História The Pirate - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Hinata, Naruto, Romance
Exibições 70
Palavras 3.839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


oieeee, desculpem a demora, esse cap n ta mto grande mas vcs n tem ideia de como foi DIFÍCIL escrever ele, sem contar q tão poucos comentam, dá ate uma desanimada...

boa leitura!

Capítulo 6 - A Ino é avó dela? Hinata Hyuuga, eu sou a Ino.


Fanfic / Fanfiction The Pirate - Capítulo 6 - A Ino é avó dela? Hinata Hyuuga, eu sou a Ino.

Abri meus olhos devagar, os forçando a se acostumar com a claridade do Sol refletida no mar. Virei para o outro lado, com muito interesse em acordar, nossa.

Percebi que estava na grande cama macia, vestida e sem nenhum sinal do Naruto.

Juntei as sobrancelhas e me sentei na cama. Olhei ao redor, do mesmo jeito de ontem de manhã, a única alma viva naquele recinto era somente eu. Bufei, conseguindo fazer a proeza de tirar uma mecha de cabelo dos meus olhos, porque eu não estou surpresa?

Eu me levantei um pouco bamba e fui até o banheiro. Olhando no espelho, dava para perceber as marcas roxas no meu pescoço. Aliás, até as minhas pernas estavam assim. Foi quando olhei para baixo que reparei o que estava vestindo: a camisa de botões do Uzumaki e nada mais.

Bem, pensei pelo menos aquilo tudo não fora um sonho. Voltei os olhos novamente para o espelho. Uma pequena dor se espalhou no meu peito. Decepção, talvez.

O que você esperava? Ele é o Uzumaki, incorrigível se lembra?

Cala a boca consciência. Suspirei novamente.

Por mais que odeie admitir, Naruto era mesmo incorrigível. Isso não ia mudar. E, infelizmente, eu acho que estou começando a realmente gostar por ele ser assim: incorrigível, rebelde e... bem, eu gosto por simplesmente ser Naruto Uzumaki.

— Bom dia, Hinatinha!

Naruto praticamente arrombou a porta, gritando porta adentro, me fazendo dar um pulo tão alto que eu quase me pendurei no lustre. Eu olhei com os olhos totalmente arregalados para ele, minha vontade de matar aquele imbecil não era pouca.

Ele foi se aproximando, com os braços abertos e um sorriso de cegar os olhos. Enquanto eu parecia uma zumbi, ele era um raio de Sol.

— Então, você dorm...

Não deixei ele terminar, fui na direção dele e fiz algo que nem eu sabia que tinha força para fazer. O peguei pelo pulso e o joguei por cima do ombro. Naruto caiu com um baque surdo no chão e ficou lá, com uma careta de dor misturada com uma perplexidade realmente explicita.

— Acho que você a Karui não deviam andar juntas, vocês estão começando a ter o mesmo prazer em me torturar.

— Muito engraçado. — revirei os olhos. Ele se levantou com sorriso torto de volta ao rosto.

— Isso foi porque eu não fiquei aqui até você acordar?

— Não sou tão possessiva assim, Uzumaki.

— Naruto.

— Entenda querido, eu não vou te chamar de Naruto quando estou com raiva de você.

— E porque você está com raiva de mim?

— Porque você me assustou, paquiderme.

Ele deu uma risada e me deu um selinho, me abraçando.

— Para um pirata, você está muito romântico. — comentei.

— Ora, querida, eu sou um romântico impagável.

Eu gargalhei. Soltei-­me dos seus braços e voltei para frente da pia do banheiro.

— Claro. — eu disse, ainda analisando como eu poderia esconder aquelas marcas. — Até Romeu e Julieta você sabe.

Ele fez uma careta quando eu mencionei isso.

— Lia clássicos forçado. — ele deu de ombros.

— Pelo visto, isso deu certo.

Ele deu um sorriso malicioso para mim. Eu apenas revirei os olhos e perguntei:

— Então, gênio. Sabe de algum jeito de esconder essas marcas?

— Não acho que é preciso.

Eu o encarei.

— Naruto, algumas deixaram o estágio roxo e foram para o negro.

— E daí? Todo mundo sabe o que aconteceu.

— Você contou para eles?

— E precisa? — ele sorriu. — Você geme um cadinho alto demais, Hinata. Meio que todo mundo escutou.

— Ah, céus.

Eu me encarei no espelho, colocando os cabelos para trás. Tudo bem. Não é o fim do mundo. Todo mundo iria saber mais cedo ou mais tarde. E eu não me importo o que eles vão achar ou não. Apenas vou levantar a cabeça e não dar à mínima. É o que eu faço. É o que eu sempre faço.

— Mas se está tão preocupada — Naruto disse. —, a Tenten mandou mais algumas roupas e um troço em pó bege.

Santa Tenten!

Eu suspirei e peguei o montinho de coisas da mão dele. Naruto piscou para mim e foi andando até a porta, antes de sair ele virou para mim e disse:

— Você poderia usar o corpete laranja. — ele sorriu. — Deixaria esse pirata muito feliz.

Revirei os olhos com um mínimo sorriso e comecei a me arrumar. As roupas que a Tenten me deu eram praticamente as mesmas: calça justa com botas da mesma cor escura, uma blusa de botões toda em renda e o bendito corpete laranja, no mesmo modelo do outro.

Fiz a mesma coisa que fizera da última vez com o lenço, colocando em volta da cintura, com a adaga logo acima. Tenten também colocara brincos de argola grossas de ouro, que eram um pouco pesados, mas eu os coloquei mesmo assim. Ela também colocara uma bainha com uma pistola que fazia o estilo cinta-­liga: a mesma que a Karin usava para prender a arma na coxa. O pó-­de-arroz deu um jeito nas malditas marcas, ainda bem. Deixei o cabelo solto e saí da cabine.

 

A Karui me disse que o nosso destino era a Baía da Névoa.

Na verdade, era uma pequena ilha com uma floresta que mesmo de dia te dava arrepios. E só para melhorar as coisas ali era o lugar de várias feiticeiras nada amigáveis. Por sorte, íamos a mais pacifica delas, segundo o Kiba.

Mas, parando para pensar, o Kiba também disse que pimenta malagueta não ardia muito.

Karin estava falando alto algumas ordens para que todos a ouvissem no convés. Naruto estava do lado dela, mais interessado na ilha do que nas regras da irmã, que ele com certeza já ouvira muitas vezes.

Choji estava no timão, como sempre, tomando cuidado para não chegar perto da margem de mais e encalhar.

— Olá, Hinata.

Karin apareceu sorridente ao meu lado, ela não me assustara, embora tenha chegado tão silenciosamente que eu nem percebera.

— Eu ia perguntar se você dormiu bem, mas é melhor eu deixar para lá. — ela comentou, tentando não rir, enquanto eu sentia meu rosto esquentar. — Mas, vamos a coisas mais importantes agora: Você vai conosco.

— O quê? Na Baía da Névoa?

— Isso mesmo.

 

Eu deveria sentir medo, certo? Errado. Eu me sentia um tanto quanto confiante depois dos treinos, sabia que poderia me proteger sozinha se caso fosse necessário. E eu sabia que uma ilha com uma floresta negra enfestada de feiticeiras não vai ser a pior coisa que vou enfrentar daqui para frente.

Eu dei de ombros e assenti. Ao longe, a floresta deu em uma praia grande com um navio totalmente negro com um buraco gigantesco no casco encalhado na areia branca. Mas a ilha toda parecia coberta por uma névoa ao redor, logo entendi seu nome. O que não era difícil de decifrar.

— Aí está o motivo do porque o nome “Baía da Névoa”. — ela fez uma careta. — Piratas não são bons em inventar nomes.

— Bem­ vindos à Baía da Névoa.

— Ei. Não tem graça.

Mas mesmo assim ela abriu um sorriso, mostrando as covinhas. Um prisioneiro (percebi pelas correntes) veio até nós e disse algo no ouvido de Karin. Ela assentiu para ele e subiu na amurada do navio, se virando para todos na tripulação.

— Então. — ela voltou a falar com o mesmo tom de voz. — Vai ser uma parada rápida. A Karui a Tenten vão ficar no navio. Junto com Choji. Então nem pensem em fazer gracinhas. Vamos eu, o Naruto, o Kiba e a Hinata. Se alguém não voltar, bem... Vocês conhecem as regras.

Todos assentiram. E, com esse belíssimo comentário, ela pulou do navio sem nem ao menos se virar.

Naruto foi à frente, tirando galhos quebradiços e folhas ensebadas do caminho, logo em seguida vinha Kiba com um lampião, porque, mesmo de dia, a floresta era densa demais e bloqueava a luz do Sol. Maravilha.

Logo atrás dele tinha eu e Karin atrás de mim, ela andava tão despreocupada que parecia que estava andando em um jardim totalmente inofensivo. Não andamos muito, e ela disse que as feiticeiras construíam suas casas em lugares da floresta como se tivessem avisando o quanto perigosas eram: quanto mais para dentro da floresta ela morar, mais ela é temperamental.

— Mas se fosse por poder, a gente teria que andar até o fim dessa ilha para achar a Ino. — Naruto comentou. — E ela é legal, só não abusa.

— Me considere avisada. — resmunguei.

A floresta se abriu em uma pequena campina, suficientemente grande apenas para caber o casebre de madeira escura. Não era tão sujo o local, eu percebi, tinha uma horta com algumas ervas desconhecidas e até algumas flores negras nas jardineiras abaixo das janelas.

— Antes de qualquer coisa — Karin disse —, algumas coisinhas sobre a Ino: ela tem 84 anos, é poderosa e o Kiba pode achá-­la legal...

— Ela é. — interrompeu Kiba e Naruto em uníssono.

— Claro. Só um pouco assustadora de vez em quando. Ah! E ela tem um irmão. — Karin sorriu, como se um pensamento a divertisse. — Hinata, eu já te falei de um fato interessante...

— Karin Uzumaki.

Naruto se virou, com a espada em punho, um único movimento e ele cortava a garganta da irmã. Karin não se moveu nem um centímetro, apesar de que ela devia estar hesitada ou alguma coisa assim, ela tentava não rir.

— Esquece. — ela disse para mim. — Apenas digamos que a parte de trás de um bêbado nunca tem dono.

— Eu prefiro não saber o que aconteceu. — falei.

— Sábia escolha. — ela sorriu.

Quando Naruto finalmente se acalmou e guardou a espada na bainha, nós caminhamos até o casebre. Kiba nem bateu na porta e ela fora aberta, deixando a mão dele no ar. Uma garota branca, com olhos extremamente dourados meio azulados e cabelos lisos compridos cor de ouro estava parada do outro lado da porta. O vestido cor de terra estava sujo com respingos de alguma coisa vermelha, que eu realmente esperava que fosse molho. Mas a faca com o mesmo líquido em sua mão dizia o contrário. Ela aparentava não ter menos de 13 anos.

— A Ino é avó dela? — murmurei para Kiba, mas infelizmente ela ouviu. Ela virou os olhos dourados azulados para mim, jogou a faca em algum lugar por cima do ombro dela e sorriu amigavelmente.

— Hinata Hyuuga. — o que me deixou estática na hora. Eu não me lembro de ter me apresentado a ela. — Eu sou a Ino.

 

— 84 anos, você disse. — sussurrei para Karin, enquanto olhava para uma Ino de, no máximo, treze anos.

— Não me pergunte — Karin falou. —, ela é um tanto conservada.

— Imortal é uma palavra melhor. — Ino sorriu — Também não me pergunte como. Mas vamos ao problema de vocês.

Ela virou as costas para nós e sumiu dentro da casa. Eu olhei para Naruto, com uma sobrancelha levantada, ele simplesmente deu de ombros e entrou no casebre sem nem hesitar.

Kiba e Karin estavam logo atrás dele, Kiba colocando o lampião eu um gancho perto da porta, e eles também sumiram dentro da casa. Eu ainda estava desconfiada se estar no mesmo local que a tal Ino era bom negócio, mas entrei mesmo assim, tentando disfarçar a hesitação, fechando a porta de entrada atrás de mim.

Enquanto andava para o fim da sala, avaliei o lugar com os olhos. Era pequeno, mas eu não diria exatamente aconchegante. Não para mim, pelo menos.

Havia armas quebradas, de espadas a balistes, nas prateleiras mais altas, como se fossem prêmios de batalha. Recipientes de vidro com coisas estavam pendurados na altura dos olhos. Quero dizer, coisas muito estranhas, como olhos — que eu realmente esperava que fossem de vidro — unhas claramente humanas, um líquido amarelado que parecia gordura e outras coisas que eu realmente não fiquei muito interessada em saber.

Uma serpente, provavelmente uma jiboia, dormia tranquilamente enroscada na viga que a faca de Ino foi parar. O cheiro do lugar era uma mistura um tanto quanto estranha de rosas recém­ colhidas com um aroma fétido de sangue. No canto noroeste do cômodo, Ino retirou um embrulho do tamanho de um homem adulto com uma enorme mancha vermelha de cima de uma mesa redonda de madeira, colocou uma toalha roxa encardida e algumas velas e sentou-­se, fazendo sinal com a mão para fazermos o mesmo.

Admito que fiquei com um certo receio de ficar perto dela, qualquer ser humano teria, havia algo nela que me parecia familiar. Por mais que ela fosse imortal, eu duvido que eu tenha visitado essa ilha algum dia antes daquele momento.

Mas eu tive que engolir qualquer coisa que estivesse sentindo, manter a expressão ilegível e me juntar à roda que se formou em torno da mesa. Qualquer coisa para sair dali o mais rápido possível.

— Então — Ino começou. —, vocês querem o mapa.

— Dã. — respondeu Karin. — Não veríamos aqui se não precisarmos de alguma coisa, Ino, você sabe disso.

— Claro. — Ino deu aquele tipo de sorriso que mistura uma coisa amigável com outra muito psicopata.

Aliás, anotem aí: psicopatas são bipolares até nos sorriso.

Ela se levantou e se dirigiu a uma outra sala que apenas uma cortina de missangas que pareciam ossos a separava de onde estávamos.

— Eu deixei aquilo em algum lugar... — ela disse, mais para si do que para nós.

Houve alguns barulhos de vidro sendo quebrado e um miado assustado de um gato até ela voltar com o que parecia algo de madeira verde enrolado. Ino empurrou as velas para o lado e foi abrindo com cuidado o tal mapa. Enquanto ela ia abrindo, eu percebi que no centro dele havia uma pequena ilha, talvez o nosso destino, com a rosa dos ventos bem no meio.

Em volta da ilha, tinha um caminho confuso, dava para perceber que era o mar, mas havia desenhos e frases em uma língua na qual não conhecia. Inclinei o corpo para frente para ver melhor o mapa. Assim que Ino o abrira totalmente, ela sem querer esbarrou a mão em meu antebraço, fazendo-­a arregalar os olhos azuis dourados instantaneamente.

— Como eu não te reconheci antes? — ela perguntou, novamente mais para si do que para mim.

— Claro que me reconheceu — respondo, retirando rapidamente sua mão do meu braço.

— Você disse meu nome.

— Qual o sobrenome de sua mãe? — ela insistiu, como se não tivesse ouvido o que eu disse.

— Eu não sei nem o primeiro nome dela.

Ela suspirou frustrada. Logo depois seus olhos se arregalaram novamente, o brilho em seus olhos indicava que uma ideia brotara de sua mente.

— Você é virgem?

Não acho que a ideia dela fora tão brilhante assim. Senti minhas bochechas esquentarem como fornalhas. Eu abri a boca, mas nenhum som saiu. Ao meu lado, vi de rabo de olho Naruto tentar esconder um sorrisinho.

— Não. — Kiba respondeu por mim.

— Com certeza não. — completou Karin.

— E com quem foi? — Ino perguntou.

— Com o Naruto. — Kiba e Karin responderam em uníssono, ambos deram de ombros como se isso fosse óbvio.

— É claro. — Ino acrescentou.

— Como assim “é claro”? — perguntou Naruto, com as sobrancelhas juntas.

— Espera. — Ino disse com um sorriso divertido nos lábios, e perguntou algo claramente dirigida à Karin. — Você não contou a eles, não é?

Juntei as sobrancelhas, com a mesma expressão confusa de Naruto, meus olhos passando de Ino para Karin e de volta para Ino.

— Contar o quê, exatamente? — perguntei.

— Nada, Ino provavelmente está confundido vocês. — os lábios de Karin continham um sorriso fino e calmo, mas seus olhos estavam duros como gelo.

— Ah, não! — Ino mantinha o sorriso debochado no rosto — Eu nunca me engano, Karin Uzumaki. Você, mais do que ninguém, sabe disso.

— Karin... — Naruto olhou para a irmã como se mais da metade da confiança que depositara nela tivesse desaparecido em um passe de mágica. — Do que ela está falando?

— Conversamos mais tarde. — foi tudo que Karin disse, mas eu sabia que uma boa parte dela odiava a si mesma por omitir e esconder algo do irmão (o que quer que seja) e dava para ver em seu olhar que se não fosse pelo mapa Ino já estaria morta e enterrada a sete palmos.

— Faça o que tem que fazer Yamanaka.

A bruxa suspirou desapontada, com seu divertimento de tentar irritar Karin não dera o que ela provavelmente queria, ela torceu o nariz e fechou os olhos, começando uma cantiga em uma língua que para mim era extraterrestre.

— O que ela está falando? — sussurrei para Naruto. Ele fez um movimento singelo com os ombros.

— Não sei falar feiticêires.

— Cthniano. — corrigiu Karin.

— Feiticêires. — Naruto teimou, fazendo a irmã revirar levemente os olhos.

— Pronto. — Ino anunciou.

O mapa em não mudou, para falar a verdade, somente às frases sem sentido mudaram de idioma — mudou para latim — e mesmo eu entendo as palavras, as frases não tinham o menor sentido. Fora isso, ele tinha um leve brilho azul pairando acima do círculo como poeira em moveis, o que estranhamente o fazia parecer mais sólido.

Ino enrolou novamente o mapa e o entregou a Karin, que pegou uma bolsinha de moedas do cinto e jogou para Ino, essa que pegou a bolsinha em pleno ar. Eu dei um suspiro de alívio quando me levantei, estávamos quase livres.

É pra igreja glorificar de pé. AMÉM, irmãos?! Aliás, o Kiba me paga. A bruxa legal dele não era tão legal assim. O que eu disse sobre a pimenta malagueta?

— Naruto e Hinata. — Ino pronunciou, eu murmurei um “droga” e me virei para ela, que estava com uma expressão pensativa, como se ela tivesse falado novamente para si.

— Hinataruto? Não, seria ridículo. Hinuto? Argh, credo. NaruHina...? Ah! Sim. Perfeito.

Ela piscou para nós.

Eu e Naruto nos entreolhamos, ele levantou as sobrancelhas em uma perfeita expressão de “esquece”. Eu ia dizer algo, mas preferi ficar quieta e apreciar esse momento de liberdade.

— Ah, e Karin... — Ino chamou.

Adeus sensação de liberdade.

Karin fechou os olhos, provavelmente procurando a pouca paciência que tinha, e se virou para Ino, essa que continuou:

— Você não está mais no controle. O Japão não tem mais piedade nem de uma criança, se essa for pirata ou descendente de um. As coisas mudaram. O mundo mudou.

— O mundo não mudou, Yamanaka. Só há menos razões para se viver nele.

 

— LATIM?! VOCÊS AGUENTARAM AQUELA MALUCA ESSE TEMPO TODO PARA ELA ENTREGAR UM MAPA EM LATIM?! — Lee, um garoto estranhamente parecido com uma tijela e que era o melhor cartografo dali, estava praticamente em pânico por encontrar o primeiro mapa que não conseguia ler.

O escritório agora estava com a grande maioria das cadeiras ocupadas por membros da tripulação. A mesa agora estava limpa, somente com o mapa no centro dela. Eu olhei para as janelas, já havia anoitecido e não dava para saber onde a ilha escura estava, aliás, nem dava para saber a diferença entre o céu noturno e o mar.

 — Vocês já estiverem nessa ilha, certo? — perguntou Sakura. — Então porque é preciso de um novo mapa sempre?

— Porque a ilha muda de lugar sempre. — Karin respondeu. — Idiota.

Karin como sempre muito sentimental. Sakura preferiu não dizer nada, nem ao menos lançou um olhar mortal para Karin, ela dava valor à vida e era a garota mais inocente que eu já havia conhecido.

— Bem —­ comecei, eu provavelmente era a única ali que sabia o mínimo de latim e já havia percebido que o mapa continha vários círculos, como camadas, provavelmente podíamos girar até alguma frase ou desenhos fazer sentido. —, eu sei falar fluentemente latim.

Puxei o mapa para a minha direção, tentando ler o que havia escrito, e comecei a por o meu plano em ação. Empurrei levemente a primeira camada para direita, para ver se ela mexia, e, como eu pensava, ela realmente se mexeu sem eu precisar de muito esforço. Eu girava ansiosamente por uma frase que prestasse nos círculos, e somente uma se mostrou válida:

Decurritur ad affligendum te redit daemones — murmurei, aí eu me lembrei de que era a única que entendia isso, então falei mais alto em inglês:­ — Os demônios do passado voltarão para te atormentar. — girei a terceira camada, mas percebi que somente a frase que acabara de falar estava visível. — Onde, exatamente, estamos indo? Quero dizer, essa ilha aparece em qualquer mar que der na telha ou...?

— Não. — respondeu Naruto. — Somente no mar do Caribe. Ele apontou para a palavra “Caribean” em um tom de ferrugem quase ilegível no canto superior do mapa.

— Eu amo aquele lugar. — murmurou Kiba.

— Os japoneses estão tão ocupados com o começo da revolução para a independência que está acontecendo que nem repara na gente. Genial. — Lee puxou o mapa de volta para perto dele, ele parecia ver onde se localizava a frase.

— Bem, alguém vai rever os demônios do passado perto de Hong Kong. — disse ele com um tom de sarcasmo.

Karin estava com um olhar distante, mas pareceu voltar à realidade: — Bem, hoje foi um longo dia. Amanhã vai ser nossa última parada antes de seguirmos para alto mar. É. Durmam.

Todos foram saindo aos poucos. Mas eu continuei sentada, até ter finalmente coragem para perguntar: — O que a Ino disse, sobre eu e o Naruto, o que você sabe?

Karin não olhava para mim. A expressão distante voltara ao seu rosto.

— Não é nada. Você viu, Ino é maluca.

— Ela não me pareceu maluca.

— Hinata, não vamos desenterrar algo antigo. — ela suspirou. — Os demônios do passado...

— A frase no mapa é para você, não é? — perguntei, quando nenhuma resposta veio, eu me levantei e perguntei novamente.

— Eu não sei. — ela respondeu derrotada. — A única coisa que posso dizer é que não quero meu irmão morto.

Naruto estava apoiado no batente da porta, na verdade, ele estava sentado como se estivesse criando coragem para pular no mar.

— Por favor, não me diga que quer se suicidar.

Sorriu e olhou para mim, ainda estava com as mesmas roupas de hoje de manhã e estava com um olhar cansado, como se tivesse corrido uma maratona psicologicamente.

— Não. Com certeza não. — e voltou o seu olhar para o mar calmo.

Eu me aproximei silenciosamente dele, me sentando ao seu lado tomando cuidado para não cair.

— Ontem... — comecei, já sentindo as bochechas esquentando. — Bem... O que foi aquilo?

— Sexo. — ele disse simplesmente, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, e na verdade era mesmo.

— Não foi isso que quis dizer, Naruto.

Ele pareceu levar um certo tempo para entender. O que não me surpreendera muito. O cérebro do Naruto às vezes parece ser uma manivela enferrujada rodada por um hamster gordo.

— Ah, você quer saber o que eu senti, certo? — assenti, e ele sorriu timidamente quando disse: — Se eu falasse que foi a melhor noite da minha vida você acreditaria?

— Acreditaria.

Senti meu coração se despedaçar. Eu sabia que o que Karin falara no escritório tinha algo a ver comigo e com Naruto. Eu também não podia deixá-­lo morrer.

— Aonde você quer chegar, Hinata? — ele perguntou, seus olhos incrivelmente azuis pareciam varrer minha alma procurando tudo que podia saber sobre mim. Eu mordi meu lábio inferior e senti o resto do meu coração se despedaçar quando pronunciei:

— Que devíamos esquecer qualquer coisa que tenha acontecido naquela noite.


Notas Finais


uiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiui comentem que eu n demoro p postar kkkkkkk beijos, fiquem com deus e leiam a bíblia!


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