História The Pianist - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Musica, Sasusaku
Visualizações 11
Palavras 900
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Me desculpem pela demora, prometo não demorar para postar o próximo.
Capitulo pequeno, mas necessário. Espero que gostem. Tenho um pequeno aviso pra dar para vocês:
A fanfic está acabando.
Boa Leitura!!

Capítulo 3 - Competição


No dia seguinte, faltavam apenas três dias para a competição e eu acordei cedo, começando a ficar ansiosa com tudo. Passei a tarde e o começo da manhã em frente ao piano e, às quatro horas da tarde, fiquei surpresa em ver Mikoto Uchiha passar pela porta. Ela sorriu feliz em me ver.

     -Professora! – gritei atirando-­me em seus braços. Nunca ficara tão feliz em ver alguém na minha vida.

     -Como está, Saky? – questionou retribuindo o abraço.

     -Estou bem, professora! – ela sorriu satisfeita.

     A senhora Mikoto era como uma segunda mãe para mim, tantos foram os anos que passamos juntas naquela sala de música.

     -Como a senhora está? Melhorou completamente de sua anemia?

     -Eu estou ótima! Recuperei-­me mais cedo que o previsto – comentou.

     Ela me analisou durante alguns segundos e arqueou uma sobrancelha. Agora eu sabia onde Sasuke aprendera a fazer aquilo, reparei sem conseguir evitar.

     -O que foi que aconteceu, hein?

     -Do que está falando, professora?

     -Ah! Só estranhei que na semana passada o Sasuke estivesse tão feliz em lhe dar aulas e do nada ele tenha precisado sair e resolver alguns problemas – ela comentou séria. – Aconteceu algo, querida? Neguei com a cabeça, fingindo um sorriso sincero.

     Nem eu sabia o que tinha acontecido, mas eu tinha certeza de uma coisa: Mikoto sabia que eu estava mentindo. Ela ainda me analisou durante algum tempo, mas depois deu de ombros e guiou-­me até o piano.

     Finalmente chegara a hora de praticar minha música favorita, a sonata para piano número dezesseis, de Schubert. Como era a música que eu mais gostava e a primeira que eu conseguira tocar depois de apenas ouvir, toquei-a com o coração e foi muito mais fácil sem a pressão de querer impressionar o cara perfeito ou de tentar ser a melhor sempre.

     Éramos só eu e o piano.

     Logo que terminei, minha professora aplaudiu em pé e disse que eu estava perfeita. Era raro grandes elogios dela, porque ela sempre dizia o quanto as pessoas sempre podiam continuar melhorando, mas ela sempre ficava assim, alegre e orgulhosa quando eu acertava.

     Mesmo feliz em ter recebido suas salvas, a única coisa que eu conseguia pensar era nos sorrisinhos pequenos, mas significativos, de Sasuke.

     -Droga – murmurei abaixando a cabeça.

     -O que foi, Saky? – perguntou Mikoto aproximando-­se de mim. -Sasuke te fez algo?

     -Não... Eu quem não fiz o certo – admiti e duas lágrimas solitárias escorreram de meus olhos. – Professora, posso te pedir um favor?

[...]

     Respirei fundo. Aquele frio na barriga era o mesmo de sempre. Mesmo sabendo que eu iria me sair bem, a ansiedade me dominava antes de entrar no palco. Era o dia da competição.

     Meu vestido creme caía bem em todos os lugares que deveria e me dava o ar de seriedade que faltava em meu rosto de criança. Respirei fundo mais uma vez, recordando­-me do que pedira a minha professora.

     Engoli em seco pela décima vez e me preparei quando chamaram meu nome. A primeira seria a sonata de Schumann, como na ordem em que eu treinara. Entrei no palco com uma salva de palmas e olhei pela platéia. Nada. Sasuke não estava ali.

     Suspirei, mas mantive minha postura firme e toquei da melhor maneira que conseguia.

     Imagens de nossas aulas e conversas vieram misturadas a imagens de todo meu tempo treinando à minha mente e senti-­me feliz conforme a música foi aumentando seu ritmo.

     Cheguei ao seu final de forma quase majestosa e, quando a última tecla foi tocada, o teatro caiu em silencio e, depois, uma salva de palmas ecoou pelo local. Agradeci e sai. Éramos obrigados a esperar sozinhos, nos corredores ou nos camarins, até a segunda fase.

     Seria uma competição de um dia, já que os participantes foram escolhidos a dedo pelos organizadores e professores da faculdade da Academia de Música Royal, uma parte da Universidade de Londres. Lembrar-­me daquilo fez-me bater o pé de maneira nervosa. E, mesmo com toda aquela tensão, eu ainda tinha esperanças que ele chegaria, precisava contar o que realmente tinha acontecido.

     Não demorou muito para os jurados escolherem e eu fui uma das poucas que passou para a próxima fase. Respirei fundo mais uma vez e esperei que meu nome fosse chamado. Eu já tinha minha música definida quando subi ao palco novamente.

     A segunda música seria Pathetique e, quando não o encontrei na platéia novamente, quase desabei no banco triste. Toquei a música, novamente, da melhor maneira que podia, sabia que não poderia decepcionar minha família mesmo estando tão chateada. Enquanto tocava, dessa vez, apenas imagens dele voltaram a minha mente. Seu cheiro. Seu cabelo. Suas expressões. Mas, principalmente, a música a qual me apresentara nesses últimos dias. Como eu gostaria de poder ouvi-­lo mais.

     Terminei a música calmamente e controlei minha vontade de chorar. Encontrei meus pais e minha professora na platéia, além de alguns conhecidos da faculdade, mas ele não estava ali. Sai do palco e fui direto para o camarim, precisava me acalmar e garantir que estaria bem para a próxima fase, se passasse.

     As luzes do camarim estavam apagadas e eu as deixei assim. Joguei-­me em uma cadeira e apoiei minha cabeça na bancada no espelho. Aquela fora minha pior execução de Beethoven e tudo por causa de um medo bobo de admitir gostar de alguém.

     Eu tinha certeza que tudo aquilo era culpa minha e da minha inabilidade em lidar com sentimentos quando não se tratavam de música. 



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