História The Pretty Boy - Livro 2 - Doce Redenção - Capítulo 9


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Categorias Maluma
Personagens Maluma, Personagens Originais
Tags Amor, Bebes, Festas, Gangue, Gravidez, Mãe, Maluma, Pai, Romance
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Palavras 2.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal!

Dessa vez foi mais rápido certo?

Beijos!

Capítulo 9 - Os gêmeos


AMANDA

_Você precisa mesmo de tudo isso? –pergunta Bryan pela decima terceira vez.

Escuto meu estomago fazer o mesmo barulho novamente, acho que eu precisava de mais um pouco de batata frita.

_Se você vai ficar controlando o quanto de comida ponho no meu prato, você bem poderia ter ficado no hotel – reclamo e vejo-o revirando os olhos. Bryan era muito bonito se você ignorasse a grande muralha que ele era – Por que você mora com Maluma?

A pergunta parece tê-lo pegado de surpresa e logo seu semblante parece escurecer. _Não que tenha algum problema – a casa não é minha mesma, penso. – Mas é estranho, Maluma não se dá bem com ninguém.

_Temos um acordo em comum – é a única coisa que ele diz antes de pegar o prato de minhas mãos e levar para uma mesa no canto, sento-me e espero que ele continue a falar – Acho que você gostaria de saber que estamos sendo rastreados.

_Oi? – pergunto antes de pousar minhas sobre o garfo, o metal parecia ainda mais frio em contato com minha pele – Como assim?

_Provavelmente estão tentando saber onde você está – burla-se Bryan bebendo um copo de cerveja.

Era meio dia e o homem conseguia beber desde a hora que levantava até a hora de ir dormir.

_Pensei que ele soubesse onde estamos já que ele anda pagando você pra me “proteger” – solto antes de sentir uma câimbra na cintura – Droga.

_O que foi? – diz Bryan serio ao levantar da cadeira e ficar ao meu lado.

_Câimbra – digo respirando fundo e massageando a região.

_Deixe-me ver – diz ele antes que eu possa dizer não.

Bryan me posiciona em uma posição ereta e massageia o local como se fosse à coisa mais normal do mundo. Sinto olhares das pessoas no restaurante olhando para nós com sorrisos amáveis. Aquilo não estava acontecendo. Sinto meu lábio tremer e minhas bochechas ficando vermelhas, a dor que eu sentia já passou mas a vontade de me enfiar num buraco e morrer ali não.

_Obrigada – agradeço quando ele volta a sentar em sua cadeira. Ainda estou olhando para ele, ignorando as pessoas ao redor, quando ele pergunta – O que foi?

_Nada, então... estamos sendo rastreados? – sento-me.

_Estávamos, bloqueei os sinalizadores, afinal eu não sabia se você queria ser rastreada ou não.

_Por que você está fazendo isso? – desconfio – Maluma te paga para...

_Errado, Maluma me paga quando eu presto meus serviços a ele – diz Bryan ao tomar um copo de cerveja – Entenda meu acordo com Maluma sobre você. Cuido de você e enquanto isso eu estou dando um tempo no meu irmão.

_E você precisa trabalhar para ele para ficar longe do seu irmão? – pergunto.

_Coma logo – e isso foi tudo o que ele disse naquele dia.

48 horas longe de Maluma parecia um tipo de abstinência, muito pior do que ficar 6 horas de jejum para fazer exame de glicose. Os cutucões em minha barriga estavam me deixando um pouco louca, mas era de se esperar que o bebe estivesse com fome, porque obviamente eu estava também.

Fiz uma bateria de exames que ficariam prontos a partir das seis horas da tarde e Bryan como o bom guarda costas que era prometeu ir buscar, já marcando minha consulta de retorno na clínica medica da doutora modelo para o outro dia.

Eu não sabia muito bem o que fazer com minha vida no atual momento, mas quando abri a porta do meu quarto esperando encontrar Bryan para levar-me á doutora, jamais esperaria encontrar um clone musculoso de cabelo solto parecendo um guerreiro saindo das Terras Altas.

Aquele ali era o irmão de Bryan e ele não parecia nada feliz.

_Posso ajudar? – pergunto intimidada pelo homem que já entra em meu quarto.

_Onde ele está?

_Bryan?

_Sim, onde está esse mal parido? – rosna o homem, mas antes que eu possa responder Bryan entra em meu quarto fechando a porta com um baque.

Gêmeos. Que Deus me proteja.

Foi à única coisa que consegui pensar antes do irmão de Bryan lançar-se para ele. Os dois estão em uma luta frenética de socos, derrubando os moveis e quebrando os objetos a vista. Consigo somente afastar minha sacola do super mercado antes da cabeça de Bryan bater fortemente na mesa de madeira da pequena cozinha.

_Não era que você estava morto! – grita seu irmão batendo a cabeça de Bryan mais uma vez na mesa – Bastardo egoísta.

Bryan levanta seu irmão com suas costas e joga-o ao chão, segurando-o em um estrangulamento de cotovelo.

_Chega – grito enchendo um balde de água, enquanto os dois estão tentando se matar – Eu estou avisando.

Brean consegue livrar-se do aperto de Bryan e começa a soca-lo no chão. Bryan até está se saindo bem, ao bloquear os golpes, mas já era demais.

Na pele de ambos os homens, podia-se ver o suor misturado com sangue escorrendo. Hematomas começavam a surgir em varias partes da pele e pela santa gloria! – penso – o apartamento parecia ter ressurgido de um furacão.

Fazendo muito esforço, consigo levantar o balde com dificuldade devido a minha enorme barriga – que começava a atrapalhar-me quando eu agachava – . Vou na direção dos dois que ainda  se socavam no chão e viro o balde de uma vez, fazendo ambos olharem para mim com caras de infelicidade e extrema irritação, além de muito molhados.

_Eu disse chega – murmuro cansada sentindo uma leve tontura. Quando dou um passo em falso o irmão de Bryan levanta rapidamente para segurar-me. Seus olhos são um misto de culpa e bondade, olhos que eu nunca tinha visto em Bryan.

_Desculpe meus modos, senhorita – diz ele culpado – Mas essa é a única linguagem que meu irmão entende.

_Brean tem um talento para dramatização – cospe Bryan em meu piso antes de levantar-se, sua cara está começando a criar enormes olhos roxos, seu lábio inferior está sangrando e tem um grande hematoma em sua cabeça.

_Dramatização – grita Brean esquecendo-se que estou presente – Você fingiu que estava morto! Seu filho da puta.

_E como você pode ver – ironizou Bryan indo para meu banheiro – Ele também não gosta de nossa adorável mãe.

Sinto o braço que Brean me segura vibrar e logo fecho os olhos contando até 10 antes de dar um grito e atrair o olhar dos dois para mim. Talvez eles pensam que eu sou maluca.

_Chega – murmuro entredentes sentindo-me ainda mais tonta.

_Sim Brean, chega de drama há uma gravida nesse local – esnoba Bryan ao fechar a porta de meu banheiro com um baque.

Brean senta-me em uma cadeira e me entrega um pouco de água visivelmente preocupado com meu estado de saúde.

_Não se preocupe – respondo antes que ele faça uma pergunta – O que você veio fazer aqui?

_Maluma está procurando por você durante esses dias, nunca vi o homem tão preocupado – diz Brean – Seu rastreador acabou de aparecer no radar então ele me mandou vir pegar você. Disse algo sobre você ir por bem ou por mal.

_Pensei que você tinha vindo matar Bryan – comento sentindo um amargo em meus lábios. A ânsia estava começando a surgir ao pensar que eu teria que ir para aquela casa novamente – Não quero voltar para lá então, você pode sair quando quiser não estou indo com você. E Maluma pode muito bem entregar seus próprios recados.

A resposta parece surpreender Brean que olha para o relógio devidamente preocupado. O relógio. Droga. Minha consulta medica!

_Bryan minha consulta! – grito levantando-me rapidamente.

Bryan sai do banheiro murmurando um “vamos” enquanto eu fico estática olhando para ele.

_Você não está pensando em me levar assim nesse estado? Todo molhado, sangrando e cheio de hematoma – Bryan encara a si mesmo e move os ombros.

_Droga – reclamo ao pegar minha bolsa – Você está ficando no carro!

Quando chegamos á clinica espero meu tempo de ser chamada enquanto encaro de longe Brean e Bryan. Os dois eram tão diferentes. Brean tinha o cabelo longo preso em um rabo de cavalo que chegava á metade de suas costas, era forte e alto enquanto Bryan era um pouco mais baixo, tinha o cabelo rente à cabeça, usava uma barbinha e era muito mais musculoso. Eu não me meteria com nenhum dos dois, só de olhar para eles você já sentia a tensão exalando pelos poros.

Eles parecem estar discutindo, alheios aos olhares de progesterona das mulheres gravidas na clinica. Ouça a risadinha de algumas delas o que me distrai por um momento, mas não o suficiente para não ver Brean distanciando-se para atender seu celular. Bryan tranca a cara e encontra meu olhar, seus braços cruzam-se e seus olhos ficam indicando-me o lado direito. Por que ele queria que eu olhasse para a porta de saída?

_Senhorita Amanda Resende? – chama-me a secretaria – A doutora te aguarda.

Minha intuição não era a das melhores, mas alguma coisa me indicava que isso não parecia muito bom. Levanto-me para seguir a moça e Bryan faz uma careta sussurrando alguma coisa como “Foragido” “Partida”, “lasanha”. Entro na sala da doutora sentindo o olhar de Bryan em minhas costas, meu coração chega a ficar pesado e minha pele esfria. Isso era um mal pressentimento. O que estava acontecendo?

_Amanda querida, sente-se vou avaliar seus exames agora – ouço a doutora dizer e me sento na cadeira frente a ela.

Seus olhos se perdem nos vários papeis enquanto me perco em meus pensamentos. O que será que Bryan tentava me falar?

A doutora conta-me que não tenho problemas de saúde a não ser um pouco de pressão alta, devido o estagio de gravidez. Eu estava terminando o sétimo mês, e lhe contei que o bebe não se mexia muito e que isso por vezes me deixava preocupada. Meus dias na Colombia estavam passando muito rápido e isso de certa forma me assustava.

Relatei a doutora ainda, que sentia muitas câimbras e que muitas delas na verdade pareciam mais gases, o que me deixava desconfortável.  A mulher era realmente uma boa pessoa, não riu de minhas preocupações e me esclareceu que o bebe não necessariamente, precisava se mexer muito, mas que ela averiguaria algumas coisas no ultrassom. Após ouvir com calma suas orientações sobre evitar o estresse e a irritabilidade ela conduz para a maca de ultrassom.

Ficar calma com Maluma – penso – isso era algo extremamente difícil de fazer. Subo na maca e me deito confortavelmente. A doutora sobe minha blusa para cima até a proximidade de meus seios e abaixa minha calça até meu ventre.

_Você vai emocionar-se quando ouvir o coração do bebezinho – riu-se a doutora – Ainda tenho a pulsação das minhas filhas em minha cabeça até hoje.

_Você tem filhas? – pergunto a ela um pouco preocupada com sua empolgação.

Eu estava feliz em ter meu bebe, mas enquanto você não vê e não o houve, ele não parece real.

_Eu tenho cinco meninas, uma verdadeira escadinha – riu a doutora ainda mais – Meu marido me manteve ocupada por cinco anos, quando ele quis mais uma eu ameacei cortar suas bolas e ele fez vasectomia.

Sorri ao pensar na vida abençoada que tinha essa mulher. _Eu sei que você está passando por um momento difícil. As pessoas vão te julgar por você ser mãe, jovem e solteira. Mas você terá em quem se apoiar – sorriu a medica chateada com alguma coisa – Nunca desista dos seus sonhos.

_Já não sei com o que sonhar – confesso a ela, estremecendo quando o gel toca minha pele e é espalhado pela extensão de minha barriga e ventre.

A medica começa a olhar um borrão em meu estomago e pisca os olhos algumas vezes. Qual era o problema? Nesse momento a porta da sala medica se abre devagar e Maluma aparece vestido em um par de calças sociais preta e camisa azul marinho, um enorme relógio em seu pulso me distrai de sua cara irritada. Ele olha pra mim com uma promessa de “vamos conversar mais tarde”, infelizmente, a médica não o tinha visto chegar e não caiu sobre a influência de seu poder magnetizante como eu.

A doutora dá uma risada de felicidade e fala alto de mais, sua alegria e animação não chegando a meu semblante preocupado e tenso. _Parabéns mamãe, você está esperando um lindo casal de gêmeos!

_Gêmeos? – pergunto.

Aquilo deveria ser uma piada.

Um vaso cai no chão o que faz a medica e eu olharmos para Maluma, equilibrando-se na mesa onde antes uma linda orquídea estava. Maluma começa a empalidecer diante de meus olhos. O homem ia ter um infarto!

_Oh meu Deus, você não pode entrar aqui – diz a medica levantando-se.

_Eu sou pai – diz ele pálido – Pai de gêmeos.



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