História The Rainbow Angel - Capítulo 24


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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Abbadon, Agramon, Alexander "Alec" Lightwood, Asmodeus, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Jonathan Christopher Morgenstern, Lilith, Luke Graymark, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Personagens Originais, Raziel, Robert Lightwood, Tessa Gray
Tags Anjo, Anjos, Caçadores De Sombra, Demônio, Demonios, Os Instrumentos Mortais, Romance
Exibições 187
Palavras 5.523
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


(#^.^#) Boa tarde, gente linda, phyna e elegantchí! (#^.^#)

Peço MIL desculpas pelo atraso de alguns dias, mas queria votar a postar no fim de semana! Além disso, eu precisava encaixar todos os pontos da história pra gente poder seguir para a próxima fase! SIM! A próxima fase está aqui!

AVISO: Spoilers da série de livros até Cidade de Vidro. O pessoal que não chegou lá ainda e não gosta de spoilers, pode ler até a parte em que a palavra "Morgenstern" aparecer pela primeira vez! Eu NÃO vou ficar braba de vocês quererem esperar para ler os livros primeiro, está bem?
AVISO II: O próximo capítulo trará spoilers de toda a saga!

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Capítulo 24 - The Morgenstern Child


Fanfic / Fanfiction The Rainbow Angel - Capítulo 24 - The Morgenstern Child

             Paralisada.

            Jonathan. Jonathan estava ali. Eu não sabia como exatamente isso havia acontecido, mas ele ESTAVA ali. Fechei os olhos e apertei-os com força. Não, ele não poderia estar ali, não poderia.

            Jonathan.

            Eu quero socar a fuça dele.

            Ele realmente está...?

            Eu quero dar um pontapé nas coisas dele.

            Como isso aconteceu, como que...?

            Eu quero CONGELAR o coração dele!

            Eu não pedi isso, não foi... Como?

            Eu ODEIO ele!

            Odiar? Odiar era uma palavra tão forte, mas ainda assim... Será que eu o odiava? Era só me virar. Me virar, olhá-lo nos olhos e descobrir. Não, eu não me viraria. Eu poderia descobrir que o odiava. Perceber finalmente que todo aquele sentimento ruim que me consumia era ódio. Só que... e se não fosse? Se eu olhasse no fundo dos olhos dele e percebesse que, mesmo depois de tudo, não era ódio. Se eu percebesse que o amava, que nunca deixei de amá-lo? Se fosse isso, talvez eu pudesse escrever um livro com o meu papel de trouxa.

            – Amor, está tudo bem? – ouvi Jonathan perguntar. Coloquei ambas as mãos nos ouvidos, ainda de olhos fechados e balancei a minha cabeça de um lado pro outro.

            Não! Ele NÃO entraria na minha cabeça! Eu NUNCA MAIS entraria no joguinho de ninguém! Neste momento eu consegui sentir na pele como Owen havia se sentido na praia. “Tudo bem”, HÁ, que grande piada! Como ele OUSAVA perguntar se estava tudo bem?! COMO?! Não há limites para a cara de pau desta espécie primitiva conhecida como ser humano! Sem ofensas.

            – Tahariel? – ele chamou. Bom, ele havia parado de me chamar de amor, o que era um ponto positivo. O ponto negativo é que ele ainda estava FALANDO!

            – Ta-Ha-Ri-El? – ouvi uma voz feminina e melodiosa falar, saboreando cada sílaba do meu nome.

            Abri os olhos. Oriana caminhava em minha direção, um passo incerto de cada vez, os olhos fixos em mim, perscrutando cada centímetro do meu corpo. Ela sorria empolgada.

            – É esse o seu nome? – ela perguntou, sorrindo cautelosa e decidida, como um explorador que acabou de encontrar um macaquinho na floresta e quer muito evitar assustá-lo, para que assim possa se aproximar – Tahariel?

            Eu assenti com a cabeça, todas as palavras entaladas na garganta. Mal percebi Owen atrás dela, parado como estátua. Uma do tipo que emana uma raiva com o poder de três sóis, mas ainda assim uma estátua.

            – O que ele significa? – ela perguntou, ainda se aproximando.

            – Eu... – engasguei. Quando foi que falar se tornou tão difícil?! – Eu não sei.

            – Vai saber um dia – ela falou, com uma certeza pontuada – Eu me chamo Oriana.

            Eu sei, quis dizer a ela. Eu sei e eu sou a sua mãe. Não tive nada a ver com este nome, mas, oh, meus céus, você está aqui! De onde você veio? Como isso é possível? Qual o seu peixe favorito? De todas as perguntas importantes que eu poderia ter feito, o que saiu da minha boca foi...

            – O que Oriana significa?

            – Aurora – ela respondeu. Aurora, o momento do dia no qual ela fora tirada de mim. Jonathan e seu senso de humor grotesco atacavam novamente.

            – Você se importa com significados de nomes? – eu perguntei, numa péssima tentativa de manter conversa.

            – Eu me importo com tudo – ela respondeu, sorrindo e não pude evitar sorrir de volta – Você é... o anjo das histórias... não é? Você é...

            – Sim – foi só o que pude responder.

            Após poucos segundos de hesitação, Oriana cobriu a boca com as mãos de excitação e pequenas lágrimas translúcidas escorreram de seus olhos em um instante. No instante seguinte, ela cobriu rapidamente a pequena distância que nos separava e se atirou nos meus braços, envolvendo-me em um abraço apertado e efusivo, do tipo que eu não recebia há décadas – mais provavelmente há milênios.

            – Eu sabia que você era real – ela disse, com o rosto afundado em meus cabelos – Eu sempre soube!

            – Não se atreva! – ouvi Owen sibilar – Nem. Mais. Um. Passo.

            Oriana e eu levantamos a cabeça e pude ver Owen parado ereto e firme, todo ele um guerreiro pronto para atacar. Evitei o máximo que pude, mas precisei olhar para aquele a quem ele se dirigia.

            O tempo havia cobrado seu preço a Jonathan. Ele exalava um ar de cansaço e havia cabelos brancos despontando aqui e ali, misturando-se ao negro. Ele usava uma barba cerrada que certamente já havia visto melhores dias. Ainda assim, seus músculos estavam ainda mais desenvolvidos, como se ele tivesse querido transformar o próprio corpo em arma, a postura dava ares de sabedoria – certamente só os ares, unff – e os olhos continuavam penetrantemente azuis. Enfim, estava tempestuosamente lindo como da primeira vez em que eu o havia visto.

            – Filho... – disse Jonathan, mas foi interrompido. Em apenas três saltos, Owen havia coberto a distância entre eles e desferido um soco daqueles bem no meio da cara do pai. Orgulho da mamãe! – Tudo bem, eu provavelmente mereci essa!

            – Essa? – disse Owen – Você não tem ideia do que merece!

            Owen desferiu mais um golpe em Jonathan.

            – Como pode esconder isso de nós?! – disse Owen, pontuando suas palavras com um soco – Como pode MENTIR pra nós?! – outro soco – Como pode negar isso a nós? A nossa identidade?! – mais um soco – Quem é que você pensa que é?!

            Nisso, Jonathan já estava no chão e Owen se preparava para dar um chute na cara dele – percebi que ele tinha uma fixação por rostos. Jonathan segurou-o pelo tornozelo e empurrou, de modo a afastá-lo. Owen ficou esperando, mãos em punho, raiva esvaindo de cada poro.

            – Eu sou... – disse Jonathan, levantando-se e massageando o maxilar que, misteriosamente, continuava intacto – Eu sou... só um homem. Um homem que cometeu um erro. Um grande, grande erro.

            Meu coração deu um salto neste momento e Oriana voltou as lindas gemas de adamas que ela chamava de olhos em minha direção. Estávamos tão absolutamente grudadas em um abraço enquanto assistíamos os dois que ela deve ter ouvido minha pulsação acelerar. Não a soltei, não queria me afastar dela nunca mais.

            – Nós não temos tempo pra isso – Oriana disse, subitamente séria.

            Owen voltou-se para ela, alarmado de repente.

            – O que você quer dizer com não ter tempo pra isso? – ele perguntou, nervoso.

            – Só estou dizendo que não deveríamos desperdiçar esse momento assim – ela disse, sorrindo, abraçando a si mesma.

            – Oriana...? – Owen indagou.

            – Oriana... – disse Jonathan, em leve tom de repreensão. Para minha surpresa, ela voltou-se a ele com o rosto fechado e a voz firme.

            – Não estamos aqui por sua causa, papai – ela disse – Você tem seus próprios demônios para cuidar – Jonathan baixou a cabeça e ela voltou-se a Owen – Viemos por você, irmão.

            Ela sorriu para ele de forma reconfortante, mas ele não pareceu reconfortado. “Viemos por você”, ela havia dito. Vieram de onde? Claro, a iluminação me atingiu. A pena! Eu havia pedido que a pena da Luz interviesse para afastar as Trevas de Owen. Ela havia trazido a ele Oriana, como eu havia imaginado que aconteceria, só que...

            – Não acho que eu esteja realmente compreendendo... – começou Owen. Sorri, tentando apoiá-lo. Ele havia herdado parte da minha lerdeza.

            – Ela quer dizer – comecei a explicar – que o tempo deles aqui é finito, Owen.

            Oriana sorriu para mim e assentiu com a cabeça, apertando firme uma de minhas mãos entre as suas.

            – Nós estamos aqui para ajudar você a superar e seguir em frente, Owen – ela disse, me soltando e indo em direção a ele – Por que você precisa, irmão. Precisa seguir em frente.

            – Se... – ele começou, abaixando a cabeça de modo que seus cabelos prateados cobrissem seus olhos – E se eu não quiser seguir?

            – Owen – ela disse, colocando a mão no rosto dele e fazendo-o olhar dentro dos olhos dela – Você precisa. Ainda tem tantas coisas no seu caminho.

            – Devia ser você – ele disse, sufocando o choro – Devia ser você aqui, liderando, combatendo demônios, vivendo! Eu não... mereço.

            – Sim, você merece – ela disse, curta e grossa.

            – Não, eu não...

            – Sim! – ela disse enérgica, depois suavizou – Há tantas coisas ainda no seu caminho, irmão. Tantas conquistas!

            – Eu não me importo com isso – ele disse – Não! Nada importa sem você aqui, eu só...

            – Você confia em mim? – ela perguntou-lhe.

            – Eu... – ele disse, confuso – Claro, com a minha vida!

            – Viva, Owen – ela disse, abraçando-o forte – Se não mais por mim, viva pelos amores e pelos amigos que ainda não conheceu.

            – Os amigos – ele disse, espantado – que ainda não conheci?

            Ela assentiu.

            – Mas... – ele perguntou, segurando-a pela cintura – E você?

            – Eu vou ter minha cota de amigos – ela disse, dando de ombros – algum dia.

            – O que você quer dizer com...? – Owen perguntou, mas foi interrompido.

            – Nosso tempo está acabando – Jonathan disse, impaciente. Senti um calorzinho e levantei a mão à altura dos olhos. A pena branca da Luz estava se dissolvendo.

            – ...como eu vou saber que é você? – ouvi Owen indagar.

            – Seu coração vai saber – ela disse, firme.

            Owen assentiu, pensativo. Oriana correu para me dar mais um abraço rápido e apertado. Segurei seu rosto entre minhas mãos.

            – Você tem os olhos do seu avô – eu disse, sem nem me perguntar se ela entenderia. Ela me sorriu.

            – Ele disse que eu tenho os seus – ela riu de meus olhos arregalados. Papai, pensei. Você está cuidado do meu bebê por mim?

            Percebi que as extremidades dos corpos de Jonathan e Oriana começaram a desaparecer rapidamente.

            – Por ora – ela disse a Owen – Lembre-se de quem você é. Lembre-se do seu nome!

            Dizendo isso, ela desapareceu no ar. Jonathan ainda mantinha-se visível, mas era uma questão de segundos até que desaparecesse. Eu podia ver em seu rosto que ele queria desesperadamente dizer algo, mas estava em uma batalha interna sobre dizer ou não dizer. Felizmente para minha doença – sofro de curiosidade aguda – ele resolveu botar pra fora.

            – Eu vou descobrir um jeito de consertar tudo! - ele disse, olhando primeiramente para Owen, depois para mim, com lágrimas no olhar – Eu vou voltar para você, meu amor. É uma promessa.

            Com esse juramento, Jonathan desapareceu.

–––

            Owen e eu ficamos sentados na praia lado a lado, fitando o horizonte. Dividimos um silêncio reconfortante, onde um podia se perder em pensamentos dentro de sua própria cabeça sem ser interrompido ou olhado estranho pelo outro, já que o outro estava fazendo exatamente a mesma coisa!

            Ele tinha muito de mim. Eles dois, aliás. Os dois eram um misto de mim e Jonathan de uma maneira que eu nem achava ser possível. Se tivesse sido combinado, não daria certo. Owen tinha toda a estrutura corporal de Jonathan, os belíssimos olhos azuis, a habilidade guerreira, a raiva incontida, a rebeldia intrínseca e marrenta daquele que recusa-se a se rebelar, mas também tinha meus cabelos prateados, meu tom de pele caramelo, minhas habilidades físicas angelicais, minha delicadeza e, claro, um certo grau da minha lerdeza de pensamento. Assim como eu, ele também achava que as outras pessoas eram melhores do que ele e simplesmente não entendia por que as coisas que aconteciam com ele de fato aconteciam com ele. Assim como eu, ele aprenderia a lidar com isso, no tempo certo. Oriana, ah, Oriana. Oriana tinha a inteligência, a perspicácia, a audácia, a coragem, a pele alva e os maravilhosos cachos negros de Jonathan. Ela tinha sua força e tenacidade, sua determinação. Ela era Jonathan em tudo aquilo que eu poderia desejar que fosse, mas não o era em dois pequenos pontos que faziam dela extremamente singular. Assim como eu, ela se importava. Se importar faz toda a diferença. Esse era um ponto. O segundo ponto, claro, eram dois. Dois pontos de luz angelical que iluminavam seu rosto. Os olhos do anjo da Luz. “Você tem os olhos do seu avô”. “Ele disse que eu tenho os seus”. Fechei os olhos e deixei a luz do sol brincar com as minhas pálpebras.

           Obrigada por cuidar dela, papai.

            Abri subitamente os olhos, despertando dos meus devaneios. Owen havia levantando e batia nas vestes para retirar a areia. Ele olhou pra mim e sorriu. Havia chorado.

            – Você está bem? – perguntei sorrindo e ele me estendeu a mão para me ajudar a levantar.

            – Sinto que posso ficar – ele disse, sorrindo de lado – Está na hora de seguir o conselho de Oriana e lembrar do meu nome.

            – E o que ele quer dizer? – perguntei, curiosa.

            – Aquele que tem a origem nobre – ele respondeu.

–––

            Owen seguiu para o acampamento a fim de se preparar para o funeral de Oriana e eu segui par ao meu quarto a fim de fazer o mesmo.

            Afundei na banheira e deixei a água quente lavar meus pensamentos por um bom tempo. Depois disso, decidi usar a túnica até os pés, presa pela linha de adamas bem abaixo do busto. Tentei diminuir ao máximo a espessura das minhas algemas de adamas e decidi deixar os cabelos soltos.

            Abigail aproximou-se devagar e me abraçou por trás, afundando o rosto no meu pescoço.

            – Você está linda – ela disse e eu sorri.

            Ela começou a pentear meus cabelos com os dedos com carinho, mas parou de supetão.

            – Onde está? – ela quis saber.

            – O quê? – perguntei.

            – A outra pena – ela disse, segurando entre os dedos a fina trança que continha a pena negra – A branca?

            Virei-me para ela e não soube por onde começar. Suspirei fundo e decidi que eu deveria contar toda a verdade. Ela merecia isso. Sentamo-nos na cama e despejei palavra atrás de palavra. Quando terminei, Abigail me olhava com um expressão indecifrável. Então, ela sorriu.

            – Fico feliz de você ter podido encontrar Oriana – ela disse – Talvez agora consiga seguir em frente.

            Ainda sorrindo, ela se levantou e saiu. Fiquei com a impressão de não ter entendido realmente o que aconteceu. Isso era comum, claro.

–––

            Quando o sol do meio dia brilhava forte no céu, a cerimônia teve início. Owen estava de costas para o mar junto de seus homens, todos completamente paramentados. Meus nephilins e eu estávamos de frente para ele, Abigail ao meu lado. Entre nós, o corpo de Oriana jazia sobre uma pilha de madeira, vestida de branco. Duas grandes tochas estavam fixas na areia, uma a seus pés e outra à cabeceira.

            – Nephilins – começou Owen com a voz firme, à guisa de cumprimento aos presentes – Caçadores de Sombras, Sua Graça. Estamos hoje aqui reunidos não para um funeral, mas para uma celebração e uma despedida.

            Todos estavam bastante envolvidos com as palavras dele, com a emoção e a certeza que ele colocava em cada vocábulo.

            – Hoje, nos despedimos de Oriana Caçadora de Sombras. Tenho consciência de que muitos de vocês não a conheceram e que hoje, aqui, a veem pela primeira vez. Não é a nossa crença, porém, que esta seja Oriana. Este é o corpo e não é dele que nos despedimos. Nos despedimos daquela que um dia o habitou.

            Neste dia, Owen estava criando uma tradição que perduraria na história dos Caçadores de Sombras muito depois de seu nome já ter sido esquecido.

            – Oriana foi filha de Jonathan Caçador de Sombras e minha irmã. Sua contribuição para a nossa causa e para o nosso povo jamais serão esquecidas. Sem ela, jamais teriamos chegado até aqui e o nosso futuro não seria o mesmo.

            Muitos se remexeram em seus lugares, sufocando sussurros aqui e ali.

            – Oriana me ensinou recentemente – ele continuou – sobre o sentido da vida de um Caçador de Sombras. Nós vivemos para lutar, nós vivemos para proteger. Nós vivemos para nos importarmos com todos os amigos que ainda não conhecemos. Esse é o nosso destino e nossa honra como filhos do anjo. Foi assim que ela deixou este mundo – Owen ergueu a cabeça e bradou em alta voz – Abençoados sejamos todos e que possamos deixar o mundo desta mesma maneira!

            “Que possamos deixar o mundo desta mesma maneira!”, todos falaram em uníssono.

            – Que possamos todos viver para lutar! – ele gritou ainda mais forte.

            “Que possamos todos viver para lutar”, ecoou a voz das dezenas de nephilins.

            – Que possamos todos morrer para proteger! – ele gritou, pegando uma das tochas, enquanto Pólux pegava a outra.

            “Que possamos todos morrer para proteger!”, repetiram todos.

            – Que possamos ser a Luz que combate as Trevas! – ele bradou, todos repetiram.

            Ele se aproximou de corpo de Oriana, cobriu-lhe os olhos com uma fina faixa de seda branca e falou baixinho em latim “atque in perpetuum, soror, ave atque vale”, depois, bradou a plenos pulmões:

            – AVE ATQUE VALE – e todos repetiram. Owen e Pólux baixaram as chamas na madeira e ela começou lentamente a se espalhar.

            – O dia de hoje não terá apenas a marca da morte de uma caçadora e sim a marca do renascimento de nosso povo – ele falou, ainda no controle da atenção de todos - Todos aqui descendem de homens e anjos. Todos aqui dividem a mesma origem. Que possamos dividir as batalhas e as vitórias! Que possamos dividir as derrotas e os temores! Todos aqui, sem exceção, estão convidados a beber do cálice e ter acesso a nossas marcas. Vocês podem escolher ficar aqui, ir conosco, ou até juntarem-se aos Irmãos do Silêncio. Somos necessários em todos os lugares. Convido-os a beber, para que possamos todos ser um só na Luz!

            Todos bradaram aprovando a ideia de Owen. Ele realmente tinha o charme e o carisma necessários à liderança. Era natural, mas ele ainda não tinha consciência disso. Meus nephilins estavam absolutamente tentados com a ideia.

            – O renascimento de nosso povo – Owen disse, controlando a multidão – marca também meu próprio renascimento. Aos que vão me seguir, é meu dever contar-lhes e é direito seu saber quem eu sou. Cheguei neste ilha Owen, filho de Jonathan Caçador de Sombras, neto de Gradeel, líder dos Guardiões e quero que saibam que saio dela uma pessoa diferente.

            Todos estavam ávidos pelo que se seguiria.

            – Abandono o nome Caçador de Sombras para que ele seja conhecido apenas como o nome de nosso fundador – ele disse e todos se calaram para ouvir – e evoco minha herança divina. Que meus filhos e os filhos de meus filhos carreguem esta mesma herança e a passem para seus filhos e os filhos de seus filhos. Saio desta ilha para ser conhecido como Owen, filho de Tahariel, herdeiro da Luz da Manhã!

            Owen foi ovacionado pela multidão. Quando todos se acalmaram, o cálice passou de mão em mão e meu filho deu a primeira marca a todos e cada um conforme bebiam, utilizando seu tridente de adamas. Aos poucos, a multidão foi se dispersando. Aqueles que partiriam precisavam arrumar as suas coisas e os Caçadores de Sombras da tripulação da Anfitrite precisavam deixar tudo em ordem para a partida. Ele permaneceu na praia ao meu lado e, juntos, assistimos a madeira arder até o fogo se extinguir durante toda a tarde, em silêncio. O cheiro de carne e madeira queimada era pungente, mas não nos incomodava.

            Quando só restavam cinzas, Owen se aproximou dos resquícios, pegou um punhado com a mão e o lançou no ar. “Pulvis et umbra sumus”, ele disse baixinho. Depois, voltou-se para mim.

            – Mãe? – ele disse, tímido e eu precisei sufocar as lágrimas de emoção.

            – Sim? – respondi, erguendo os olhos pra ele.

            – Eu preciso te contar uma coisa – ele disse.

–––

            Procurei-a em todos os lugares, mas não a encontrei. Cruzei com Arash no grande salão e ele me disse que ela poderia estar em meu quarto, pois ele havia pedido que ela deixasse algumas frutas frescas lá para mim.

            Dito e feito! Abri a porta e encontrei Abigail e Lívia conversando, uma cesta repleta de maçãs, peras e bananas estava sobre a mesa ao lado da cama. Lívia virou-se para mim, vermelha como um tomate e Abigail estava com a mesma expressão indecifrável de antes.

            – Veio se despedir? – perguntei, cruzando os braços como se estivesse braba.

            – Eu... anh... é que... – Lívia se atropelava nas palavras – É... que...

            – Estou feliz por você – eu disse, abraçando-a e pegando-a de surpresa – Você promete que vai...?

            – Cuidar bem dele? – ela disse, me interrompendo alegre – Vou sim, prometo!

            – Não! – eu disse, balançando a cabeça em negativa – Promete que vai cuidar de você mesma?

            – Sim – ela disse, rindo – Eu prometo!

            – Bem... – eu disse, pensativa – E talvez um pouco dele também, o menino é um pouquinho...

            – Devagar? – ela disse completou rindo – Já percebi!

            – E como é que percebeu? – perguntei e logo quando ela ia abrir a boca pra responder, acrescentei – Deixa, não preciso saber! O que eu não sei não me assombra em imagens mentais!

            Rimos e nos abraçamos.

            – Vou sentir saudade, tia Hari – ela falou, derramando uma lagriminha.

            – Também vou sentir, pequena! – eu falei, secando seus olhos com meus polegares – Lembre-se: não importa que ele é meu filho. Se ele te machucar, chute-o onde dói!

            Ela gargalhou alto, deu um último sorriso para Abigail, que retribuiu, e saiu porta afora. Fiquei alguns instantes encarando a porta, enternecida com essa visão, a visão da esperança, da garota que vai sair por aí e enfrentar o desconhecido, conhecer seus próprios demônios, traçar seu próprio caminho de aventuras, amar um homem tão necessitado de amor como Owen era. Invejei Lívia de uma forma boa e desejei que ela pudesse ter tudo aquilo que eu não poderia. Que ela vivesse e que fosse feliz.

            – Tahariel – disse Abigail às minhas costas, com uma voz soturna – Nós precisamos conversar.

            Me virei para olhá-la e o que mais me assustou não foi a expressão em seu rosto, mas o livro em suas mãos. Um livro de angélico.

–––

            – Ele beijou você? – ela perguntou em determinado momento.

            – Não – eu respondi.

            – Você beijou ele? – ela perguntou.

            – O quê? – eu disse, confusa – Não!

            Ela suspirou.

            – Realmente não importa – ela disse – Tahariel...

            – Se não importa, por que perguntar? – eu disse, cruzando os braços.

            Ela suspirou ainda mais audivelmente, como se carregasse um grande peso.

            – Pare de agir como criança – ela respondeu, massageando as próprias têmporas e eu me calei – Eu preciso que isso acabe e preciso que seja rápido.

            – Abigail, do que você está...? – me calei em resposta a um aceno de mão dela.

            – Eu encontrei este livro – ela começou e senti que não deveria interromper – e ele me trouxe as respostas que eu precisava. Com ele vou conseguir moldar o adamas e produzir artefatos com poderes de marcas angelicais. Isso é tudo que o nosso povo mais precisa para prosperar em nossa missão e é meu dever fazer isso. Me afastei deste dever por tempo demais, cuidando de você, na esperança de que... de que um dia você iria olhar para mim como olhava para ele. Só que isso nunca vai acontecer – ela disse, firme, batendo uma mão na capa do livro – É hora de eu voltar ao meu verdadeiro propósito, agora que... Jonathan já ajudou você a seguir em frente.

            Senti uma pontada de dor nesta última fala dela. Eu havia contado o que pedi à pena da Luz, um encerramento para Owen, uma motivação para seguir em frente. Ela deve ter interpretado que, sim, Oriana aparecera para ele, mas que Jonathan havia aparecido para mim. Eu não soube dizer se essa era a interpretação correta, então não soube o que dizer, afinal, ela estava certa em todo o resto.

            – Eu só vim aqui – ela disse, caminhando em direção à porta – para informá-la que eu e mais cinco meninas iremos reivindicar uma parte da ilha. Vamos criar nossa morada no recife de adamas e dali exportaremos as armas. Vou criar portais e barreiras específicos com o conhecimento deste livro e gostaria de pedir que você não tente interferir.

            – Abigail – eu comecei devagar – Você sabe as consequências que ler um livro como esse pode trazer. O preço... ele é...

            – Eu sei – ela disse, me interrompendo – O preço deste livro é diferente. Estou disposta a pagá-lo.

            – Abigail – eu chamei, quando ela estava saindo pela porta. Ela hesitou por um momento, mas parou, sem olhar para mim – Qual é o preço?

            – Meus sentimentos – ela respondeu e desceu correndo as escadas.

–––

            Sentada à grande mesa de madeira da cozinha, eu comia uma pera em silêncio. O calor do fogo e o cheiro da comida criavam exatamente a atmosfera que eu precisava para mergulhar na minha mente completamente. Tudo bem, eu conseguia fazer isso em qualquer situação, mas desse jeito era o mais agradável – se é que dá pra chamar isso de agradável. Owen, Lívia e uma porção dos meus nephilins jovens e ávidos por aventuras haviam partido no Anfitrite no findar da tarde. Três de seus oficiais ficaram para ensinar as marcas, as formações de luta e todo tipo de burocracia de Caçador de Sombras na qual eu não estava interessada. Abigail havia deixado o castelo há alguns momentos juntamente com as cinco garotas que ela mencionara. Eu não interferiria na vida dela. Eu havia tentado meu melhor com ela, ainda que não fosse muito e havia falhado. Sabia que havia falhado, pois não é do dia pra noite que uma pessoa decide que abrir mão de seus sentimentos é uma boa ideia.

            – Acho que vou ter que te trazer uma árvore – disse Arash, despertando-me de meus devaneios. Virei a cabeça para sorrir pra ele, que apontou para a mesa. À minha frente, jaziam os restos mortais de nada menos que oito peras.

            – Opa – eu disse, à guisa de desculpas. Arash sentou-se à minha frente, juntando os meus restos em uma cumbuca de barro.

            – Muitos pensamentos na cabeça? – ele comentou, sempre solícito.

            – É... – respondi, encolhendo os ombros.

            – Quer compartilhar? – ele questionou.

            – É só que... – eu disse, suspirando – Todos estão... me deixando.

            – Eu ainda estou aqui – ele disse, colocando as suas mãos sobre a minha.

            – Fico muito feliz por isso – eu disse, reconfortada por um instante – Vai ficar comigo para sempre?

            – Sim – ele disse, sorrindo com uma pontada de pena no olhar – Pelo menos até que eu morra.

            Ele due um beijo em minha testa e saiu logo depois. Quando parei de ouvir seus passos, puxei outra pera. “Até que eu morra”, pensei. “Viva pelos amores e pelos amigos que ainda não conheceu”, lembrei-me das palavras de Oriana para Owen. Certo, pensei, mas todos os amores e amigos que ainda não conheci vão morrer, eu os conhecendo ou não. Eles todos vão morrer, mas eu não. Eu não. Eu nunca.

–––

            Owen havia entregue a pena da minha asa aos Irmãos do Silêncio e eles haviam conseguido colocá-la num medalhão de adamas e ágata azul rendada – uma pedra que, dentre outras propriedades, guia à tesouros escondidos – para que se conservasse. Transformaram-na num amuleto capaz de guiar até a minha ilha. Dessa forma, as notícias, o comércio e o treinamento poderiam ocorrer livremente entre o povo daqui e o de lá.  A minha existência era mantida em segredo, apenas os Caçadores de Sombras que vinham manter residência na ilha, que começou a ser conhecida como Ilha de Wrangel, e os descendentes de Owen e Lívia sabiam de mim. Ser escalado para servir na ilha tornou-se uma grande honra, afinal, ter a oportunidade de conhecer um anjo não era para qualquer um e não era pouca coisa.        

            A passagem do tempo não tornou minha vida menos amarga. Após a morte de Arash, eu lentamente fui me afastando dos nephilins... do contato. Fui ficando mais velha, mais sábia e menos interessada em assuntos mortais. Ficava em minha ala do castelo, como uma relíquia, na maior parte do tempo. Cada vez menos... humana? Fazia minhas pequenas aparições quando necessário, com o resquício do sentido do dever que eu ainda tinha e que diminuía a cada dia. As visitas de papai, sempre breves, eram minha luz no fim do túnel e sempre se seguiam de um século ou dois da mais profunda depressão.

            A população nephilim foi crescendo, espalhando-se pelo globo. A irmandade dos Irmãos do Silêncio e a sororidade das Irmãs de Ferro - o grupo fundado por Abigail - cresciam junto, sempre dando o suporte para os guerreiros. Com o tempo, os descendentes de Owen pararam de assumir a liderança de forma hereditária e diversas formas de escolha foram surgindo e caindo e surgindo novamente, diversas maneiras de administrar, diversas leis, nada com que eu realmente me importasse.

            Conforme os anos se passaram e as culturas se misturavam, os descendentes de Owen começaram a ser conhecidos pela versão em alemão do nome que ele assumiu quando deixou a Ilha de Wrangel: Morgenstern.

            Milênios se passaram, a ligação entre os Morgenstern e a criação dos Caçadores de Sombras foi esquecida. A própria origem da família e sua ligação direta com anjos foi esquecida, sendo sempre lembrada apenas como uma das famílias nephilins mais antigas. Muitos nephilins nem mesmo acreditavam na existência de anjos, muitos nem mesmo dedicavam alguns instantes de seu pensamento sobre o assunto, afinal, nascendo naquela comunidade se acostumavam com os hábitos, com as tradições e os costumes, sem questionar. A perspectiva curta de vida também auxiliava nesse perfil não-questionador.

            A família em si, claro, nunca esqueceu suas origens, passando sempre a história de pai para filho. Todo Morgenstern era levado para Ilha de Wrangel por seu pai a fim de conhecer-me em pessoa – e, claro, isso era um segredo que eles não revelavam.

            Um dia, um jovem chamado Valentim foi levado até meu quarto por sua mãe, Seraphina. Bonito, forte e curioso, o garoto disparava pergunta após pergunta para sua mãe enquanto subiam as escadas. Eu os ouvia sentada em minha cama, mas já os conseguia visualizar em minha mente, um pequeno truque que eu havia desenvolvido com o tempo.

            – Só me diga se é mesmo verdade! – ele disse, autoritário.

            – Veja com seus próprios olhos, Valentim – ela disse, abrindo a porta.

            Um dia a cada vinte ou trinta anos eu conhecia um novo membro da família. Não que com todos os anos que se passaram eu ainda tivesse esse conceito forte na cabeça ou no coração. Não eram família. Pessoas que carregavam a minha marca angélica em seus cabelos prateados, sim. Família, não. De qualquer forma, eu me submetia a esse ritual por que... o que mais eu tinha?

            O jovem entrou com passos firmes nos meus aposentos e fitou-me, primeiro maravilhado, depois um pouco... decepcionado? Era o que parecia.

            – É uma garota! – ele disse, como se isso fosse ruim. Rolei os olhos da minha mente, ele estava esperando Raziel, ou alguém que fosse como ele é descrito nas histórias. Todos esperam isso – Não é um anjo.

            Fiz com que o ar se agitasse à nossa volta, levantando meus cabelos no ar. Invoquei as minhas asas, que cobriram o quarto escuro de linhas coloridas. Fiz o adamas serpentear líquido pelo meu corpo conforme me aproximava do rapaz.

            – Eu sou o arcanjo protetor desta ilha, pequeno, e eu vi milhares de vidas virem e irem por milênios sem fim – eu disse, forçando uma voz não-humana – E você deve mostrar mais respeito se vai desfilar por aí ostentando o nome de meu pai e carregando meu sangue nas veias.

            Seraphina sorriu para mim sem que o jovem visse. Sim, ela queria que ele aprendesse uma lição ou duas sobre humildade. Ambas imaginamos que esse pequeno show lhe ensinaria isso. Mal sabíamos como estávamos enganadas.

            Valentim havia se impressionado. Convencido de sua superioridade em relação a todas as demais raças da criação – lobisomens, fadas, vampiros, feiticeiros – e, inclusive, em relação aos demais nephilins, ele fundou uma organização que ficou conhecida como o Ciclo. Ele recrutou jovens colegas com o poder de sua persuasão e convenceu-os de que uma reforma era necessária. Se esconder dos mundanos – como eles chamavam o resto da humanidade – era desnecessário. Acreditava que todos deveriam saber sobre a existência dos Caçadores de Sombras, que deveriam viver entre os mundanos como seus superiores. De início, suas intenções não foram vistas como uma ameaça pela Clave – o governo nephilim. Jovens Caçadores de Sombras entusiastas e motivados, era tudo. Quando o pai de Valentim foi morto por lobisomens, porém, isso libertou algo dentro dele. O Ciclo começou a se tornar cada vez mais sério e mortal. O ódio aos membros do submundo se espalhou dentre suas fileiras.

            Quando os nephilins estavam prestes a assinar pela nona vez os Acordos entre seu povo e os povos do submundo para manter a coexistência pacífica, o Ciclo invadiu o salão portando armas demoníacas – já que era impossível entrar com qualquer outro tipo de arma no Grande Salão do Anjo. Neste episódio, conhecido como Ascensão, muitos membros do Submundo e vários nephilins foram mortos. Sua esposa, Jocelyn Fairchild e seu antigo parabatai Lucian Graymark impediram o sucesso da operação, conseguindo trazer mais forças do submundo para a luta.

            A Clave puniu os membros do Ciclo severamente e teria também punido Valentim, se ele não houvesse se matado na casa dos sogros, juntamente com seu filho Jonathan.

            Anos de paz se seguiram até que os Caçadores de Sombras ouvissem o temido nome Morgenstern outra vez.

–––

            Em uma noite tempestuosa de novembro de 2007, ouvi um barulho alto de carne se chocando contra pedra. Depois, uma leve batida no vidro da janela da sacada. Eu a abri e um garoto de no máximo dezessete anos caiu sem forças no chão. Fechei a janela para impedir que a água entrasse e acendi uma vela.

            Afastei seus cabelos prateados do rosto e ele encontrou suas últimas forças, segurando firme a minha mão.

            – Por favor – ele disse, fitando-me com olhos tão negros quanto a noite – Me ajude.

            Dizendo isso, ele desfaleceu.


Notas Finais


Gente, a história deu um mega salto novamente! Eu preciso saber o que vocês estão achando, se está como esperavam, o que imaginam que vai acontecer agora, se vocês vão pegar na minha mão e não desistir de mim, se o sábio sabia que o sabiá sabia assobiar.... Enfim, todas essas coisas importantes!

EU AMO VUCEIS PUVAFÔ ALÔ ALÔ GRAÇAS A DEUS MIM AMEM DI VORTA SEUS LINDOS

Aliás, hoje é MEU DIA! É Dia do Professor ♥ Quem quiser deixar seu amor aqui nos comentário, falar alguma coisa sobre os seus professores preferidos ou coisa do tipo, sempre é bem-vindo!

Beijos mil!
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