História The queen of Ísus - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 30
Palavras 1.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, gente, bem essa é uma fanfiction de minha e somente minha autoria. Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 1 - Conhecendo o Rei


Fanfic / Fanfiction The queen of Ísus - Capítulo 1 - Conhecendo o Rei

    Olá, meu nome é Juno e eu moro em Ísus, um lugar onde a monarquia é a forma de governo. Com 19 anos fui presa nas masmorras do Rei, acusada de assassinato e bruxaria. Deixei no vilarejo onde eu morava minha mãe, Evelia, e meu irmão mais novo, Tobias.

    Durante dois anos que estive presa, conheci alguns dos prisioneiros que também estavam ali. Um dele era Alex, um ferreiro preso por roubar comida para alimentar seus filhos famintos e sua esposa doente. Conheci também Lisa, uma empregada do Rei que fora encarcerada por tocar em sua coroa (patético, não?).

    A minha ideia do Rei era a de um velho mal amado com cara de pão seco. Ele devia ser um cara rabugento que vivia preso em seu castelo e que apenas governava através de seus mensageiros. Mas tudo isso eram apenas pensamentos soltos, porque o que eu realmente pensava na maior parte do tempo era em como minha família estava.

                                                                              ~//~//~

    Acordei com os gritos dos soldados dizendo para eu me levantar. Sentei-me na cama e fui puxada pelo braço para fora da sela.

    -Ei! Ei! Ei! Vá com calma, rapaz! Eu sou uma dama. –disse sarcástica para o guarda que me puxava.

    -E também uma prisioneira, não é? - rosnou para mim.

    -Mas a minha vida ainda não é tão miserável quanto a sua! –cuspi.

    -Cale a boca, bruxa! –exclamou sem me olhar nem parar de me arrastar para fora das masmorras.

    -Eu NÃO sou bruxa! –retruquei.

    -Ahh... Agora vai me dizer que também não matou aquele homem? - disse ele.

    -Eu não o matei... –sussurrei.

    -O que disse? - perguntou.

    -Eu quero saber o que está acontecendo. –falei encerrando o assunto.

    -O Rei que vê-la. – disse ele e foi aí que percebi que estava andando nos corredores do castelo.

    O castelo era bonito fora das masmorras. Ele era todo iluminado com lustres de cristal e enfeitado com móveis que julguei serem de carvalho. Um contraste era causado com o dourado das paredes e o vermelho vinho das cortinas. Subimos e descemos várias escadas até que entramos em uma sala que continha uma mesa com duas cadeiras, uma prateleira de livros no canto e um sofá de couro vermelho que estava de costas para a porta em que eu entrara, nele havia alguém sentado, provavelmente o Rei.

    -Vossa Alteza, a garota está aqui. –disse o guarda.

    -Tudo bem, nos deixe a sós. –disse uma voz que não parecia nem um pouco com a de um velho mal amado com cara de pão seco.

    -Mas, senhor...

    -Nos/deixe/a sós. –disse ele separando em sílabas.

    -Sim, senhor. –ele me soltou e saiu, fechando a porta atrás de mim.

   Um silêncio se instalou na sala por alguns segundos e então ouvi um suspiro do Rei que se levantou e andou até mim, desviando do sofá. Ele parou a dois passos de mim e me olhou dos pés à cabeça, assim como eu.

    Ele era um homem alto que parecia ter pouco mais da minha idade. Seus cabelos castanhos estavam bagunçados de uma forma bonita. Seus olhos brilhavam num azul translúcido e sua pele era pálida. Ele usava um terno de cor grafite que lhe caía perfeitamente bem. Inalei o delicioso cheiro de perfume masculino que ele emanava.

    Ele sorriu e deu mais um passo em minha direção, mas eu recuei.

    -Calma, querida, eu não mordo... A menos que você queira... –disse dando um sorriso com ar de malícia.

    Tentei controlar um sorriso. Sem nenhum sucesso, é óbvio.

    -Ahh... Você quer... –murmurou pondo as mãos no bolso.

    -Vossa Alteza, o que quer comigo? - perguntei desviando o assunto.

    -Certo... Sente-se, por favor. –disse puxando uma cadeira do conjunto de mesa ao nosso lado.

    Sentei-me e ele se dirigiu à cadeira da frente.

    -Olhe... Os seus amiguinhos rebeldes estão fazendo rebeliões lá fora e preciso da sua ajuda para acabar com isso. –o Rei batucava na mesa enquanto eu apenas descansava minhas mãos em meu colo.

    -Como assim? Vossa Alteza quer que eu os traia? - perguntei irônica.

    Ele abafou uma risada e me olhou nos olhos.

    -Não, querida, eu quero que se case comigo. –disse com um ar misterioso.

    -C-como assim?! Você é louco?! –exclamei exacerbada – Não vou me casar com você! Qual a finalidade disso¿¿

    -Dá pra senhorita se acalmar? - disse coçando os olhos e se encostando na cadeira – Eu preciso que se case comigo assim seus colegas ativistas acalmam seus ânimos.

    -Ah tá! E o que diabos eu ganho com isso?! –eu estava irritadíssima.

    -Se você casar-se comigo será automaticamente absolvida de sua pena e viverá aqui como uma rainha, o que realmente será. Sua família também terá uma vida digna em seu vilarejo, porém você não poderá vê-los, terá de ficar aqui comigo. –disse ele me olhando fixamente.

    Havia pontos bons naquela proposta, é claro, mas eu não poderia ver minha família, como saberia se estão realmente bem¿

    -Lhe darei até amanhã para pensar, e então, à noite, quero que jante comigo.

    -Sim, Vossa Alteza. –falei sarcástica.

    -Me chame de Charlie, docinho. –disse piscando para mim e entrando no meu Jogo do Sarcasmo.

    Olhei profundamente em seus olhos e saltei na cadeira, assustada, depois dele gritar pelo guarda.

    -CLARK!

    -Sim, Vossa Alteza? - disse Clark entrando e se ajoelhando.

    -Leve Juno para seu quarto e peça à uma camareira que lhe arrume roupas e comida. –disse Charlie mudando seu ar para mais sério.

    -Sim, senhor. –disse Clark me puxando novamente pelo braço.

    -E não seja rude, Clark. –falou fazendo o guarda me soltar e depositar suavemente em minhas costas, me guiando até o quarto.

    Ao chegarmos lá a camareira já estava no quarto. A deixei arrumando minhas coisas e fui tomar um banho. Foi um banho quente e longo, um privilégio que eu não tinha há muito. Esfreguei meus cabelos (que eram de uma cor indefinida para mim, por sinal) com delicadeza e destreza. Ensaboei todo o meu corpo e o massageei, relaxando. Quando terminei o banho me enrolei na toalha e andei até o quarto. Em cima da cama havia uma bandeja com um prato em que havia alguns carboidratos e proteínas. Havia um bilhete também, com a seguinte mensagem:

    “Querida, Juno, espero que goste de peixe. Deixei para você algumas roupas, o vestido e os sapatos são  para o nosso jantar amanhã, até lá poderá usar esta camisola e os chinelos. Tenha uma boa noite, docinho. – Rei Charlie”

    Olhei para a cadeira que ficava em frente à penteadeira que tinha no quarto e vi uma camisola azul clara de seda e um vestido bege com algumas pérolas nele. Revirei os olhos e olhei para o chão, onde estavam os chinelos e um par de saltos altos da mesma cor do vestido.

    Vesti-me e fiz meu jantar. Deitei-me na cama e fiquei olhando fixamente para o teto, pensando o quanto eu queria que minha mãe estivesse ali para me ajudar a tomar uma decisão. 


Notas Finais


Ok, esse foi o primeiríssimo capítulo da fic. Espero que tenham gostado. Comente o que acharam dele e o que poderia melhorar, me ajuda muito a escrever algo bom pra vocês. Até a próxima e um beijo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...