História The Protest - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, The Protest
Exibições 248
Palavras 3.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não esqueçam de deixar a opinião de vocês, por favor! Obrigado pelos favoritos e comentários, podem parecer poucos para alguns mas, é ótimo saber que existem pessoas que estão gostando e acompanhando. Costumo a pensar que escrevo para mim e não para os outros, no entanto, saber que alguém te acompanha da forças para continuar.

Boa leitura!

Capítulo 5 - Attitudes


Pov Camila.

 

O toque do meu telefone me impediu de finalizar a tarefa. Peguei o aparelho e pensei algumas vezes antes de atender, era um número desconhecido. Por fim a curiosidade me venceu:

-Alô. –Atendi receosa.

-Camila?

-Quem fala?

-É a Lauren...

Era ela, era a médica. Mas a questão realmente importante é, como ela conseguiu meu número, e o que ela quer me ligando essa hora da noite?

-Dra. Jauregui? –Repeti, mais para mim mesma do que para ela.

-Isso! –Confirmou o que eu já sabia.

-Como conseguiu meu número? –Perguntei, olhando em volta do quarto. Me senti automaticamente como se estivesse sendo observada.

-A pergunta deveria ser outra. –Ela disse, tirando-me a atenção, e me causando irritação por não ter dado a resposta que eu pedi.

-O que você quer?

-Você deixou seu cacto no meu carro, eu estava passando por aqui e pensei, por que não?

Me permiti sorrir ao lembrar do meu cacto e saber seu paradeiro. E sobre Lauren, que conversa é essa, ela é maluca?!

-Você está aqui?

-Não, mas estou indo para uma pizzaria aqui perto, você quer me encontrar?

Tenho que admitir, meu queixo caiu um pouco, ela realmente estava me chamando para sair?

Não seja tola Camila, ela está te chamando para buscar a planta.

-Dra. Cabello? –A voz da médica tirou-me dos pensamentos novamente, relembrando-me que havia esquecido de responde-la.

-Muito obrigada pelo convite, mas, acho melhor não, foi uma gentileza sua lembrar e se preocupar com a minha planta, mas eu dou um jeito de pegar, não se preocupe.  –Respondi o que era logico e certo. Eu havia recusado todos os convites possíveis para sair hoje, e não era por que a mulher dos olhos cor de esmeralda havia me ligado que eu iria sair com ela.

Parte de mim queria acreditar que era uma saída amigável, e outra parte de mim queria acreditar que era realmente pelo cacto. Só tem essas opções, Dinah havia dito para Lauren que eu não tinha interesse, ela não poderia estar me convidando para sair assim...

Ou poderia?!

-Tudo bem, não vou insistir então. Tenha uma boa noite, Dra. Cabello. – Falou e não esperou minha resposta, simplesmente finalizou a ligação.

Grossa.

Tenho que admitir, um lado do meu cérebro achou que ela fosse insistir, mas já que não o fez, foi melhor assim, recusar o convite dela foi o correto a se fazer, nós não somos amigas e eu recusei sair hoje exatamente porque desejava ficar em casa.

Me permitir pensar a respeito. Fiquei curiosa, ela foi gentil, mas não me disse como conseguiu meu número e nem o que verdadeiramente queria pois não acho que realmente só queria me entregar a planta. Talvez ela só estivesse sendo educada e amigável. Espero ter oportunidade de falar com ela novamente, no fundo ela não me parece má pessoa.

Resolvi que era melhor ligar para Sofia somente no outro dia, já era tarde. Após adormecer acordei domingo de manhã cheia de disposição, fiz uma limpeza em todo meu apartamento. A tarde almocei com Ally e combinamos juntar umas turmas para uma feira interativa que vai ter na Universidade e nós estamos organizando algumas partes. O domingo havia passado incrivelmente rápido, eu não pude deixar de me lembrar da médica, não tive notícias dela durante todo o dia, pensei em mandar uma mensagem mas achei melhor não, não há porque.

Na segunda-feira de manhã eu me atrasei um pouco, o transito estava mais pesado que o normal, demorei 50 minutos dentro do taxi fazendo um caminho que eu faria em 15 minutos se não estivesse tão congestionado.

Peguei um café na banca do lado de fora do Tribunal. Cumprimentei algumas pessoas conhecidas que passavam pelos corredores e fui direto ao local onde Dinah trabalha, tinha assuntos para tratar com ela.

-Bom dia, Dinah Jane Hansen já chegou? –Perguntei para uma recepcionista que ficava no outro bloco do Tribunal onde Dinah trabalhava.

-Sim, sala 07. –Continuou com os olhos fixos no computador sem ao menos me olhar, mumurei um "obrigada" em tom baixo e segui direto para a sala que fui indicada pela recepcionista. Dei três batidinhas na porta até ouvir a permissão necessária para adentrar, então eu entrei.

-Oi Camila, você terminou os inquéritos que eu te entreguei? –Dinah perguntou-me curiosa.

Ela estava sentada na sua mesa, assinando alguns papeis que não faço a mínima ideia do que sejam, me aproximei da loira.

-Sim, estão aqui. Preciso que você puxe só uma ficha para mim, Mark Rennolds. –Eu disse, puxando a pequena pilha de fichas que estavam dentro da minha pasta.

-Acho que lembro, eu te mando por e-mail.

Me limitei a assentir com a cabeça, sei que ela provavelmente vai esquecer e eu vou ter que lembra-la novamente.

-Dinah, como a Dra. Jauregui conseguiu meu número?  –Perguntei o que estava querendo, pensei nas possibilidades de ignorar essa questão da Dra. Jauregui ter meu número, mas essa opção estava cancelada, eu não aguentaria de curiosidade, embora eu já saiba a resposta.

 -Frank me pediu seu número no sábado à tarde, mas eu não fazia ideia que ele daria para Lauren. –Respondeu olhando-me nos olhos, pareceu ter sido sincera.

-Ela me ligou, à noite, me chamou para sair. –Eu disse apenas comunicando, não queria que ela desse mais importância ao assunto do que realmente deveria.

Dinah parou no mesmo momento de escrever e colocou os olhos arregalados em mim, continuou segurando a caneta apoiada nos papeis, balançando a cabeça para que eu continuasse a falar:

-Eu recusei.

-Eu não acredito que ela está interessada em você, preciso arrancar informações de Frank...

-Dinah! O que? Obvio que não! –A interrompi e caminhei para mais perto dela.  -Nós fomos a feira com a minha vizinha e a mãe dela, eu esqueci uma de minhas plantas no carro, ela queria me entregar.

-Nem você acredita nisso Camila.

-Eu devo supostamente acreditar em que?

-Que ela está interessada em você e que você está interessada nela, embora não admita.

Não adianta conversar com Dinah, quando ela põe um assunto na cabeça ela morre com isso até que você a prove que não existe nada daquilo que ela colocou na cabeça.

-Eu não estou interessada nela, só estou curiosa, o jeito que nos conhecemos foi meio sarcástico e agora ela está tentando ser legal comigo. É só isso Dinah.

-Tudo bem Camila, suponhamos que você não "esteja interessada" –Fez aspas com os dedos, e continuou me olhando com os olhos semicerrados. -E se ela estiver interessada?

-Ela não está.

-Mas se estivesse?

-Mas não está.

-Admite Camila! –Espalmou as mãos na mesa e levantou-se ficando de frente para mim.

-Admitir o que?

-A Lauren, é linda, rica, médica, educada, admite pelo menos que ela é um bom partido.

-Sim Dinah, ela é isso que você falou, mas isso não quer dizer que eu esteja interessada nela. Podemos ser amigáveis com as pessoas sem querer dormir com elas. –Eu disse entredentes, hoje em dia você não pode ser educada com alguém, ou se dar bem com a pessoa que você automaticamente está querendo algo, impressionante.

-Tudo bem Camila se você está dizendo.

-Ótimo, eu tenho que ir, até mais tarde.

Sai da sala de Dinah sem esperar respostas indo direto para a minha, tinha uma pilha de coisas para fazer e já estava cansada dessa conversa. Quando Dinah Jane quer ser petulante, acreditem ela é.

Tudo correu tranquilo na parte da manhã, recebi a visita de um desembargador da receita que me falou sobre algumas taxas, embora essa não fosse minha modalidade ele garantiu que estava alertando a todos os funcionários sobre os índices.

Almocei em um restaurante perto e não me dei ao luxo de passar na minha cafeteria favorita, não queria arriscar pegar transito.

Após o almoço eu estava em minha mesa revendo algumas pendencias no sistema do computador, estalei meu pescoço e tomei um gole da garrafa plástica de agua sentido o liquido fresco preencher minha garganta até ouvir algumas batidas na porta.

-Entra!

-Dra. Cabello, tem uma visita para você, está na sala de espera.

Uma das funcionárias me avisou e deixou minha sala sem ao menos me dizer quem era minha visita, estranhei mas levantei-me de minha mesa caminhando para a sala de espera.

A vida é mesmo uma caixa de supressas diversas, tudo que você pensa que não vai acontecer pode acontecer, tudo que planeja pode não acontecer. A vida é um jogo e seu dever é aprender a jogar e lidar com todas as peças e ironias do destino.

-Lauren? –Era ela, eu não tinha dúvidas, a vi parada de costas, mas já sabia que era ela.

Está mulher está me perseguindo.

-Estamos progredindo, você não me chamou de "Dra. Jauregui"

Ela disse ainda de costas para mim, mas depois se virou e sorriu, me permitindo que eu a visse, eu estava paralisada, embora houvesse outras pessoas naquele espaço era como se eu só visse ela, e seus verdes.

Existem 100 tons de verde catalogados. Quase todas as tonalidades que você possa imaginar, maçã, selva, azeitona, limão, salva, menta, esmeralda, jade... Se referem a algo que não é feito pelo homem, mas que existe na natureza. O Verde é a cor do equilíbrio. O verde é a cor da esperança.

O verde pode representar movimentos de luta contra movimentos opressivos, como o fascismo ou o nazismo, por ser associado ao movimento Esperancista, e por representar o equilíbrio, o que em alguns contextos pode ter o significado de paz.

O verde era Lauren.

-Me desculpa, eu sei que não tenho direito de te incomodar no trabalho, mas olha esse bebê cacto ele quer voltar para a mamãe. –Ela disse fazendo voz de bebe ao mencionar o cacto. Essa mulher era definitivamente louca.

-Como você sabia que eu trabalhava aqui? –A questionei, mas eu estava sorrindo, achando graça dela segurando o pequeno cacto como se fosse um bebê.

-Joguei seu nome no google. –Lauren disse dando de ombros como se não fosse grande coisa.

-Você me pesquisou no google? Sua psicopata, me dê meu bebe e suma daqui. –Entrei na brincadeira e peguei o cacto da sua mão com cuidado para não me machucar nos espinhos da planta.

-Cuidado com o Joe.

-Você deu nome à planta?

-Claro, eu o adotei sou mãe dele também, não use "a" é "o" cacto, macho. –Explicou-me olhando nos olhos como se fosse uma questão extremamente importante.

Eu gargalhei, chamando atenção de algumas pessoas que estavam em volta nos olhando de canto de olho, Lauren estava fazendo-me perder o controle no meu próprio trabalho. Tenho que admitir, que ela é uma pessoa mais divertida do que eu imaginei, talvez possamos ser boas amigas, Dinah mesmo sempre diz o quanto ela gostou de Lauren, e Ally a elogiou depois aquele encontro dizendo que ela parecia ser uma ótima profissional além de simpática.

-Eu vou embora, me desculpe por vir, eu realmente queria te entregar a planta. –Ela disse, falando em um sussurro bem perto de mim, provavelmente para não despertar os olhares das pessoas que passavam e estavam por ali.

-Obrigada de verdade, eu vou te acompanhar até a saída.

Ela deu de ombros e fomos caminhando lado a lado, pude observa-la melhor, ela estava com uma calça toda branca, e um suéter na cor vinho, deveria estar vindo do hospital. Ela fica ótima de vinho, devo admitir.

-Eu queria me desculpar por ter ligado sábado à noite, não quis ser inconveniente. –Falou e seu olhar era intimidante.

-O que você quer? Seja sincera... Essa ligação, a aparição aqui repentina, não minta para mim, Lauren.

Eu não pude evitar questiona-la, não sou uma mulher de rodeios, essas atitudes de Lauren não estão evidentes para mim, eu não gosto de dúvidas, se ela quer ser amigável então que seja sincera. Eu já havia me rendido, não fiquei com aquela imagem de médica arrogante, ela desfez isso. Mas, nós não somos amigas, tivemos pouco contato, vou exigir que ela seja o mais clara possível.

-Eu acho que começamos mal, você me parece ser uma pessoa inteligente Camila, não há porque termos essas divergências quando nossos melhores amigos estão começando algo. Provavelmente vamos nos encontrar outras vezes, eu honestamente não queria um clima assim. –Falou em seguida olhou-me como se estivesse tentando passar confiança que havia honestidade em suas palavras.

Eu suspirei quando chegamos a porta que dava ao estacionamento, provavelmente onde ela havia deixado seu carro, ela me pareceu sincera, então eu serei com ela também.

-Sabe Lauren, não é por nada, eu realmente sou uma mulher bem seletiva em minhas amizades. Você me parece uma pessoa educada, me salvou aquele dia do bar, foi gentil vindo até aqui me entregar o Joe. Vamos recomeçar e esquecer daquele dia no hospital.

Sugeri e vi seu sorriso, incrível. Lauren me despertava sentimentos bons, e esse é o significado de amizade para mim, quando você se sente confortável o suficiente na presença da pessoa a ponto que ela te desperte sentimentos bons.

Eu não percebi quando vi que ela havia me estendido a mão em forma de cumprimento. E eu o fiz, seu toque era frio, mas ao mesmo tempo era suave.

-Que não sejamos Doutoras em tons diferentes, que sejamos apenas Lauren e Camila. –Falou com um sorriso de canto com a mão ainda envolta da minha em forma de cumprimento.

-Feito! –Eu disse e não pude deixar de sorrir, já havia perdido as contas de quantas vezes sorri desde que ela havia chegado. Sinto que esse é o começo de algo novo e bom entre mim e Lauren. Uma boa amizade e respeito, assim espero.

-Obrigada, mais uma vez. –Eu disse e ela piscou, atravessando porta e caminhando para a direção do estacionamento.

Sorri com sua imagem de costas, a calça branca marcando seu corpo, o suéter vinho, os cabelos curtos caídos, macios e brilhosos. Passei pela porta que era automática e fiz meu caminho de volta observando o cacto em minhas mãos, não pude deixar de sorrir de canto.

Somos feitos pelos mil encontros dentro de nós. Tudo que vivemos, aprendemos, sentimos, perdemos ou ganhamos. Eu poderia ter ignorado as tentativas de aproximação da médica, mas a verdade é que devemos admitir que as vezes precisamos conhecer novas pessoas, novas opiniões, novos mundos.

E como eu li em um livro uma vez, a frase que eu nunca esqueci e que não poderia me definir melhor...

“Não sou sempre simpática. Tudo bem, não saio por aí amando todo mundo que encontro pelo caminho, meus sorrisos não aparecem com facilidade, mas me importo com as pessoas.”

Meu primeiro encontro com Lauren, foi o encontro inesperado, as situações inusitadas, o que não foi combinado, mas tinha que acontecer. Depois o destino me disse que talvez ela fosse uma pessoa que valesse a pena quando me mostrou ela aquele dia no bar, quando ela me levou em casa mesmo não tendo razões para fazer isso, e eu era apenas uma estranha que por sinal, havia passado o tempo inteiro mais concentrada em evita-la do que qualquer coisa. E agora seus esforços para parecer alguém amigável.

 

O restante do dia terminou tranquilo, eu optei por deixar o cacto no meu escritório, combinou com minha mesa ao lado do porta retrato que contém uma fotografia minha e de Sofia.

Voltei para o apartamento já era noite, estava na cozinha preparando uma carne ao molho branco quando ouvi o barulho da campainha. Sequei minhas mãos no pano de cozinha e fui em direção da porta olhando no olho magico: Dinah.

-Que cheiro bom, isso é carne? –Depois que eu abri a porta ela passou feito um furacão indo direto em direção a cozinha, largou a bolsa no Sofá de qualquer jeito. Dinah sendo Dinah.

Após a comida ficar pronta nos jantamos e falamos sobre os mais variados assuntos do Tribunal, Dinah me contou algumas fofocas sobre uns conhecidos. Estávamos sentadas no meu sofá com a televisão ligada passando um programa que nem fazíamos questão de prestar atenção.

-Por que você não me falou que a Lauren foi te ver hoje? –A voz de Dinah me pegou de surpresa, eu não havia a visto desde a manhã.

-Eu... Como você sabe? –A questionei realmente surpresa por ela saber de algo que eu não havia contado.

-Vi nas câmeras de segurança, eu estava na sala dos guardas e por acaso vi ela caminhando nos corredores com você a tarde. –Falou olhando-me desconfiada.

-Ela não foi me ver, ela foi devolver minha planta que eu tinha esquecido no carro dela, você sabe. –Esclareci.

Dei de ombros para não criar caso. Amo a Dinah de todo coração e confio nela com minha vida. Lembro-me de quando tive meu primeiro coração partido ela estava lá para me apoiar, quando eu conheci outras pessoas ela sempre esteve do meu lado me dizendo o que fazer e muitas vezes o que não fazer. Embora eu seja mais velha, muitas vezes ela quem faz o papel de mãe. No entanto, quando ela põe algo na cabeça é difícil tirar, quando começa com essas cismas dela é mais propicio a termos desentendimentos.

-Depois você tem coragem de dizer que ela não está interessada em você. –Revirou os olhos tomando um gole de seu copo de suco natural de uva, ela me obrigava a ter o produto na minha geladeira, o gosto era horrível, eu só tinha por causa dela mesmo.

-Na verdade, ela foi bem gentil comigo, conversamos e ela me propôs um recomeço.

-E você?

-Aceitei. Dinah, ela pareceu sincera, não sei se há outra intensão por trás disso, mas não podemos viver soltando farpas uma pra outra, afinal você e Frank... –Quando eu toquei no nome do rapaz, sua expressão mudou imediatamente, ficou mais pensativa. -O que aconteceu?

-Era sobre ele que eu queria falar com você Mila. –Disse olhando-me seria.

-Ele te fez alguma coisa?  –Meu corpo enrijeceu na hora, meu instinto protetor estava em alerta.

-Não Mila, claro que não!  É só que, eu tenho começado a pensar nele excessivamente, e você sabe o que isso significa.  –Assenti em compreensão esperando que ela prosseguisse. -Ele é um cara legal sabe, mas é sem perspectiva de vida, não pensa em trabalhar não pensa em estudar, ele mora com a mãe, nada contra, mas ele tem 32 anos. Até para a gente transar temos que ir para o motel porque eu divido o apartamento com a Anna e ele mora com a mãe. –Falou absolutamente frustrada.

-Dinah eu honestamente não sei o que te dizer, você me conhece sabe que não sou a pessoa mais experiente do mundo com relacionamentos. Mas, eu acho que a conversa é a base de tudo, você precisa deixar claro que se vão começar algo sério, ele precisa te mostrar que merece. Não é questão de você muda-lo, seu jeito como pessoa, é questão de você esperar algo dele, assim como ele esperará de você.

Nos olhávamos, no meio daquela conversa sincera. Lembrei-me da frase do meu querido tio José que ainda mora em cuba, ele sempre dizia que "Liberdade é voar por espaços que vão ao encontro dos nossos sonhos." Estar em um relacionamento não é sacrificar sua liberdade necessariamente, é compartilhar. Se Dinah queria algo sério com alguém, esse alguém teria que sonhar juntamente com ela a ponto que ela possa compartilhar sem medo.

-Obrigada Walz, essa cabecinha sempre tem os melhores conselhos. –Falou, e nos abraçamos e sorrimos juntas, Dinah é um porto seguro para mim, eu sempre estaria aqui por ela, como sei que ela jamais hesitara em fazer o mesmo.

 

Me despedi de minha amiga que iria para casa depois das nossas longas conversas. Fui direto para meu quarto me despir e encaminhar-me para o banho.

Deixei a agua morna preencher meu corpo mandando um relaxamento instantâneo para os músculos tensos.

Pensei em alguns artigos de audiências para essa semana, pensei na Dinah e sua situação com Frank, e pensei em Lauren.

Eu, Karla Camila Cabello, não me encaixo no perfil de pessoa perdida e confusa. De alguma forma, sempre me encontro na minha confusão e me entendo na minha desordem. Eu já havia mencionado o fato de ser extremamente controladora. Mas devo admitir...

Suas últimas atitudes me surpreenderam

 Será que a Dra. Jauregui torcia para Dinah e Frank ficarem juntos?

Automaticamente tive uma ideia, agora que eu e Lauren estávamos em um clima amigável, quem sabe eu não converse com ela a respeito da situação de Dinah e Frank. Ela é bem observadora, e apesar de ser amiga de Frank tenho certeza que podemos conversar sobre a relação dos dois, ou até mesmo ajudar e esclarecer alguns pontos.

Saí do banheiro e fui ao armário, coloquei meu pijama de vaquinha, um tanto quanto exagerado, porém, que eu amava. Apaguei as luzes e fui direto para a cama. Amanhã seria um dia longo com aulas pela manhã e teria uma reunião importante na parte da tarde.

Mas estava decidido, eu iria procurar Lauren.


Notas Finais




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