História The place where I belong - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~KaribeFe

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Nico di Angelo, Percy Jackson, Personagens Originais, Piper McLean, Poseidon, Quíron, Sally Jackson, Will Solace
Visualizações 12
Palavras 2.804
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Fantasia, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então pessoas, essa é minha primeira fic e eu realmente espero muito que vocês gostem desse meu pequeno projeto
Qualquer comentário e crítica que ajude no desenvolvimento da fic é mais que bem vindo!
aproveitem a leitura e até mais Biscoitos :3 !!

Capítulo 1 - O começo de tudo


~POV Ollie

 

Ao fim da última vista vergonhosa dos meus exames de fim de ano escolar, caminho em direção a saída junto de minha melhor amiga, Arizona Mckenna ou apenas Ariz, para os mais íntimos.

- Conseguiu passar em matemática Ollie? - Pergunta Ariz.

- Quase que não. - Respondo sem querer revelar.

- Cara não estava tão difícil. - Diz com uma cara culpada, se arrependendo de ter tido. Tanto faz.

- Não estudo a semanas, ando muito cansada ultimamente. - Conto com vergonha.

- Hum…. - Murmura, se afastando um pouco.

Nós nos despedimos e cada uma foi em direção às suas casas.

Arizona era muito bonita e inteligente, tinha uma família perfeita, uma casa perfeita e uma vida perfeita. E eu era sem dúvida a sombra dela.

Chego em casa e tenho sorte. Não há ninguém, um pouco de paz.

Em meu quarto, pilhas e pilhas de livros por todo o canto. Alguns lidos milhares de vezes e outros lidos apenas pela metade, minha mãe, Millena, diz que é culpa do deficit de atenção. Eu não ligo pra isso, mesmo que às vezes eu perca alguma informação por uma simples distração. Amo ler tanto quanto amo nadar ou praticar muay thai e eu amo, essas são basicamente as únicas coisas que não me deixavam ser distraída.

No momento em que entro no banheiro do meu quarto, ouço a porta da frente se abri, e minha mãe chegar com minha irmãzinha, Ellen, da escola dela.

Depois que tomo meu banho, pego um livro qualquer e deito em minha cama. O livro era sobre contos gregos romanos. Estava marcada na história de Cupido e Psique, leio até o final da história e guardo o livro no canto da cama. Decidida de que estava cansada, lentamente fecho os olhos e fico refletindo o conto em minha cabeça até que me deixo ser engolida pelo vazio e adormeço.

- Não há nada pelo que chorar. - ouço ao longe.

Ando pela terra seca, curiosa. Escuto um choro de criança ao longe.

Encontro uma cabana queimada em meio as árvores. Procuro coragem e vasculho os escombros encontrando cada vez mais sangue e partes de corpos. O choro aumentando mais e mais até que encontro um garotinho, de cabelos loiros e grandes olhos castanhos tremendo dentro de um guarda-roupa. Tentei acalmá-lo e perguntar o que aconteceu, mas ele apenas tremia.

Então, de repente, ele arregala os olhos e algo fala as minhas costas.

- ENCONTREI VOCÊ! - A criança volta a chorar, mais alto. E a última coisa que me lembro antes de abri os olhos é de um rosto de uma mulher distorcido em um corpo de serpente.

Confusa com o sonho, levando e vou ao banheiro lavar o rosto. Depois de me acalmar volto ao quarto e fico pensando, já tinha tido muitos pesadelos assim deste criança e esse era um dos muitos motivos de eu não poder mais estudar em internatos.

Não que eu gostasse deles sempre acontecia algum desastre perto de mim. Como quando eu estava no terceiro ano e me culparam de ter soltados todos os cavalos de um celeiro que estávamos visitando, não acreditaram em nada quando eu disse que eles haviam me pedido. Ou no quinto ano, meu último ano em internatos, em que estávamos em um passeio na praia, em que eu, quando fui nadar, não tinha percebido que havia passado tempo demais dentro da água e tive que ficar assistindo uns trinta videoaulas sobre a importância de respirar.

Mas não importava o internato a gota d’água sempre parecia ser os meus gritos noturnos por causa dos meus pesadelos. Claro que hoje em dia eu me controlo bem mais.

Depois de perceber que já estava há quase uma hora em pé fui em direção a cozinha, morta de fome. Ao entrar lá encontro a mulher mais bonita do mundo, minha mãe, fazendo mais uma de suas comidas maravilhosas.

Assim que me vê sorri e pergunta:

- Parece que você chegou tarde hoje, meu amor.

- Não, estava apenas dormindo. - digo pegando um pedaço do pimentão que ela estava cortando.

Ela pousou a faca e me olhou um pouco preocupada.

- Você teve mais algum pesadelo, querida? - parecia mais afirmar do que perguntar.

- Não foi nada de mais mãe. - escondendo o olhar, ela parecia ler minha mente sempre que me olhava nos olhos.

- Sei… se você quiser posso marcar outra consulta no psicólogo. - Disse voltando ao trabalho.

- Não precisa, não foi nada.

- se você diz, pode me ajudar a colocar a mesa? - concordo com a cabeça e ajudo ela.

Dez minutos depois acabamos de arrumar a mesa e meu padrasto e minha irmã chegam à mesa.

Em meio a milhares assuntos de conversa despejados de uma só vez a mesa, chegamos a conversa que eu meio que estava ansiando.

- Então Ollive, - Buck, meu padrasto, começa o mesmo longo discurso que eu sempre ouvia todo o ano. - Daqui uma semana você completará mais um ano de idade, em fim 12 anos! - até mesmo eu percebo o brilho no olhar que ele tem de ver a garotinha que ele criou deste bebê completar mais anos, mesmo com todos os desafios. - como de costume vamos para a sua praia favorita comemorar tal data especial. E para curti nossas férias ao máximo, esse ano também iremos ao parque de diversões: Pacific Park!.

Os vivas que minha irmã dava eram tão altos que ouvi meus próprios pensamentos era difícil. Eram poucos esses planos de viagem que podíamos ter. normalmente comemorávamos apenas meu aniversário e voltávamos, pois Buck tinha alguma viagem de trabalho pra fazer.

A alegria e o nervosismo apareceram de imediato, Ellen já estava listando os brinquedos que queria ir e minha mãe nos lembrava do que era essencial levar para as viagens, mas tanto ela quanto eu nos acabávamos de tanto sorrir.

 

* * * *

 

Acabado o maravilhoso jantar, foram todos aos seus quartos se deitar, mas ao entrar em meu quarto já sabia que não iria consegui dormi. Sempre que fechava meus olhos a imagem daquela chorosa criança e daquela estranha mulher apareciam em meus olhos, que tornavam a se abri imediatamente.

Sem ter muito o que fazer pego o meu celular e entro em um site de filmes, assistindo o primeiro episódio de uma série qualquer.

Acordo no dia seguinte de um sono sem sonho, o que, de acordo com o meu histórico é uma maravilha.

Depois de todo um processo de limpeza matinal vou em direção a cozinha, mas paro no meio do caminho ao encontrar a mesa de jantar cheia com um café da manhã digno de reis. Minha irmã acorda pouco depois e encara a mesa com a mesma perplexidade que a minha.

- Por que estão paradas aí? A comida vai esfriar. - diz Buck abaixando o seu jornal de sábado e revelando seu rosto anguloso com um leve tom de piada pelas nossas caras.

- Ha! Sim, papai. - Diz minha irmã se sentando. Faço o mesmo meio que esperando alguma coisa explodir.

Não que seja algo absurdo termos um café de manhã a mesa, mas é que as vezes, tipo quase sempre, é tão corrido de manhã que preferimos apenas pegar alguma coisinha pra comer antes de sairmos.

Minha mãe então aparece pondo na mesa um perfeito bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Porém, assim que olho para ela percebo que ela desvia o olhar. Sem me aguentar e entendendo o que está por vir me levanto e pergunto com seriedade.

- Chega! O que estão escondendo?

Minha mãe se senta parecendo envergonhada e a cara piadista de Buck se transforma em uma carranca cansada.

- Ollive, querida… ontem de noite recebemos uma ligação da Academia LeFromage. Eles estão aceitando você pro próximo ano escolar.

- Calma aí! Isso não é no Canadá? - Pergunto torcendo para está errada.

- Bem… sim querida.

- Eu não acredito! Pensei que estávamos bem, que eu não estava mais gritando a noite. Por que… por que vocês querem me mandar embora? - A este ponto eu já estava chorando, a linda manhã em que eu havia acordado havia se transformado em um dos meus pesadelos em um piscar de olhos.

Minha mãe então se levanta como se eu tivesse acabado de dizer que queria me matar, não que eu não quisesse nesse momento.

- Não Ollie, meu deus, não! Minha filha não estamos te mandando embora, você não fez nada de errado! Esse internado é apenas… uma oportunidade, é extremamente concorrido, é apenas para o seu bem.

- Para! Para de mentir, você falou a mesma coisa sobre o último internato! Vocês querem apenas me mandar embora! Se livrar de mim! - Me sentia traída, gritava a plenos pulmões. Buck e minha mãe não paravam de contra-atacar cada argumento que eu dizia, minha irmã estava encolhida na cadeira tampando os ouvidos e abaixando a cabeça.

Em um momento de pura adrenalina, corri para o meu quarto e tranquei a porta. Os gritos na sala aos pouco diminuíam. Me apressei em ir ao guarda-roupa e vesti uma calça jeans e uma camiseta com mangas longas roja, calcei meus tênis e sai pela janela do quarto.

Não era nada de mais. Meu quarto ficava no segundo andar, mas não era a primeira vez que eu escalava a parede da casa pra sair escondido.

Sem pensar direito em pra onde estava indo acabo tropeçando em um skate lilás. Pronto, já sabia exatamente onde estava.

- Eu estava voltando da padaria quando vi você de longe então eu…

- Então você chutou o seu skate pra que eu parasse aqui.

- Pse, mas juro que não imaginei que você tropeçaria e cairia. - Ariz fala rindo, revelando o obvio. É claro que imaginou. - Então, - diz se sentando do meu lado na calçada. - duvido que essas lágrimas tenham sido por causa do skate. O que aconteceu?

- Minha mãe quer me mandar pra um internato no Canadá.

Assim que pronuncio as palavras o sorriso de Ariz se desfaz, se tornando em um olhar de terror e tristeza.

- Não! Ela não pode fazer isso!

- Sabe legalmente ela pode. - Digo com um gosto amargo.

- Ollie não é hora de brincadeira! Você não pode ir embora, vai acabar se esquecendo de mim… - Esse era provavelmente o único medo da Arizona, ser esquecida. E seu medo era tão grande que todas as noites ela escrevia diários para caso o “pior” acontecesse as pessoas tivessem como se lembrar dela pelas escritas.

- Ariz, um ano não é o suficiente pra se esquecer de alguém.

- Mas quem te garante que seria só um ano? Se duvidar sua mãe te deixa lá até você se formar no ensino médio.

- Em primeiro lugar, eu voltaria pra cá todo o verão. Em segundo, tenho certo talento em durar menos de um ano em internatos.

Então ficamos caladas, apenas observando a estrada. Sentíamos nosso mundinho começar a desmoronar.

Sentindo que ela estava pior do que eu, passo o meu braço por cima do ombro dela e a deixo apoiar a cabeça em meu ombro.

- Não vou te esquecer, eu juro. - a única confirmação que tenho dela ter me escutado é quando ela afunda mais o rosto em meu ombro. Sinto ela se esforçando pra não começar a chorar.

- Vou sentir sua falta. - sua voz sai mínima quando fala.

- Eu sei… também vou sentir sua falta.

 

 

* * * *

 

 

- Cheguei.

- Ollive Kyler aonde, por deus, você estava?! - Minha mãe que aparece de algum buraco negro me pergunta aos gritos.

- Eu… estava na casa da Ariz comendo pizza. - digo cada palavra com o máximo de cuidado e sutileza possível. Minha mãe podia ser um anjo, mas se ela achasse que algo tinha acontecido com uma de suas filhas, ela se tornava a fúria em pessoa.

- E por que raios você deixou o seu celular aqui em casa? Ou por que você fugiu de casa e quase me fez ter um ataque cardíaco pensando que o pior tinha acontecido com você.

- Mãe eu não tentei fugir de casa, eu só queria andar um pouco… mas sabia que vocês não iam deixar eu sair então pulei a janela do quarto…

- Você fez o que? Ollive você podia ter quebrado a perna!

- Mãe está tudo bem. Não me machuquei, está tudo bem.

- Eu sei meu bem, eu sei. Mas por favor não me faça pensar que algo aconteceu com meu tesouro de novo. - Ela então segurou meu rosto com as mãos e olhou firme nos meus olhos, com aqueles lindos olhos castanhos claros em um tom quase dourado.

“Meu tesouro” eu amava quando ela me chamava assim. Era algo que ela dirigia apenas a mim e a mais ninguém, nem a minha irmã ou ao Buck.

- Como pode… os mesmos olho que os dele… Meu tesouro. Certo vai dormi. - Dei um beijo em sua bochecha e fui ao meu quarto.

Não valia a pena continuar aquela discussão.

 

* * * *

 

 

A semana que se seguiu antes da viagem havia se passado tão rápido que dei por mim apenas quando já estávamos colocando as malas no carro.

Normalmente nessa época fico apenas com o meu aniversário na cabeça, mas esse ano só conseguia pensar nos próximos meses de internato longe de meus amigos e família. Meu coração já apertava só de pensar em ficar sem ver minha mãe, Ariz ou minha maninha por tanto tempo.

- Certo tudo pronto! - Diz Buck com entusiasmo. - agora só falta esperar a mãe de vocês com as comidas pra viagem e estaremos na estrada.

- Pai acho que você esqueceu uma coisinha. - digo tentando segurar o riso.

- Hum?

- o senhor ainda está de pijama. - Digo apontando para ele, assim que ele nota seu rosto fica meio vermelho.

- Ha! Sim, sim, verdade! Acho que vou dar uma passadinha no banheiro, Ollie você pode ir colocando sua irmã no carro? Acho que ela tá na sala….

- Certo, pode ir.

Assim que ele tinha sumido de visto fui em direção à sala. Minha irmã estava assistindo a um episódio de Naruto clássico enquanto terminava de amarrar as botinhas dela, ou ao menos tentando.

- Quer ajuda? - pergunto me ajoelhando na frente dela que estava sentada no sofá.

- Acho que a sakura precisa mais do que eu, mas aceito a ajuda. - diz com um dos seus lindos sorrisos radiantes. Pra uma criança de seis anos, Ellen conseguia ser doce e inteligente.

Fiz que sim e arrumei os cadarços dela, explicando passo a passo. Assim que acabamos desliguei a televisão e peguei os brinquedos que ela falou que queria levar com ela no carro.

Quando acabo de sentar ela no carro de Buck, minha mãe aparece com sacolas de compra. Me ofereço pra ajudar, mas ela nega dizendo que seria perigoso deixar Ellen sozinha no carro. Assinto e me sento no carro com minha irmã e fico conversando sobre animes com ela.

Vinte minutos depois já estávamos todos no carro em direção a saída de Denver.

Depois de aproximadamente quinze horas, havíamos chegado a minha praia favorita, Zuma beach, em los Angeles. Dentre todas as praias que eu ia aquela era a que eu mais me apaixonará, coberta por areias machias e um mar agitado com águas frias. Mesmo que a praia fosse bastante famosa eu não ligava muito para o número de pessoas que iam lá, já que tanto eu e minha família quanto a casa que alugávamos ficavam mais pro final da praia onde já não havia muitas pessoas.

A casa de praia era uma das melhores coisas sem dúvidas, para chegar a praia bastava apenas descer uma escada no quintal atrás da casa que você já estava pisando nas areias machias da praia.

Mas claro a casa em si também era incrível, não era muito grande, mas acolhia nós quatro perfeitamente. Tinha duas suítes sendo a maior ocupada pelos meus pais e a outra ocupada por mim e por Ellen. Uma sala ampla com chaminé e varanda, um lindo banheiro de visitar sendo só um pouco maior que os outros, mas no mesmo estilo, e cozinha média com uma mesa de quatro lugares no canto da mesma.

Como havíamos chegado tarde combinamos apenas de esperar minha mãe fazer uma pizza para depois irmos dormi, e assim foi.

Até dormi tinha sido mais fácil naquele dia, talvez pelo calmante barulho das ondas ou talvez pelo cansaço de ter ficado até mais tarde assistindo filmes com minha irmã. Mas eu sabia de uma coisa,

 

Enfim tinha voltado ao meu lar.


Notas Finais


Então Biscoitos, eu sei que não é muita coisa ainda é porque a Ollie ainda tem muito chão pra andar e certas pessoas pra conhecer.
juro que vou tentar postar o próximo capítulo o mais rápido o possível!
Te mais pessoas ;) !!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...