História The prince of the seas - Capítulo 1


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Categorias Mitologia Grega, Percy Jackson & os Olimpianos, Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aldebaran de Touro, Apollo, Ares, Camus de Aquário, Dionísio, Eros (Cupid), Hades, Ikki de Fênix, Miro de Escorpião, Percy Jackson, Personagens Originais, Poseidon, Shaka de Virgem, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Zeus
Tags Ares, Eros, Hades, Percy, Poseidon, Zeus
Exibições 60
Palavras 3.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Super Power, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Como eu não queria atrasar esse projeto, resolvi posta-lo assim que finaliza-se o capítulo. Por isso não sei como ele está ao certo, ainda que tenha gostado do resultado final desse começo de história dessa Shortfic que só terá três capítulos.
Está história serve para fechar os pontos que faltavam, do universo de Under The Starlight, que teve um especial pequeno chamado de Destined to Love.


Aos que amam romance entre rapazes, Yaoi, divirtam-se com esses elegantes deuses gregos e jovens heróis. E aos que não apreciam, não leiam.


Boa leitura!

Capítulo 1 - O azul do mar grego


Fanfic / Fanfiction The prince of the seas - Capítulo 1 - O azul do mar grego

POV Percy

 

 A vista do chalé de Poseidon é deslumbrante, pois o mesmo absorvia cada mínimo detalhe da natureza que compunha tal local; o mar de águas claras e calmas parecia ter saído daquelas exuberantes telas da renascença europeia. Quase como se ali naquela rústica, e refrescante cabana fosse uma das entradas para o reino místico do meu pai, o senhor dos mares e das tempestades.

  O acampamento Meio-Sangue foi o único lar que tive o privilégio de conhecer, a única família que me estendeu os braços sem rejeitar-me ou abandonar-me por eu não ser um mortal como a maioria das pessoas. Foram eles que me ensinaram o valor de ser ter amigos leais, a de aceitar as diferenças e compreender que cada pessoa é especial da sua forma de ser. Há muitos anos atrás quando eu ainda era um recém nascido fui deixado na divisa entre esses dois mundos: a dos mortais obscurecidos pela névoa, e a dos semideuses no vasto campo consagrado pelos Olimpianos.

 Cada chalé é regido por um deus grego ou divindade da natureza, em parte somos separados por uma hierarquia, a de que se você se encaixar entre os três principais deuses, os três grandes: Zeus, o rei dos deuses e mestre dos raios, Poseidon, o rei dos mares e tempestades, e ao Hades, o mais velho dos irmãos, rei do submundo e dos mortos; da qual se é desprezado por ser aquele que ficou com o trabalho mais difícil e odiado por todos os seus iguais. Você será classificado como sorteado, e o que provavelmente mais penará nas tarefas dadas pelos os soberbos Olimpianos, que muitas vezes parecem troçar de nossa dor e desespero. São nessas horas em que eu sugiro, respire bem fundo, não os ofenda para não ser mais castigado e amaldiçoado, cuidado com o lhe prometem, dão de comer e sobre as profecias das bruxas videntes, algo de muito ruim surgirá na sua estrada em ascensão ao posto de grande herói. Ser herói não é tão simples como as odiosas lendas sugerem, acreditem em mim são mil vezes piores e mais dolorosas, tanto para nos os “escolhidos”, quanto para nossos desafiantes, que nunca aprendem que irão perder no final. Atribuindo a essa mais nova jornada o status do clichê das mitologias, quando começa - faça algo de útil a humanidade e aos deuses, e no derradeiro momento será recompensado com a ambrosia da imortalidade - , só esqueceram de avisar que diariamente somos caçados por monstros divinos, detestados por nossos irmãos e irmãs, aqueles que tiverem, sou filho único por isso escapei dessa armadilha, testados por nossos “ protetores e amáveis “ pais que adoram joguinhos de vida ou morte, claro se fomos nos sua prole é o que lhes dá mais orgulho em montarem os seus teatrinhos. E como se somente isso não bastasse para nos dar uma enorme dor de cabeça, somos traídos por nossos amigos e jogados as cobras, e se sobrevivermos a essas tentativas de usurpação de poder, inimizade adquirida muitas vezes por nossos progenitores, e a péssima conduta desses ditos “amigos da onça” devemos representar a força máxima da geração de novos guerreiros. E não isso não foi piada, sei que após contemplar e filosofar sobre a bela paisagem que me cerca na minha casa de veraneio particular e feita sob medida, receio que estou esquecendo algo muitíssimo importante e que logo mais terei mais uma nova enxaqueca pela minha falta de memória. 

 

 - Pai, sei que não pode ficar me respondendo sempre que lhe chamo, mas obrigado pelo terno. Alinhado e de bom corte, que ressalta o azul que tanto aprecio. – Toquei a vestimenta que encontrei ao abrir o guarda-roupa. E ao lado dela, havia uma mascará prateada belíssima, o que para mim era algo inusitado, mas era melhor não questionar aquilo, provavelmente ao decorrer do dia as respostas viriam. – E a comida italiana estava ótima também.

 

 Ontem recebi aquele pacote, me perguntando a que ocasião ele comemorava ao me comprar aquela saborosa refeição, dando-me permissão de degusta-la com vinho do porto, sem ter o Senhor D. me azucrinando por beber, ou o Apollo recitando que jovens como eu não deveriam se entregar a esse tipo de luxúria mundana. Creio que ele tivera alguma discussão com o par, Dionísio, o incólume diretor que rege a minha nada pacata vida de herói. Devido a discussão que presenciei dos dois quando fui visitar os meus amigos em seus chalés tarde da madrugada, ainda que não pudera captar o real teor da dita cuja, o que me remoeu por dentro de curiosidade. Era difícil vê-los brigar, ou ter qualquer conversa mais alterada, a menos que eles estejam em sua residência festejando ao amor selvagem dos dois, regado a vinho e a extensos gemidos nada castos do Senhor D. por mais incrível que pareça ele ser mais solto com o namorado. Contudo, o olhar de raiva que ele me deu ao sem querer “esbarrar” em mim, tendo Apollo o seguindo me pedindo perdão pela falta de modos do mais velho, eu temia ser o futuro saco de piadas dele, que arrumaria um jeito de pegar no meu pé, e parte de mim pressentia ser a causa central dos problemas dele. E dessa vez eu sinceramente não fiz nada que pudesse magoa-lo sentimentalmente com brincadeiras infantis ou sendo deliberadamente rebelde, ou até ignorar as suas ordens expressas e incontestáveis, ditadas por ele a divindade que nunca erra e que sempre está de olho no mais desastroso passo que você der, frisando o seu nome de modo erroneamente, para não perder o costume e a gracinha da semana.

 

 Abotoava a camisa social deixando apenas um botão aberto, queria estar pelo menos composto para o café da manhã. Sabendo que não valeria de nada tentar arrumar aquele ninho de pássaros que eram os meus cabelos, deixando-os ao natural, que pela visão do meu noivo, era a coisa mais sensual e irresistível em que ele já pôs os olhos. Ele não mentiria para mim, apenas para me agradar, sendo ele conhecido por ser excessivamente sincero, até mais que o carrasco do diretor do campo, e com uma refinada acidez no seu mau humor diário. Ser o rei do submundo não era para qualquer um, e esse era mais um dos muitos motivos que me fizeram babar, quer dizer, encantar por aquele deus gregos escultural e moreno. 

 

 Apesar das diferenças que eu tinha com o Dionísio e o seu jeitinho carinhoso, malvado e inescrupuloso de me tratar, eu nunca deixaria de creditar o quão bom aquele ser conseguia ser, o quão generoso, cuidadoso e bondoso ele era no fundo de seu amago, bem lá no fundo. Ele foi um dos que lutou para receber junto ao seu escudeiro e amante, Apollo, órfãos humanos excepcionais, capazes de enxergar além da névoa e despertarem poderes, o que seja atribuído a algum laço sanguíneo distante com algum Olimpiano ou até mesmo uma evolução de espirito, e assim como eu consideram essa campina o nosso recanto feliz, sendo eles futuros cavaleiros de bronze, prata e ouro. 

 

 A brisa anunciava um dia de sol e sem sons adjacentes, o que era perfeito em todas as concepções imagináveis e inimagináveis. Mal colocará os pés para fora da cabana de tons claros, pasteis, e uma voz grave o alarmou que as suas previsões se concretizaram mais cedo do que esperava:

 - Peter Johnson! Felicito-o por estar de pé cedo o que é fora de seus padrões, e com uma face tão alegre beirando a um palhaço de circo, até parece que sonhou com coisas que não deveria ter presenciado ontem, não é mesmo Johnson? – O seu sorriso aberto anunciava tempestades massivas, e olha que ele nem era o Olimpiano daquele cerne. – Espero que não pense que aquela cartinha dada ao inocente do Apollo, que não aprendeu a me consultar antes de aceitar por nos como casal, o dispensará de suas atividades como instrutor dos novos campistas nessa semana. 

 

 As roupas usuais do Senhor D. eram escuras, e em datas comemorativas usava uma toga caída no ombro deixando a sua pele clara e macia a vista, de fato ele era belo, todavia não com aquela expressão luxuriosa que somente o meu amado possui. Aparentemente hoje, era esse dia, e sinceramente sequer faço ideia que dia da semana é, ou em que mês estamos, estive tão cheio de deveres e tão distraído planejando como atiçar a volúpia do meu moreno, que deixei tudo para lá, na esperança de que nada importante se perderia no caminho. Agora aquela pressão no estômago, misturado a fome e a sensação de que algo de novo ocorrerá hoje se apossara de todas as minhas células. Lentamente caminhávamos até o salão dos veteranos, e eu só desejava não ter que acompanha-lo ou ser seguido por ele, sendo que aquele homem parecia querer me jogar aos cães do tártaros para ser consumido vivo, felizmente eles gostam de mim, por causa do Hades que os alertará que eu sou o seu bem mais precioso e querido. 

 

 Mantive a minha expressão séria na face anteriormente alegre, tentando não me incomodar mais que o necessário com os comentários ferinos do ruivo a minha frente, que carregava consigo um envelope negro amassado nas mãos pequenas. O sorrisinho debochado era o seu cartão de visita tradicional, e por mais incrível que soe era o preferido de Apollo, que costumava recitar cada vez que queria deixa-lo envergonhado e calado, dizia se assemelhar a um coelhinho arisco, que por fora é fofo e lindo, mas por dentro carregava as mais belas joias. Um típico homem apaixonado, e de certa maneira passei a entende-lo nesse sentido, mais do que gostaria. Que o Hades nunca escute o que irei dizer, entretanto ele e o Senhor D. são extremamente parecidos nesse quesito.

 

 O relógio do meu pulso indicava 07:45 da manhã, e a quase cinco minutos sou julgado e troçado pelo Dionísio. Eu não detinha quaisquer conhecimentos sobre a tal carta ou o seu conteúdo, o que em parte explicaria a discussão dele com o noivo, e a implicância comigo a essa hora do dia. Exclusivamente com a minha pessoa, pois depois da minha última façanha ao salvar os Olimpianos dos titãs revoltosos, ele tinha parado de ser tão ranzinza ao meu vê e até pronunciava corretamente o meu nome, como se sempre o falasse; esse homem daria um excelente ator, cheguei a acreditar em toda aquela fase zen, neutra, o que provou-se novamente passageira. É aqui que se encaixa as desconfianças com esses seres místicos, nunca deixe se enganar pelas aparências, o interior é completamente diferente da carapaça luminosa. 

 

 - Senhor D. do que exatamente se refere com essas acusações sobre eu ter dado algum tipo de carta para o seu noivo, e que ela de alguma maneira me fariam ter menos tarefas diárias se comparado aos meus colegas de serviço. – Arquei a sobrancelha notando um ar de desconfiança em seus braços agora mais relaxados e menos agressivos. – Posso garanti-lo que nada tenho haver com o que quer que seja que tenha lhe causado algum tipo de aborrecimento.

 

 Ele se sentará na mesa, enquanto eu permaneci de pé esperando pelas respostas daquela confusão da qual estava metido sem ter ciência.

 

 - O herói aclamado pelos jovens semideuses é mais estabanado que um sátiro perdido numa floresta. – Divagou um pouco alto de mais, como se aquilo o divertisse muitíssimo.

 

 - Hum... – Puxei o ar para ver se ele me dava a resposta de uma vez.

 

- Não me apresse Peter Johnson, essa sua agonia em saber das notícias de primeira mão só me dar mais risadas para compartilhar com os meus pupilos e com o Apollo, que será devidamente perdoado por ter me dado tão prazerosa alegria. – A risada do mais velho ecoava pelo refeitório vazio, deixando-me mais irritado pelo meu esquecimento e por ser a fonte favorita de deboche do senhor dos vinhos, que tem apreço por caçoar de todos aqueles a quem julga interessantes. – Nem sequer sabe que hoje completa exatos vinte e um anos de idade, e por pedido dos três grandes, em maior exigência a do seu noivo, que hoje os seus amigos e nos deuses participemos de um baile de mascaras, ao estilo herói, cada um sendo obrigatoriamente convocado a lhe darem os parabéns, meu caro Peter.

 

 Como livrar-se de ter que dar as felicitações a alguém ao estilo Dionísio. 

 

 - E-eu... Obrigado, eu acho. – Cocei a nuca sem ter o que falar, tentando parecer pelo menos contente por ele ter me felicitado, mesmo que tenha sido mais uma de suas frases rudes em prol de me rebaixar.

 

 Os dedos tamborilavam sobre a mesa, e segundos depois a mesma estava recheada de pães, ovos mexidos, suco de uva, queijo frio, bolo de chocolate, panquecas e outros alimentos, e para mim só me bastava uma maça caramelada. Ele podia ser ardiloso, mas os seus poderes culinários eram fantásticos, e recordo-me muito bem que durante a minha infância fui criado como um filho que ele nunca teve, e era por essa razão que ele não dava o braço a torcer para mim, afinal ele sempre mantinha as suas expectativas sobre mim em alta.

 

 - Desde a última batalha, a mais feroz delas, devo ressaltar, quase que o derrotaram, todavia aos “cuidados” do deus dos mortos, era pra se estar cheio de energia e disposição extras. – O tom malicioso da sua voz foi rapidamente captado pelos meus ouvidos aguçados, e por pouco não me engasguei com aquela maça adocicada e predatória, por isso preferi deixa-la dentro do prato antes que cuspisse sob o Senhor D. que ficaria ainda mais furioso comigo.

 

 As lembranças de noites passadas regadas a muito sexo no aconchego do corpo másculo de Hades me arrepiava a coluna, e deixava a minha boca seca, como se estivesse no deserto durante um sol escaldante e não tivesse sequer um jarro pequeno de água. Dionísio era um maldito sádico, outro ponto em comum com o Hades, que também adora me atormentar, só que no intuito de me possuir em seguida, não apenas para rir as minhas custas. 

 

 - Pelos os seus atos de bravura recentes, eu o deixarei ficar durante essa semana de folga, não porque foi outra exigência daquele maldito rei do tártaros, e sua libido infinita, mas porque tenho pena do seu traseiro garoto. – Ele comia com gosto, e pela expressão contente e sincera, pensava em Apollo, e no quanto ele era apenas seu. – Se ousar pensar que sou uke, saiba que eu revogo essa licença.  

 

 Pelo som dos pássaros que cantavam felizes a sua volta, o sol incandescente que é Apollo estava orgulhoso de seu homem, por ter cedido e resolvido ir a tal festa, além do mais ele é o deus das comemorações, e seria improvável não participar da mesma, ainda que a contragosto pelo seu anfitrião sombrio e de gosto duvidoso. Olhe para Peter Johnson e tire as suas conclusões, e ele com certeza achava o garoto legal, no entanto a semelhança com Poseidon, aquele tratante que o manipulava para auxilia-lo em seus caprichos por novas terras e domínios, o faziam acha-lo intragável. Enquanto a sua outra parte, considerava o mais novo um jovem virtuoso e com aquele charme pertencente a um dos três grandes, um futuro reizinho. Odioso e amável. Uma dualidade fascinante e singular.

 

- Obrigado, Senhor D. – A carta foi estendida da mesa e ele a pegou para si, guardaria aquele gesto de Hades, na sua caixinha de recordações; então arrumaria o meu almoço, vestiria o meu terno novo, a mascará prateada e utilizaria o amuleto para chegar antes de todos na festa, e não seria levado até o local por algum amigo que provavelmente já combinará com antecedência ser o designado para tal função. – Alias, o meu nome é Percy Jackson, e eu não busco bisbilhotar a sua vida privada, ainda que estejamos na mesma posição, que sinceramente é tão prazerosa quanto ser o ativo. E para isso é só variar as vezes.

 

 Tive que sair rapidamente antes que um jarro mágico de vinho me molha-se por inteiro. Todavia, sabia que o diretor estava orgulhoso da minha resposta, ele costumava a me ensinar que diante das adversidades devemos lutar com todas as nossas forças. E sinceramente quer maior desafio a ter que aprender a lidar com o gênio do Dionísio, e do Hades. Ou com os caprichos do Zeus do Ares, e a doçura e candura do Eros.

 

 Espero a sua visita ao castelo do Tártaros para o baile de mascaras do meu futuro marido Percy Jackson. As nove da noite...

 

 Há cerca de duas semanas fui questionado pelo Apollo sobre já ter participado de um baile de mascaras, e eu neguei, contudo lhe afirmei que se pudesse ir a um  me daria por satisfeito. Ou seja, foi ele o intermediário para saber qual tema mais me agradaria. São essas pequenas ações que me fazem ter absoluta certeza de que o Hades é o homem predestinado para mim. Que nascemos para nos completarmos. Um calor agradável tomou conta da minha face, as batidas aceleradas do meu coração seguiam sincronizadas com a pequena corrida que fazia de volta ao chalé de Poseidon. 

 

 Mais tarde me lembraria de agradecer ao Senhor D. ter “falado” demais sobre a festa surpresa, me dando mais tempo para planejar a noite em que dormiria com o meu namorado, sem me preocupar em dar aulas no dia seguinte ou por estar atrasado por ter ficado tempo demais embaixo do chuveiro trocando caricias com o meu Olimpiano preferido. Podendo observar o seu rosto sonolento, e velar pelo o seu sono.

 

- XXX –

 

 Depois que o último convidado partiu para o mundo dos mortais, tomei a mão morna de meu noivo e o fiz me seguir até o seu quarto, que continuamente era remodelado pelos meus desejos, deixando a meu cargo o design de todo castelo. Por isso sou capaz de compreender as razões do meu futuro padrasto, Zeus, e do Ares de mudarem os seus lares ao seu bel prazer, era uma tarefa divertida de se fazer, e nunca tornava-se cansativo, era quase uma terapia.

 

  Em meio a luz parca das velas que deixavam o ambiente mais romântico, vendo as nossas sombras bailarem pelas paredes, imitando os nossos passos, naquela pequena valsa, com direito a música, morango e champanhe ao pé do criado mudo. Criávamos a nossa própria melodia de amor, com beijos profundos e de tirar o ar, a mãos bobas e mascaras caídas pelo chão claro do quarto.

 

  - O que achou do baile, meu pequeno herói? – A voz rouca e grave invadia os seus ouvidos e deixava as suas pernas moles, sendo preciso ser segurado pelas mãos fortes do Hades, enquanto o mesmo tirava o seu terno, desabotoava a sua camisa social e mordiscava os seus mamilos rosados e duros de excitação.  

 

 No processo de sopra-los rijos pela saliva o que causava pequenos choques, o seu membro endurecia por dentro da cueca, e o efeito das suas reações sinceras. Era um Hades com muito tesão, e com as pupilas dilatas.

 

 Os gemidos de ambos eram ouvidos pelos corredores vazios, a cama logo se tornou o porto de Percy que fora deitado embaixo do corpo do mais alto, que não parava de atiça-lo com palavras de baixo calão, e sussurros ao pé do ouvido. Eles se esfregavam deixando os seus pênis gotejando de puro desejo. Como ansiavam se aliviar, e retirar o restante daquelas roupas incomodas, mas amavam as preliminares, pois se conectavam durante aqueles minutos de prazer e promessas.  

 

 - Ah! S-sim tanto da comemoração, a esse colar singular. – Um selar de lábios prosseguiu ao momento de toques ousados.

 

 - Sou louco por ti, minha doce criança. – Ele puxou o meu queixo para cima, fitando-me longamente como se gravasse aquela imagem em especial. – Você tem esse dom único, de ser a chave capaz de abrir esse coração até então frígido, e faze-lo pulsar como nunca antes. Percy, saiba que por toda eternidade serás o meu amado, a minha doce criança.

 

 Não importava quantas discussões bobas tivemos até aceitarmos esse sentimento terno e infinito, que a cada dia nos fazia sonhar em sermos um só corpo e mente. Nem das crises de ciúmes que tivemos, todavia não por não confiarmos um no outro, mas por não nos sentirmos suficientes para suprir tanto amor, e só necessitamos estarmos juntos para percebemos que como peças de um quebra cabeça somos ideais para nos completarmos. O que de fato nos uniu e nos une é esse amor profundo que nos livrou da solidão e nos deu um novo motivo para sonharmos.


Notas Finais


Perdoem-me os erros ortográficos.


Criticas construtivas são bem-vindas.


Beijos de algodão doce, meus preciosos leitores.



Fuyuki Satoru.


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