História The precious heir - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: ~

Exibições 85
Palavras 1.608
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hellow!! Eu sou uma pessoa meio ansiosa ... sim eu sou ...
Então o que eu fiz, isso mesmo, diminui o prólogo porque fiquei com medo de que os leitores estivessem evitando ler por ser um prólogo longo (continuou um pouco grande) mas espero de verdade que existam leitores interessados em participar.
Se você leu o capítulo inteiro ... bem deixe um comentário e faça uma menina feliz.
Não gente, o nome da princesa não é Chloe por causa da atriz, ok? Eu realmente gosto deste nome, e a aparência eu achei depois e a Sra Moretz combinou perfeitamente hahaha

Capítulo 2 - Capítulo I - O Anúncio


Fanfic / Fanfiction The precious heir - Interativa - Capítulo 2 - Capítulo I - O Anúncio

Um pai dividido em dois. De um lado o rei que precisava trazer o juízo às ações imprudentes do líder rebelde, de outro, o pai negligente que abandonou um menino assustado nos braços de uma mãe traída.

— Pai — um par de braços delicados o protegeu da dor com um abraço. As mãos encontraram amparo nos cabelos macios da princesa. A dor escorria em lágrimas dos piedosos da menina que deveria estar sorrindo em sua festa, agora destruída, de dezesseis anos.

— Estarei do seu lado, sempre e sempre.
A dor das mentiras não contadas e das verdades escondidas consumiu Chloe, mas a pior dor era a que sentia ao contemplar a assolação do castelo. A dor dos soldados feridos, das criadas em choque. Um castelo de areia desmoronou de encontro a um homem vil que desmantelava cada pedaço de sua vida com um sorriso satisfeito no rosto.

— Moriarty é meu filho, mesmo que bastardo. Ele irá fazer de tudo para destruir o trono que me roubou de sua mãe,  Mareena Illéa. — O sobrenome da mulher com quem se envolvera era mais uns dos problemas que permeavam todo o cenário caótico que estava sendo projetado por Moriarty Illéa. O rosto de Chloe se desfez em decepção por alguns instantes, afinal, se seu meio irmão era um Illéa o problemas era terrivelmente maior do que esperavam. Ele tinha direito ao trono por ambos progenitores. — Sim, um Illéa, e irá fazer de tudo para me derrubar. Não posso permitir que sua vingança te arraste  junto, minha filha.

A aflição das palavras do rei foram como um golpe inesperado no peito da princesa que se apertou ainda mais ao pai. Quando reuniu forças para se afastar, em sua postura levantava um estandarte de guerra.

— Ainda podemos enfraquecê-lo. Vamos tirar os holofotes dele e colocar sobre mim.

Em sua expressão estampada estava a determinação de uma rainha. O rei a contemplava com um misto de orgulho e dúvida.

— O que você tem em mente, querida?

— Hoje vamos anunciar uma seleção.

— Já lhe disse que não planejo casar novamente, Chloe — o rei a interrompeu, porém um sorrisinho travesso se formou nos lábios da menina que respondeu dando de ombros.

— Não é para você, papai. Esta será a minha seleção.

A surpresa transformou em segundos o rosto do rei que estava pronto para negar a ideia insana da filha. Ele não poderia conceber a ideia de sua menininha ser entregue de bandeja aos lobos.

— Pense bem, esta é a única forma de prender a atenção de toda Illéa. Fazem décadas desde a última Seleção. Seria um evento grandioso.  — um riso infantil e doce desmontou o rei e ela deu o golpe final — Seria um presente de aniversário e tanto, não é mesmo?

***

Os preparativos do jornal oficial foram feitos às pressas e apesar do rei não gostar do fato de ter que dividir sua filha com alguns desconhecidos, reconheceu que a ideia era realmente uma das melhores estratégias que poderia adotar no momento.
Chloe ajeitava seu vestido azul com detalhes brancos simulando neve que caía suavemente por seu corpo de forma nervosa. O lábio inferior sofria com a ansiedade da princesa sendo repetidamente mordido. Quando foi chamada para o palco olhou furtivamente para o pai que estava sentado em uma cadeira confortável logo atrás e o aceno dele foi o suficiente para lhe dar a força que precisava para levar esta loucura até o fim.

O câmera fez um sinal e em alguns segundos o silêncio era total enquanto as luzes faziam o trabalho de deixar Chloe ainda mais encantadora. Um sorriso perfeito em seu rosto, uma postura impecável, palavras doces e articuladas. Esta era a princesa que Illéa amava.

— Boa noite a todos — os olhos brilharam com o sorriso animado que a princesa se esforçou a dar — Este é um dia tão especial para mim, meu aniversário de dezesseis anos. Apesar de meu pai ainda me ver como sua garotinha — o rei deu de ombros quando as câmeras o focaram por alguns instantes com um riso torto meticulosamente projetado por anos de experiência de jornais oficiais. Alguns na plateia e na produção riram junto com a princesa que havia se virado para encarar o rei.

— Com muita insistência consegui convencê-lo a me dar o melhor presente possível. Gostaria de convidar a todos os jovens de Illéa, homens entre dezessete e vinte anos a se candidatarem à minha Seleção — algumas expressões chocadas foram captadas por Chloe que deixou a frase pairar um pouco mais no ar até que todos conseguissem a absorver — Este é o presente que peço a Illéa, e que custou tanto ao meu pai me dar. A oportunidade de conhecer alguns dos representantes do meu povo, e talvez encontrar meu futuro marido que irá governar ao meu lado. — não conseguiu conter o sangue de subir até sua face e acabou corando diante de toda a nação.

Com seu melhor sorriso sem jeito se despediu e as notícias foram dadas por seu pai, dando assim a chance da princesa respirar tranquila na segurança de uma cadeira. Teve medo de suas pernas trêmulas não a suportarem e desabar no chão. Seu pai envolveu a pequena mão que parecia uma pedra de gelo, e logo a princesa derreteu. Todo o nervosismo se dissolveu no calor do amparo das mãos firmes que a seguravam. Ambos voltaram juntos aos seus aposentos e quando estavam diante da porta do quarto da princesa a tristeza da despedida se misturou com a alegria e o orgulho do pai.

— Você foi muito bem, estou orgulhoso — beijou a testa de Chloe e a abraçou por longos minutos antes de a deixar sozinha.

Em seu quarto atirou-se nos braços de sua cama. Suas criadas a esperavam para ajudá-la a tomar banho, se vestir, a observar. Era uma das coisas mais sufocantes de viver em um castelo, a constante presença de outras pessoas mesmo em seus momentos de intimidade. Nesta noite não suportaria estar com mais ninguém. Pediu gentilmente que suas criadas, suas amigas, se retirassem e sozinha tomou banho e se vestiu. Lembrou-se do sorriso animado que Amy lhe deu quando entrou, todos pareciam estar irradiando alegria devido a seleção.

Chloe tinha pesadelos terríveis, e o pânico noturno assolava suas noites desde que um acidente a fizera cair em um poço na floresta atrás do castelo. A escuridão a sufocava e em meio ao terror e gritos, sempre acabava sendo levada até o quarto do pai onde finalmente conseguia dormir. Após alguns anos já conseguia dormir sozinha, mas a sensação de proteção que sentia no abraço do pai era o que precisava nesta noite. Pegou seu travesseiro e saiu de pijama pelos corredores até chegar ao seu destino final. Abriu a porta sem bater e se deitou ao lado de seu pai que sorriu em ver a menina se aconchegando perto de si.

— Essa talvez seja a última noite que passamos juntos. Logo terão meninos disputando sua atenção a todo momento, Chloe. Você está preparada? — seus olhos sérios encontraram um sorriso brincalhão.

— Não estou, mas você sabe como eu amo desafios e aventuras.

— E quanto ao príncipe da Rússia? — o sorriso se desmanchou lentamente do rosto da princesa.

— Quanto a ele, bem, vou ser morta quando o príncipe Russell descobrir. — engoliu o medo e se escondeu no peito de seu pai.

— É melhor avisá-lo o quanto antes, Chloe.

— Ele deve ter visto o jornal. E no fim das contas, ninguém mandou ele não ter vindo no meu aniversário. Se ele estivesse aqui nada disto teria acontecido. — algumas lágrimas fugiram derretendo o dourado dos olhos da princesa.

A porta abriu mais uma vez sem ninguém bater. Um jovem de cabelos brancos como a neve e olhos azuis furiosos encarou uma Chloe encolhida e assustada. Alguns guardas tentavam o conter.

— Ainda não é meia noite, feliz aniversário Chloe — um sorriso travesso desabrochou em meio a fúria e logo uma menina corria em sua direção pulando em seus braços.

— Você disse que não viria. — resmungou escondendo seu rosto no ombro do que a acolhia.

— Você precisa melhorar seu russo, Chloe. Disse que não viria a tempo para a festa. Mas nem que meu país estivesse em guerra deixaria seu aniversário passar longe de mim — o sotaque do príncipe russo era evidente em cada palavra. Deixou a menina no chão e enquanto a encarava sua expressão alegre se desfez. O rei estava de pé ao lado do casal, sua preocupação era palpável e podia ser sentida junto com o ciúme que exalava como um perfume.

— Majestade — o russo intrometido fez uma reverência atrasada, mas logo sua atenção estava voltada para Chloe. — Eu me atraso algumas horas, e quando chego descubro que você se comprometeu a uma Seleção. O que isto significa, Chloe?
Os olhos dourados fugiram se dividindo em mil pedacinhos que percorriam caminhos alternativos, nenhum deles encontrava o par de olhos azuis questionadores de Russell.

— Foi necessário — respondeu simplesmente mordendo o lábio inferior, tentando se desfazer em um milhão de borboletas e voar para longe dali.

O rei pediu para que Chloe deitasse e dormisse, o que seria muito difícil de fazer na atual situação. Enquanto isso, ele e o príncipe conversaram sobre tudo o que aconteceu naquele dia. No final da conversa, o russo tinha uma expressão resignada em seu rosto.

— Irei participar desta seleção, e ponto final.

A Seleção mal foi anunciada e a confusão já estava instaurada. Chloe havia acabado de se lançar exatamente onde Moriarty planejava. As peças estariam sendo colocadas no tabuleiro e logo o herdeiro esquecido surgiria das sombras e destruiria os sonhos da doce menina que dormia alheia aos planos cruéis que habitavam na mente de seu meio irmão.


Notas Finais


EBAAA CAPA BONITA UHUUL
Sim eu fiz uma capa bonita ... então meninas e meninos, vocês vão se inscrever para a seleção?
A ficha tá nos comentários do prólogo ok...
Aviso: Caso eu não receba fichas vou eu mesma criar os personagens e seguir a vida.
Aviso 2: Comentar ajuda a escritora a viver feliz
Aviso 3: Só uma ficha por usuário.


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