História The Punk Princess - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias As Crônicas dos Kane
Personagens Carter Kane, Personagens Originais, Sadie Kane, Walt
Tags Sanúbis
Visualizações 27
Palavras 1.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá! Boa leitura :)
P.S.: a roupa que a Sadie vai usar pra ir no show do Anúbis é essa no inicio do cap.

Capítulo 3 - She's Kinda Hot - 5 Seconds Of Summer


Fanfic / Fanfiction The Punk Princess - Capítulo 3 - She's Kinda Hot - 5 Seconds Of Summer

♕ ♚ ♛

Comecei a compor uma música. Não conseguia entender por que é tudo tão injusto, e por que as pessoas são tão estúpidas e cruéis. Coloquei tudo na canção. Estava tentando encaixar uma frase nova na melodia quando ouvi alguém bater na porta.

- ESTOU COMPONDO, VOLTE OUTRA HORA!

Devia ser Emma, Liz ou o segurança. Fosso quem fosse entendeu, por que seguiu-se um silêncio como se a pessoa tivesse indo embora Eu. continuei testando. Toquei umas notas e abri a boca pra cantar...

- FICOU INSPIRADA COM O NOSSO ENCONTRO?

- Agrh!

Levantei, largando o violão sobre a cama, e fui abrir a porta. Lá estava ele, com seus All Star pretos, seus jeans surrados e uma camisa negra com o desenho de uma formula matemática em branco sobre o peito. Uma parte do meu cérebro não conseguia deixar de reparar em como ele é bonito.

- O que você quer?

- Conversar.

Antes que eu desse permissão, Anúbis simplesmente entrou e caminhou até a cama, sentando-se lá. Ele me fitava sério. Sério demais. Aquilo estava me irritando.

- Você não tem o direito de ficar me olhando com raiva assim – disse ele – Sendo que sou eu quem deveria estar te olhando com raiva agora. Você tem noção do escândalo que deu mais cedo? Aquilo foi ridículo e desnecessário. Você exagera demais. Não é á toa que não consegue ficar muito tempo com um namorado.

Abri a boca pra falar, mas fiquei tão impressionada que fechei sem saber o que dizer. Ele parecia muito bravo e sério. Parecia um pai brigando com a filha que fez escândalo no supermercado por que queria o iogurte mais caro. Senti uma súbita vontade de rir.

- Está achando engraçado? – Anúbis semicerrou os olhos. – Acha engraçado manchar a imagem de uma pessoa que você acabou de conhecer e com quem nunca havia falado antes? Bem, meus parabéns, você é uma pessoa muito infantil!

- Eu tenho 23. Posso ser infantil. Qual a sua idade, vovô?

- 25.

Agora ele parecia ofendido.

- Olha, eu não sou machista. Nem velho. E se você ficar explodindo do jeito que fez por qualquer coisa que eu disser, vai acabar com a minha carreira.

- Você é machista.

- E você é irritante! Fala sério, você nem me conhece! O que te faz achar que apenas em um dia já pode julgar o que eu sou e o que não sou?

- O diálogo. Seus comentários, e eles são completamente machistas.

Anúbis bufou e começou a massagear as pálpebras.

- Desculpa pelo escândalo – falei, aproveitando que ele estava de olhos fechados. – Mas que você é machista, é.

Ele abriu os olhos e me fitou irritado. Foi aí que eu percebi que ele próprio não sabia que era machista. Quase senti pena. Me aproximei lentamente e sentei ao seu lado na cama.

- As mulheres tem o direito de transar com quantos caras quiserem sem serem chamadas de puta ou de vadia. Você não acha injusto que elas sejam xingadas enquanto os homens são elogiados quando estão fazendo, basicamente, a mesma coisa?

Anúbis ficou em silêncio. Ele estava com a cabeça virada na minha direção e um olhar sério.

- Sim...

- Então pronto. Era apenas isso o que eu quis dizer.

- E precisava fazer aquele escândalo todo por isso?

Fiquei meio sem graça. Ele tinha razão. Eu não precisava ter explodido e gritado. Poderia ter falado calmamente e depois explodido e gritado... Deve ser por isso que alguns homens tem medo de feministas. Algumas de nós não passamos uma boa imagem, como eu recentemente fiz...

- Desculpa.

Tinha sido um sacrifício dizer aquela palavra, e eu estava esperando que Anúbis pedisse desculpa também, mas não disse. Continuei esperando ele tomar coragem, sem ter eu própria coragem de olhar pra ele. Só olhei quando percebi um movimento de seu corpo e então vi que ele estava segurando meu caderno de composições. Antes que eu voasse em cima dele, comentou:

- Injustiça não rima com chá da tarde.

- Hã?

- Aqui, olha – ele aproximou o caderno de mim e apontou com o dedo. – Você tem que trocar injustiça por outra palavra. Está péssimo.

Segurei o caderno, franzindo a testa, e Anúbis pegou meu violão.

- A não ser que fique bom na melodia. Canta aí.

Ele tocou os acordes que eu havia anotado no caderno. Eu comecei a cantar e ele logo pegou o ritmo da música.

- Tá vendo? Não fica bem. O que você acha de discussão? Vamos tentar?

E assim eu passei o resto da tarde compondo com Anúbis Gosling. Ele transformou a melodia simples que eu havia criado em algo muito maior e fantástico, e a música que antes parecia boa começou a ficar incrível. Nós cantamos juntos, e quando percebemos minha música havia virado um dueto. Ás seis horas, ele foi embora por que tinha que fazer a passagem de som com sua banda antes do show.  E eu tinha que me arrumar pra ir lá.

Quando cheguei, uma banda estava saindo do palco e os Antiheroes entraram em seguida. Tocaram músicas de seu novo álbum chamado “Morte”. A multidão foi à loucura! Anúbis ficava incrível no palco. Ninguém poderia imaginar que ele fosse tão arrogante e estúpido! Eu tive de ficar no corredor que levava ao palco, com a banda de lado pra mim e de frente pra multidão. Tot era o guitarrista, Hórus o baixista, Sobek o baterista e Anúbis o vocalista. Quando o show finalmente acabou, eu fui até o camarim da banda. Com o crachá de passe livre da banda do Anúbis sobre o peito, eu tinha total acesso a onde quer que eles estivessem. Eu era a VIP das VIPs. O segurança em frente à porta com a plaquinha dizendo “AntiHeroes” simplesmente deu um passo pro lado e bateu na porta pra anunciar minha chegada. As fãs na fila (um bando de mulheres e adolescentes com uma expressão sonhadora no rosto) começaram a me reconhecer e a gritar meu nome. Foi quando Anúbis abriu a porta, e todas começaram a gritar mesmo. Ele estava suado, o cabelo mais bagunçado que nunca e com um sorriso feliz no rosto.

- Oi, princesa.

Sorri para ele.

- E aí, anti-herói?

Ele riu pelo nariz e chegou pro lado, me dando espaço pra passar. – Entra aí.

Parei pra acenar pras fãs, que pareciam em tempo de ter um treco, e Anúbis fez o mesmo. Uma garota que parecia ter dezoito anos desmaiou, e as outras as seguraram. Anúbis riu, enquanto me puxava pra dentro.

- Meu Deus – exclamei. – E você ainda ri?

Ele deu de ombros. Nesse instante, ouvimos o som de uma descarga sendo dada. Tot, o guitarrista loiro de olhos azuis estava jogado no sofá. Ele me olhou e se endireitou. Ao mesmo tempo, Hórus, que estava de costas, se virou e me olhou de cima a baixo. E eu não precisava nem olhar pra trás pra saber que Anúbis estava olhando pra minha bunda. Não, sério, por que tem um espelho bem ali e eu posso ver pelo reflexo.

- Dá pra tirar os olhos da minha bunda?

Me virei pra ele e recebi um sorriso.

- Pensei que pudesse olhar pra bunda da minha namorada.

- Namora de mentira, você quer dizer.

A expressão de Anúbis se transformou em raiva, mas ele não estava olhando pra mim.

- Hórus, dá pra tirar o zói?!

Me virei irritada para Hórus, que deu de ombros.

- Foi mal.

Era careca, cheio de tatuagens (inclusive na careca), de pele bronzeada e olhos castanhos. E bem musculoso... aposto que tem o abdômen com todos os quadradinhos! Então, percebendo que eu o estava olhando, e talvez achando que eu estivesse gostando, ele sorriu e piscou pra mim.

- Oi, boneca.

- Não me chame de boneca.

Anúbis e Tot deram risadinhas.

- Tá. – Hórus deu de ombros e foi até o frigobar pegar uma garrafa d’água.

Ouvimos o som de gases vindo do banheiro.

- É o Sobek. – Tot explicou.

- Princesa, - disse Anúbis. – Esses são Hórus e Tot.

O último sorriu e se levantou para vir apertar minha mão. – É um prazer conhecê-la, Sadie.

- Igualmente.

- Hórus e Tot – disse Anúbis. – Essa é minha namorada, Sadie Kane.


Notas Finais


Estão gostando? O que estão achando? Já shippam a Sadie e o Anúbis?


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