História The Planets Between Us (Bellarke) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, John Murphy, Marcus Kane, Raven Reyes
Tags Abbygriffin, Bellamyblake, Bellarke, Clarkegriffin, Johnmurphy, Ravenreyes, The100
Visualizações 83
Palavras 1.238
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - The Earth


Fanfic / Fanfiction The Planets Between Us (Bellarke) - Capítulo 7 - The Earth

 

BELLAMY

 

-Prisioneiro 99, está na hora. –diz um guarda, entrando em meu quarto, se é que podia chamar aquilo de quarto.

-99? –pergunto, ainda atormentado pela noite mal dormida.

-Você é um dos últimos prisioneiros. –diz ele. –Selecionamos 100 jovens criminosos para ir nesta missão.

Cem jovens em um lugar novo? Isso só podia ser brincadeira. Caso sobrevivamos a radiação e a todos os perigos daquele lugar, acabaríamos matando uns aos outros.

Não que eu ache que os crimes destas pessoas são algo grave, porque certamente deve ser algo parecido com o meu e de Clarke, mas eu não me importo. Tenho meu plano e o usarei quando chegar lá (caso sobrevivamos a viagem): manter Clarke viva, custe o que custar.

-Você pode me dizer se John Murphy está á bordo? –pergunto, após sair de meus pensamentos.

Sinto-me mal pelo meu primo. O que ele tinha feito por mim e Clarke nunca poderia ser retribuído, principalmente agora que as chances dele estar morto são altas. Aquilo seria só mais uma coisa na qual eu me culparia pelo resto da vida.

-Não sei não. –diz o guarda, dando de ombros. –Precisamos andar mais rápido, ainda precisam fazer a contagem e colocar as pulseiras. -diz ele, mudando de assunto.

-Pulseiras? –pergunto, confuso.

-É, para monitorar os batimentos cardíacos e estas coisas. –explica ele. –Foi a mãe daquela loirinha gostosa que deu a ideia. Uma pena que ela vá com você e os outros. –finaliza ele.

Pude sentir meu sangue ferver em minha cabeça. Aquele homem, que provavelmente tem idade para ser meu pai, falando da Clarke como se fosse um pedaço de carne me fez querer socar seu rosto, mas era impossível fazer isto algemado.

Bato minha cabeça contra a dele com força, na intenção de que aquilo fosse fazê-lo desmaiar, ou ao menos deixá-lo tonto, mas ele se mantém em pé e grita algo, provavelmente me xingando, mas estou distraído demais para ouvir. Passo os olhos pelo salão, tentando achar Clarke na multidão.

-Aonde você pensa que vai? –pergunta o homem, puxando-me pela blusa com agressividade, pronto para me acertar.

-Pare! –grita alguém do outro lado do salão. –Não batemos nos prisioneiros, eles têm que estar bem para a viagem. –finaliza o homem, que logo reconheço ser meu pai.

-Desculpa, Senhor Chanceler. –diz o tarado, constrangido com todos os olhares sobre ele. –Estava apenas me defendendo.

-Seu babaca. –o xingo baixinho antes de ser levado em direção a meu pai.

-Você quer ficar para morrer e deixar Clarke sozinha, filho? –pergunta meu pai, quando todos já não estavam mais olhando.

Sinto meu coração acelerar só de pensar naquela possibilidade e logo me arrependo de minhas atitudes, mesmo que o homem tenha merecido.

-Vamos. –diz meu pai, me puxando com força. –Consegui um lugar para você ao lado dela.

Depois de tantos dias preso, pude sentir uma pontinha de felicidade tomar conta de meu coração. Agora, eu podia finalmente ficar com ela.

Após passar por aquela multidão de pessoas chorando e se abraçando, despedindo-se dos outros 98 delinquentes, deparo-me com Clarke, sozinha em um canto, arrumando sua mochila. Ao me ver, ela abre um sorriso de alívio. Queria abraça-la, beija-la, mas em frente a todas aquelas pessoas era arriscado.

-A nave parte em 5 minutos. –diz meu pai ao meu lado. –Não esqueçam suas mochilas. –finaliza ele, olhando para Clarke.

-Sim, senhor. Obrigada. –diz ela enquanto se levanta, com um sorriso doce no rosto.

Não faço questão de respondê-lo, então vou até minha mochila que está jogada no chão, mas sinto uma mão em meu ombro.

-Bellamy. –chama meu pai, olhando em meus olhos. –Sobreviva, por favor. –pede ele, me encarando por alguns segundos, com a voz frágil, antes de ir embora.

O observo desaparecer na multidão e o xingo mentalmente por ter fingido, pela primeira vez em muito tempo, que se importava comigo.

Pisco algumas vezes para afastar aquela frustração e viro-me para Clarke, que está olhando para mim.

-Está tudo bem? –pergunta ela antes de colocar a mochila sobre o ombro tapado pelo ‘’uniforme’’ que todos os 100 estavam usando.

A roupa colada realçava suas curvas, e mesmo com grandes olheiras em seu rosto, o cabelo preso de um jeito desengonçado e o casaco um pouco grande demais para seu tronco, ela continuava linda. Continuava com aquele seu olhar sereno que transmitia confiança e autocontrole, mesmo que pudesse ver de longe o medo estampado em sua face.

-Sim. –respondo depois de encará-la por alguns segundos. –O que tem na mochila? –pergunto, tentando mudar de assunto.

-Alguns suprimentos, remédios e curativos, eu acho. –responde ela dando de ombros. –Não sei se deram isso para todos ou só para mim. –finaliza, levando em consideração suas habilidades médicas.

Pego minha mochila e checo o que há dentro: apenas alguns sacos de comida que durariam poucos dias, uma garrafa de água, um saco de dormir e uma barraca.

-Tenho algumas coisas para dormir. –falo, após fechar a mochila.

-Então acho que estamos bem. –diz ela.

-Se chegarmos até lá, isto não nos manterá a salvo nem por uma semana. –falo antes de bufar.

Ela volta a me encarar, agora com um olhar triste. Provavelmente a preocupação estampada em minha voz a entristeceu, e aquilo só me deixou com mais vontade de abraçá-la.

-Perdoe meu pessimismo, princesa. –falo, pegando em sua mão discretamente. –É difícil ficar de bom humor sem seus beijos. –brinco, e funciona.

Ela bota um sorriso tão lindo no rosto, que faço questão de guardá-lo em minha cabeça para que, caso não sobrevivamos, aquela seja a última coisa que eu pense antes de morrer.

Graças a Deus, somos interrompidos por alguém subindo numa espécie de palco que tinha lá. Não ia aguentar estes meus pensamentos macabros que insistiam em tomar conta de minha cabeça por muito tempo.

-Prisioneiros. –fala meu pai em cima do palco, fazendo todos olharem para ele. –Em algumas horas vocês se tornarão os primeiros humanos a pisar na terra em 100 anos, tomem cuidado e lembrem-se: o futuro da humanidade depende de vocês. Boa viagem, jovens. –finaliza, antes de sumir de vista novamente.

Os guardas começam a nos carregar para dentro da nave, o que torna aquele lugar uma confusão.

-Fique perto de mim. –sussurro para Clarke, após ver alguns homens se aproximarem. –Meu pai disse que conseguiu um lugar para você ao meu lado.

Rapidamente, somos carregados para dentro da nave onde recebemos instruções de como abrir a nave na hora certa e como colocar o cinto. Clarke está tão atenta e concentrada nas explicações que nem nota Murphy passar por nós.

-Sinto muito. –sussurro para ele depois de sair de meu estado de choque. Ele apenas me encara até se sentar e não diz nada.

Após todos os guardas se retirarem da nave, ela começa a tremer com força, o que indica que ela já tinha sido lançada e depois de muito tempo naquela terrível turbulência, a temperatura começa a aumentar, fazendo muitos se desesperarem achando que vão morrer fritos feito camarão. Seguro a mão de Clarke com força quando sinto que estávamos perto do chão.

-Ei. –a chamo com um tom desesperado e para minha sorte, ela ouve e olha para mim. –Eu amo você.

A nave para de fazer barulho e em segundos, vejo o teto da nave em cima de nós se abrir, deixando todos assustados com o brilho de algo que parecia ser o sol, mas na verdade era fogo. 


Notas Finais


Primeiro capítulo feito na visão de Bellamy! Gostaram? A partir de agora, vou ir intercalando entre a visão dele e da Clarke. :D


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