História The price of Love - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Incesto, Revelaçao
Visualizações 39
Palavras 4.538
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa noite!
Espero que estejam bem?
Pra avisar que esse capítulo é meio bad e vai mostrar o lado de Justin, então espero que gostem...

Boa leitura...

Capítulo 3 - You hate me?


Fanfic / Fanfiction The price of Love - Capítulo 3 - You hate me?


Depois que entramos no carro, preferi ir no banco de atrás. Não, que eu não quisesse olhar para cara de Justin, é que definitivamente ele sabe como me tirar pra boba. E isso é frustrante, invés de sermos amigos ele faz o inverso e debocha de mim por qualquer situação. Eu ainda não entendi porque Jeremy não veio me buscar e eu já to quase desistindo de ficar na casa de meu pai. Tudo bem que ele tinha compromisso, mas não podia mandar pelo menos algum empregado. Invés desse idiota do meu irmão? Já que não é tão fácil ter vínculo com meu meio irmão mais velho.


O trajeto foi rápido, apesar desse silêncio me trazer paz, já que não conversávamos. Eu olhava pela janela do carro as belas casas, praças e a paisagem da natureza. Até que me dei conta que entramos em uma rota que dava acesso a um condomínio e logo ele passou pelo enorme portão sendo liberado para entrar. Estremeci ao ver o carro entrando na rua onde tinha grandes ou devo dizer enormes casas? Sim Jeremy sempre foi rico e bem pelo que estou percebendo Jeremy deve morar em uma dessas “mansões” meu queixo caiu ao ver casas lindas e toda estruturada de tijolos rústico e bem sofisticado com um jardim lindo e piscinas, sim eram três piscinas. Até Justin passar por ela e parar mais a frente em uma mais afastada, era mais linda ainda. 

Ela era da cor bege com cores marcantes preta, em janelas de vidros, portas e telhado, essa mansão devia ter no máximo três andares. Logo ele entrou no pátio indo direto pra garagem e eu estremeci vendo que essa casa era de meu pai, eu estava perplexa.

Tudo bem que eu e minha mãe sempre fomos bem sucedidas, mas não justifica eu ir morar em uma mansão. Isso é completamente novo pra mim. Não que eu não tinha frequentado antes, mas é que nada se compara a uma obra de arte dessas, não é.

Se ela é linda por fora o que dirá por dentro...

– Chegamos – ele disse e vi olhos caramelados me fitando pelo retrovisor do carro sem nenhuma expressão, enrubesci dele ter me pegado o olhando. Apenas assenti e peguei a pequena jaula de Lua e minha mochila ao meu lado. Sai da garagem e fui de encontro com o enorme pátio que era belíssimo com o jardim de várias tonalidades de rosas. E mais ao lado tinha balanço de madeira, não era muito para uma criança e sim para duas pessoas adultas, era muito bonito e enfeitado com flores na corrente que segurava o assento de madeira rústica.

– Quero que peguem as malas de minha irmã e coloquem no quarto em que arrumamos para ela – me virei e vi Justin conversando com dois homens de terno preto que logo assentiram e murmuraram um “sim senhor” reprimi um riso. Até parece que Justin merece respeito, revirei os olhos e logo os caras abriram o porta malas e tiraram minhas malas indo em direção a uma enorme porta preta de entrada e adentrando na mesma sumindo, Justin passou por mim e murmurou um “entre logo” e o segui entrando na enorme mansão.


A visão de dentro era ainda mais lindo e com uma certa exuberância e luxo, era extenso e com um uma escada logo a frente, tinha um enorme sofá vermelho em formato de “C” no canto e a frente uma enorme televisão HD fixada na parede branca, as paredes eram todas brancas na verdade. Mais ao lado tinha uma lareira toda revestida de tijolos e isso era bom, já gostei porque no inverno amo estar em volta dela, e a lareira era uma boa opção. No teto tinha um lustre lindo de cristal e muito sofisticado. E com certeza mais caro do que minha bota que veio de Milão semana passada. E ao meu lado esquerdo tinha uma parede com uns quatro quadros e uma porta, já na parede eram todos de tamanhos diferentes, grandes e pequenos. Era uma obra de arte, só não reconheci o autor do quadros. O primeiro era abstrato que era pequeno, o segundo era um anjo loiro de costas com sua enorme asa aberta e era muito lindo essa pintura que era médio, já o terceiro era uma mulher nua com peitos de fora e apenas com uma mão tampando a sua intimidade, ela era morena e bonita com um corpo bem alinhado e belo, que era grande.  Achei meio obceno para de estar na sala, mas quem sou eu pra discordar? 

Já o último era de uma paisagem de um campo com uma casa simples porém bonita e aconchegante com um cercado em volta e vários bichos ao redor da casa, desde pato, cachorro, cavalo e cabras ao lado tinha um pequeno lago, esse era médio. Ri com o retrato e achei meigo por meu pai ter escolhido um quadro menos chamativo e simples, no caso o mais que eu me identifiquei.

– vai ficar aí parada que nem uma estátua como esses quadros ou vai conhecer seu novo quarto – uma voz rouca me chamou atenção e percebi ser Justin.

Me virei e lá estava ele atrás de mim com um sorrisinho de sarcasmo. Revirei os olhos, mas antes ele iria me ouvir. Eu nunca fiz nada contra ele e eu até hoje não entendo porque ele implica tanto comigo.

– olha Justin, eu definitivamente não sei o que eu fiz pra você me odiar tanto, eu só... – me interrompeu.

– simplesmente sou assim, esse é meu jeito com as pessoas e ... Foi mal se não sou o irmão mais velho que você sempre sonhou.

– olha, é assim que você me recebe? como se eu fosse qualquer visita? – questiono debochando.

– pra mim tanto faz, o que você pensa ou deixa de pensar.

Foi como um soco em meu estômago, Justin era rebelde e era arrogante não só comigo? E sim com todos? Decidi não falar nada e passei por ele com uma cara de paisagem e ele arqueou as sobrancelhas mas ficou quieto, assim era melhor. Não sou o tipo de pessoa que gosta de intrigas, sou totalmente do lado dos apaziguados.

Já vi que vai ser muito legal morar aqui.

Notei a minha frente uma mulher com vestimenta de empregada a frente da escada olhando pra mim. Franzi o cenho e ela sorriu.

– por favor senhorita Bieber, me acompanhe até seu novo quarto.

Ela era baixinha e tinha uma faixa etária de 50 anos eu acho. Ela era clara de cabelos loiros com um pouco de grisalhos e olhos azuis.

– obrigada – ela quis pegar a jaula de Lua e eu disse que não era preciso, ela assentiu e subimos as escadas.

Chegamos no segundo andar e tinha um enorme corredor com várias portas, no caso de umas das portas, cada uma era bem afastada de todas. Me fazendo pensar que os quartos eram imensos. E no final do corredor uma escada. Passamos pelo corredor e ela para na terceira porta e abre, mas fica de lado para me dar passagem para entrar no mesmo.

– seu quarto, senhorita..

– não precisa me chamar assim. Me chame de Sophie, está bem. – ela apenas concorda.

Meu queixo quase caí, quando eu entro e vejo o quão imenso realmente era, como o meu pensamento. Era como eu imaginei, pois meu quarto era assim. Mas não tão espaçoso.


As paredes são brancas mas no fundo do quarto está em um tom lilás que é tão delicado e soa um charme. Que realmente a parede está com uma TV HD enorme de frente para uma cama king size de casal, olho para as laterais da cama e vejo abajur. A frente encostado na parede tem uma penteadeira branca e com um imenso espelho. Ual, meu pai caprichou mesmo. Caminhando mais dentro de “meu novo quarto” . Larguei a jaula no chão e vi ao canto minhas malas, ao lado tinha duas portas. A primeira a minha esquerda que logo entro e vejo um banheiro, Céus! É uma suíte... ele é grande e tem pia imensa de mármore branco e uma banheira, e também um box com chuveiro.

Eu estava entusiasmada com tudo isso e muito feliz. Bem o quarto era muito sofisticado o olhando bem agora com o assoalho do chão de madeira isso fica mais aconchegante e bem, eu admito que tudo está perfeito. Caminhei até a outra porta do lado direito que era de correr, diferente das outras e vi que era um closet enorme com um formato de L. Vi que estava vazio e então vi que já estava na hora de guardar as roupas.

Voltei pro quarto passando por uma enorme janela de vidro que dava do teto ao chão e que estava fechada por conta das cortinas que eram macias, então as  abri para o sol adentrar e aproveitei para abrir a janela também.

– vai querer ajuda com as roupas? – vi que a empregada ainda estava dentro de meu quarto.

– não, obrigada. Acho que posso fazer isso sozinha... Qual é o seu nome?

– sou Nívia, sou a governanta, e se precisar me chame... – com isso eu assenti sorrindo e fui até jaula e a peguei colocando em cima da cama, a mesma abrindo e vendo Lua miar e sair de vagar e olhando ao redor.

– obrigada Nívia, eu queria saber se você sabe onde está meu pai?

– eu realmente não sei... Mas sei que vai chegar antes da noite.

– Ah, tudo bem – disse, vendo Lua caminhando pelo chão cheirando os móveis novos e conhecendo o cômodo, sorri com isso.

– se me der licença senhorita...

– Ah você está aí, vejo que já conheceu seu quarto – me virei e olhei para porta e não encontrei mais Nívia que deveria ter saído. Mas era Justin sobre a mesma falando comigo.

Espero que ele não me chateie novamente.

– sim e? – fui meio grossa e fui até minha mala, a pegando e colocando em cima de minha cama. Mas senti ele atrás de mim e me virei o encarando e ele arqueou suas sobrancelhas.

– escute aqui Sophie, eu sei que você é a “garotinha do papai” mas não quero ter que ser tão chato com você, até porque pelo que o pai me contou, você e eu vamos ter que conviver em Toronto então... – ele disse calmo e colocou suas mãos no bolso da calça.

Achei suspeito mas não discordei dele e apenas assenti movendo minha cabeça positivamente. Ele bufou e eu arqueei as sobrancelhas com sua cara de não ter gostado de meu silêncio.

– tudo bem, eu só não quero você no meu pé, tirando isso.. – falei com uma certa arrogância e ele franziu sua testa me fazendo o ignorar.

Comecei a pegar as roupas e fui até o closet colocando no cabide e pondo na arara. Voltei e ele não estava mais lá, agradeci mentalmente e fui fechar a porta de meu quarto que ele fez questão de me irritar deixando a própria aberta.

Continuei guardando até terminar. Guardei as malas vazias no fundo do closet e ajeitei meus poucos livros na prateleira.

Eu preciso comprar mais livros novos...

E peguei loções e perfumes colocando no banheiro e minhas maquiagens e secador na penteadeira.

E outras diversas coisas que eu estava organizando. Depois disso resolvi tomar um banho relaxante na banheira. Até escutar alguém bater na porta e então voltei para o quarto de roupão e fui até a porta.

– querida, que saudades. – meu pai sorriu ao eu abrir a porta. E deu um passo a frente me abraçando, sorri largo e o apertei sentindo toda a emoção me invadirem de felicidade.

– pai.

– desculpe, não sabia que estava no banho. – Se afastou e eu sorri tímida.

– tudo bem, eu só estava realmente muito cansada...

– gostou da banheira então?


É óbvio que ele percebeu que eu estava na banheira.


– Sim e eu amei cada canto desse quarto! E tudo incluíndo ao closet que é bem maior do que o meu de antes... – sorriu e eu não deixei de sorrir largo, eu estava feliz por tudo isso.

– que bom que gostou e espero que tenha gostado da mansão, eu estou realmente feliz por você apreciar seu novo quarto, querida.

– pai, você é incrível... – o abracei novamente e ele beijou o topo de minha cabeça, sorri.

Mas logo sua expressão muda para séria e eu arquei as sobrancelhas.

– seu irmão te tratou bem?

E então eu engoli em seco, pois eu realmente não odiava Justin, não que eu não gostasse dele. Mas é que suas brincadeiras e arrogância sim me tirão do serio, mas não é motivo para mim ir e fofocar para Jeremy. Não sou esse mesmo tipinho que é mimada e aproveita da situação que a irmã mais nova e dedura o “irmão mais velho”.

Não mesmo, se eu e o Justin nos desentendemos eu e ele que vamos nos resolver. Eu não quero que Justin me odeie mais do que odeia.

E ainda temos que morar juntos para frequentar a mesma faculdade.


– não pai... Ele até fez uma placa fofa pra mim me esperando no aeroporto... – tentei soar o bastante animada com essa revelação. Já que para mim, era bastante estranho da parte de meu irmão. Mas acho que o convenci.

– certo, espero. Vou deixar você se arrumar porque vamos jantar daqui a pouco.

Sorriu e eu apenas retribui, ele saiu do quarto fechando a porta, e eu fui até a janela fechando e logo em seguida as cortinas vendo que estava quase escurecendo fui até cama vendo no relógio alarme que era 17h e me espantei, acho que fiquei muito tempo na banheira.

Uns quarenta minutos..

Fui até o closet e coloquei um short curto de moletom e uma blusa branca, coloquei meu chinelo e fui até o banheiro e fiz um coque frouxo já que não molhei as madeixas e borrifei um pouco de meu perfume que estava em cima da imensa pia de meu banheiro assim como loções e etc.

Voltei ao quarto e Lua miava em volta de mim. Percebi que era fome. E fui até uma pequena sacola e coloquei seus potes em um canto do quarto com ração e água.

Pequei sua almofada rosa e coloquei no chão, já que era a sua caminha. Vi que ela estava a vontade e faminta, logo devorando. Sorri com a cena e sai de meu quarto saindo e logo descendo as escadas, avistei papai com outra roupa mais de casa e Pattie ao seu lado, os dois conversavam algo.

– Meu Deus, como você está linda Sofi. – ela sorriu animada ao me ver e levantou-se vindo em minha direção me abraçando fortemente. Sorri também pois eu adoro ela. é um doce de pessoa, diferente do seu filho.

– também senti saudades de você Pattie. – beijou minha bochecha e pegou na minha mão me arrastando até o sofá e sentei ao seu lado e ela ao lado do papai.

– se não fosse pelo restaurante que estava tão movimentado hoje... eu mesma teria ido até o aeroporto com o Justin, querida. – sorri simpática, e formando uma enorme bola de saliva e a engolindo em seguida. – eu ajudei Justin a fazer sua placa ele estava tão contente...

Então aí eu percebi que realmente era suspeito de mais ele ter feito com suas próprias palavras. E sim Pattie enche a boca pra falar bem de seu filho, que é um completo idiota.

Sorri para não ter que rolar os olhos. E apenas assenti.

– senhor,  a janta essa servida.

– Nívia, chame Justin para o jantar. – meu pai pediu a ela que a mesma subiu as escadas e logo desaparecendo. – vamos.

Fomos até a sala de jantar e senti o cheirinho de batatas ao molho branco com carne grelhada. Pattie sentou ao lado de papai e sentei em outra cadeira a frente deles, Justin surgiu na cozinha e sentou ao meu lado. Fiquei surpresa com sua atitude mas não deixei transparecer, até porque talvez esse era seu lugar.

Jantamos em silêncio e realmente estava muito boa a comida. Logo depois papai resolveu se pronunciar.


– Vocês dois já sabem que daqui a duas semanas vão morar juntos, então... – suspirou pesadamente, parecendo escolher suas palavras. – Justin eu não quero que você trate mal sua irmã, ela não veio pra cá pra ser desprezada, então já sabe! – isso soou como um aviso e continuou a olhar com seriedade para Justin que olhava para seu próprio prato, que apenas limpou sua boca com o pequeno pano branco e riu pelo nariz.

Eu fiquei estática e arregalei meus olhos, pois pensei que realmente eu tinha o convencido.

– não se preocupe, vou estar ocupado demais... para ficar de babá e enchendo o saco da “garotinha do papai” – ele disse com as mesmas palavras que usou no meu quarto um pouco antes que eu cheguei. E eu senti uma pontada no peito por ter que escutar isso.

Realmente o Justin me odeia e eu não sei o que eu fiz pra ele ter que me odiar tanto, eu sempre o tratei bem nas vezes em que o vi. Com isso ele se alevantou se retirou da mesa e eu não sei e não sabia o que falar porque se Jeremy o alertou é porque o conhecia de fato o filho que tinha.

– Justin! – Pattie se alevantou e o chamou desesperada, mas era inútil ele nem se virou e já tinha saído da sala de jantar.

– deixe ele sair e refrescar sua mente, vai ser melhor para pensar, do que falar asneiras. – Jeremy disse e esticou o braço e colocou sobre o ombro dela para se sentar, a mesma sentou e me fitou sem nenhuma expressão e eu apenas assenti mordendo meus lábios inferiores, nervosa. E pensar negando a mim mesma o fato de que ela também me odiasse.

Pronto! tudo que eu menos queria era ela achando que eu sou uma mimada e que preciso de meu pai para me defender das merdas que o Justin faz pra mim. Eu não sabia se Pattie iria me tratar bem também depois dessa de meu pai o dar sermão para ele na frente de nós.

Eu só espero que lá em Toronto ele não queira descontar tudo em mim. Pois aí sim ele vai se ver comigo.

– Pattie e papai, me escutem eu não sou mais nenhuma criança, tudo bem! E sinceramente eu posso muito bem me virar com ele, porque...

– porque nada, eu o conheço e sei que ele é um arrogante e idiota. – meu pai disse calmamente e com a voz firme e vi o olhar de Pattie lacrimejantes.

Tudo bem que Justin é um idiota. Mas não da o direito dele o insultar.

– Mas ele é meu irmão além de tudo isso. E não admito que fale mal dele, pois eu consigo muito bem me defender... pai só relaxa, ele não disse nada e eu simplesmente não quero ter conflitos... – suspirei e fechei meus olhos e quando eu os abri vi Pattie se alevantando e sair, eu já tinha terminado meu jantar. Mas estava me sentindo mal por ter que escutar meu pai falando tudo aquilo para meu irmão.

Justin erra e sei que isso não passa de rebeldia, pois sei que ele tem um coração bom e eu já presenciei isso.

– eu espero, porque você vai me falar um piu que seu irmão der... – eu concordei com a cabeça positivamente e pedi licença saindo. Subi as escadas e fui direto em direção ao meu quarto, mas quando eu estava no corredor vi alguém subindo as escadas do final do corredor. A curiosidade me invadiu e resolvi ir atrás sem saber quem era a “pessoa” talvez Pattie ou meu irmão. Estranhei já que estava escuro, pois só o corredor estava iluminado. Mas segui caminhando e também subi as mesmas com cuidado e devagar para não fazer um barulho se quer, e por sorte eu consegui não cair nas escadas, liguei a lanterna de meu celular pois estava um breu e virei para a esquerda continuando a seguir e já que estava tudo escuro. Mas vi que tinha uma chance de enxergar por conta da luz da lanterna e vi uma porta aberta e entrei, vi que tudo ainda estava escuro mas percebi que a sala tinha parede de vidro em toda a parte do teto ao chão de assoalho, e vinha reflexo da lua e iluminando o local, mas mesmo assim não dava pra enxergar quase nada. Continuei a caminhar e parei, vendo que não tinha nada a minha vista.

Só consegui ver o assoalho de madeira e o cheiro de cera com nicotina?

Tinha um cheiro forte de nicotina que realmente estava perto de minhas narinas, e senti alguma coisa tocar meu ombro. Dei um pulo e arregalei os olhos e me virei rapidamente com o coração já em minha boca, e foquei a lanterna no rosto de... Justin?

– que susto, porra! – coloquei a mão no peito sentindo que meu coração batia rápido.

– o que tá fazendo aqui? – então como eu estava iluminado seu rosto, baixei um pouco mais a luz pra não ficar tanto em sua cara já que percebi que era meu irmão.

Vi que seu rosto não tinha expressão nenhuma e então ele colocou o cigarro na boca e tragou logo em seguida soltando fumaça na minha cara. Tossi e abanei com uma da mão livre a fumaça e fiz uma careta.

Ele gosta de me tirar do sério. Mas nem por isso vou deixar o papai pisar em cima dele.

– você fuma?

– sim, que diferença isso faz.

– não, é que porque está aqui? e logo no escuro? – fitei ele que franziu o cenho e tragando mais do seu cigarro.

– vou te perguntar de novo. Porque está aqui, porra? – ele disse entre dentes, soltando a fumaça novamente em meu rosto.

Porque ele adora me irritar?

– Justin... Eu estava indo pro meu quarto, mas eu vi alguém subindo e porque eu também não conheço essa parte da casa... e pare de soltar essa maldita fumaça em minha cara. – esbravejei a última frase.

– já viu o que tem aqui agora vaza.

Jura que dá para enxergar no escuro? que irônico!

– não, eu preciso falar com você...

– não preciso falar com ninguém agora.

– por favor. Não dá bola para o que o papai disse...

– como se fosse fácil, aliás não perca seu tempo e me deixe sozinho!

– não!

– porra, Sophie eu quero que saía.

Então se afastou e foi até perto da janela ficando de costas pra mim. Decidi desligar o celular, já que tinha pouca iluminação da luz da lua. E caminhei até ele e toquei seu ombro, mas o mesmo se virou e mexeu o mesmo bruscamente pra não o encostar mais.

Justin me odeia e isso é evidente.

– eu quero conversar... Por favor. – disse calma e fui até seu lado ficando de frente pra ele. Podendo ver seu rosto sem nenhuma expressão e com a postura de durão, olhando através da janela que é de vidro literalmente e que dava de frente para a floresta, apenas a vista das árvores. Ele estava com uma das mãos no bolso de sua calça jeans e só então que eu suspirei pesadamente e fechei os olhos.

Percebendo o quanto minha presença não faz diferença.

– diga. – falou sem fazer contato visual.

– eu não gostei do jeito que ele falou com você, isso foi desnecessário e eu senti por você o que ele falou...

– não, você não sente. Ele só quer saber dos negócios internacionais e ultimamente ele nem conversa mais comigo ou se quer com minha mãe raramente. Eu sei o que você pensa... Que quer chegar aqui e ser o centro das atenções, não é?

Meu Deus! Justin bateu com a cabeça quando nasceu, só pode.

– pelo amor de Deus! Não diz isso. Eu estou aqui, porque decidi morar aqui e porque me sinto solitária com minha mãe viajando...


Eu preciso raciocinar e processar com a revelação de papai não ter tempo para eles, como assim?


– Sophie, eu não quero piorar a situação, por favor. Sai daqui agora. – agora os olhos caramelados me fitavam e ele tragou novamente e soltou anéis de fumaça com ele ainda em seus lábios. Isso foi bem sexy se ele não fosse meu irmão e não fosse um completo babaca.

– já disse que não! – disse emburrada. Me abaixei e me sentei em cima sobre meus joelhos. E ele ficou me fitando. Até que se aproximou da janela e abriu uma fresta e jogou o toco de cigarro pelo vão aberto. – você não conhece lixo?

– porra. Já basta aguentar o papai. E ainda tenho que aguentar você. – ele disse e voltou com sua postura de antes de frente pra janela mas sem tirar o contato visual em mim. E eu apenas enxergava muito pouco pois a luz da lua não era tão nítida para ter visão dessa sala, olhei para os lados e não enxergava um mísero móvel, nada.

Qual a pessoa que gosta de ficar no escuro?

– Justin, você me odeia? – fechei meus olhos com medo da resposta que poderia me causar.

porque te interessa tanto? – sua resposta saiu ríspida e eu neguei com a cabeça.

– eu só queria provar ao papai que nós somos amigos.. só não quero que ele brigue mais com você! – uma lágrima escorreu e deu graças a Deus mentalmente por ele não poder enxergar literalmente meu rosto nitidamente por conta da pouca iluminação.

Eu não deveria secar minhas lágrimas não aqui, para não dar o gosto de fracasso em sua frente.

– porque se importa comigo tanto assim? – agora ele falava mais calmo e voltou a fitar a floresta.

Eu quero realmente poder entender o que eu fiz a ele.

– eu só... – suspirei piscando algumas vezes. Para ter certeza se eu não estava errada do que escutei. – eu quero te entender, eu sou sua amiga e sua irmã. Anos a trás éramos amigos e fazíamos brincadeiras juntos e agora?


Éramos tão amigos aquela época...


– cada um está adulto e cada um por si. – eu me choquei com a tamanha arrogância e eu sinceramente não sei o porquê eu estava tendo essa insistência de tentar ajudar e ampliar sua mente, que eu não suporto ver Jeremy o insultar. Mesmo que ele mereça.

Me alevantei e o fitei mais uma vez, ele nem se quer olhava pra mim com sua cara fechada. Dei as costas para ele e abracei meus próprios braços. Resolvi parar e ir correndo o abraçar mas sabia que ele não corresponderia da mesma maneira, então vi que eu apesar de tudo, eu sei que no fundo no fundo, meu verdadeiro irmão está ali dentro ainda.

– Justin... quando quiser conversar, eu estarei aqui. – foram minhas últimas palavras que saíram entre cortada pelo nó na garganta que se formava. Até sair da sala escura me fazendo pensar em várias coisas. Já que ele não me respondeu. E um aperto em meu peito se alastrou em mim, as lágrimas escorriam de meus olhos e eu só queria poder entender o que eu fiz e o porque ele me odeia ?

Mas eu não vou deixar de descobrir o que tanto o afeta para me desprezar dessa maneira. Pois eu não consigo o odiar e tratar do mesmo modo.

Já que nós somos irmãos e temos apenas um ao outro.



Notas Finais


Que drama hein! Justin rebeldão... Hahaha
Vocês devem tá pensando aí a tia Pami só faz drama, mas é que para toda a tempestade depois vem o tempo bom!
Entenderam? ;) Espero que sim
Hahahahah!
Espero que tenham gostado...
E obrigado pelos favoritos, isso me incentiva!
Até logo...
Beijos fofuxas.


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