História The Rainbow - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 6
Palavras 2.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Dias atuais.


Um mês havia se passado desde que havia parado de ir à boate. Eu mantinha contato com Katie e Jay. Eles haviam entendido que era uma época decisiva na minha vida e me apoiavam, até mesmo ofereceram ajuda. Eu nem parecia à mesma pessoa irresponsável.  Mas para alcançar meu objetivo eu precisava me manter centrada. Parei de fugir e contei a Oliver que eu não queria ser arquiteta, disse a ele o quanto estava encantada com a advocacia. Que queria fazer direito e me tornar uma advogada. Defender pessoas injustiçadas de pessoas que se achavam os senhores do mundo, pessoas como o meu pai. Que não se importavam de passar por cima das pessoas e usava de seu poder e influencia para conseguir sempre o que queria. Para minha surpresa Olli entendeu. Ele me disse que ainda poderíamos montar nossa empresa de arquitetura com o nome da nossa mãe, Sienna. Ele seria o arquiteto e eu trabalharia como advogada da empresa e ajudaria ele na parte administrativa.

Nosso sonho continuava a trilhar o mesmo caminho, na mesma direção. Continuava vivo... Pelo menos até aquele dia, no dia em que tudo desandou.

 

~~ 8 anos depois.

#Londres, 08h37min.

- Mamãe, mamãe. – Escuto a voz de Ethan próxima a mim e sinto a cama sacolejar.

Abro os olhos lentamente e vejo meu pequeno em pé em cima da cama com um buquê de orquídeas nos bracinhos e um largo sorriso.

- Bom dia mamãe. – Diz Ethan animado com seus olhinhos verdes brilhando. Os olhos que ele havia herdado de mim.

Nathan sempre dizia que era uma pena ele não ter herdado as minhas madeixas loiras também. Mas eu acreditava que Ethan era lindo e perfeito do jeitinho que veio ao mundo, com os cabelos negros e os olhos verdes.

 - Bom dia meu amor. – Digo sonolenta e sento-me.

- Toma mamãe. – Ethan me entrega o buquê e me abraça. – Feliz aniversário mamãe. Te amo.

- Oh meu bem. Obrigada. São lindas. – Digo e lhe beijo a bochecha corada.

- Papai me levou para escolher.

- Foi agora de manhã? – Pergunto curiosa.

- Unhum. – Diz sacudindo a cabeça em afirmação.

- Bom dia flor dia. – Nathan diz entrando no quarto sem camisa com um embrulho na mão e o cabelo preto todo desgrenhado. – Feliz aniversário Livi.

Nathan me entrega o embrulho e senta ao meu lado me dando um abraço forte.

- Obrigada Nath. – Digo sorrindo. – Você ajudou a escolher também Ethan? – Pergunto abrindo o presente.

- Não, esse foi só o papai, não é papai?

- É sim meu amor. – Nathan responde pegando Ethan para sentar no seu colo.

Ao abri o embrulho me deparo com um lindo camafeu em ouro velho.

- Já tem duas fotos dentro. – Nathan diz a meia voz.

Abro o camafeu e vejo as duas pequenas fotos ovais. Meus olhos enchem-se de lágrimas e uma escapa e escorre pelo meu rosto.

- Que foi mamãe?Tá triste? – Ethan pergunta preocupado levando sua mãozinha até meu rosto e impando a lágrima que escorria.

- Não filhote. Isso é lágrima de felicidade. – Respondo pegando sua mãozinha e depositando um beijo.

Levo uma mão ao rosto de Ethan e a outra ao rosto de Nathan e afago a ambos.

- Obrigada meus amores. Eu amo vocês viu. – Digo chorosa.

- A gente também te ama. – Nathan responde e se aproxima para beijar minha bochecha e então levanta-se e coloca o camafeu no meu pescoço.

- Ficou linda mamãe. Mas é meio grande esse cordão. – Ethan comenta sentando no meu colo e segurando em sua mão o pingente que era o camafeu.

- Vamos, eu preparei o café da manhã. – Nathan diz me pegando pela mão e me ajudando a levantar.

Acompanho Nathan até a cozinha com Ethan no colo.

- Vem cá Ethan, deixa sua mãe se servir. – Nathan diz pegando Ethan do meu colo e sentando com ele.

- Ethan não está meio grandinho para continuar sentado no colo do seu pai na hora de comer? – Pergunto pegando uma fatia de bolo que Nathan havia feito. Era o meu preferido, de amora.

- Não to não mamãe. – Ethan resmunga inflando a bochecha.

- Você mima demais ele, Nathan. – Digo sorrindo para cara feia que Ethan fazia. – Ele já tem quatro anos, está estragando nosso filho.

- O que posso fazer? Ethan me tem em suas mãozinhas. – Diz e ri. – O que quer filho?

- Quero um pãozinho com geleia. – Ethan responde abrindo aquele sorriso lindo que eu tanto amava.

*****

Fico observando Ethan desenhar enquanto Livi toma banho. Era engraçado o quanto ele ficava tão concentrado enquanto desenhava. Ethan, meu filho. Era a melhor coisa que havia acontecido na minha vida em meio a tanta desgraça. Talvez ele fosse o maior motivo de eu não ficar tão deprimido quando o aniversário de Livi chegava. O aniversário dela que também era aniversário dele.

Suspiro pesadamente no mesmo instante em que o toque de mensagem vem do meu celular.

- Ei filho. Papai vai sair. Sua mãe está quase saindo do banho. Promete que vai ficar quietinho?

- Prometo. Papai aonde vai?

- Vou buscar seus padrinhos no aeroporto. Avisa sua mãe está bem? – Digo bagunçando seu cabelo.

- Tudo bem.

Beijo a testa de Ethan e saio com destino ao aeroporto.

*****

Após tomar banho e vestir um short de moletom cinza e uma camiseta preta volto ao banheiro para secar meu cabelo. Já fazia dois anos que eu os mantinha na altura do queixo. Sentia falta da época da faculdade em que eles eram na altura do quadril. Todos elogiavam meu cabelo. Mas com a vida corrida, as responsabilidades como mãe e a carreira como advogada me impediam de ter tempo para cuidar de um cabelo comprido. Eu precisava de um corte sempre versátil e rápido de secar. Depois de menos de cinco minutos secando meu cabelo vou até a sala e encontro Ethan sozinho na sala.

- Cadê seu pai? – Pergunto.

Ele levanta o rosto em minha direção.

- Foi buscar meus padrinhos, mamãe. – Ethan responde voltando sua atenção ao desenho.

Eu não estava acreditando, aqueles dois disseram que não conseguiriam vir e chegam assim de surpresa... Posso apostar que Nathan sabia.

*****

#Nova York

- Ah... Nn... Ahh... Isso.  – Gemi com a mente enervada pelo prazer que sentia.

- Desse jeito gato? – Pergunta Alexander com a respiração ofegante. – Nn... Nn... Ah... Tão apertado Olli.

- Alex... Alex... – Digo entre gemidos.

Depois de ambos chegarmos ao orgasmo fomos tomar uma ducha juntos.

- Isso foi maravilhoso, Olli. – Alex diz se jogando na cama, ainda enrolado com a tolha. – Quase vale a pena ser usado como um pedaço de carne. – Finaliza olhando para mim com um sorriso debochado.

- Como se você se importasse de ser usado. – Digo subindo na cama e sentado sobre ele com um sorriso provocante.

- Se é você, eu não me importo nem um pouco de ser usado. – Responde entrelaçando sua mão na minha. – Mas ficaria muito feliz se passasse a levar a sério meu pedido de namoro.

Suspiro pesadamente e levanto-me de cima dele, indo até o criado-mudo pegar um cigarro.

- É incrível o teu dom de estragar tudo, Alex. – Reclamo dando um trago.

- Fala sério Olli. O único a estragar tudo aqui é você. – Alex murmura indo até o guarda-roupa pegar uma calça de pijama para vestir.

- Não tenho sossego nem no dia do meu aniversário. – Resmungo voltando até a cama e sentando-me.

- Desculpa se te aborrece que eu te ame e queira alguma coisa séria contigo. – Alex responde claramente magoado e deitando na cama de costa sem olhar para mim.

- Vai voltar a dormir? – Pergunto.

- Vou. Hoje é sábado. Esqueceu?

- Pensei que fosse me levar em casa. – Respondo.

- Olli, você não é meu namorado. Não tenho nenhuma obrigação contigo. Pega um taxi. – Responde ríspido, ainda de olhos fechados.

- Quanto ressentimento. – Sussurro sarcasticamente.

Alex senta-se bruscamente na cama.

- Porra Oliver. Queria o quer? – Grita saindo da cama e ficando em pé me encarando. – Não vê que eu não aguento mais essa situação. Quando vai acordar para vida? Quando vai deixar o passado no passado e seguir enfrente? Ou tu achas mesmo que teu príncipe encantado vai voltar um dia para te buscar? Ele está casado Oliver, casado. E com a tua irmã. Ele nunca te a...

O interrompo com um tapa.

Isso tinha sido demais. Atravessou o limite. Abriu a ferida.

- Cala boca Alex. – Grito.

-Quando sair por aquela porta. – Alex fala controlando a raiva. – Espero que volte só se tiver uma resposta positiva para me dar. Do contrário não quero mais te ver. Eu mereço muito mais do que ser só uma muleta para alguém que não consegue esquecer o ex-namorado depois de tanto tempo.

 Alex sai do quarto batendo a porta com força.

Eu concordava que ele merecia mais do que isso. Mas eu não conseguia simplesmente confiar em suas palavras. Confiar que Alex realmente me amava. Porque no passado quando eu confiei, fui cruelmente traído pelas duas pessoas que eu mais amava e admirava.

*****

#Londres.

- Olá. – Katie aparece na sala puxando sua mala de rodinhas com.

- Madrinha, madrinha. – Ethan sai correndo e pula em seu colo.

Katie o abraça apertado.

- Como você cresceu meu pinguinho de gente. – Diz o descendo de seu colo e então olha para mim. – E você em? Parece que o tempo não passa para ti. Continua com essa cara de adolescente. Cada vez mais linda.

- E o Jay e o Nathan? – Pergunto depois do longo abraço que recebo dela.

- Estão subindo com o restante das malas. – Responde e então leva a mão até o meu rosto. – Tudo bem contigo? Parece um pouco desanimada.

- É só que... Bom... Hoje também é o aniversário do Oliver. E esse é o dia em que Nathan mais sofre. – Suspiro.

- Imagino. – Katie responde e fica com um ar pensativa. – Eu encontrei com ele semana passada.

- E como foi? Ele está bem? – Pergunto aflita.

- Continua um pedaço de mau caminho. – Ri e então suspira desanimada. – Ele nem me dirigiu a palavra, acredita? Quando eu acenei para ele, ele virou a cara sem a menor cerimônia.

- Cheguei, cheguei. – Jay entra largando as duas malas que carregava no chão. – Ethan. – Jay corre na direção do pequeno e o pega no colo.

- Padrinho. – Ethan diz animado o abraça cheio de felicidade. – Saudade.

- Livi. – Jay fala ao me ver e vem em minha direção me abraçar ainda com Ethan no colo. – Continuas linda minha flor. – Diz e me beija a testa.

- Own meu lindo. Nem preciso dizer que você também, não é? – Digo.

- Precisa sim. Adoro elogios. – Jay responde e dá uma piscadela.

- Olha quanta mala. Acho que vieram para Londres de mudança Livi. – Nathan comenta sorrindo e deixando outras duas malas no chão.

- Viemos de férias. Claro que traríamos muitas malas. – Katie defende-se.

A pego em um abraço ao ouvir a noticia.

- Não acredito. Férias? Vieram de férias. Isso é ótimo. – Digo contente.

- Queremos muito matar essa saudade. – Jay comenta.

- E também porque temos muitas coisas para conversar. – Katie diz sorrindo e logo após seu semblante fica sério. – E uma dessas coisas é sobre os teus pais Nathan.

- Meus pais? – Nathan questiona surpreso, franzindo o cenho.

Por essa nem eu nem Nathan esperávamos.

*****

#Nova York, Empresa Owen Technology.

- Acha que ela vai mesmo transmitir o recado a Nathan? – Pergunto.

- Não sei filho. Espero que sim. – Suspira meu pai. – Vamos torcer. Sua mãe precisa ter teu irmão presente nesse momento.

- Não sei não. Foi a mamãe que o rejeitou quando ele assumiu que era gay. Será que ele realmente vai aceitar voltar?

- Seu irmão tem um bom coração. E pelo que soubemos pelo marido da amiga dele, ele se casou com uma mulher.

- Será mesmo verdade? Nathan parecia ter sua opção sexual muito bem definida. Isso é muito estranho. Não acha?

- Bom, de fato. É no mínimo curioso eu diria. Segundo o que nos informaram já estão casados há uns quatro anos. Se ele atender ao nosso apelo, a conheceremos muito em breve e tiraremos isso a limpo.

O telefone toca.

- Sim. – Meu pai responde apertando um botão.

- Senhor Frankie, os investidores chegaram para reunião. – A secretária anuncia.

- Leve-os até a sala de reuniões, já nos encaminhares até lá. – Meu pai ordena.

- Sim senhor.

- Vamos Path, vamos enfrentar os leões. – Comenta meu pai levantando-se de sua cadeira.

 



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