História The purple lily - Capítulo 1


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Categorias Os Três Mosqueteiros
Personagens Aramis, Athos, Conde Capitão de Rochefort, D'Artagnan, Personagens Originais, Porthos
Tags Aramis, Arthos, Porthos, Romance, Sártagnan, The Musketeers, Três Mosqueteiros
Exibições 8
Palavras 1.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Esporte, Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem. Ta de acordo com a série The Musketeers.

Capítulo 1 - A Ladra Nobre


Fanfic / Fanfiction The purple lily - Capítulo 1 - A Ladra Nobre

POV ATHOS.

Athos estava sentado na mesa de madeira olhando os novos mosqueteiros treinarem, ele estudava com atenção cada movimento dos dois esgrimistas, olhando cada ponto sego e fazendo suas anotações mentais para que mais tarde pudesse instrui-los. Não era sua obrigação mas na verdade ele só estava esperando poder se distrair, estava focado em tirar de uma vez Milady de Winter de seus pensamentos, aquela mulher diabo que causava tanto tumulto em seu coração. 

Aramis e Porthos logo se juntaram a ele. D'artagnan ficou para instruir os jovens que lutavam, dando pra eles as mesmas dicas que Athos o deu um dia, isso o fez se sentir nostálgico por um tempo. 

- Eles não estão tão mal - Aramis fez uma careta, com seu jeito sempre otimista.

- Ah com certeza não - Respondeu Porthos com sarcasmo - Se fossem lutar contra freiras!

- Não insulte as freiras - Respondeu Athos com um sorriso. 

Os três riram um pouco e beberam da garrafa de vinho que parecia sempre estar disponível para um bom soldado, mas logo estava o capitão dos mosqueteiro pensando em sua assassina e cruel mulher outra vez. A saudade, a vontade de vê-la, de saber de estava bem ao menos... Arg! e a raiva, o ódio e o desprezo que sentia por ela, tantos sentimento em uma só mente, uma batalha interminável. 

Quando D'artagnan desistiu de ensinar aos novos aprendizes, foi se juntar a mesa com seus amigos.

- Souberam da novidade? - Perguntou ele, deixando os amigos curiosos - Há uns ladrões na cidade, porcalhões malditos que roubam dos mais ricos, e ainda tem a indecência de se intitularem de nobre! Os Nobres Ladrões!

- Como Ladrões podem ser nobres? - Perguntou Porthos irritado, esse tinha um passado com ladrões, odiava quase todos eles. 

- Bom que vocês trouxeram esse assunto - Argumentou Athos, bebendo um ultimo gole de vinho - Tréville pediu que nós fossemos atrás desses mercenários. Parece que eles estão causando alvoroço na corte e roubaram de um nobre importante. 

Os outros três mosqueteiros acenaram, em pouco tempo saíram pela bela Paris procurando qualquer pista de onde esse bando de descompensados estavam, mal sabia Athos que uma desagradável surpresa esperava por ele. 

 

POV OLIVE.

Olive Athos estava em desespero, ela nunca ia imaginar que o capitão ia querer desembarcar em Paris! Logo em Paris! Onde o irmão mais velho dela o renomado líder dos mosqueteiros, o herói de guerra, estava. Se ele ao menos sonhasse nas coisas em que ela tinha se metido, ela estaria morta tinha certeza! Ou ele ia trancá-la em uma torre pelo resto de seus dias!

Olive era uma ladra e seguia os mercenários "Nobres Ladrões" em todos os lugares, simplesmente por que foi a vida que ela conseguiu pra ela, as coisas foram se encaixando. Quando saiu da casa do irmão escondida, pegou um barco e viajou pela Europa, então ela começou uma vida com Grimaldi De Marcos, o italiano que era líder do grupo, eles tiveram um caso e no começo ela não queria fazer parte do bando. Mas ninguém quis contratá-la quando ela procurou emprego. Ela era uma excelente esgrimista e bem sorrateira, a profissão lhe caiu como uma luva. 

Mas agora o coração dela estava apertado, ela estava em Paris novamente e parte dela queria pular nos braços do irmão mais velho e dos dois outros mosqueteiros que a viram crescer, Aramis e Porthos. Mas eles fariam perguntas e ela não queria ver a reação deles quando tivesse de respondê-las. Ela pensou em mentir, mas Athos sempre sabia quando mentia, ele cuidou dela desde criança, fora seu mentor e melhor amigo, até mais um pai que um irmão. E pensar em como tinha sido dura com ele fazia seu coração doer, queria pedir desculpas. Mas não poderia vê-lo nunca mais. 

**FLASHBACK**

-OLIVE  DE SILLÈGUE D'ATHOS D'AUTEVIELLE!! - Athos gritou a irmã com ódio. 

Olive entrou no aposento onde se encontrava seu furioso irmão, ela odiava quando ele chamava seu nome todo, por que simplesmente sabia que estava encrencada demais. 

Athos estava em pé com sua usual roupa de couro e o chapéu, cabelos batendo no ombro e um cavanhaque que lhe deixava bem charmoso na opinião de Olive, mas ela era suspeita de falar. seus olhos verdes encaravam os delas com uma fúria não muito contida. Olive se sentiu intimidada, mas não quis demonstrar.

- Olá irmão.

- Queira me explicar que diabos é isso. - Foi ai que ela viu, que ele tinha uma carta em sua mãos. 

O seu sangue gelou, ela vinha se correspondendo com Grimaldi de Marcos, eles haviam se encontrado em Paris uma vez e foi amor  a primeira vista. Quando o sangue de Olive retornou ela ficou vermelha como um tomate, as vezes o conteúdo de tais cartas era inapropriados para uma dama. Olive Athos nunca foi uma mulher normal, ela era mais liberal, mais afrente de seu tempo, usava roupas pouco femininas como calças com bainha para sua espada, se vestia como um mosqueteiro, muitos homens a rejeitaram pelo seu jeito independente, mas Grimaldi a havia adorado desde o primeiro dia. 

- Você é quem deveria me explicar - replicou ela, observando o mosqueteiro se enfurecer ainda mais - Essa correspondência é minha! Não é educado ler a correspondência alheia!

- O que não é educado, é como ele lhe escreve  - Respondeu ele, fazendo ela corar ainda mais. - Além do fato de que eu nunca vi esse sujeito em minha vida! Nunca veio me pedir para cortejá-la!

- AH Athos pelo amor de deus! - Revirou os olhos - É a minha vida não sua, eu cortejo quem eu quiser!

- Eu sou o chefe dessa casa! - Bradou ele - Sua vida me importa! E você nunca mais vai ver ou se corresponder com esse sujeito indecente!

Falando isso ele saiu do aposento, batendo a porta com força. 

No dia seguinte, ela havia feito suas malas e embarcado em um navio pirata com o amor da sua vida. 

**Flashback off** 

 Hoje em dia, mais madura, ela sabia que fora um grande erro. Nunca devia ter fugido e ter feito tantas loucuras em nome do amor, Mas ela era jovem, tinha apenas 15 anos quando fugiu para o mundo com seu amor, hoje com 20, nunca teria feito, até por que nunca achou que sentiria tanta falta de seu irmão. 

Olive estava em um bar na cidade, Grimaldi e os outros estavam afastados dela, em uma mesa mais no canto. Eles brigaram a um ano atrás e depois disso tinham decidido ser só amigos, mas sem amor aquela jornada terrível, não parecia ter o mesmo gosto doce que antes tinha, era tão errado, mas era o que ela sabia fazer. 

Ela estava no décimo copo de vinho quando um tumulto começou no bar. Homens entraram e se dirigiram a mesa onde estavam os nobres ladrões, todos sacaram as espadas e a baderna começou, eram mosqueteiros, percebeu Olive aflita, mas olhou de relance nenhum lhe pareceu familiar, então foi defender sua mesa. 

Grimaldi lutava com a espada em uma mão e o vinho na outra, bebendo aqui e ali quando tinha oportunidade, era um maldito charmoso, com cabelos lisos longos e negros, uma argola na orelha e uma bandana na cabeça.

Os outros homens dos ladrões estavam se virando bem, Olive derrubou uns três de primeira, ela estava lutando com perfeição como sempre e iria continuar bem se não tivesse escutado um trovão. Bem na cabeça dela foi o som de um trovão, mas para os outros ali presentes foi a voz grave e poderosa de Athos quando ele gritou:

- OLIVE!

Ela gelou, os mosqueteiros a encararam surpresos quando seu comandante falou para não machucá-la.

Foi o momento perfeito, o restante dos Nobres Ladrões fugiram pela janela, sem nem olharem duas vezes pra trás. Era o protocolo. "Quem fica para trás, é deixado para trás". Grimaldi lhe concedeu uma ultima olhada, mas em seguida saiu em disparada.

- Olá irmão.

 


Notas Finais


Armand de Sillègue d'Athos d'Autevielle. É o nome verdadeiro de Athos. Vocês sabiam que os quatro mosqueteiros da história de Alexandre Dumas realmente existiram?


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