História The Queen - Capítulo 29


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Palavras 1.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Doce visão


Mirana chegou no castelo de Tempo e começou a procura-lo. Ela andava desesperadamente á procura do tal, e pensava o que ele pretendia fazer com o corpo de Iracebeth. Um dos Segundos de Tempo viu a rainha e achou melhor avisar o seu senhor. Tempo ligava tubos nos braços de Iracebeth quando o Segundo chegou.

- Meu senhor, a Rainha Branca está aqui. - Avisou o Segundo.

- Droga ! Ela descobriu. WILKINS ! - Chamou Tempo.

- Eu estou aqui, senhor. - Falou Wilkins bem ao lado de Tempo, não era a primeira vez que Tempo chamava por Wilkins e o próprio estava bem ao seu lado.

- Ah você está aí. - Wilkins revirou os olhos. - Cuide do corpo de Iracebeth, enquanto eu vou tentar enganar Mirana.

- Sim, senhor.

Tempo saiu do grande salão da Cronoesfera e foi ao encontro de Mirana. Ao encontrar a rainha acabou levando um tapa da própria.

- AI ! - Exclamou Tempo. - Parece que você tem um pouco da mania de Iracebeth. - Ironizou Tempo.

- Você ficou maluco ?! - Perguntou Mirana brava.

- Todos nós somos loucos.

- O que você fez com com corpo da minha irmã ?

- Não sei do que está falando. - Disse Tempo tentando fazer uma cara de que não sabia de nada.

- Você é um péssimo mentiroso. Eu sei que Iracebeth está aqui. Você não compareceu ao funeral de Helena e foi você que viu Iracebeth por último. O que você fez com ela ?!

Tempo não queria dizer a verdade, mas também não suportaria ver Mirana sofrendo. Ela não entenderia o plano do Tempo, só ficaria confusa e desesperada. Mas Tempo não tinha mais outra opção á não ser contar a verdade.

- Tudo bem, eu confesso. Eu trouxe Iracebeth para cá. - Confessou Tempo.

- Porque ?

- Porque eu pretendo trazer Iracebeth de volta á vida.

Mirana congelou. Aquelas palavras foram um balde de água fria para ela. Aquilo não pode ser possível. Trazer Iracebeth de volta vida ? Então essa era a ideia de Tempo ?

- Do que você está falando ? - Perguntou Mirana com as mãos tremendo.

- Há uma possibilidade de trazer Iracebeth de volta. Usando a máquina que meu pai construiu para me curar da doença que eu tive á duzentos anos atrás. O poder dessa máquina me salvou, e talvez, possa salvar Iracebeth também. - Respondeu Tempo.

- Eu quero ver essa máquina. - Pediu a rainha.

Tempo pensou por alguns segundos mas acabou concordando. Tempo guiou Mirana até o salão da Cronoesfera onde estava a máquina e Iracebeth.

- Pelo amor das minhas peças de xadrez. - Foi as únicas palavras que Mirana conseguiu dizer ao ver sua irmã com tubos ligados em seu braço dentro da máquina.

- Essa é a máquina do meu pai. - Falou Tempo.

- Pra que serve esses tubos no braço dela ? - Perguntou Mirana.

- Esses tubos estão conectados ao Grande Relógio, eles servem como uma bateria, para dar energia ao corpo de Iracebeth.

- Bateria ? Energia ? Como assim ? - Perguntou Mirana ainda sem entender.

Tempo baixou a cabeça e fechou os olhos pensando em como contar aquilo para Mirana. O único jeito era mostrar pra ela, mas ela com certeza vai ter um ataque do coração.

Tempo tomou coragem e apertou em uma tecla do computador que levantou a tampa de vidro da máquina, fazendo com que uma fumaça gelada que conservava o corpo de Iracebeth saísse pelo ar.

- É verdade que a máquina é poderosa, mas tem uma condição... - Começou explicar Tempo. - Para salvar um humano, é preciso que o corpo tenho uma carga, tipo uma bateria, para que a máquina possa adicionar energia para esta carga. - Tempo começou a abrir os botões de sua camisa e Mirana corou. Tempo mostrou o relógio em seu peito e Mirana ficou admirada. - Este relógio é como se fosse meu coração, isto é a minha carga. E também é o que me faz ser imortal. - Tempo voltou a fechar os botões de sua camisa e se aproximou do corpo de Iracebeth. Tempo começou a abrir o vestido de Iracebeth aos poucos e baixou a parte de cima do vestido mostrando um relógio em formato de coração entre os seios de Iracebeth. - E esta é a carga de Iracebeth, este é o novo coração dela.

Mirana arregalou os olhos e colocou uma mão em sua boca.

- Meu deus. - Foi a única coisa que Mirana conseguiu dizer para a situação em que se encontrava.

- Eu tive que fazer isso, Mirana. Essa é a condição da máquina. Iracebeth teve seu coração substituído por esse relógio...

- E onde está o coração dela ? - Perguntou a rainha interrompendo Tempo.

- Está dentro daquela caixa. - Apontou Tempo para uma pequena caixa de metal com um pouco de sangue em cima da mesa do computador. Mirana sentiu que iria vomitar e tapou a boca novamente. - Você está bem ?

- Não, é que tudo isso... É muito confuso pra mim. Estou com medo de isso não funcionar.

- Não pense negativo, majestade. Basta ter fé.

- Mas, trazer Iracebeth á vida... Isso me parece ser impossível.

Tempo olhou nos olhos de Mirana e lhe deu um sorriso.

- Só é impossível se você acreditar.

Aquelas palavras tocou o coração de Mirana, pela primeira vez uma pontada de esperança cresceu dentro dela. A rainha olhou para o corpo de sua irmã e depois para Tempo, e logo havia um sorriso em seus lábios. Todo o enjoo da rainha havia sumido.

- Porque está fazendo isso ? Porque não desistiu da minha irmã ? - Perguntou Mirana calmamente.

- Porque, desde o primeiro dia em que eu a vi, eu jurei protege - lá. Eu fiquei isolado por anos desde a morte do meu pai, e quando eu conheci Iracebeth, minha solidão se foi. Iracebeth é diferente, eu me apaixonei por ela como ela é. Não me importei com o tamanho de sua cabeça, mesmo com os gritos, e os tapas eu sempre a amei. Eu prometi que iriamos ficar juntos pra sempre, e eu não sou de quebrar promessas.

Mirana se aproximou de Tempo e o abraçou. Tempo ficou sem entender mas retribuiu o abraço.

- Obrigada, por não desistir da minha irmã. - Agradeceu a rainha deixando uma lágrima cair. - Iracebeth nunca foi amada por outra pessoa a não ser eu. Fico feliz que você tenha aparecido na vida dela.

Tempo ficou feliz pelas palavras de Mirana e sorriu. Os dois cessaram o abraço e Tempo foi até o computador e apertou em uma tecla para baixar a tampa da máquina.

- Isso é um pequeno espelho mágico ? - Perguntou Mirana apontando para o computador.

Tempo soltou uma risada.

- Não, isso é um computador. É uma máquina que construí.

- E como ela funciona ?

- Essas teclas comandam a máquina e tela mostra tudo, como por exemplo, quando a máquina precisa ser recarregada ou para ver se o corpo está estável, etc...

- Que máquina interessante. - Disse Mirana surpresa.

- Quem sabe essa máquina pode ser utilizada no futuro. - Brincou Tempo.

- Quem sabe.

Os dias foram se passando e uma vez ou outra Mirana visitava Iracebeth. Tempo andava muito ocupado trabalhando na máquina, enquanto os Segundos cuidavam dos relógios de vida das pessoas em Wonderland.

Enquanto isso em Tarot, Amberly estava mais feliz do que rato quando encontrava queijo.

- FINALMENTE ! WONDERLAND SERÁ MINHA ! - Amberly gritava apontando suas espadas para cima mostrando sua grande felicidade. - Eu sabia que Iracebeth iria perder. Aquela patética cabeçuda, achou mesmo que iria ganhar de mim. Logo eu a Rainha de Espadas.

Amberly soltou uma risada mas parou ao sentir seu peito doer.

- Mas mesmo assim, isso não a impediu de me machucar gravemente. Se ela tivesse descoberto o verdadeiro jeito de me derrotar, eu estaria morta agora. - Falou Amberly com sigo mesma colocando sua mão em seu colar precioso. - GUARDAS !

Duas cartas de Espadas apareceram.

- Sim, majestade. - Falaram as duas ao mesmo tempo.

- Preparem o exército. Vamos atacar Marmorial daqui á dois dias.

- Sim, majestade.

As duas cartas se retiraram e Amberly sentou em seu trono.

- Tomara que você tenha um novo campeão Mirana, porque você não vai mais ter ninguém pra salvar seu reino agora. E sua coroa...será minha.

No castelo do Tempo já era muito tarde da noite. O homem relógio estava sentado ao lado da máquina observado sua amada. Tempo colocou suas mãos na tampa de vidro desejando que Iracebeth acordasse logo, mas ainda não havia sinal de vida. Tudo continuava o mesmo. Tempo então começou a cantar uma música. Wilkins ao ouvir o seu senhor cantar ficou em um canto escondido observado a canção.

 

Doce visão, guardo em mim aquela emoção

Eu te levo no coração

Sempre estás comigo

 

Quem me derá voltar

Ao passado pra te salvar

Não consigo me conformar

Eu queria te abraçar

 

E aquela doce visão

Talvez nunca mais volte então

Mas não irei desistir

Lutarei até o meu fim

 

Wilkins se emocionou ao ouvir as letras da canção de seu senhor e se aproximou de Tempo.

- Bela canção, senhor.

- Você ouviu ? - Perguntou Tempo ao perceber a presença de Wilkins.

- Claro, o senhor tem uma voz muito bonita. Aposto que Iracebeth está feliz por dentro.

Tempo deu um sorriso para o seu fiel companheiro e voltou a olhar pra Iracebeth.

- Não vou desistir de você, Irace. Prometo.


Notas Finais


A canção que Tempo canta é da música " Doce Visão ", do filme A Bela e a Fera. Só dei algumas modificadas rsrsrs. Essa Amberly merece ir pro inferno. Espero que tenham gostado do cap. Beijocas e até o próximo capítulo ;)


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