História The Purchased Love - Capítulo 40


Escrita por: ~

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Categorias Divergente
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Palavras 2.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, oi pessoinhas de meu coração 👋👋👋

Como é que vocês estão?

Eu andei meio sumida aqui no spirit mas... Bem que me acompanha na minha outra fic sabe que eu estava para cursar um vestibular e que eu estava perturbada nos estudos! Então o vestibular passou e com isso veio a correção das notas e vocês sabem o quanto é deprimente ver que as questões que você achava que estavam certas, estarem erradas 🙁🙁🙁.

Enfim, precisei de um tempo para relaxar a minha mente! Dos estudos e da vida! Fiz uma pequena viagem que lavou a minha alma! Eu estava sem inspiração nenhuma e um tanto desanimada, mas como tudo passa nesta vida eu estou de volta então se acalmem que logo, logo as outras fics serão atualizadas!

Quero aproveitar e pedir que orem/rezem independente de suas religiões pelas pessoas que morreram no acidente do avião. Peço também que coloquem as pessoas dessas famílias que devem estar desoladas neste momento! Vamos ser solidários da maneira que conseguirmos, então quem puder colocar essas pessoas em oração já irá ajuda-los de alguma forma!

#forçachapeco

Um big beijo

Capítulo 40 - Capítulo Trinta e Nova - Restart


Beatrice 

Pulga. 

Eu estava com uma pulga bem grande na minha orelha. 

“O que diabos Evelyn queria dizer com tudo aquilo” 

Eu não sabia o que ela estava “tramando” com aquilo, mas sabia que não iria deixar aquela história passar em branco. Se algo havia acontecido entre eu e Tobias antes deu perder essa maldita memória, eu precisava saber, eu tinha o direito. 

Bato o pé contra o chão e subo para o meu quarto frustrada. Por que minha vida tinha que ser assim? Por que eu tinha que ser um livro em branco? 

“Que raiva!” – Penso jogando meu corpo contra o colchão. 

As lágrimas aos poucos vão invadindo violentamente o meu rosto e um soluço cortante toma conta de minha garganta. Fecho os meus olhos por alguns segundos e vou lentamente puxando e soltando o ar de meus pulmões. Meu coração estava acelerado demais e meu corpo começava a pinicar por dentro. 

“ Eu odeio a minha vida! Vida está que eu nem tenho para começar!” – Penso sentindo meu corpo queimar-se mais por dentro. Uma dor lancinante invade a minha cabeça e preciso fechar meus olhos por alguns segundos. 

Aos poucos a minha respiração vai se regularizando e as lagrimas param de descer sobre as minhas bochechas. Sinto-me mais calma, porém a dor de cabeça agonia-me por dentro. Gradativamente vou sentindo minha consciência fugir de meu corpo e flashes de imagens aparecem em minha mente. 

“- Você é linda! - Diz ele depositando seus lábios contra a pele de meu pescoço. Solto um suspiro enquanto Tobias começa a chupar o meu pescoço. Entrelaço minha mão em seus cabelos e tento fracassadamente lembrar-me de como respirar.”

Abro meus olhos assustada e com o meu corpo suando um pouco.

“O que diabos era aquilo?” – Penso ainda assustada.

Levanto-me da cama e caminho até o meu banheiro. Paro o meu corpo em frente á minha pia e sinto meu pescoço queimar. Abro a torneira e faço uma concha com as minhas duas mãos e jogo um punhado de água molhando o meu pescoço. 

Flash Back On

– Quando minha memória ira voltar Doutor? – Pergunto para o médico que acabará de assinar a minha alta. 

- Bom Beatrice, ela pode voltar hoje, amanhã, daqui á alguns meses. Não podemos supor uma data especifica. – Diz ele encarado o meu rosto sério. 

- É quando ela voltar, como eu saberei? – Pergunto confusa. 

-Tem pessoas que vão tendo flashes no decorrer do dia a dia, outras ela retorna do nada, varia! – Diz ele soltando um suspiro. 

- Tudo bem! – Digo-lhe dando um sorriso fraco, ao mesmo tempo em  que a porta á minha frente abria-se revelando um Tobias sorridente. 

Flash Back Off

Seria minha memória querendo voltar? Aquilo poderia ser uma lembrança de meu passado? Solto um suspiro e começo a desabotoar a minha blusa azul de botões. Retiro-a e em seguida começo a despir-me. Se teria algo que Tobias estivesse escondendo eu iria descobrir está noite. Entro debaixo do chuveiro e deixo a água quente escorrer por meu corpo. 

  Tobias

Chego na empresa sentindo-me um pouco abatido. Nesses últimos meses, minha vida havia virado uma bagunça. Havia comprado uma mulher, essa mulher me odiava e eu super a tratava mal. Depois eu comecei a me envolver com ela e fui apaixonando-me perdidamente dia após dia por ela. Abri meu coração para um novo relacionamento e em menos de 48 horas havia perdido tudo. Havia perdido o desenvolvimento de minha filha e a mulher pela qual eu estava apaixonado estava em coma no hospital. Eu vivi dias horríveis achando que iria perder ela e quando ela finalmente voltou eu percebi que havia perdido ela, não da forma á qual eu imaginava, mas eu havia perdido. Agora eu era pai de uma linda princesa de quase dois meses e estava tentando reconquistar a mulher da minha vida. Em menos de um ano a minha vida tinha dado uma girada surpreendente. 

Adentro a minha sala encontrando meu velho amigo Zeke sentando no sofá. 

- Aconteceu algo? – Pergunto depositando minha pasta em cima da mesa.

- Sim, o Peter sumiu! O detetive encontrou os restos dos pertences dele no quarto, mas ele já havia caído fora. – Diz ele sério.

- Canalha. – Digo batendo minha mão com força contra a mesa. 

- Eu mandei o detetive continuar as suas buscas, achei que você ia querer isto. – Finaliza ele suspirando.

- Claro, obrigado cara. – Digo sentando em minha cadeira bufando.  

Levo uma de minhas mãos até a minha testa e respiro fundo, tentando expulsar a raiva que estava queimando dentro de mim.

- Mas mudando de assunto! – Diz ele sentando-se na cadeira a minha frente. – Como anda as coisas com a Tris?

- Não andam, simples assim. – Digo suspirando. -  Ela me evita, tenta ficar o máximo possível longe de mim e quando está perto ela se esquiva. Por outro lado, a relação dela com a Sophie melhora cada dia mais. – Finalizo com um sorriso fraco nos lábios. 

- Uma reação dessas já era de se esperar não meu amigo? – Pergunta Zeke. 

- Sim, eu sei que já era! Mas pensar e sentir são coisas completamente distintas. – Digo suspirando. 

De repente leves batidas soam em minha porta e uma cabeça loira surge por uma pequena brecha.

- Senhor Tobias...- Diz Cara direcionando o seu olhar em minha direção. – O motorista chegou!

- Ah sim, mande-o entrar. – Digo ajeitando minha postura na cadeira. 

- Bom, eu vou indo. Mas tarde o Zekezinho aqui volta! – Diz Zeke levantando-se da cadeira. 

Reviro meus olhos e encaro a troca de homens na minha sala. O futuro motorista senta-se á minha frente e encara-me de uma maneira estranha. 

- Então foi você que minha mãe escolheu? – Pergunto encostando minhas costas na cadeira. 

- Sim, meu nome é Albert. 

Beatrice

Desço meu vestido por toda a extensão de meu corpo e analiso o meu reflexo pelo espelho. Escolhi um vestido na cor bordô, hot pant - em um estilo de blusa e short com telas de brilho longas dos lados - e um o decote profundo na frente e nas costas. Ele tinha uma leve fenda em minha perna esquerda. Era extravagante! Talvez até demais, mas eu estava me achando bonita com ele. 

Termino de dar os últimos retoques em meu cabelo - que estava com leves cachos – quando sinto uma leve pontada em minha cabeça. Uma dor aguda chega a parte frontal de minha cabeça e apoio uma de minhas mãos em cima da penteadeira, sentando-me em seguida na cadeira que ficava em frente para ela. Respiro algumas vezes tentando expulsar aquela sensação ruim de meu corpo.

“Por que diabos eu estava sentindo-me tão mal naquele dia?” – Penso fechando lentamente os meus olhos.

Levanto-me da cadeira e abro a primeira gaveta de minha cômoda retirando uma cartela de remédios. Apanho a jarra de vidro que continha água e despejo-a um pouco em meu copo. Jogo o remédio dentro de minha boca e em seguida encho-a com um punhado de água, engolindo o remédio logo em seguida. Ergo o meu corpo de uma forma que ele fique reto e solto um suspiro.

Estou concentrada em acalmar-me que mal percebo quando leves batidas soam em minha porta. Caminho tentando parecer tranquila e abro somente um pedaço da porta, para que somente a minha cabeça aparecesse para fora. 

- Oi! – Diz Tobias com um sorriso fraco. 

- Oi. – Digo encarando automaticamente aquele olhar castanho-mel. 

- Você já está pronta? – Pergunta ele enrugando sua testa. 

- Estou. – Digo mais baixinho do que gostaria. 

- Então, nós piremos ir? – Pergunta ele esperançoso. 

- Claro, só irei ver a Sophie. – Digo dando-lhe um sorriso fraco. 

- Tudo bem! Estarei lá em baixo. – Diz ele virando as suas costas e sumindo pela extensão do corredor. 

Tranco a porta na mesma hora e solto um suspiro pesado. Minha cabeça ainda latejava e as minhas soavam um pouco, porém, eu não poderia demonstrar esses sintomas para Tobias, eu não poderia deixar que ele percebesse que talvez a minha memória estivesse voltando. Seria cruel demais para ele se minha memória  não estivesse voltando e ele ficasse todo esperançoso com essa probabilidade. 

Caminho até minha cama e apanho minha pequena bolsa. Retorno até a porta e sigo em frente para o quarto  de minha filha. Ana estava sentada na poltrona, enquanto Sophie estava deitada em seu berço agarrada a um ursinho. 

- Ela dormiu? – Digo sussurrando enquanto aproximava-me do berço. 

- Ainda não! – Diz ela jogando-me um sorriso fraco. 

Estico meu corpo sobre o berço, deixando minha bolsa em cima da mini cadeirinha que encontrava-se bem ao lado de meu corpo, e apanho Sophie em meu colo. 

- Oi meu amor! – Digo recebendo um sorriso banguelo vindo dela. – A mamãe vai dar uma saidinha, mas jazinho ela volta tabom? – Digo depositando um beijo em sua testa.

Sophie solta uns resmungos e balança seus bracinhos em protesto. Juro que aquela cena havia acabado com o meu coração, mas havia uma pessoa lá em baixo esperando-me todo feliz e ansioso para o nosso jantar, que eu em hipótese alguma poderia decepcionar! Não depois de tudo que ele havia feito por mim. 

- Calma meu amor, eu e o seu pai voltamos logo! Não precisa ficar assim. – Digo na tentativa de acalma-la. 

Mas nem foi preciso de muito esforço, já que assim que eu pronunciei a palavra PAI a safadinha se aquietou e voltou a abrir aquele sorrisão banguela no rosto. Solto um sorriso fraco e estico novamente meu corpo sobre o berço e a deposito com cuidado no berço. 

- Ana por favor, qualquer coisa nós ligue! – Digo olhando para ela com um olhar suplicante. 

- Pode deixar senhorita. – Diz ela tranquilizando-me. 

Solto um suspiro e apanho minha bolsa novamente saindo do quarto.  Começo a caminhar pelo corredor e recordo -me de um poema que eu havia lido quando estava no hospital. 

“Não importa onde você parou,

Em que momento da vida você cansou,

O que importa é que sempre é possível

E necessário "Recomeçar".

Sofreu muito nesse período?

Foi aprendizado.

Chorou muito?

Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?

Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?

É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?

Era o início da tua melhora.

Pois é!

Agora é hora de iniciar,

de pensar na luz,

de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?

Uma nova profissão?

Um corte de cabelo arrojado, diferente?

Um novo curso,

ou aquele velho desejo de aprender a pintar,

desenhar,

dominar o computador,

ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.

Quanta coisa nova nesse mundão

de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?

Besteira!

Tem tanta gente que você afastou

com o seu "período de isolamento",

tem tanta gente esperando apenas um

sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem

nós mesmos nos suportamos.

Ficamos horríveis.

O mau humor vai comendo nosso fígado,

até a boca ficar amarga.

Recomeçar!

Hoje é um bom dia para começar

novos desafios.

Onde você quer chegar?

Ir alto.

Sonhe alto,

queira o melhor do melhor,

queira coisas boas para a vida.

pensamentos assim trazem para nós

aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,

coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor

e principalmente lutarmos pelo melhor,

o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,

ao mundinho de coisas tristes,

fotos,

peças de roupa,

papel de bala,

ingressos de cinema,

bilhetes de viagens,

e toda aquela tranqueira que guardamos

quando nos julgamos apaixonados.

Jogue tudo fora.

Mas, principalmente,

esvazie seu coração.

Fique pronto para a vida,

para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,

somos sempre capazes de amar

muitas e muitas vezes.

Afinal de contas,

nós somos o "Amor".

Será que aquilo seria a resposta para todos os meus problemas?

Recomeçar. 

Eu era praticamente um livro em branco. Eu não tinha um passado  que me prendesse, porém, eu tinha um passado que me assombrava, um passado que me assustava pelo simples fato de não conhece-lo.

Eu deveria sim recomeçar, recomeçar pelo simples fato de Deus ter me dado uma segunda chance de viver, recomeçar pelo simples fato de ter uma filha dependente de minha pessoa e por fim recomeçar pelo simples fato de não poder viver mais pelo o que passou.  

Mas poderia eu recomeçar, dar uma nova chance para Tobias sem saber o que aconteceu no nosso passado? Principalmente depois daquela conversa esquisita que eu tive com a Evelyn? 

“Não Beatrice, não seja tola! Você precisa saber o que aconteceu!” – Penso freando o meu corpo a um passo de chegar no início da escada. 

Eu precisava saber o que diabos Tobias havia aprontado, eu precisava saber o por que de nós dois estarmos afastados. Eu precisava!

Respiro fundo e começo a descer lentamente as escadas. Eu podia sentir o seu olhar queimando sobre mim, mas era o meu olhar de curiosidade que predominava naquela sala. 

Está noite eu iria descobrir, pelo menos uma parte de minha história. 

 



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