História The psychopath. - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Personagens Originais, Zeref
Tags Nalu, Zerlu
Exibições 89
Palavras 1.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo leitores ♡
Muito obrigada pelos favoritos e pelos comentários!
Esse capítulo ficou meio fraco, fiz com pressa...Mas espero que gostem, e não esqueçam de comentar!
Boa leitura ♡

Capítulo 3 - Just like old times


The Psychopath

Capitulo 2


~*~



O que é sanidade e o que é insanidade? O que é a realidade, e o que consideramos loucura? Quem é o certo, e quem é o errado? 


Perguntas e mais perguntas rodavam minha mente depois da consulta do Spriggan. Céus, eu não deveria me questionar essas coisas, sou formada em psiquiatria! 


A voz dele ainda faz eco em minha cabeça, junto de seus intensos olhos rubis. Nunca em toda minha vida eu me deparei com uma pessoa tão conturbada, mas tão conformada disso. Sua mente parecia um vasto reino nebuloso, totalmente indecifrável, e assustador. E olha que dificilmente me assusto, por isso me dou tão bem com minha carreira.


Mas por outro lado ele era tão fascinante, tão atraente mesmo naquelas condições, preso por correntes em uma jaula, quase como um animal de laboratório. Quantos dias que ele deve estar lá isolado, depois de ter sido pego de novo? Podiam pelo menos deixa-lo um pouco mais confortável.


Estaciono o carro na garagem, pego minha bolsa, desço e pego o elevador. Chego no meu apartamento e vejo que a porta está um pouco aberta. Será que eu tinha esquecido de fechar? Ou um ladrão entrou aqui?


Entro no apartamento sorrateiramente, vai que ainda tem alguém aqui. Escuto um barulho vindo da cozinha e vou andando para lá, mas só vejo um vulto rosa entrando na minha frente.


- Eu voltei, Luce! – Me abraça.


- Natsu! Que saudade! – O abracei de volta. Natsu é meu melhor amigo desde o jardim de infância, mas depois de virar um ótimo delegado, pegou um caso que era fora do país, dois anos atrás. Provavelmente resolveu o caso e voltou hoje, deve ter esquecido a porta aberta, já que tem uma cópia da chave daqui.


- Pois então Dragneel, me conte tudo! – Falei animada, sentando no sofá da sala com sua cabeça em meu colo.


- Ah...Nem sei por onde começar, Luce. – Disse fechando seu olhos verde-musgo, enquanto sorria abertamente e eu mexia em seus cabelos rosados. Como nos velhos tempos.



~*~



Depois de ter passado metade da noite conversando com o rosado, onde ele me falou sobre o tempo em que ficou fora, sobre a nova namorada dele, Lissana, que logo vai vim morar com o mesmo e que não vê a hora de nos apresentar, dormimos. Agora estou fazendo o café da manhã para nós dois.


- Você não vai trabalhar hoje não? – Perguntei colocando o suco na mesa.


- Não, estou de folga. – Respondeu já atacando a comida. – Mas e você?


- Primeiro, não fale de boca cheia. Segundo, calma que a comida não vai fugir. – Me sentei. – E terceiro, sim, eu vou trabalhar. Queria ficar mais um pouco com você, só que vou ter que ir daqui a pouco...


- Então eu vou para lá com você, Luce! Posso?


- Claro, por que não? Mas já vai se arrumando, saímos daqui 15 minutos. – As vezes me pergunto de onde Natsu tira tanta energia.


- Já estou indo!


Até que se reparar direito, os traços do rosto de Natsu e do Spriggan são parecidos...Besteira, deve ser impressão minha.


Fui para o meu quarto, coloquei uma calça preta, junto de uma regata branca, penteei meus longos cabelos, passei uma maquiagem leve e calcei um par de saltos pretos.


Passei no banheiro, coloquei uma lente no olho esquerdo, e por último peguei meu jaleco branco, que tem Dra. Heartphillia bordado no bolso.



- Está pronto, Dragneel? Temos que ir! – O chamei indo em direção a saída. 


- Estou, vamos. – Ok, tenho que admitir que nesse tempo que não nos vimos ele ficou bem bonito. Tanto de rosto, como de corpo. Mas acho que isso também se aplica a mim.


- Continua usando lente, Luce? Já te falei que fica muito melhor sem... – Disse.


- Sim...Acho que acostumei. – Respondi meio sem jeito. 


Fechei a porta e entramos no elevador espelhado, onde apertei o botão para descer até a garagem e fiquei me ajeitando no espelho.


- Está linda, doutora. Não precisa ficar confirmando no espelho. – Revirou os olhos me fazendo soltar uma risada nasal.


- Obrigada, você também está. – Agradeci.



~*~



- Nossa, que lugar careta. – Disse Natsu olhando o hospício.


- É óbvio. Você queria o que? Luzes neon em um manicômio? – Falei ironicamente, e ele me respondeu mostrando o dedo do meio, o que me fez rir, sendo acompanhada em seguida.


- Palhaça.


Logo, adentramos o lugar, atraindo alguns lugares em nossa direção.


- Olha lá! Não foi aquela loira que ficou com o caso Spriggan? – Uma ruiva sussurrou para uma morena.


- Acho que é ela mesma. Coitada, tomara que fique bem. – Sério, que raiva isso da!


- Será que aquele é o namorado dela? Que gato! – Será que não aprenderam a cuidar da própria vida, não?


- Parece que você é bem famosa por aqui, em, Luce? – Questionou o rosado, coçando a nuca, um ato dele bem conhecido por mim.


- Não é isso. É tudo por causa daquele paciente novo que eu te falei. – E também de falta do que fazer. Pensei. – Não liga.


- Tudo bem.


- Dra. Heartphillia! – Viro para trás e vejo Droy me chamando.


- Bom dia. O que foi, Droy?


- Bom dia, o Sr. Makarov deseja falar com você em particular.


- Hum, obrigada por avisar. – Ele deu um aceno de cabeça para o rosado e foi embora. – Dragneel, se importa de me esperar aqui? Demoro 1 hora e pouquinho no máximo.


- Okay, vou aproveitar e ligar para a Lissana. Tchau! 


- Até.


Fui andando até chegarem na sala dele, onde parei e bati na porta. Uns segundos depois escutei um “entre” abafado.


- Deseja falar comigo, senhor?


- Ah sim, Lucy. – Disse o pequeno velhinho. – A sua paciente, Titânia, teve uma reação alérgica ao novo antibiótico, então tivemos que cancelar a sessão de hoje. E no lugar dela, colocamos outra consulta, do Spriggan.


- Por mim, tudo bem. Vai ser que horas?


- Agora mesmo, Droy e Jet já devem estar lá. Obrigado, já pode ir.


- Sim, senhor. – Respondi.


Sai de sua sala e já fui para o subsolo. Como ele tinha dito, os dois seguranças já estão lá.


- Boa sorte. – Eles disseram abrindo a porta quando passei.



~*~


- Estava esperando a sua visita, doutora. – O lugar está exatamente igual, com a diferença de que, desta vez, ele estava sentado de pernas dobradas e suas olheiras parecem mais profundas.


- Ola, Spriggan. – Me sentei na caideira em sua frente. – Como está indo o seu dia até agora?


- Está melhor agora que você apareceu, little doll*.


- Por que não começamos pelo seu nome? – Ignorei o novo apelido e cocei os olhos.


- Isso mais uma vez! Por que quer tanto saber? – Sua voz reverberou pelo cômodo. 


- Já disse, vai ajudar em sua recuperação... – Respondi calmamente, vendo-o abrir aquele sorriso de canto.


- Palavras caóticas constituem uma mente sã. – Falou ele, me hipnotizando com suas palavras. – Já escutou esse ditado? 


- Nunca. – Ele soltou uma gargalhada macabra com minha resposta. Era um jogo, onde ele era o jogador e eu, um dos peões que ele manipula.


- É claro que não, eu acabei de inventar! – Me olhou, analisando cada detalhe do meu rosto. Como um predador observa sua presa.


- O que te fez ficar assim? – A frase praticamente escapuliu da minha boca. Não saiu controlada e estável como todas as outras. Seu olhar penetrante me fez vacilar por um momento. 


 - A vida... – Sua voz saiu em um sussurro. Por um momento pude ver praticamente outra pessoa me encarando, uma pessoa agoniada, assustada e solitária. Mas ele logo se recompôs. 


- Sua lente de contato está torta, little doll. – Disse olhando dentro de meus olhos. Rapidamente peguei um espelinho e o arrumei. Me surpreendeu ele ter conseguido ver o mínimo tom azul no meu olho, a essa distância. 


- Por que você usa uma lente de contato castanha? Por que? Por que?


- Estamos aqui para falar sobte você. 


- Quem sabe se você me responder eu não colabore? – Propôs sacana, fazendo-me suspirar. Tenho que pegar todas as informações possíveis, não posso deixar essa chance passar. Além do mais, ele pode ficar irritado se eu não responder.


- Então tá. Eu uso uma lente castanha pois tenho heterocromia. – Tirei a lente, revelando meu olho azul celeste. - Tenho um olho de cada cor, castanho e azul. Mas as pessoas colocam um rótulo de esquisito em tudo o que é diferente, por isso o escondo.


- Danem-se as pessoas. Eu achei fascinante. - Abriu mais um de seus sorrissos assustadores, mostrando seus caninos estranhamente mais afiados do que o normal. - Você é interessante, um brinquedo exemplar! Meu nome é Zeref. Zeref Dragneel. 



R. I. P. to my youth

Que a minha juventude descanse em paz




Notas Finais


*Little doll = bonequinha ou pequena boneca.
Não esqueçam de comentar para continuar e deixarem sua opinião ♡


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