História The Protest - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, The Protest
Exibições 251
Palavras 3.927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olaaaa! Um capítulo especial pra deixar o domingo menos tedioso hahaha
Ah, me deixem a opinião de vocês, por favor!
Boa leitura

Capítulo 4 - Surprise


Pov Camila.

 

-Protesto meritíssimo! Não há cerceamento de defesa, em razão do julgamento antecipado da lide, quando os elementos constantes dos autos são suficientes para formar o convencimento do magistrado. –Eu disse, mantendo a pose, andava de um lado para o outro sob meus saltos, as mãos para trás do corpo, eu estava apreensiva, mas sabia que poderia ganhar.

-Protesto aceito.

-Mas meritíssimo, se me permite ressaltar nós temos provas suficientes da condolência do réu para com a lide, existe razão notória para que haja condução. –A voz do advogado de acusação me fazia ter vontade de revirar os olhos, só não fazia o ato por estar no tribunal, em um julgamento para ser mais precisa.

Advogados são líderes naturais. Promotores, idem. Se deixar, eles tentam controlar o réu, as testemunhas, os jurados, os funcionários do tribunal e até o juiz, se ele se descuidar. Não acontece porque o juiz não deixa. Mas há situações em que o advogado e o promotor devem manter as testemunhas sob rédeas curtas. Isto é, devem fazer "perguntas indutoras" de respostas.

-Julgamento encerrado. –Essa foi a voz do juiz após bater o martelo dando fim a mais um julgamento que eu estava participando essa tarde. Já havia participado de dois hoje mais cedo, estava exausta.

Após ter acontecido os debates, consegui reduzir a pena do meu cliente para trabalhos voluntários e pagamento de indenização. Ele deveria me agradecer, se não fosse por mim pegaria no mínimo 4 anos de prisão. O advogado de acusação estava com sangue nos olhos.

-Parabéns Dra. Cabello, conseguiu mais uma. –Dr. Donald me saudou quando eu passei pelas portas de madeira grossa da sala de julgamento. Eu me limitei a sorrir e continuei a caminhar de volta a minha sala, mas ele me seguiu e começou a me acompanhar.

-Vejo potencial em você, muito para ser sincero.

-Obrigada, é muito gentil de sua parte. –Me limitei a responder desviando o olhar rapidamente, eu realmente não estava com humor para conversas.

-Deveríamos falar sobre alguns processos, seria interessante ter você no meu time de homicídios. –Ele disse e eu observei atentamente, se fosse em outra época eu estaria animada com a proposta, mas hoje em dia não me limito nem a pensar, não tenho tempo para trabalhar em mais casos e ainda sim dar aula.

-Talvez em outro tempo Dr. Donald. –Tentei não soar rude.

-Claro, eu compreendo. Mas, poderíamos falar a respeito de algumas coisas, o que acha de jantar comigo? –Me mantive séria, ele estava realmente dando em cima de mim? Eu estava enojada, ele tinha esposa e filhos, e provavelmente deveria ser 20 anos mais velho que eu. Apertei meu maxilar controlando-me muito para não lhe dar a resposta que merecia, afinal, ele tinha um cargo maior do que o meu, além que poderia me queimar no tribunal. Se tem algo que eu aprendi nesses anos de vida é que, as pessoas não medem esforços para prejudicar as outras.

Nessas horas, você precisa agir como uma mulher madura, nunca, jamais, sob hipótese alguma, se deixe levar pelo poder aquisitivo de alguém. Esse deve ser seu princípio, lembrar-se que nada pode te comprar ou te obrigar a tomar decisões. Nós, mulheres, somos totalmente capazes de agir como bem entendermos, sem precisar ceder aos caprichos de alguém ou algum homem que provavelmente se acha superior.

-Eu estou lotada de coisas para fazer, sinto muito, até logo Dr. Donald. –Foi a minha resposta, me virei para entrar em minha sala batendo a porta em seguida sem nem ao menos olha-lo. Deixei claro meu desconforto sobre seu convite, e não precisei ser rude nem desbocada para dar o fora nele, fiz com educação e classe.

E não é isso que Karla Camila Cabello é, um poço de classe?!

Sorri para minha própria autoestima, eu não sei se estava mais contente em saber que as seções de julgamento haviam terminado, ou se porque era sexta-feira. A semana havia corrido desde aquela segunda em que fiz a besteira de aceitar ir para aquele bar.

Lembrar daquela noite me fez lembrar da médica, inoportuna, educada até demais. Será que ela era esse poço de calma e educação sempre?

Se for ou não, não me interessa. Não vou negar que a atitude dela me surpreendeu em me levar na porta do meu prédio. Mas também, porque eu tinha que beber aquelas taças de vinho tão rápido?!

Nota mental: Não beber mais vinho tão rápido

Por culpa do vinho, e minha, eu tive que ceder a aceitar que ela me levasse em casa, o que formou um clima bastante estranho. Eu tinha na minha mente que não deveria manter contato com ela por ela ter sido tão insolente aquele dia no hospital, mas ela me levar em casa me fez repensar se a mulher era de fato tão ruim quanto eu pensava. Tudo bem que ela não fez nada demais, não custava muito para ela tirar 15 minutos do seu tempo e me dar a carona.

Ainda tive que aguentar as piadas de Dinah sobre isso, eu não iria sequer contar a ela sobre a carona que a mulher havia me dado, porém o tal Frank já havia sido mais rápido e contado. Dinah não parava de dizer que era tensão sexual que ela sentia essas coisas. Já discutimos 3 vezes só essa semana.

-Pensando na Dra. Jauregui de novo? –A desgraçada da Dinah adentrou na minha sala e eu a nem vi. Mas eu não vou deixa-la acabar com meu bom humor.

-Claro, estava pensando no sexo selvagem que fizemos na segunda-feira. –Eu disse irônica, levantando de minha mesa e caminhando até o gaveteiro para arquivar uma pasta de processo.

-Não duvido. –Deu de ombros, me entregando uma pasta amarela que continha algumas informações sobre casos jurídicos.

-Dinah quantas vezes eu vou ter que te falar que...

-Já sei, já sei Karla, você está passando por uma crise existencial de heterossexualidade, e agora vive dizendo em voz alta que não tem possibilidade de se envolver com a médica. A minha dúvida é, se você diz para ME convencer, ou se você diz para TE convencer. –Ela falou dando ênfase nas palavras. Se manteve olhando-me parada. Eu queria matá-la.

-Dinah, por favor eu não tenho idade para crises existenciais, sei muito bem o que eu sou. Poderia me envolver com mulheres eu não ligo a respeito disso, heterossexualidade é só um rotulo. Mas se eu fosse me envolver com alguma mulher, não seria com AQUELA mulher. –

Assinalei e ignorando-a caminhei de volta a minha mesa abrindo a pasta que ela me deu. -Podemos parar de falar sobre ela? É você que não me deixa esquece-la. –Completei, deixando claro que já estava farta da conversa.

-Então você admite ter andado pensando nela? –Ela disse se sentando na cadeira a frente, eu fechei a pasta na mesma hora a fitando incrédula. -Ok eu parei Camila. –Espero que tenha parado mesmo.

Ela me explicou algumas informações contidas na pasta e ficamos trabalhando até a noite, onde ela alegou que sairia com Frank mais tarde e finalmente não fez mais piadas em relação a médica. Graças a Deus.

 

Eu estava exausta, mas recebi uma ligação do meu melhor amigo Troye, ele estava chegando de viagem e queria jantar comigo para contar as novidades, eu obviamente não iria recusar. Nos conhecemos na NYU, embora ele cursasse e trabalhasse com moda e nos fossemos pessoas bem diferentes, sempre nos demos muito bem. Ele trabalha para a revista VOGUE e passa a maior parte do tempo viajando a trabalho, porém sua residência fixa é aqui em New York. Ele, além de Dinah e Ally, foram as únicas pessoas que eu mantive amizade após a faculdade.

Estávamos jantando no restaurante Eleven Madison Park, comida deliciosa por sinal, eu nunca havia frequentado, mas Troye me assegurou que a VOGUE tinha destacado alguns restaurantes em uma matéria Trendy sobre culinária...

-E aí, é bom ou, não é?! –Ele perguntou, limpando a boca com o guardanapo de pano, os olhos ansiosos esperando minha aprovação.

-Maravilhoso! –Falei e seu sorriso ficou enorme.

-Camilinha meu amor, eu sempre te digo para confiar nos meus gostos. –Pontuou confiante, eu apenas sorri, continuamos a saborear o nosso prato maravilhoso.

Ao terminarmos Troye perguntou se eu queria beber um vinho, o que eu tratei prontamente de negar, relembrando do meu juramento de não exagerar na bebida novamente.

-Quais são seus planos para essa maravilhosa noite de sexta feira? –Ele olhou-me sorrindo, mas seu sorriso morreu na hora quando eu disse:

-Ir para casa, me agasalhar, corrigir alguns exames da faculdade, ver um filme e depois, dormir.

-Aí Camila como você é chata! –Eu revirei os olhos. -Serio, eu tenho convites para uma festa maravilhosa, se você quiser ir. –Deu ênfase no maravilhosa. Eu peguei meu celular da bolsa para conferir o horário, mas a verdade é que realmente queria ficar em casa essa noite.

-Tro, eu realmente quero ficar em casa essa noite. –Disse sincera. -Amanhã é sábado, dia de ir ao parque correr de manhã cedo.

-Tá Camila, que espirito de velha, você me arrasou com esse negócio de ir ver filme e dormir, estou até com medo de pegar esse teu desanimo. –Ele disse exasperado. Revirei os olhos para sua reação, como consegue ser tão exagerado?!

Terminamos a conversa com Troye falando sobre os homens da Tailândia e como eles eram magníficos, eu contei algumas coisas sobre o trabalho e sobre o Javier, o latino que a Dinah me garantiu que eu iria amar, mas na verdade eu só queria me livrar da presença dele aquele dia no bar, nunca vi um cara mais superficial, já sai com caras superficiais e que se achavam a última gota de calda do pudim, mas aquele cara era demais, exagero de conduta. Não, eu não mencionei a médica, não era necessário. 

Pegamos um taxi e desci na esquina da rua onde eu morava me despedindo de Troye e caminhando para o meu apartamento, o frio e final do inverno estavam castigando a qualquer um.

Tenho que me lembrar de por meia calça invés de andar com as pernas de fora.

Cheguei ao prédio dando boa noite a alguns conhecidos, o sindico me avisou que haviam chego algumas correspondências em meu nome e me entregou, eram contas normais, cartão de credito, agua e energia. No entanto, havia um envelope grande com símbolos do Tribunal de Miami que obviamente foi o que mais me chamou atenção.

Cheguei no meu apartamento e fui tirando os saltos, me dei ao luxo de jogar-me no sofá para relaxar. Abri o envelope e vi que era uma carta do fórum de justiça avisando que eles haviam dado um passo nas investigações e precisavam da minha presença em Miami porém só daqui a dois meses para ver alguns papei e assinar alguns documentos. Bom que eu visito meu pai e Sofia, tenho certeza que a mais nova vai ficar muito feliz.

As investigações que a carta se refere é a respeito do descaso com imigrantes nas redes de saúde Americanas. Eu havia levantado alguns inquéritos a respeito de relato de outras pessoas que tinham sofrido da mesma forma que minha mãe sofreu. Eu não estava vingando sua morte, até porque sei que nada a trará de volta, e o caso dela é muito antigo, mas eu estava tentando evitar que acontecesse com outras pessoas, e que os culpados por tais atitudes pagassem.  Então me uni a um advogado da região que tem um escritório de advocacia em Miami, Dr. Abílio, juntos levantamos investigações sobre o hospital e alguns médicos, ele como está por Miami sempre cuida de tudo, ouve clientes, coleta provas e acompanha o processo de perto, no entanto como eu sou uma das autoras as vezes é necessária minha presença para dar permissão ao avanço do processo.

Me permiti sorrir, uma boa notícia, estamos avançando.

 Tomei um banho e me pus a fazer umas coisas da Universidade até pegar no sono, acordei pela manhã com o telefone tocando, presumo que seja Grace e que eu provavelmente esteja atrasada.

Grace é minha vizinha desde que me mudei, ela já morava aqui no prédio, é uma boa colega. Ruiva da pele branca e olhos verdes, tem 23 anos. Nós sempre corremos no parque aos sábados pela manhã, virou habitual.

 

7:46 AM.

-Vamos Camila, aperta o passo não é possível. –A voz de Grace soara encorajadora.

Já estávamos no parque correndo a alguns minutos, eu estava com meu tênis Nike preto, uma camiseta preta, meu iPod e uma calça com estampa de exército, mas o tecido era de malha.  Não sei por qual motivo meu desempenho estava pior hoje, eu estava suada e ofegante, mas apertei o passo para alcança-la, e assim fomos mantenho o ritmo. O dia estava ótimo e várias pessoas estavam no parque, algumas fazendo exercícios como nos, algumas com os filhos, praticando esportes, conversando, ou admirando a paisagem.

-Eu... Literalmente preciso... Uma pausa. –E realmente, eu estava ofegante. Grace riu parou de correr acompanhando-me. Estendeu uma garrafinha cheia de agua para que eu pudesse beber.

-Você vai na feira livre hoje? –Questionou-me observando eu beber a agua como se minha vida dependesse daquilo.

-Sim, eu estou doida para comprar uma planta de ambiente para colocar na minha sala. –Respondi sincera, estávamos parada perto de uma quadra externa de exercícios onde algumas pessoas jogavam algo que não fiz questão de prestar atenção no que era.

-Meninas bom dia, desculpe interromper a conversa, mas eu ouvi sobre feira, eu estou doida para ir em alguma aqui, mas nem minha filha nem meu filho estão com a boa vontade de me informar se vai haver alguma...  –Uma senhora que estava próxima nos interrompeu, ela parecia ter entre 45 a 50 anos, era bonita e bem vestida, me lembra alguém mas não sei se consigo definir quem.

-Sim senhora, hoje temos a Union Square Greenmarket. É realmente ótima e tem de tudo.  – Grace a respondeu simpatia, ela parecia estar atenta a tudo.

-Nós vamos direto daqui e vamos de metro, se a senhora quiser nos acompanhar até lá... Aí meu Deus!  –Eu estava conversando com a mulher quando fui interrompida por uma pancada no braço, olhei para ver o que tinha me acertado e era uma bola de basquete, eu peguei nas mãos preparada para gritar com quem quer que fosse, mas ao me deparar com duas pessoas correndo em nossa direção, não consegui falar nada.

Meu destino estava de sacanagem comigo.

-Camila?  –Era Frank, mas ele não estava sozinho, ele estava acompanhado pela Dra. Jauregui, que tinha os olhos arregalados enquanto intercalava o olhar entre mim e a senhora que havia nos interrompido, ela estrava extremamente suada com uma camisa grande de basquete e short preto colado, as bochechas rosadas fora do comum indicando que estava fazendo esforço.

-Você se machucou?  –Ela se aproximou e pegou meu braço, analisando a área que ainda estava queimando com a pressão da bola.

-Você fez isso de propósito?  –Sibilei, e puxei meu braço com certa brutalidade para quebrar o seu contato, eu mesma olhei e a área estava vermelha.

-O que, mas é claro que não Camila, eu nem vi que você estava aqui.  –Ela disse unindo as sobrancelhas, os olhos fixos no meu assim como eu matinha os meus fixos no dela.

-Você sabe que eu posso te processar por agressão e...

-Vocês se conhecem?  –A voz da senhora me cortou, fazendo eu parar de encarar a médica e me virando para olha-la, os olhos de Frank, Grace e até mesmo da senhora estavam observando nossa interação.

-Sim, mamãe, está é Camila, amiga da garota que Frank está saindo.  –Uau Jauregui, você é ótima com apresentações. Quis dizer, mas me contive em apenas sorrir para a senhora que eu descobri ser mãe da médica arrogante.

Agora sei quem a mulher me lembrou.

-Mas que interessante, prazer Camila eu sou Clara, peço desculpas pela minha filha. Ótimo que vocês se conhecem, Lauren vai nos levar a feira!  –Claro falou e eu arregalei os olhos.

Preciso inventar uma desculpa, preciso inventar uma desculpa, pensa rápido Camila...

-Oh não é necessário Sra. Clara, eu e Grace vamos de metro, inclusive já estávamos indo e...

-Que bom, vamos mamãe, antes que a senhora-processo-tudo-e-todos resolva me processar. –A voz dá médica arrogante me cortou, eu serrei os olhos para ela e fingi dar uma risada totalmente sem graça enquanto ela e Frank estavam rindo, o rapaz viu que minha expressão não estava amigável e parou de rir na mesma hora.

-Lauren Michelle, onde está a sua educação, vamos para o mesmo lugar que as senhoritas e não custa nada levarmos elas.  –Não vou negar, foi ótimo ver ela recebendo esporro da mamãe. Observei sua expressão séria. Agora eu que sorria, ironicamente é claro.

-Vamos com elas Camila, não há problemas por mim.  –A voz de Grace chamou atenção fazendo todos a olharem.

-Sendo assim, até mais senhoritas, e Lauren eu te ligo mais tarde.  –Frank se despediu e pegou a bola da minha mão piscando e saindo, eu nem lembrava que ainda segurava o objeto. Lauren bufou e disse:

-Vamos!

 

Estávamos na feira, viemos no Mercedes GLC já conhecido por mim. O caminho praticamente inteiro em silencio, sorte que a feira era próxima, 20 minutos e já havíamos chegado. Eu confesso que estava doida para despistar Lauren e a mãe dela para que eu pudesse sumir com Grace e não ter que ficar perto. Eu simplesmente não me sentia bem nem confortável com a presença de Lauren.

Mas a mãe dela era bem comunicativa e parecia empolgada, ela disse que era difícil vir a New York pois os filhos faziam de tudo para ela não vir. Presumi que Lauren deveria ter irmãos, não sei nada sobre sua vida, além do básico, e algumas coisas que Dinah havia comentado e particularmente não me interesso muito em saber.

-Eu gostei dessa, esboça tranquilidade.  –Ela disse para mim, eu olhei em volta para confirmar que era comigo, mas sua mãe e Grace estavam em outra tenda da feira. -É com você Dra. Cabello.  –Reforçou, mas mesmo assim eu balancei a cabeça em negação deixando claro que não estava entendendo. Ela revirou os olhos e disse -A planta, Camila você não comentou no carro que procurara uma planta para ambiente interno?  –Explicou e eu havia entendido, olhei para planta que era realmente linda. Ela tem bom gosto.

-Você tem bom gosto Dra. Jauregui.  –Pontuei a olhando. Ela sorriu e piscou, parecia orgulhosa de si. -Qual o nome dessa aqui e quanto custa?  –Perguntei ao vendedor que pegou a planta para com muito gosto começar a explicar:

-O nome é ECHEVERIA senhorita, é ótima, deve ser regada apenas uma vez por semana, pois a umidade pode apodrecer suas raízes e não tolera muito sol. O preço é 25 dólares.

-Vou levar!

-Boa escolha senhorita, sua amiga não vai querer levar nenhuma?

-Não somos amigas! -Eu e Lauren respondemos juntas, de imediato, foi automático. Nós olhamos, ela deu uma pequena risada e eu não pude deixar de acompanhar. Que situação infantil.

-Eu vou levar uma, se o senhor puder coloca-la em algum embrulho, é para presente.

Ela disse e eu cerrei os olhos, deve ser para presentear alguma mulher que ela está interessada. Na verdade, não sei porque estou supondo coisas, não tenho nada a ver com a vida dessa mulher.

Depois de mais ou menos 30 minutos, estávamos no carro indo para casa, Lauren não se mostrou uma companhia tão irritante quanto eu imaginava, talvez fosse medo de ser repreendida pela mãe.

Clara havia comprado algumas lembranças, Grace comprou brincos artesanais, eu havia comprado mais duas plantas, dois minis cactos para ser mais exata, e Lauren comprou somente a planta que havia comprado quando eu estava junto com ela. Sei que os nossos últimos dois encontros trocamos farpas e agimos com ironia, e embora ela houvesse feito piadinhas fora de hora, e também tivesse me acertado com a bola mais cedo, esse nosso encontro havia sido bem menos turbulento.

Como eu havia mencionado, eu não conhecia muitas coisas a respeito da Dra. Jauregui, mas como boa observadora que eu sou, sei que ela é uma pessoa calma e educada, isso eu não podia negar, e dessa vez não foi diferente, ela fez questão de levar eu e Grace até a porta do nosso prédio, alegando que não a custava nada, sua mãe também foi gentil, dizendo que estava agradecida pela nossa companhia e esperava poder voltar mais vezes para New York.

Já era a tarde quando chegamos no prédio. Nos despedimos de Lauren e sua mãe deixando seu carro e adentramos a portaria, Grace não me fez perguntas a respeito de Lauren, o que eu agradeci internamente. Sem prolongar ela foi entrando no seu apartamento e eu entrei no meu, morrendo de fome, iria tomar um banho e preparar algo. Quando meu celular tocou em cima do balcão, vi 3 chamadas perdidas, era Troye.

Atendi o aparelho e ouvi a voz de meu amigo:

-Camila, vamos almoçar? Falei com a Dinah, ela disse que vai!

-Topo! Aonde?

-Vamos ao shopping, e lá decidimos.

-Vou tomar um banho e encontro vocês lá!

Desliguei a ligação e fui colocar minhas plantas em locais estratégicos antes de tomar banho, percebi que faltava um cacto.

Devo ter deixado no carro de Lauren, tenho certeza que entrei lá com ele. Espero que eu esteja errada, espero que esteja com a Grace.

De qualquer forma, depois eu peço a Dinah para falar com ela. Me apressei em tomar meu banho e colocar uma roupa bem despojada para encontrar meus amigos no shopping. A essa altura, Frank deve ter dito a ela que eu fui a feira com Lauren, espero que ela não me venha com interrogatórios.

 

Cheguei ao shopping e subi pelas escadas rolantes, logo avistei Troye e Dinah perto da praça de alimentação. Fomos almoçar e depois andar pelas lojas, conversamos sobre tudo e Dinah nem tocou no nome da médica, ela mencionou Frank algumas vezes, mas não falou nada a respeito. Bom, se ela não deu importância ao assunto não seria eu que iria dar, comentei que fui a feira e que estava com muitas variedades despertando o interesse de Troye em ir também.

A noite começou a cair e me despedi dos dois ressaltando que o dia havia sido cansativo e eu havia marcado de ligar para Sofia hoje. Dinah disse que hoje iria jantar com Frank e Troye tinha um evento para ir mais tarde.

 

Nesse momento eu estava em casa tomada banho, vestida com um pijama totalmente maduro com estampa de bananas. Prendi meu cabelo em um coque alto;

Scoot, um procurador de justiça que trabalha no Tribunal comigo havia me convidado para acompanha-lo em um evento de senadores e eu apenas recusei com gentileza para não parecer grossa. As vezes almoçávamos juntos, ele era uma boa companhia, e de vez em quando dava investidas em mim. Já ficamos algumas vezes, mas nada a diante, como eu disse ele era uma boa companhia.

Eu apoiei minha perna na cama para passar um hidratante pós banho, despejei o creme em minhas mãos e comecei a passar alisando na minha perna direita e depois na esquerda.

O toque do meu telefone me impediu de finalizar a tarefa. Peguei o aparelho e pensei algumas vezes antes de atender, era um número desconhecido. Por fim a curiosidade me venceu:

-Alô. –Atendi receosa.

-Camila?

-Quem fala?

-É a Lauren...

Como ela conseguiu meu número, e o que ela quer me ligando essa hora da noite?


Notas Finais


Qualquer erro, conserto assim que os ver. Boa semana pra todos! @napscabello


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