e ando em direção ao ponto de ônibus enquanto escuto minha música nos fones de ouvido "dollhouse". Chego ao ponto e o ônibus passa logo em seguida, faço sinal e entro no mesmo.

   Desço no ponto de sempre e atravesso a pequena estrada de terra para cortar caminho como sempre e chego a escola rápido. Vejo Emma e vou até ela andando calmamente — oi docinho — digo e enfio meu rosto na frente de seu livro com um sorriso no mesmo.

   — Odeio quando faz isso — Ela empurra minha cabeça e sem querer aperta um dos lugares doloridos em meu rosto, me fazendo protestar com um "Ai!" — Desculpa desculpa meu Deus desculpa —  Ela disse acelerada.

   — Está tudo bem, já passou — Pego sua mão e puxo para que ela se levante — Vamos — Agarro em seu braço e seguimos em direção ao corredor das salas, entramos na nossa e nós sentamos lado a lado. Conversamos um pouco até que o professor chegou na sala e nós começamos a prestar atenção na aula e em todas as aulas seguintes.

(...)

   — Vamos no shopping hoje Sasha — uma menina disse antes de sairmos da sala — Eu não posso — Disse logo em seguida e arrumei minhas coisas na mochila saindo da sala de aula.

   — Você já vai fazer 17 anos Sasha, uma hora você vai ter que sair e fazer coisas de adolescentes normais e ele não vai poder te punir — Emma disse enquanto andávamos para a saída da escola.

   — Mas eu não sou uma adolescente normal, eu não vou ter uma adolescência normal nunca Emma.

   — Por favor, apenas tente Sasha, tente — Ela segura meu braço e o aperta enquanto olha nós meus olhos — Por mim.

   — Tá bom Emma, eu vou tentar ir ao shopping hoje com você e as outras meninas — Um sorriso se forma em seu rosto e nos despedimos.

   Vou até o ponto de ônibus e ele chega algum tempo depois, entro me sento e olho os lugares que passam rápidos na janela. Chego em casa uns vinte minutos depois de pegar o ônibus, as luzes estão apagadas e ele ainda não chegou. Entro em casa e aspiro um pouco o ar, não tem cheiro de drogas, não tem cheiro de álcool, não tem cheiro de cigarro, não tem o cheiro de morte que aquela casa costuma exalar. Subo as escadas correndo e pego algumas roupas em meu pequeno armário e jogo todas em cima da cama, analisando cada uma pra ver qual seria a melhor para se usar em um passeio ao shopping. Pego um saia branca de cós alto que vai até um pouco depois da meia coxa, uma blusa preta solta que cobre o cós da calça e amarro um casaco em minha cintura. Enquanto me maqueio cantarolo algumas musicas, eu realmente estou extremamente animada para isso, tem muito tempo que não saio com amigas.

    Coloco um tênis branco da adidas e arrumo meu cabelo, me olho no espelho.

    — Você é linda e forte — Saio do quarto saltitando e desço as escadas indo para a porta, pego um papel e faço um bilhete avisando onde estava indo e a que horas voltava.

   Saio cantarolando de casa e pego meu celular para chamar o Uber, sento na calçada e observo a rua. Ouço meu celular tocar "Chamada Face time: Desconhecido" leio no visor, atendo a chamada meio receosa e não ligo minha câmera. Um homem aparece em frente à câmera "Seu irmão está nos devendo 200 mangas, acho melhor você vir pega-lo com o dinheiro ou ele será morto" Uma imagem de cody com o rosto inchado e a boca sangrando aparece na tela do celular e o homem desliga, uma mensagem chega em seguida com o endereço e antes de ver onde era eu escuto uma buzina, olho pra frente avistando o uber estacionado. Meu coração se aperta quando entro no uber e dou o endereço de onde meu irmão está.

(...)

   Um galpão abandonado, com alguns drogados ao redor parecendo zumbis, esse era o lugar onde meu irmão estava e iria morrer? Por conta de 200 reais? Entro no galpão e vejo o homem que fez a chamada para meu celular, ele caminha em minha direção e sem falar nada faz um sinal para que eu o siga. Ando atrás dele sem dizer uma palavra e meu coração acelera ao entrar em uma sala e ver cody totalmente ensanguentado.

   — Ai meu Deus! — Jogo minha bolsa no chão e vou até ele correndo mas dois homens de estatura alta e forte pegam em meus braços e me levam de volta para a entrada da sala — Antes, o dinheiro — O homem da chamada de vídeo fala e eu corro em minha bolsa pra pegar, dou a ele os 200 reais que eu iria para o shopping e corro até Cody o segurando e levantando seu corpo com o apoio do meu.

   — Ela precisa ser marcada, Giovanne — Um homem negro diz ao entrar na sala — O chefe mandou.

   —  "Marcada"? O que isso significa?

   Um homem caminha até mim com uma barra de ferro e eu vejo que na ponta dele está uma vermelhidão de fogo. Rapidamente ele abaixa minha cabeça e gruda a ponta quente do ferro em minhas costas me fazendo gritar enquanto sinto a dor da minha pele queimando. Minhas costas se encolhem e meus braços se afrouxam do corpo de Cody fazendo com que ele quase caia antes que eu consiga me equilibrar novamente e o segure. — Filhos da puta — Eu grito e em seguida levo um tapa em meu rosto.

    — Não fale da minha mãe sua vadia — o homem com o ferro gritou. Saio do galpão segurando cody e  assim que saímos ele vomita em meus sapatos — os únicos que eu tinha. Ligo pra Emma quando entro no ônibus e aviso que não vou poder ir, fecho meus olhos e deito a cabeça no assento do ônibus pensando em o quanto minha vida é uma merda.

(...)

   Chegamos no ponto e eu ajudo Cody a caminhar até em casa, assim que entramos o sento no sofá e faço alguns curativos em seu rosto. Esquento uma água e o coloco no banho, tiro o sangue de todo seu corpo sem que ele diga uma palavra. Dou a ele roupas para que se vista e ele se deita em sua cama.

   — Obrigada Sasha, e me desculpa, por tudo — Ele segura meu braço enquanto e sussurra com sua voz de choro — Está tudo bem Cody, isso nem chega a ser um problema pra mim — Rio e mostro os cortes em meu pulso — Apenas mais marcas.

   Saio de seu quarto e vou em direção ao meu, tiro a roupa suja de sangue e os sapatos vomitados, limpo o chão da casa e o sofá que ficou sujo do sangue de Cody e logo depois como alguns biscoitos sentada na bancada da cozinha. Ouço o barulho da porta e viro meus olhos para a mesma

   — Oi — a voz masculina de Antony adentra a sala e eu sinto os calafrios de sempre, saio da bancada e sem dar nenhuma palavra vou até meu quarto e visto uma das lingerie que ele comprou para usar com ele, o que faz com que eu me sinta uma puta. Vou ao seu quarto e me deito na cama, à espera de mais uma noite torturante em que teria que sentir aquele homem sujo em mim.

   — Veio sozinha hoje? Meus parabéns — ele se deita por cima de mim e eu viro meu rosto de lado para não sentir seu cheiro horrível, suas mãos sujas passam pelas minhas cinturas e coxas chegando na parte da bunda e apertando, até que eu sinto seu membro penetrar minha intimidade. Hoje em especial eu tenho a impressão de ter deixado meu corpo, não sentia mais dor e muito menos prazer, havia me tornado um cadáver nessa noite, eu não estava sentindo nada, o que o irritou e me causou alguns tapas e socos. Eu não estou chorando, nem gritando e nem sentindo dor, como sempre costuma  acontecer. Espero ele chegar ao seu ápice e saio do quarto sem dizer uma palavra, entro em meu quarto e resolvo tomar banho pra tirar os toques daquele homem sujo de meu corpo. Enquanto tomo banho sinto minhas costas arderem — A "marca".

   — O que será que é? Saio do banheiro e troco minhas roupas, me olho de costas no espelho e vejo o reflexo da marca em minhas costas que formam duas letras.

   — JB — falo um pouco confusa e em seguida me deito na cama pra dormir — quem seria JB? — Me pergunto e logo depois me ajeito para dormir, caindo no sono em seguida.



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