História The Rainbow - Capítulo 10


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Dot Pixis, Eld Jinn, Eren Jaeger, Erwin Smith, Farlan Church, Grisha Yeager, Gunther Schultz, Hange Zoë, Hannes, Historia Reiss, Isabel Magnolia, Jean Kirschtein, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Nanaba, Nifa, Oluo Bozado, Personagens Originais, Petra Ral, Reiner Braun, Rico Brzenska, Sasha Braus, Ymir
Tags Eren Jeager, Levi Ackerman, Shingeki No Kyojin, Yaoi
Visualizações 57
Palavras 3.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Cara a cara


Ainda não acreditava no que acabara de ouvir.

“Isso só comprova que há qualquer coisa de errado nessa história toda. O Armin tem razão, preciso ir diretamente a Lira, e questionar a respeito disso, fazer com que abra o jogo, cansei de estar às cegas. ”

- Eren? – A voz o sobressaltou. – O que faz agachado aí? Sente-se mal?

- Enjoado... – Respondeu pondo-se de pé e contou-lhe rapidamente o que havia escutado da troca de palavras entre as irmãs.

- Odeio admitir, mas depois disso e de observar e estar em contato com Lira no trabalho, comecei a também concordar com o ponto de vista do Armin.

- Acha então que devo mesmo procura-la? – Perguntou hesitante.

- Não só acho que deve procurar falar com Lira, como também acho que devias tentar arrancar alguma coisa de Mikasa.

- Não tenho sangue frio para fazer isso, Reiner.

- De qualquer forma, o que decidires terá meu apoio. – Aproximou-se e abraçou o moreno que tratou de retribuir e agradecer. – Mas... – Começou.

- Mas? – Encorajou o namorado a continuar enquanto mantinha sem quebrar aquele contato.

- Preciso saber se independente do que tu descobrires e te for revelado se... – Apertou o arquiteto ainda mais naquele abraço. – Muda alguma coisa?

- Não muda. – Assegurou firme. – É contigo que quero estar.

 

 

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- Mesmo com a estrutura principal do prédio já erguida, tudo estar pronto em dois meses foi mesmo surreal. – Dizia o dono do Oceaquário ao CEO da Jaeger Engineering. – Foi a melhor decisão entregar a finalização desse sonho a mãos tão capazes.

- Fico muito contente em saber que deixamos um cliente assim tão satisfeito. – Agradeceu lhe dirigindo um sorriso.

- Queríamos ter conhecido sua esposa. – Comentou Kate simpática, esta que segurava o braço do marido em uma postura que demonstrava total cumplicidade entre o casal.

- Não faltará oportunidades sra. Jaeger. – Lhe assegurou. – Espero que meu herdeiro seja um orgulho assim como vejo que seus filhos o são para si.

Kate limitou-se a sorrir enquanto o marido agradecia e tercia elogios aos filhos presentes no momento, que se tratavam de Nathan e Mikasa.

- És mesmo um pai coruja, sr. Jaeger. – Divertiu-se o outro.

- Não escondo que o sou, e já falei e volto a repetir, não é necessária tanta formalidade.

- Está bem, está bem. É costume. – Riu e desviou o olhar. – E falando em pais coruja, lá está outro exemplo disso. – Apontou.

Todos os presentes seguiram a direção indicada. Os olhos verdes de Grisha Jaeger arregalaram-se ao constatar duas presenças as quais não esperava naquela família indicada. Kate na mesma velocidade em que sentia o choque a atingir, tratou de logo dissimular. Mikasa continuou séria, assim como Nathan.

Nickolai Ackerman aproximou-se de mãos dadas com a esposa Kuchel e logo atrás os seguiam Levi e Lira de braços dados. Foram todo devidamente apresentados uns aos outros.

- Enfim pudemos conhecer-nos pessoalmente. – Nickolai sorriu na direção de Ghisha. – Já que trabalhamos juntos indiretamente nesse projeto.

- Claro, uma grande honra para nossa empresa sr. Ackerman. – Devolveu e era notável o seu desconforto, ainda mais quando o dono do Oceaquário teve de se ausentar daquela reunião inusitada e desagradável.

- É também mesmo surpreendente tão repentinamente o mais novo dos Ackermans começar a frequentar eventos e ainda acompanhado da esposa. Uma mulher muda mesmo um homem. – Cutucou Mikasa com um sorriso debochado o que não escapou dos olhares analíticos de Nickolai e Kuchel.

- Não só uma mulher, circunstancias também fazem um homem mudar. – Ripostou Levi que deixava sua aura das trevas tornar seu semblante sombrio.

- Meu filho nunca se agradou muito de tudo que se referia a convenções sociais. – Explicou Kuchel em uma voz doce e calma. -  Sempre preferiu ser mais reservado.

- E, no entanto, ele esforça-se para mudar isso. – Continuou Nickolai. – Já que com a esposa sendo não só minha advogada pessoal e da empresa é também junto de Path, meu braço direito em tudo o que diz respeito a empresa.

- Ela ser um de seus braços direitos e não Levi mostra o tanto de confiança que ela retém do sr. – Admirou-se Nathan com um sorriso de canto direcionado a Lira que manteve a postura altiva ao lado de Levi.

- Com toda a certeza, é não só minha nora, é também uma filha querida. – Concordou o empresário de forma carinhosa. – É família, e em família há confiança e proteção. Não imaginam o que seria capaz de fazer para proteger os meus. – Terminou com uma risada felina e mesmo com o tom simpático a ameaça ali era palpável.

A conversa prosseguiu de maneira fluída ambos os lados com comentários cheio de segundos significados e falsas gentilezas. Uma coisa ficara muito clara aos membros da família Ackerman, os Jaegers odiavam Lira, principalmente a madrasta e a irmã mais velha, o desdês no olhar de ambas não escapava por mais que tentassem disfarçar. Em contrapartida, Ghisha Jaeger encontrava-se entre uma raiva contida e uma espécie de orgulho ao ver o status em que se encontrava a filha. E de todos o Jaegers ali presentes, o que fora mais misterioso e difícil de ler, fora o primogênito Nathan. Esse mantinha uma expressão imparcial e por vezes parecia divertir-se com a situação e era evidente que estudava cada coisa dita e feita por todos.

 

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- O que se supõe que foi aquilo? – Gritou exaltado enquanto afrouxava a gravata.

Desde que se retiraram do evento ao seu termino, o silêncio entre os membros da família reinava.  No momento que adentraram no interior da mansão, o silencio partiu-se.

- Foi uma clara declaração de guerra, não é evidente? – A Mulher tratou de responder ao marido enquanto sentava-se ao imenso sofá de forma brusca. – Eu sabia que toda aquela simpatia quando se iniciou a conversa tinha algum fim.

- Nem nos meus pesadelos mais horrendos, poderia imaginar que no fim das contas, Levi Ackerman nunca foi um bastardo renegado. – Resmungou Grisha.

- Claro, quem pensaria que alguém abriria mão de viver no conforto da fortuna dos pais. – Comentou Mikasa. – O pior de tudo, foi o grande Nickolai Ackerman apresentar com orgulho aquelazinha como nora.

- E também como advogada pessoal e braço direito dele na empresa. É mole? – Nathan comentou com uma risada. – Quem diria, hum? 

- Não vejo graça nisso, Nathan. – Kate falou em sua direção. – Não podemos deixar isso assim. O que faremos, Grisha?

- Por enquanto nada. Mas como bem dissestes, isso não ficará assim, ou não me chamo Grisha Jaeger.

Os Jaegers recolheram-se em silencio depois de uma longa discussão. Mikasa depois de tomar banho e vestir seu pijama, que se resumiam a um short e blusa de seda verde, não conseguia parar quieta, andava de um lado a outro sem parar. Estancou no lugar por um momento, pegou o celular e digitou rapidamente algumas palavras e enviou. Rapidamente retornou a andar e resignava-se cada vez mais com a demora em ter uma resposta.

- Isso não vai ficar assim, não vai. – Sussurrou e pegou um abajur e o lançou em direção a porta. – Não vai. – Gritou exasperada.

Enquanto encarava a porta e os destroços do abajur viu a porta ser aberta revelando o irmão que aparentemente não trocara de roupa.

- Destruir a mobília não vai adiantar de nada. – Falou de forma cínica.

- Não testa minha paciência. – Avisou. – Tu já sabias, não é?

- O que?

- Que essa praga estava de volta. – Rosnou.

- Será? Ou será que diferente de ti e dos outros sou bom mesmo em atuar? Fica a dúvida, irmãzinha. – Sorriu com tripúdio.

-  Como pode brincar com uma coisa dessas? Isso é sério, Nathan. E se ela procurar o Eren e contar que o casamento dela com o Levi foi forçado? Que os dois foram chantageados com a ameaça de deligar os aparelhos que mantinham o Eren vivo? E se ele souber que não fizemos nada para impedir? E que estamos envolvidos nisso tudo?

- Então ele só saberá a verdade. – Deu de ombros.

- Ele vai me odiar. – Gritou puxando os cabelos. – Nunca vai me perdoar. Nunca.

“Ela vai ser um problema. Vai acabar ficando desequilibrada desse jeito. ” – Pensou olhando de soslaio para a porta que ficara entre aberta.

-  Devemos manter a calma e tentar não piorar as coisas. Quem sabe até seja melhor que ele descubra tudo de uma vez. – Começou a caminhar em direção a porta e parou olhando para irmã. – Quanto mais cedo tu entender que não passaste de um suplente, melhor vai ser. – Assim que fechou a porta ouviu mais um estrondo na porta e caminhou se afastando enquanto pegava no celular e escrevia uma mensagem.

 

 

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O moreno não esperava receber aquela mensagem àquela hora da madrugada, haviam chegado já algum tempo, visto que depois do tão tenso encontro entre os Jaeger e os Ackermans, Lira não quisera prolongar a presença naquele coquetel. Leu e releu a mensagem pensando no que devia responder. Há tempos passara a ter dúvidas se continuava com aquilo, talvez fosse hora de tomar uma decisão definitiva. Começou a digitar decidido.

- O que estás mancomunando aí? – Questionou e em um gesto reflexo baixou o celular. Sentiu o sangue lhe fugir do rosto ao ver a mulher que trajava uma camisola preta longa de cetim e um roupão de mesma cor aberto. Tinha os braços cruzados e uma expressão séria no rosto.

- É.… e.… eu... – Tentou responde e viu Lira unir ainda mais as sobrancelhas. O pânico começava a lhe tirar o ar. E logo viu ela levar a mão a boca e pôde ouvir sua risada preencher o silêncio da sala.

- Tinha que ter visto tua cara. – Falou entre risos fechando o roupão e sentando-se no sofá do lado oposto ao que o amigo estava sentado.

- Me assustastes, não ouvi tu te aproximares. – Comentou ainda nervoso. – Estas apta a ser uma ninja.

A outra apenas sorriu e quis saber com quem o amigo falava para estar tão absorto.

- Algum namoradinho? Caso novo? Ou quem sabe alguém que deixastes em Londres? – Quis saber curiosa lhe lançando um sorriso malicioso.

- Não sejas tão invasiva, Lira. – A voz de Levi irrompeu junto do som de seus passos enquanto descia as escadas. – Deixa-o ter sua privacidade.

- Já tem tempo que percebo essas trocas de mensagens. – Resmungou fazendo beicinho. – E ele não me conta absolutamente nada. Somos amigos, não somos, Berth? – O rapaz teve de engolir em seco ao constatar quão observadora ela era. – Vá, conta-me, tenho que saber se ele está à altura do meu amigo.

- A altura eu duvido que esteja. – Levi brincou já próximo e de pé ao lado da esposa e levou a mão a sua bochecha a puxando levemente. – E como pode saber que se trata de um “ele”?

- Ou ela, que seja, não tenho nada contra héteros. – Defendeu-se rindo.

- Até porque é o que tu és, não é? – Começou a afastar-se indo em direção a cozinha. – Não dê confiança a ela, Berth.

- Minha alma é assexuada. – A advogada murmurou contrariada.

Berthold abandonou a cabeça e riu um pouco.

- Pareces mais leve, mais serena. – Comentou o psicopedagogo.

- Estou, pelo menos me sinto assim. – Concordou. – Estou mais despreocupada e me sentindo segura.

- Que bom. E perdão mais uma vez por ter perdido de vista o Ethan.

- Isso já até foi esquecido, querido. – Tranquilizou-o. – Deu tudo certo, é o que importa.

- E o pequeno pareceu divertir-se. – Falou e ficou em dúvida se perguntava o que tinha em mente.

- Sim, divertiu-se tanto que logo que o colocamos na cama, caiu no sono. – Respondeu e pareceu perder-se em lembranças e um sorriso brincou em seus lábios. – Acho que meu filhote reconheceu o tio.

- Eren? – Perguntou em um tom mais baixo, a outra apenas afirmou com um aceno de cabeça. – O que te faz acreditar nisso?

- Ethan a um tempo atrás, havia ouvido o pai falar o nome dele enquanto dormia. Meu filho é uma criatura curiosa e lógico que veio até mim perguntar-me. Tu bem sabes, Berth, não tenho segredos com o meu bebê, o que estiver em suas capacidades de entendimento e idade eu lhe conto e por isso, falei que se tratava de meu irmão gêmeo que foi por quem Levi havia se apaixonado e tratei de explicar tudo na língua dele toda a problemática e que devia manter tudo como um segredo nosso.

- Lira, não é complicado demais para cabecinha dele? Acho que não devias ter lhe contado. – Contrapôs.

- As crianças veem o mundo de uma maneira tão mais simples, não acha? Bem, acho que o tempo dirá se fiz bem ou não.

 

 

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O escritor encarava o interior da geladeira a longos minutos que pareciam horas. Perdido em lembranças.

“Como é possível que tenha ficado mais alto? E mais definido... Oh, Levi. Para onde estão indo teus pensamentos?  – Censurou-se e encarou a mão que havia segurado o colarinho da camisa de Eren.  – Porque? Porque não posso impedir isso que sinto? Merda. – Fechou a mão em punho e aproximou do coração. – Não, não vou quebrar minha promessa. Está fora de questão voltar atrás.

 

 

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Os olhos verdes encaravam o céu azul e pensava no quão irônico era o dia ter amanhecido tão bonito quando o que sentiu na noite anterior fora como uma tormenta. Seus sentimentos e cabeça estavam uma bagunça, não conseguia saber o que sentir ao certo. Era alivio, tristeza, decepção, alegria e nervosismo, muito nervosismo, tudo regado a uma dor estranha que sentia no peito. Decidira depois de conversar com Armin e Reiner que iria para casa e tentaria ter uma conversa com Mikasa.

“E sequer foi necessário. “ – Pensou amargamente ao recordar-se do que falou com Nathan assim que chegou a mansão e o que o irmão o fez ouvir.

- Não sei se estou mesmo pronto. Acho que vou hiperventilar. – O moreno dizia enquanto o amigo acabava de dobrar mais uma rua daquele imenso condomínio.

- Tarde demais – Avisou o loiro parando o carro em frente a uma casa grande, de dois andares com muitas flores coloridas que seguiam um caminho até uma porta de madeira toda trabalhada em entalhes diversos de conceito Frances. – Chegamos.

O coração do moreno acelerou em antecipação. Sem dá um mínimo de tempo a Eren para processar que logo estaria mais uma vez cara a cara com Lira e Levi, Armin desligou o carro e saiu.  Ainda em dúvida se saia do carro ou não, viu o amigo passar em frente ao carro e abrir a porta do seu lado.

- Anda, sai. Não há volta. Ou tu me acompanhas ou vou eu sozinho contar que tu já sabes toda a verdade ou pelo menos parte dela. – Ameaçou segurando a porta do carro.

Ainda contrariado e sentido tremores pelo corpo, o moreno saiu do carro e em silêncio acompanhou o amigo até estarem de frente a porta.

- Armin. – Começou. – E se ela não me perdoar por todas as coisas que lhe disse. Fui tão cruel.

- Ela tem consciência que só dissestes tudo aquilo porque estava ferido e magoado, tenho certeza. Tenho certeza também que sequer guarda rancor. – Tranquilizou o amigo. – E também como tu saberias dessas coisas? A versão é que a vítima era somente tu.

- Ela chorou... – Sussurrou em uma voz que quase sumiu. – Deve estar muito magoada... Não sei se consigo...

- Mais um motivo para abrir o jogo e esclarecer tudo. Por ela e por ti. Vocês precisavam ter essa conversa, foram todos vítimas de algo que até agora não está muito claro e precisamos pôr tudo a luz. – Argumentou. – Posso tocar a campainha?

O moreno apenas fez que sim com a cabeça. E o loiro tocou duas vezes.

A porta foi atendida por um rapaz alto, demasiado alto e moreno que o dono dos orbes verdes suspeitou se tratar de um segurança. O rapaz pareceu estranhar a visita de Armin, que era arquiteto a serviço de Lira, acompanhado de Eren e, no entanto, não comentou nada, apenas questionou a que se devia a visita do loiro, que respondeu ter um assunto sério a tratar com Lira e Levi. O rapaz que Armin apresentou pelo nome de Berthold e, para completo espanto de Eren, como sendo babysitter de Ethan, os deixou entrar e explicou que Levi estava ausente devido a uma reunião de trabalho. Só a menção a Levi já fazia o coração de Eren errar uma batida. Após olhar para Eren de cima a baixo de forma que não passou despercebido nem para ele e nem a Armin, o rapaz pediu que aguardassem sentados no sofá que iria informar a patroa sobre a visita, esta que segundo Berthold estava no jardim a brincar de lego com o filho.

Incontáveis minutos depois, ouviu passos a aproximar-se e logo viu Lira passar pela porta de vidro que dava para área externa. Seguida pelo rapaz alto que carregava Ethan no colo. Ela vestia uma legging preta e um blusão azul claro, estava descalça e carregava uma caixa de plástico transparente cheia do que parecia ser brinquedos que tratou logo de depositar no chão.

- Olá Armin, veio terminar de desenhar minha piscina? Quero logo, faz calor. – Dizia a criança sorrindo. – Estou indo tomar suco de laranja com beterraba. Quer?

-Obrigada, Ethan, mas receio ter de recusar. – Respondeu o amigo sorrindo para o pequeno.

- E tu tio, Eren? Aceita? – Perguntou o menino, deixando Eren surpreso por a criança recordar seu nome e de imediato olhou para Lira, mas ela olhava em direção ao filho. – É bom, eu gosto muito. O Berth não, ele diz que já é adulto e não precisa… A mamãe diz que é conversa fiada, não é, mãe?

-É sim meu bem. - Afirmou a irmã sorrindo ao garoto e lhe acariciando os cabelos. - Vá Berth, leva essa pequena matraca para comer.

Assim que Lira viu o outro sumir juntamente com o filho, aproximou-se e sentou no outro sofá que ficava em frente ao que estava sentado o irmão e Armin. Uma mesa de centro os separava.

- Aceitam um suco? Café ou chá? – Perguntou de forma cordial sem erguer o olhar.

- Agradecemos, mas não é mesmo necessário. – Respondeu o loiro no mesmo tom.

- Tudo bem. Bem, a que se deve essa visita? – Perguntou sem rodeios, olhando diretamente para Armin e Eren podia notar que toda aquela calma que a irmã mostrava estava sendo mantida com muito esforço.

O loiro olhou para Eren e pela primeira vez o moreno teve a atenção da irmã voltada para si.

- Eu… É… Bem… Não sei por onde começar. – Por fim admitiu.

Lira o observava com curiosidade, o irmão não parecia nada arisco, pelo contrário, demonstrava nervosismo e até um certo desespero.

- Que tal pelo começo? O que julga ser o mais importante. – Sugeriu o loiro.

- Ok. – Concordou, suspirou fundo e despejou tudo de uma vez quase perdendo o fôlego. – Lira, perdoa-me. Perdoa-me por tudo que te falei aquele dia no restaurante. Eu sinto muitíssimo. Não há palavras que possam descrever o quanto sinto muito. – O moreno viu o choque com que Lira recebia suas palavras.

- Como? – Perguntou atordoada. – Ouvi bem?

O rapaz de olhos verdes ficara em silêncio analisando a reação da irmã.

- Imagino que seja difícil acreditar no meu sincero arrependimento. Mas acredita, preciso tanto que me perdoes. – Pediu. – Principalmente depois de tudo o que soube, depois de toda a verdade que descobri. Por favor, imploro. Perdoa-me.

- Toda a verdade que descobristes? – Levantou alarmada. – Como assim? O que descobriste? Lembrou de alguma coisa?

 


Notas Finais


Voltar ao mesmo ritmo de antes foi mesmo difícil e fiquei sem tempo para postar o novo capitulo. Quase desanimei por perder vários arquivos meus. Sinceramente não fiquei muito contente com o resultado, mas prometo tentar compensar com os próximos.
Agradeço imensamente ao carinho e paciência que tiveram e por não desistirem da história.
Voltamos então ao mesmo esquema de antes \o/
Obrigada aos favoritos, visualizações e mensagens lindas <3
Bjoos amorinhas :*
Nos vemos no próximo.


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