História The purple lily - Capítulo 2


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Categorias Os Três Mosqueteiros
Personagens Aramis, Athos, Conde Capitão de Rochefort, D'Artagnan, Personagens Originais, Porthos
Tags Aramis, Arthos, Porthos, Romance, Sártagnan, The Musketeers, Três Mosqueteiros
Exibições 4
Palavras 1.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Esporte, Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Reencontro não tão agradável assim


 POV ATHOS

- Olá irmão. 

Por algum motivo, algum mistério da vida, ali estava sua irmã. Era estranho vê-la depois de tantos anos. Ela ainda usava roupas masculinas, uma calça de couro bege e uma blusa de algodão branca, o único detalhe feminino era o corpete negro que ela usava por cima da blusa. Os cabelos negros e lisos estavam bem menores, batiam em sua orelha em um corte um tanto quanto rebelde, olhos verdes estavam menos rebeldes do que ele lembrava. 

Mas que diabos ela estava fazendo com aqueles bandidos, um pensamente sombrio passou pela sua mente e uma fúria começou a brotar em seu coração. 

- Olive queira me esclarecer o que você está fazendo defendendo um grupo de bandidos. 

Ela desviou o olhar, estava intimidada e ele soube, ele simplesmente soube que ela estava fazendo algo errado, pois vivera muitos anos em sua companhia, conhecia bem essa expressão. 

- Eu... Bem... - Ela olhou ao redor, como se implorasse para o mundo que a salvasse naquele momento.

- Mas é obvio Athos - Disse D´Artagnan se aproximando da menina - Ela faz parte deles.

- Isso é verdade Olive? - Perguntou Athos fazendo o melhor para fuzilá-la com os olhos.

Então foi que aconteceu, o que geralmente acontecia quando Olive estava enquadrada. Uma coragem a invadiu, ela vestiu seu escudo, empinou o nariz e disse com firmeza. 

- Acho que já está bastante óbvio, irmão.

A raiva queimou em seu peito e seu primeiro instinto foi sacudi-la até ela entender a gravidade da situação, D'Artangnan o segurou quando ele avançou, então mais calmo, ele virou as costas para a irmã. Pensou no que deveria fazer, ainda com ódio, mas dessa vez controlado, ele também vestiu seu escudo, uma carranca fria se apossou de seu rosto e ele disse:

- Então acho que não tenho opção além de mandá-la para a cadeia. 

Olive encarou o chão, ainda fria, sem querer ver a decepção no rosto do irmão mais velho.

- Mosqueteiros levem ela até a cela do complexo dos mosqueteiros.

E assim os mosqueteiros arrastaram a menina dali, até o complexo, onde eles teriam uma longa conversa. 

POV OLIVE

"Estou frita". Era tudo o que se passava pela cabeça da moça em quanto estava presa em sua cela. Primeiro seu irmão a descobrira, depois a levara presa, meu deus, será que ela seria enforcada. Colocou aos mãos envolta do pescoço ao pensar nisso não pode evitar. 

Ela deve ter esperado umas duas horas, na agonia de não saber o que fariam com ela. A cela era até confortável, ela ja esteve em piores, tentou lembrar disso para que seu desespero diminuísse. 

- Olive 

- Olive.

"ah não" Ela escutou a voz dos outros dois mosqueteiros e virou-se para vê-los. Ainda continuavam bem charmosos se não fosse pela carranca séria e braços cruzados.

- Parece que você não mudou nada - Respondeu Aramis - Ainda se metendo em confusões.

Ele falou como uma brincadeira, mas ainda soava muito sério. Porthos parecia que ia explodir de raiva. Ele odiava ladrões.

- Ah gente, ninguém está feliz em me ver? - Ela esboçou um quase sorriso, que não foi retribuído.

- Com certeza estaríamos todos felizes se não estivéssemos sabendo que você faz parte de um grupo de ladrões! - Respondeu Porthos enfurecido - LADRÕES OLIVE! QUE DIABOS VOCÊ TEM NA CABEÇA?

Ela se encolheu na cela, pelo estrondo. Como ela podia explicar, nem ela sabia. Mas ela encarou os mosqueteiros com os olhos mareados e disse a verdade.

- Eu estava apaixonada! Eu fiz de tudo, pra ficar com o homem que eu amava! - Ela gritou enquanto uma lagrima escorreu  - Eu sei hoje que foi errado, mas o que eu podia fazer? Eu já estava envolvida, eles já eram meus amigos! Roubar e protegê-los é a unica coisa que eu sei fazer agora, eles foram os únicos que me aceitaram lá fora! 

- Nós eramos seus amigos Olive - Respondeu Aramis com a voz calma, e uma cara triste, que machucou muito mais do que palavras duras - Nós a aceitaríamos, você sempre poderia ter voltado. 

- Eu não podia, meu orgulho é grande demais pra isso. Ela respondeu triste.  

- O seu ORGULHO a levou a lugar bem melhor agora não é mesmo? - Porthos enfatizou. 

Ela não respondeu, não tinha resposta para isso, sabia que estavam certos. Então só olhou para o chão em sua vergonha enquanto escutava os passos deles saindo dali,  e ela outra vez ficou sozinha na sua cela, onde pode pensar em como sua vida estava horrível e a mesmo tempo em como ela se sentia em casa novamente. Era um sentimento estranho, mas ela estava apreciando. 

Depois de mais duas horas, ela já estava terrivelmente entediada, já havia pensado em tudo o que podia, a cela estava fedendo a homens suados e álcool. Tudo o que ela queria era dar o fora. Ela checou se tinha uma gazua, mas a haviam revistado e tirado seus pertences, não tinha mais o que fazer. 

Athos só foi ter com ela, depois de três horas. Ele ainda apresentava a mesma carranca e ela sabia que por trás daquilo havia um homem muito magoado, ela se sentiu triste ao perceber como havia magoado os mosqueteiros por qual tinha tanto carinho. Como ela era burra por não perceber antes, como eles a amavam. 

- Bem agora que estamos aqui - Disse ele sentando em uma cadeira de frente para a cela dela. Olive estava muito envergonhada para encará-lo, então continuou a fitar o chão. - Queira me explicar... Bem, você tem muita coisa pra me explicar. 

- Athos..

 - NÃO INTERROMPA! - Ele rugiu, a voz ecoou pelo comodo.

Mais calmo, ele voltou a falar.

- Que tal começar do começo, tipo por que diabos você fugiu e não deu UMA noticia sequer!

- Eu fugi para ficar com Grimaldi! Eu era louca por ele,  ai eu descobri que ele era um ladrão, mas eu o amava demais para deixá-lo. Não mandei noticias por que tive medo que você me achasse - Respondeu quase chorando - Depois disso eu... tinha muita vergonha. Eu sinto muito Athos... Eu fui estupida em fugir. Eu descobri isso a muito tempo, mas eu não podia voltar, como eu ia olhar na sua cara?

- Você prefere olhar na minha cara assim? Em uma cela de cadeia? - Perguntou aturdido. 

- Eu não pensei que ia acabar aqui. 

- Então Olive, isso significa que você nunca mais ia me ver? - Ele a perguntou muito magoado - Apenas por vergonha? por orgulho? 

Ele levantou da cadeira frustado, quando ela não respondeu. 

- Não importa o que você fizesse ou o que você fez, eu sempre ficaria ao seu lado! - Ele reclamou. Nessa hora o choro veio a tona, ela não pode segurar mais as lagrimas.

- Sinto muito Athos.

- Eu também sinto - Disse ele frio, - Vou te tirar da cela, mas para você ser uma mulher livre novamente vai ter que nos levar até os nobres ladrões entendeu?

Ela assentiu.

- E se você nos trair, mentir pra mim ou coisa do gênero. Te levarei a corte marcial sem piedade. Me ouviu?

- Sim.

E assim começa a nossa aventura.

 

 



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