História The Psychopath – 2° Temporada - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Lily Collins
Personagens Justin Bieber, Lily Collins
Tags Assassinatos, Drama, Fanfic, Ficção, Horror, Justin Bieber, Lily Collins, Love, New Orleans, Psicopata, Romance, Terror, Tortura
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Palavras 2.460
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - Capítulo vinte e cinco


New Orleans, Luisiana, EUA


POV Sara Swan


   Desde que Justin havia saído meu coração estava na mão, estava tão difícil nossa convivência que a preocupação tornou-se a minha mais nova aliada. Julieta contava-me de toda a sua experiência durante suas aulas do ballet, esforçava-me ao máximo para prestar atenção na voz suave de minha falha que estava animada com suas experiências. Por mais que sorrisse, sentia-me péssima por mentir para minha garotinha, não consigo disfarçar a preocupação pelo Justin que até agora não deu notícias. 

– Meu amor, está na hora de você dormir, não é mesmo? – sorrio fraco beijando o topo da sua cabeça, carrego-a no colo e rapidamente a loira envolve seus braços curtos em volta do meu pescoço. 

– Cadê meu papai, mamãe? – suspiro baixo antes de respondê-la.

– O papai daqui a pouco chega, está bem? Agora durma que amanhã terá que acordar cedo! 

 Finalizo o assunto subindo os degraus da escada até o cômodo onde Julieta dormia. Levo-a até o banheiro para escovar seus dentes, depois de enxugar seu rosto com uma toalha ponho Julieta no chão segurando sua mão enquanto voltamos ao quarto. 

– Mamãe, você vai ficar comigo pra sempre? – a olho surpresa com sua pergunta, sorrio me agachando na sua altura. 

– O suficiente para vê-la crescer, meu amor. Agora, vem deitar! – pego ela no colo pondo-a deitada na cama.

Cubro seu corpo com o cobertor deixando-a confortável o suficiente para não sentir frio durante a noite inteira. É surpreendente o calor absurdo que faz no Bayou de dia e a noite é um frio em tanto. Mais uma vez beijo sua testa pálida murmurando um "eu te amo", prestes a sair do quarto sou impedida por sua voz fraca.

– Mamãe, dorme comigo? – queria questionar, mas não há como negar. 

Deito-me ao teu lado deixando seu corpo pequeno encostar junto ao meu. Suspiro me aconchegando ali e fecho os olhos mesmo sem estar com sono, culpa do Justin que sai para fazer sei lá o que e não avisa-me. 

   – Conta uma história pra mim mamãe? – rio fraco abrindo os olhos. Nunca ouvi uma história sequer quando pequena, é a primeira vez que Julieta pede para contá-la uma e agora estou totalmente sem rumo pra isso.

– An...tudo bem meu anjo! – umedeço os lábios vendo-a a loira olhar-me com seus olhos castanhos. Tão idênticos aos de Justin. – Era uma vez, uma garota que andava sem rumo em uma rua escura e vazia. Estava tão frio...até que a garota viu um homem fazendo mal ao outro. Ela tentou fugir, mas o homem mal correu para alcançá-la e infelizmente ele alcançou. – faço uma breve pausa logo retomando a fala. – Porém o homem mal não sabia que tinha um homem bom passeando pela rua escura, o homem bom salvou a garota do homem malvado. Eles seguiram em frente, mantiveram contato até que o amor floresceu entre os dois. Começaram a namorar e tiveram uma linda filha. – Como ela se chamava mamãe? Como ela se chama? – rio baixo com sua empolgação. 

– Acredita que ela chama-se Julieta? – finalizo. – Este é o fim meu amor, agora vamos dormir para amanhã a mamãe contar outra história.

– Ou o papai... – fico calada.

   Cantarolo baixinho uma música qualquer que fosse calma e suave, aos poucos percebo Julieta quieta e quando verifico vejo que ela adormeceu. Observo a tranquilidade em seu semblante, tão pura e inocente... A pequena história que contei tem haver com Justin, porém ele o próprio homem bom e o mal. Triste realidade que tentei esconder por  tempo.


[...]


   Vagamente abro os olhos reparando que havia amanhecido, só então me dou conta que dormi sem ao menos perceber. Respiro fundo levando a mão para coçar os olhos e vejo que estava sozinha no quarto. 

– Julieta? – levanto-me as pressas saindo do quarto. – Filha? – chamo-a um pouco mais alto enquanto olhava o banheiro, quarto de Justin e nada.

Desço a escada indo até o andar de baixo e sorrio fraco ao vê-la sentada no sofá assistindo um desenho qualquer. Olho em volta verificando as horas no celular de Justin, o mesmo denunciava ser8:00 am. Preciso de um celular urgentemente. 

- Meu amor, não me ouviu chamá-la? Hum? – ando em sua direção abraçando seu corpo cujo tinha o olhar atento para o aparelho. 

– Desculpa mamãe, estou com fome! – rio fraco deixando um beijo rápido em seu rosto.

– A mamãe vai preparar algo para comermos, já volto meu amor. 

Vou até a cozinha em passos lentos, tinha tempo o suficiente para deixar Julieta na escola e seguir para o trabalho. Acredito eu que não conseguirei me concentrar totalmente em saber que pela primeira vez em tempos, Justin dormiu fora de casa. O ruim de tudo é saber que tem alguém querendo pôr o mesmo na cadeia, sem notícias nem nada do tipo. Sinto que algo de ruim está prestes a acontecer. Se já não aconteceu…

Saio dos meus pensamentos ao lembrar-me de preparar o pequeno almoço de Julieta, assim e faço. Busco por algumas laranjas para preparar um suco e quando encontro-as espremo-as numa jarra com água retirada da geladeira. Preparo dois sanduíches simples deixando-os no prato, enquanto isso cantarolava uma música do Bartholomew – The Silent Comedy. Foi impossível não lembrar do Justin, principalmente quando ele levou-me para uma das festas mais populares da cidade.

– Saw the darkest hearts of men

And I saw myself staring back again

And I saw myself staring back again

(Vi o mais sombrios corações dos homens

E eu me vi olhando para trás mais uma vez

E eu me vi olhando para trás mais uma vez)

– Oh my God, please help me

Neck deep in the rive, screaming for release 

He says, it’s mine to give but it’s yours to choose

You gonna sink or swin, you gonna learn the truth

(Oh meu Deus, por favor me ajude

Pescoço no fundo do rio gritando por libertação 

Ele diz, é meu para dar, mas é sua a escolha

Você vai nadar ou afundar, você vai aprender a verdade)

– No matter what you do your gonna learn the truth , sayin’

(Não importa o que você faça vai aprender a verdade, diga aí)

Sorrio terminando de espremer as laranjas, ponho poucas colheres de açúcar para adocicar o suco. Mexo o mesmo com uma colher e despejo o líquido em dois copos medianos. Após limpar a bagunça levo a refeição de Julieta para a sala. Sento-me ao seu lado entregando-lhe o suco e o prato com os sanduíches, pego o meu dando uma mordida e assim comemos assistindo um desenho besta que ela adorava.

Os minutos se passaram, deixo a louça na cozinha e vou até o banheiro para ajudar Julieta com sua higiene matinal. Ao terminar, visto-a com a farda da escola ajeitando seu cabelo longo e loiro em um perfeito coque. Lhe encaro por alguns segundos sentindo meus olhos marejarem.

- Por que está chorando mamãe? Fiz algo? – pergunta passando suas duas mãos pequenas por minhas bochechas molhadas.

– Não meu amor, é que você está linda? – sorrio beijando várias vezes seu rosto. – Eu te amo, pequena!

– Também te amo mamãe, mas chega, vai bagunçar meu cabelo! – gargalho alto afastando-me dela.

- Assista algum desenho lá embaixo enquanto tomo banho. Já volto!

[…]

Como costume deixei Julieta na escola e segui para a lanchonete. Chegando lá, presenciei alguns clientes sussurrando algo quando tinha os olhares atentos para a televisão ligada. Sigo em frente cumprimentando Jeremy e alguns colegas de trabalho. Vou para os fundos onde fica a parte dos funcionários, visto meu uniforme deixando meus pertences no armário e ao voltar para o balcão, meus olhos fixam na tela ligada. A jornalista falava sobre um assassino em série que havia sido preso ontem a noite, sentia minha respiração falha juntamente as minhas mãos que suavam violentamente ao ouvir o nome que tanto conheço. Justin Bieber.

- Não pode ser… – sussurro para mim, porém Jeremy que estava ao meu lado escutou.

– Sara, por favor, me diz que você não sabia disso… – o olho sentindo as lágrimas rolarem por meu rosto, negativamente balanço minha cabeça.

– E-eu não s-sabia… – sussurro com a voz falha. Não sei se o motivo era as lágrimas, estar mentindo para o Jeremy ou por Julieta ficar sabendo a notícia por outra pessoa. A quem eu quero enganar? Justin está sendo uma das minhas maiores preocupações. 

– Acredito em você Sara...olha, vá para casa e amanhã não precisa vir, tudo bem? – ele está me demitindo? – E não, não estou te demitindo, apenas sei que você tem uma filha e ela pode estar precisando de você agora!

Em um movimento rápido, envolvo Jeremy para um abraço apertado. Murmuro um “obrigada” e afasto-me indo as pressas para os fundos. Novamente troco de roupa pegando minhas coisas, despeço-me do Jeremy mais uma vez agradecendo-o e saio da lanchonete. 

Andava rapidamente pela rua da Boubon Street em direção ao beco onde havia deixado a caminhonete de Justin estacionada. Sou interrompida de continuar meu trajeto por uma voz masculina clamando por meu nome. Viro-me em direção ao homem desconhecido por mim.

- Você é Sara Swan? – assenti. – Siga-me! O delegado que prendeu Justin Bieber deseja falar contigo! 

Sem dizer nada e sem opção para contrariá-lo, sigo-o adentrando em seu carro preto. O homem estranho e misterioso entra em seguida ocupando o banco do motorista e segue em frente sem pronunciar uma mísera palavra sequer.

[…]

– Pode entrar! – diz o homem apontando para uma porta de cor escura. O encaro por alguns segundos, mas não digo nada. Apenas entro.

Deparo-me com um homem sentado na poltrona de cor preta encarando-me atentamente. Engulo seco ao ver seu rosto um tanto desfigurado com alguns curativos em volta. Ele nem precisa dizer-me nada, sei muito bem quem fez isso em seu rosto. 

– Sente-se Sara! – o homem acena para a cadeira em sua frente. Sento-me pousando minhas mãos sobre minha bolsa que encontrava-se em meu colo. – Deve está ciente do motivo de estar aqui. – assenti positivamente. – Tenho certeza que você não sabia que seu namorado visivelmente perfeito faria uma crueldade dessas, não é mesmo? Minha filha Ashley também acreditou no rosto bonito do Bieber. – ele é pai de Ashley? Céus…

- O...o que vai acontecer com ele? Onde ele está? Posso vê-lo? Por favor…

Necessito em vê-lo, demonstrar o quão magoada e decepcionada estou com ele. Implorei tanto para que Justin parasse e tentasse ser um homem normal, aceito pela sociedade. Só assim poderíamos seguir em frente, ser a tão esperada família perfeita.

– Entendo a sua revolta Sara, sei que vocês tem uma filha juntos… – arregalo os olhos. Isso está pior do que eu pensei… – Não farei mal algum sua filha, muito menos para você. Sei que posso parecer egoísta, porém eu só queria vingar a morte cruel e covarde da minha menina. Você entende, não é? Ashley não irá voltar, mas não podia viver o restante da minha vida sabendo que o seu assassino estava a solta andando ao meu lado sem ao menos eu perceber.

Estava sentindo-me uma garota frágil, medrosa. A mesma que conheceu o demônio de New Orleans a cinco anos atrás em uma noite fria. O homem cujo chama-se Charles levou-me até os fundos da delegacia onde ficava alguns presos que esperavam para ser transferidos para o presidio da cidade ou até mesmo para outra cidade fora da Luisiana.

– O que estou fazendo é errado Sara, mas você precisa desta conversa. Infelizmente não posso tirá-lo da cela, com tem 15 minutos. – vejo-o sair por onde entramos. Aproximo-me da cela mal iluminada, suspiro fundo olhando em volta e acabo por tomar um susto ao ver suas iris claras encarando-me sem muita emoção.

– Justin… – sussurro seu nome enquanto não desviava meu olhar do seu um segundo sequer. Percebo que havia outro homem dividindo a cela com ele. Suspiro ignorando o olhar curioso do homem desconhecido.

– O que está fazendo aqui? Quem lhe trouxe Sara? – ele ri sem humor. – Não deveria estar aqui


POV Justin Bieber


Minha primeira noite na droga dessa cela foi uma experiência nada convencional. A todo o tempo ficava calado, diferente de Andrew que implorava por uma conversa. Controlava-me para não enforcá-lo ali, percebo que não tinha vontade em matá-lo, o que deixou-me surpreso. Andrew contou-me sua história. Homem solitário, abandonado pelos pais quando criança, sozinho e foi preso por furto. Rio baixo lembrando-me o motivo de estar aqui. O homem encheu meu saco para contar-lhe a minha triste e enjoativa história, atendo o seu pedido. Porém, não contei-lhe tudo. Somente em partes. 

Sem dúvida alguma Andrew foi o único e primeiro que não demonstrou medo, ele até rio com meu conto. Talvez fossemos amigos. Nunca tive um amigo de verdade – fora o Lil – . Durante toda a madrugada mantive os olhos atentos, meus pensamentos estavam voltados ora para Sara ora para Julieta. Pelo que eu conheço Sara, a mesma devia estar agoniada por não possuir notícias minhas. Por pouco tempo. 


[…] 


Ouvia passos próximos a cela. Olho brevemente para Andrew que continuava calado, levanto-me do colchão nada confortável e ando até a grade da cela. Um tanto surpreso ao ver Sara em minha frente, balanço minha cabeça em sinal negativo. 

– Não seja tão rude Bieber… – comenta Andrew, lanço um olhar nada amigável para o homem que estendeu os braços como resposta em forma de rendição. 

– Vá para casa Sara… eu vou sair daqui e irei me vingar do Carlin e de Claire, acredite! – sorrio.

– Será que não percebe que tudo isso é culpa sua? Pensou em Julieta em algum momento? Ela vai descobrir que o pai é um baita de um assassino… – fico calado respirando fundo para não falar uma besteira em sua frente e piorar minha situação com a garota. – Foi para isso que tirou-me da Virgínia?

– Tirei-a de lá porque sua casa é aqui, comigo! Julieta nasceu aqui e é aqui que ela ficará! Não pense em voltar para aquela cidade Sara… –mais uma vez rio sem humor algum, parece que toquei no assunto em que ela aparenta pensar.

– Se não o que Justin? Irá me matar? – ela afasta-se prestes a sair do corredor.

– Sara!!! – grito seu nome socando com força o ferro da cela. Sem olhar para trás ela sai sem ao menos se despedir. – Sara!!! – gritomais uma vez não obtendo resposta.

– Pegou pesado irmão… – olho-o preferindo não dizer nada e chuto a grade diversas vezes.

– Pelo visto teremos que cuidar da sua transferência Bieber! – grita o pau mandado do Carlin. – Acho melhor lamentar por ter perdido sua mulher…

Quando o ouço falar de Sara, puxo o homem pelo tecido de sua farda ouvindo sua risada. Ferozmente levo minhas mãos para seu pescoço apertando com força, para matá-lo.

– Lave a porra da boca para falar dela! – continuo a apertar seu pescoço sorrindo ao presenciar seu rosto ficando roxo.

– Solta ele Justin! Solta ele ou vai ser pior! – penso por instantes, mas opto por escutá-lo. Solto o homem com brutalidade fazendo-o cair no chão tossindo diversas vezes. – Obrigado, Bieber!

Ignoro Andrew ficando calado. Tenho que sair daqui o mais rápido possível.



Notas Finais


espero que tenham gostado desse capítulo, devido as opiniões decidi fazer POV da Sara e do Justin. O próximo terá o POV somente do Justin, acham que o Justin será transferido ou que Sara irá para outra cidade?


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