História The Princess Of Dark - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fays (fadas), Lobos, Magia, Mistério, Psíquicos, Seres Misticos, Vampiros, Venandi, Venatrix
Visualizações 74
Palavras 3.163
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oláaares minha boa gente!
Mil desculpas pelo super atraso, como já falei em alguns comentários; tava sem celular por duas semanas. Isso me atrasou bastante, mas aqui estou eu de volta.
E genteee, obrigada pelos comentários divos que vocês tem me dado, é uma imensa inspiração pra mim

Esse capítulo tem umas dicas do que vai rolar mais pra frente na história, então prestem atenção seus lindos!


Boa leitura a todos e desculpem pelos erros

Capítulo 5 - The Distubing Music Class


Fanfic / Fanfiction The Princess Of Dark - Capítulo 5 - The Distubing Music Class

21 de Agosto…



Enxaqueca. Mais uma onda de náusea me acertou e me engoli mais uma vez na carteira. Fazia tanto tempo que eu não bebia que até me esqueci de como uma ressaca poderia ser terrível. E para piorar, flashes de horas atrás passavam por minha cabeça como a água corrente de um rio. Me lembrava perfeitamente do sorriso maligno de Adam assim que me viu. Me lembrava ainda mais da minha reação inesperada. Eu havia mesmo apontado aquele caco de vidro nele? Sim, eu havia feito. Mas o que eu achei mais estranho não foi a minha reação em si, mas sim a minha falta de surpresa quando levantei aquele objeto cortante para ele. Eu nunca havia ameaçado ninguém, nem nas situações mais desesperadoras. Quando levantei aquele caco e a minha voz para Adam foi como um… um… instinto.  Balancei minha cabeça em negativa. Eu não tinha instintos. Nunca briguei por nada na vida, apesar de ansear muito por isso às vezes.

Mais uma onda de dor de cabeça. Gemi baixinho na minha carteira para não ser ouvida pelos outros alunos. Mas tecnicamente eu poderia gemer o quanto quisesse, pois o barulho da sala abafava qualquer outro som. Eu estava na sala 11 no segundo andar, isto significava aula de música, uma das aulas não obrigatórias em Rosewood mas indispensáveis. Quando fiz minha matrícula aqui, foi me perguntado na ficha se tinha algum conhecimento em música, natação ou economia. Coloquei que fiz algumas aulas de violino quando criança e tinha um pouco de conhecimento em piano. Isto era verdade, quando pequena, Alex me ensinou algumas notas de piano e anos depois mamãe me matriculou no violino. Mas o que importa é que agora eu estava presa na aula de música até o final do ano letivo, afinal eu não tinha nenhum pouco de talento para economia e nem si quer sabia nadar. Infelizmente todo aluno tem que estar matriculado em pelo menos uma dessas matérias em Rosewood Day. 

Me ajeitei na cadeira quando ouvi o estalar de saltos altos ecoarem pela sala de música. Rooney caminhava despreocupadamente até sua carteira retangular, usando uma saia estilo anos 50, que balançava ao seu redor. Ela falou um suave "bom dia" e se sentou na sua cadeira. Todos os alunos pararam o que estavam fazendo e responderam um "bom dia" como se estivessem hipnotizados. Depois de alguns segundos voltaram a sua barulheira matinal.

A sala de música era interessante. Era longa e espaçosa, com estantes de madeira cheias de instrumentos musicais. As cadeiras eram espalhadaspela sala, dando livre escolha de onde se sentar. Eu estava em um banco de madeira com a cabeça encostada na parede, obviamente com cara de frustação. Todos ali sabiam tocar mais de três instrumentos ou eram mestres no que faziam, já eu tocava mais ou menos violino e me arriscava no piano. Com certeza seria humilhada!

A professora Rooney mexia em suas partituras enquanto os alunos se distraiam tocando instrumentos aleatórios, fazendo uma mistura insuportável de sons. Um garoto no final da sala tocava bateria como um louco, uma garota baixinha dedilhava uma harpa gigantesca comparada ao seu tamanho, e um menino batucava um pandeiro descontroladamente. E isso era só o começo…

Suspirei alto quando um garoto sentado em uma carteira próxima a minha voltou a tocar na guitarra Miss you  do The Rolling Stones  mais uma vez. Já estava me dando nos nervos! Esse garoto estava tocando essa música desde que entrei na sala, com algumas pausas aqui e ali. 

Reparei que Rooney colocou os dedos nos ouvidos e inclinou a cabeça para trás, pedindo paciência. Em um breve instante, não vi Rooney como uma jovem professora e sim uma adolescente de cabelos pintados com puro tédio. A miragem sumiu e ela voltou ao normal, se levantando e caminhando até o centro da sala murmurando baixinho para si mesma "só algumas notas, não vai fazer mal à ninguém" 

Não entendi mas prestei atenção ao que ela disse.

- Silêncio por favor, temos que começar a aula — ninguém parou de tocar —  Vou tocar a harpa para aquecer

Sem nenhum aviso ela pegou a harpa da garota baixinha e a trouxe até o centro da sala. Se sentou no assento e começou a tocar a harpa, mesmo ninguém estando prestando atenção nela.

Com notas finas, ela começou a dedilhar a harpa. Uma melodia limpa e suave, quase fraca, mas de repente às notas se tornaram fortes e ouviveis. Com mais intensidade Rooney subia e descia os dedos pelas cordas da harpa, mas sem perder a graciosidade. Logo o som melodioso e inebriante preencheu a sala de música, e todos foram obrigados a parar o que estavam fazendo e prestar atenção ao som. Assisti de boca aberta todos se acalmarem instantaneamente e relaxarem seus músculos, quase que imediatamente. Todos pareciam hipnotizados pela melodia que saía da harpa, menos eu.

Quando Rooney levantou a cabeça e observou alguns alunos fecharem pouco a pouco suas pálpebras, levantou nervosamente da cadeira e ajeitou a saia. Quando a música parou, todos pareciam ter despertado de um transe.

- Bom, vamos começar a aula — Rooney disse dando um sorriso satisfeito — Todos para seus devidos instrumentos por favor.

Os alunos foram pegar seus instrumentos apressadamente nas estantes. Finalmente a aula ia começar. Em uma estante quase vazia, um violino solitário se repousava. Fui até ele pretendendo toca-lo, mas uma mão pálida o segurou. Instantaneamente minha mão também repousou sobre ele.

- Esse é meu. Procure outro.

Era Kristen. Seu tom era de indiferença, como se eu fosse desistir dele só porque ela disse para desistir.

- Mas os instrumentos são do colégio, não dos alunos — falei mantendo a educação mas com um tom de firmeza. Ainda segurava o violino.

- Não interessa. Eu toco com este aqui à anos — ela firmou mais ainda seu toque sobre o violino e me fitou intensamente. Um pedido claro para desistir.

- Eu não quero brigar ok? Então porque não pega outro? — falei. Queria acabar logo com aquela discussão.

- Acorda, todos os violinos já estão ocupados! — ela indicou as estantes vazias, depois me cutucou repetidas vezes com o dedo pálido no meu tórax, me forçando a ir alguns passos para trás — Só porque veio de outra cidade não significa que pode fazer o que quiser! Não é assim que a coisa funciona, boneca.

- Eu não sou desse jeito! — falei elevando meu tom de voz. Não iria recuar.

- Ah não? Então é como? — ela fociverou — Burra e surda? Eu disse que vou tocar com esse garota!

Kristen era agressiva e intimidante, mas me recusava a ter medo dela. Vendo que eu não ia desistir fácil, ela puxou com força o violino. Ela era forte, mas eu também era, podia não parecer, mas era. Sempre tive pensamentos de luta dentro de mim mas nunca tive a chance de usá-los.

Enquanto nós duas puxavamos o violino rangia. Se uma de nós duas não soltasse, muito em breve estaria danificado.

Uma voz ecoou alto pela sala.

- Algum problema ai meninas? — Rooney perguntou do outro lado da sala

Aproveitando a minha distração, Kristen puxou com toda força o violino e o arrancou das minhas mãos. Ela se recompôs e sorriu diabolicamente quando respondeu Rooney ainda me olhando.

- Nenhum professora, mas Misty não encontrou nenhum instrumento para tocar.

Vaca.

Ela nos lançou um olhar desconfiado depois engoliu a desculpa.

- Tudo bem, vamos começar. Como vocês duas estão tão ansiosas, serão às primeiras — Rooney disse calma — Venham até a frente meninas. Senhorita Talley será a primeira, seguida de Kristen.

Resmungando mentalmente me dirigi até a frente da classe. Podia não ter um olho nas costas, mas jurava que Kristen sorria atrás de mim, o que só me deixou mais nervosa.

- Senhorita Talley, algum problema com o piano? — Rooney perguntou.

- Nenhum.

Todos

- Então pode começar.

Nervosa, me sentei atrás do piano e respirei forte antes de começar. Encostei os dedos nas teclas do lindo piano de carvalho e comecei a tocar.

Sem me preocupar com a minha plateia, dedilhei notas alegres e vibrantes de uma música que sabia de cor. Essa Alex havia me ensinado quando eu tinha 11 e ela 15. Me surpreendi quando meus dedos tocaram as teclas rapidamente sem ter uma falha si quer de memória. Quando terminei, me senti feliz comigo mesma pelo meu feito e pela boa lembrança que aquilo me despertou. No geral diria que meu desempenho foi médio.

- Faz tempo que eu não toco… — falei quebrando o silêncio. Todos prestavam atenção em mim, como era de se esperar.

- Percebe-se — Kristen murmurou de braços cruzados enquanto me encarava ao lado de Rooney.

O garoto louco da bateria fez uma batida que era usada depois de uma piada bem feita em um show de comédia. Lancei meu pior olhar pra ele, no que ele levantou às baquetas, em sinal de rendição.

- É a minha vez, certo? — disse  Kristen pegando seu  violino.

- Sim, pode começar senhorita Hill 

Tomei meu lugar ao lado de Rooney e observei de braços cruzados Kristen tocar. Torcia mentalmente que ela tocasse mal ou errasse o máximo de notas possíveis, mas minhas esperanças foram embora assim que ela começou a tocar.

Meu queixo caiu. Ela tocava maravilhosamente bem, mil vezes melhor que eu no violino. Seu jeito de tocar era tão intenso, que podia muito bem ser tão hipnotizante quanto Rooney. Ela tocava mantendo seus olhos escuros fechados, sentindo a música a sua volta. Sua melodia era crua e rascante, quase melancólica. Quando terminou abriu os olhos e se levantou da cadeira, satisfeita com seu desempenho. Olhei para Rooney e ela não parecia impressionada. Com certeza já havia visto Kriss tocar milhares de vezes.

- Ótimo, como sempre — a professora parabenizou — E… bom senhorita Talley, muito bom — engoli em seco. Bom não era melhor que ótimo — Agora o resto da aula é livre para tocarem o que quiserem. Mas por favor, sem descontrole…

O cara louco da bateria voltou a tocar e Rooney suspirou pesadamente.

[…]

Com o som do sinal todos os alunos saíram da sala apressadamente, enchendo os corredores de vida novamente. Tentei ao máximo desviar dos encontrões, mas foi difícil me manter de pé quando Kristen passou por mim feito um furacão. Com a bolsa no ombro direito ela atravessou o corredor sem olhar para trás. Fiquei pensando porque ela me odiava tanto, mas percebi que ela praticamente odiava todos do colégio…

…E o colégio odiava ela. 

Enquanto ela atravessava o corredor, um casal encostado nos armários murmurava alto o bastante para ela ouvir:

- Ela me da medo —disse a garota vestida de líder de torcida.

- Calma neném, ela é só mais uma garota mal comida — respondeu o garoto dando um selinho na líder e rindo logo em seguida.

Ela ergueu a cabeça  fingiu ignorar o casal. Mais a frente outro garoto fez o sinal da cruz e sussurrou em frente ao seu rosto:

- Esquisita! — e saiu rindo pelo corredor. Kristen rosnou para ele e continuou caminhando até parar, dar meia volta e andar rapidamente até o banheiro.

Será que ela ia chorar?

Quando passou por mim percebi seu rosto abalado, mas deduzi que já estivesse acostumada a isso. Senti uma pontada de dó e uma vontade incessante de ir atrás dela, mas algo me dizia que tudo que ela não queria era dó

Com um susto percebi que o corredor a minha volta estava quase vazio. Droga! Agora era aula de matemática, eu não podia chegar atrasada.

Alguém me deu um puxão delicado.

- Merda Sarah — falei me virando para encontrar a ruiva um tanto inquieta — Você me assustou!

- Antes susto do que advertência! — ela me puxou escada a baixo até o primeiro andar — Se for pega nos corredores sem autorização do  professor depois do último sinal, leva uma advertência e uma bela bronca do monitor.

- Que monitor?

- Andrew, mais conhecido como "cabaço de palha"  — Sarah murmurou, se esgueirando pelo corredor como uma espiã desengonçada.

Entramos na sala quando faltava apenas dois segundos para o sinal final tocar. Os olhos irritadiços da professora nos seguiam enquanto íamos para nossos lugares. Reparei que o lugar atrás de mim estava vazio, isto significava que Ian não estava em sala hoje. Achei estranho, pois vi ele entrar no colégio hoje. Talvez esteja matando aula, afinal para um garoto que quase matou uma pessoa com uma estaca, matar aula não era nada. A imagem do sangue escuro de Adam caindo no chão seguida do seu corpo, preencheu minha mente. Pisquei meus olhos tentando em vão limpar minha mente da imagem horrível que se formará. 

- Você tá bem? Parece mal — Sarah falou. Sua voz estava cheia de preocupação.

- Estou sim. Só tive uma noite mal dormida.

                     * * *

A tarde, minha enxaqueca havia passado em sua maioria, mas ainda sentia de vez em quando uma pontada de dor na cabeça. Quando isso acontecia recorria ao chá. Agora estava sentada no para-peito da janela do meu quarto, com a cabeça apoiada nos joelhos; encolhida como um passarinho. Observava o movimento calmo da rua enquanto esperava Ana me chamar. A janela dava uma vista completa da rua e da varanda, me permitindo ver quem se aproximasse. Hoje Ana me levaria até a Broken Departament para uma conversa pessoal com o detetive Mayson, que era o encarregado da maioria dos casos de desaparecimentos em Portland. Ana me alertou que seria mais como um interrogatório, mas eu não me importava, só queria ajudar a achar a minha irmã. Estava cansada de não fazer nada.

Inquieta pelo rumo que meus pensamentos tomaram, desci do para-peito da janela e caminhei até o quarto de Alex, determinada a lembrar mais da sua presença. Lá, sentei em sua cama de casal fofa e macia e observei às curtinas brancas de cetim. Tudo organizado, do jeito que ela gostava. Olhei para a enorme estante de livros em frente a cama. Com certeza ela já leu todos aqueles livros. Caminhei até a estante com um sorriso bobo no rosto, me lembrava perfeitamente dos dias em que ela lia incansáveis livros enquanto eu pintava  suas unhas  com esmalte. Ela ficava tão focada que nem  notava suas unhas do pé pintadas.

Passei às mãos pelos livros empoeirados até escolher um qualquer. Peguei um grosso em uma das últimos prateleiras. Assim que o tirei e abri, uma folha de papel  caiu. Me abaixei para pega-la e percebi que ela não pertencia àquele livro; era branca e escrita a mão, enquanto as páginas do livro eram amarelas e feitas por uma máquina. 

Li com atenção o papel.


Querida lady Alex

Eu como representante geral da assembleia Venandi  do Maine e de seus arredores, venho lhe informar sobre o aumento das atividades suspeitas do mundo dos "Mysticum esse"  para com o mundo humano: foram registrados roubos no banco de doação de sangue de Waterville, ataques de "animais selvagens" nas florestas de Lewiston e encontrados resquícios de artefatos usados nas tentativas banais de magia  Faye  em Portland. Peço que retorne a assembleia para resolvermos o que faremos a respeito das atividades perigosas dos seres místicos.

Atenciosamente, Mark Raspian, membro da assembleia Venandi

Viva à ordem!

V


Dobrei o papel com as mãos um pouco trêmulas. 

O que era isso? Algum tipo de carta? Mas quem é Mark Raspian? Tantas perguntas…

Meu celebro parecia que ia dar um nó e meu coração explodir no peito. Eu havia encontrado uma pista? Com certeza a polícia não tinha encontrado isso, se não levaria como ponto de partida. Abri mais uma vez o papel e vi que tinha uma data: 24 de julho. Algumas semanas antes de Alexa desaparecer. Guardei o papel no bolso da minha blusa de moletom com o coração batendo forte. Primeiro eu iria para o interrogatório, depois investigaria esta carta. 

Ouvi o carro de Ana buzinando a distância e sai apressada de casa. Tentei disfarçar ao máximo meu nervosismo pelo caminho, mas Ana não era boba, sabia que tinha algo de errado comigo.

- Algum problema Misty? Está inquieta — ela perguntou enquanto conduzia o carro pelo trânsito.

- Nenhum — forcei um sorriso — Vai entrar comigo?

- Vou, mas não vou ficar na mesma sala que você. Preciso conversar com um cliente pessoalmente — ela deu um pequeno suspiro e sorriu de forna reconfortante — mas vai ficar tudo bem.

Hoje mais cedo ela me disse que era advogada e que a área aonde mais gostava de trabalhar, era a criminal. Por isso já estava habituada a idas constantes a delegacia. Quando o carro estacionou coloquei as mãos nos bolsos sentindo, o papel. Eu não iria entrega-lo, não agora. Antes eu mesma o investigaria. Mesmo que fosse perigoso.

Assim que entrei na Broken me deparei com algumas pessoas algemadas ao longe e alguns sons de objetos quebrando. Um dia normal em uma delegacia. Mesmo assim, arregaleios olhos.

- Preciso ir Misty. Pode sentar ali perto do bebedouro. Logo o detetive Mayson ira te chamar — ela apertou minha mão antes de ir — Você verá como todo irá se resolver quando você menos se esperar.

Eu gostaria muito de acreditar nas suas palavras.

E se foi delegacia a dentro. Me sentei no banco encostado contra a parede e esperei. Percebi que esse era o mesmo lugar aonde me sentei na primeira vez que estive aqui.

De vez em quando algumas pessoas passavam por mim e me lançavam olhares surpresos, tanto policiais quando "foras da lei". Acho que deviam estar pensando o que uma garota de dezesseis anos de aparência delicada estava fazendo ali.

Em um momento uma mulher vestindo roupas curtíssimas entrou pela porta algemada, sendo empurrada por um policial. Me surpreendi quando ela me deu um tchauzinho assim que passou perto de mim, depois foi empurrada delegacia a dentro. Quando se foi, acabei rindo da situação, mas minha risada cessou quando  ouvi um policial dizendo em algum lugar:

- Mais um passo em falso e você irá para um internato! — a voz de um policial ecoou pela área aonde eu estava.

 Inclinei minha cabeça até a esquina mais próxima e vi um policial robusto gritar com um garoto. Ele estava de costas para mim, então não pude ver seu rosto. Ele era alto mas o policial conseguia supera-ló.

 - Não me interessa  se sua mãe mora longe ou não. Para a lei é como se fosse nada!

 O  homem fociverou depois em um tom perigosamente baixo disse:

- Se for pego em mais uma briga ou qualquer coisa que for, será mandado  para um internato e depois de um ano quando fizer dezoito… — ele fez um gesto grotesco com a mão — Será enquadrado!

O garoto levantou a cabeça em um sinal de desafio.

- Pode deixar policial, não vou me meter em mais "problemas" — notei um pouco de sarcasmo em seu tom de voz.

O garoto ia dar meia volta mas o policial puxou seu braço bruscamente.

- Ainda não terminei. Vou ligar para sua mãe. Então fique em qualquer lugar por ai, não vai sair daqui até eu falar com ela.

O garoto suspirou profundamente e se virou, caminhando na minha direção. Quando vi seu rosto meu coração deu um pequeno sobressalto e percebi que seus olhos também se arregalaram.

Era… Ian.


                    ~ ~ ~ 


  



Notas Finais


Oxiii já deu pra perceber que o garoto é um fora da lei…
E a Kristen é uma garota mal amada mesmo ou é apenas uma pessoa mau compreendida?

Gente desculpa de novo pelo atraso. Era pra ter postado ontem mas aconteceu uma fatalidade e o capítulo apagou todo, tive que começar do zero. Imaginem meu desespero!

Tchauzinto amores, até o próximo capítulo (que sairá ainda nesta semana!) e não se esqueçam de comentar, é muito, muito importante pra mim (me inspira e anima)


~Beijos meus! (Juro que beijo bem) 💋


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