História The Reason - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias 2NE1, CL (Chaelin Lee), Sandara Park
Personagens Lee Chaelin "CL", Sandara Park
Tags Chaeda, Chaedara, Orange, Romance, Se Eu Ficar, Yuri
Visualizações 14
Palavras 2.645
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Musical (Songfic), Orange, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Baseado na última cena do filme "Se Eu Ficar", fiz essa shortfic badzinha. ;-;

Huh, é o ponto de vista do espirito - e mais tarde da própria - CL. Então, eu sugiro que leiam ouvindo "The Reason - Hoobastank", Okay?
Mas se preferir, ouçam apenas aquela song muito bad... Não sejam teimosos, pls. ♡ :/

Boa viagem, vejo vocês lá embaixo! sz

Capítulo 1 - And The Reason Is You


Fanfic / Fanfiction The Reason - Capítulo 1 - And The Reason Is You

 

Novamente os raios-de-sol brilhavam invadindo o quarto através da janela aberta. Eu estava ao lado do meu corpo, que permanecia em repouso na cama, com um tubo de respiração em minha boca para me ajudar a respirar, porque meus próprios pulmões estavam fracos demais para fazerem isso sozinhos.
 

Eu ficava incomodada com som infernal do aparelho na qual me mantinha viva, infelizmente. Era uma tortura poder ouvir meus batimentos cardíacos que outro aparelho denunciava, meu coração batia de uma forma quase lenta e exausta.
 

Às vezes eu pensava que se eu fosse embora agora e não acordasse mais, talvez não daria tanto trabalho para os enfermeiros, tanta preocupação para o médico, ou até mesmo prolongaria a dor da minha família, dos meus amigos e, dela... Park Sandara. O amor da minha existência. Sim existência, porque vida eu não tinha mais, já que era mantida viva por aparelhos. 
 

Eu estava com tanta raiva de mim mesma por estar naquela situação. Me sentia péssima de todas as formas possíveis, e estava ainda triste por ela. Eu que dependia de aparelhos e era ela que sofria. Irônico, não? 
 

Mas isso era só porque ela me ama como eu a amo, de uma forma tão intensa e verdadeira, que chega a ser absurdamente profunda. Éramos alma gêmeas, e sabíamos disso. Porém, como tudo que é bom dura pouco, e como isso não é nenhum conto de fadas, alguém sempre acaba se machucando. 
 

Eu não queria machucá-la dessa forma. Para ser sincera, me arrependo de toda a estupidez que pude evitar ao longo das minhas loucuras, e ainda assim, as cometi. Achando que não teriam consequências ou que não afetariam ninguém mais, além de mim.
 

Só que pro meu azar ou sorte - não sei bem o certo, ela surgiu. Me fazendo viver o paraíso que eu tanto procurava nas bebidas, nas drogas e outras porcarias, que nunca me deram tanto prazer como ela me deu. As merdas que usava me davam a ilusão de que tudo estava bem, quando na verdade eu só perdia os sentidos enquanto era destruída silenciosamente por dentro.
 

Houve sim uma época em que a Sandara insistiu para que eu parasse de usar todas aquelas misturas tóxicas que me fodiam. Mas, em momentos de discussões pesadas que eu tinha com ela, eu apenas sentia a vontade de usar o máximo possível de entorpecentes, só para esquecer dos meus problemas. Porque, apesar de estar chapada o suficiente para achar que tudo estava uma maravilha no meu mundinho da lua, no fundo eu sempre sabia que após o efeito passar, eu teria que voltar para a triste e fodida realidade que era meu mundinho de merda.
 

A Sandy sempre se esforçou bastante para me tirar do mundo das drogas e me fazer continuar a participar da reunião dos AA. Mas eu era muito teimosa. E mentirosa o bastante para dizer a ela quando me ligava que, eu estava na reunião, quando na verdade estava fumando um bagulho novo que HyunA e Ji Yong me ofereceram para experimentar junto de bebidas misturadas.
 

Quando eu me encontrava com esses dois, pode ter certeza que muita merda era aprontada por nós três. Costumavam nos chamar de "The Triple Toxic" que significa "o trio tóxico". Fomos batizados assim por causa das misturas que a HyunA fazia, na qual eu tinha que experimentar e o Ji Yong tinha de vender. Nosso maior sucesso na qual nos rendeu uma grana preta entre as boates, foi a famosa "Viajem na Floresta Negra", na qual havíamos criado um bagulho suave e muito gostoso de usar. 
 

Eu realmente era estupidamente cega para perceber que a Dara sempre se importou comigo. Na primeira vez que ela demonstrou preocupação pela minha pessoa, eu fiquei super chateada, pois achava que ela queria me mudar, da forma mais rápida e radical possível. Me proibindo de continuar a ter qualquer tipo de contato com a HyunA e o Ji Yong. Por isso eu sempre tive um tipo de implicância com a mais nova. 
 

No entanto, quando a conheci melhor, percebi que aquela preocupação fazia parte de sua personalidade. Então ao repensar as atitudes dela, parei para observar seu jeito perfeito de ser. 
 

Sendo tão radiante e engraçada. Agindo de forma compreensiva e acolhedora quando eu precisava. Me dando conselhos e opiniões que faziam toda a diferença no meu dia-a-dia. Me fazendo acostumar com suas estranhas mudanças de expressões e humor. Tendo um jeito incomum, mas completamente perfeito de ser.
 

Com seu skate preto coberto de adesivos de tamanhos e cores diferentes. Usando roupas simples mas que de alguma forma sempre a deixava tão bonita. Calçando sapatos que achava confortável e que a deixava muito mais charmosa do que era ela, abrindo mão dos que estavam na moda e eram sem graça ao ver dela. Na maior parte das vezes usando um boné mais bonito que outro, me fazendo perguntar quantos bonés aquela garota tinha.
 

Agindo da forma que sua personalidade quisesse. Sem precisar se preocupar com o que as pessoas ao seu redor pensavam sobre isso, porque ela própria se sentia satisfeita consigo mesma, então não havia motivo de dar satisfação à mais ninguém.
 

Eu admirava - e ainda admiro - isso nela, é algo que não se pode tentar mudar, pois já fazia parte da perfeita bagunça que era - e ainda é - a Sandara. É uma qualidade boa, ao mesmo tempo que é um defeito que tira muitos do sério. Afirmo isso por que eu mesma já perdi a paciência com jeito "I really don't care" da outra. 
 

Senti a brisa que passeou entre as cortinas abertas da sala em que estava. Observei as flores que ela havia deixado à dois dias atrás dentro um jarro com água até a metade do recipiente, que se encontrava em cima da mesa. Estavam muchas, cansadas de viver, por isso estavam morrendo. Assim como eu. 
 

Eu sabia que apesar dos esforços que eles faziam para me manter viva era muito, mas também sabia que não valiam a pena. Só estavam atrasando o quanto podiam, a minha morte. Alimentando as esperanças ridículas dos que torciam pela minha melhora. 
 

Eu não só sabia, mas também sentia, que não poderia mais lutar por muito tempo. Meu corpo estava cansado demais para continuar, naquele estado. Se bem que por um lado, talvez eu não quisesse mais lutar para não sofrer tanto e finalmente acabar com o sofrimento dos outros, mas por outro lado, eu precisava viver... Apenas um pouco mais por causa dela, ou melhor... Com ela.
 

Saí dos devaneios quando ouvi um "knock-knock" na porta. Olhei a enfermeira entrar com uma prancheta em mãos, dando passagem logo em seguida para as duas pessoas que estavam atrás de si. 
 


— Olha só quem veio te visitar mais cedo, Chaerin. — A enfermeira comentou fitando meu corpo, como se eu pudesse respondê-la, mas ela devia saber que eu podia apenas ouvi-la. Meu sorriso foi instantâneo ao vislumbrar minhas queridas meninas, vulgo Bommie e Minji, mas... cadê a Dara?
 

Minji se aproximou da mesa ao lado da cama e trocou as flores, pondo lindos lírios no lugar onde ficavam as rosas murchas, Boomie sorriu se aproximando para ajudá-la. 
 

Alguém sabe do paradeiro da Sandara? Por que ela não veio me ver? Ela está bem? Será que uma de vocês duas poderia me explicar isso? 

— Onde eu coloco elas? — Boomie perguntou a enfermeira, se referindo as flores murchas. 

— Ah, não se preocupe com isso. Eu levo elas. — Estendeu a mão livre e Boomie as entregou. 

Logo a enfermeira saiu do quarto. Após isso Minji se ajoelhou ao meu lado, me olhando carinhosamente enquanto cuidava de pousar sua destra na minha, para logo iniciar uma caricia que eu pude sentir instantaneamente. Não evitei o sorriso bobo que surgiu. 

— Adivinha só quem escolheu as flores... — A morena sorriu. — Ela mesma. Dara nos avisou que não poderia vir hoje, então nos pediu para que trocássemos as suas flores. 

— Oh, Chaerin... — Boomie se aproximou. — Quando vamos poder conversar de verdade? — A ruiva passou a mão no rosto. — Quando vou poder ouvir sua voz? Você não sabe como eu sinto saudades de te dar sermões. — Ela confessou em tom rouco, abaixando sua cabeça em seguida.
 

Minji levantou e seguiu até a ruiva que agora não aguentava mais segurar as lágrimas. Andei a passos lentos em direção à elas e, depois da morena abraçar Boomie, eu abracei as duas. Sentindo uma forte dor em meu peito.
 

Eu também sinto saudades de ouvir seus sermões, unnie. Você não sabe o quanto eu quero que isso acabe. Não sei por quanto tempo aguentarei ver vocês sofrerem desse jeito, eu realmente gostaria de não ter que atingir tanto vocês... com o meu silêncio.
 

Também preciso aceitar o fato de que a Dara não poderá esperar tanto tempo por mim. Eu não quero atrapalhar vocês, mas também não quero que me abandonem. Gostaria de respondê-las que acabou e que eu estou de volta, mas não, não consigo. Nem eu mesma sei até quando isso vai durar.


— Calma Boomie, ela vai ficar bem logo. Só precisamos acreditar que é possível! — Minji secou as lágrimas da ruiva que agora soluçava em seus braços.
 


[. ♠ .]

 

Da janela daquele quarto, eu podia vislumbrar o sol se pondo no horizonte, banhando o céu e os prédios com cores lindas como o laranja, rosa bebê e azul claro... Me dando o privilégio de vislumbrar aquele banhar de cores mistas sobre a cidade. Até que se desfaze-se, escurecendo completamente passando a sua vez para linda e enorme lua que se pôs a brilhar no céu - agora - completamente estrelado.
 

Seria uma bela noite para levar Dara a um lugar legal e aproveitar alguns momentos divertidos com a pequena, se eu não estivesse presa em um hospital tentando voltar a vida com a ajuda de um médico e alguns enfermeiros.
 

Novamente me sentia triste, não só com o fato de estar nessa situação, mas também com o fato de que, Sandara não veio hoje. Pelo menos ainda não, mas eu tenho esperança de que ela possa aparecer... Gostaria apenas de vê-la, de senti-la e de ouvir sua doce voz.
 

Eu não sei como tudo começou a ficar ruim para mim, mas pensando bem, nada nunca dava certo mesmo.  Ela foi - e é - com toda a certeza a única coisa que deu certo na minha vida, mas não por algo que eu fiz... Sandy  simplesmente apareceu de repente na minha vida e após saber mais sobre mim, se entregou de corpo e alma, assim como eu fiz quando descobri estar completamente apaixonada por ela.
 

Tínhamos - e ainda temos - uma forte ligação. Não acredito nessas coisas, mas se fosse mesmo possível, diria que o nosso amor floresceu de vidas passadas, onde sempre fomos destinadas a ficar juntas.
 

Não consigo definir em palavras o tamanho do meu amor por ela, e posso até estar enganada, mas também sinto que ela me ama na mesma intensidade.


— Oi, meu amor.
 

Se era ilusão da minha cabeça eu não sei, mas ao me virar em direção a maca onde meu corpo estava... Tive a certeza de que era mesmo ela. Dara estava se aproximando de mim, sentando em uma cadeira ao meu lado.
 

"Quando você chegou? Por que não veio mais cedo? Pensei que tivesse me deixado... Eu senti tanto sua falta!", era tudo que eu gostaria de dizer no momento.

— Eu não pude vir mais cedo por conta do trabalho, infelizmente. Mas não se preocupe, eu estou aqui agora. — Ela me respondeu sem perceber, com sua voz suave e levemente rouca.
 

Seu semblante cansado, denunciava as noites mal dormidas, e sua voz quase rouca a entregava que passara muitas horas chorando. Aquilo acabou comigo de uma forma agonizante.
 

Eu estava matando-a sem querer. Não sei ao certo, mas duvido que ela tenha comido algo ultimamente. Geralmente quando Sandy ficava preocupada, passava horas sem se alimentar devido à ansiedade de saber se a pessoa ou situação estivesse bem, e tenho certeza que no meu caso não deve ser diferente.
 


— Chaerin... eu sinto tanto a sua falta. E mesmo que isso seja egoísta da minha parte, você não pode me deixar desse jeito. — Ela segurou minha destra, e aspirou, segurando as lágrimas.
 

"Eu sei que não posso, querida. Mas não consigo mudar isso. Me desculpe..." Me distanciei um pouco do meu corpo... Meu peito estava começando a doer e, eu sabia que a dor não seria amenizada.
 


— Sei que posso estar pedindo muito mas, é a única coisa que eu te peço nesse momento... Fica. Por favor, fica com sua família, fica com seus amigos, fica comigo. É tudo que eu te peço. É tudo que eu mais quero... — A loira não aguentou, e deixou que suas lágrimas caíssem livremente.
 

"Oh, Sandara... Eu também quero muito isso... Não quero deixar essa parte de mim para trás. E mesmo que eu nunca tenha admitido isso, vocês sempre significaram muito para mim. Principalmente você, meu amor." Vendo ela naquele estado acabou comigo... Pois, onde eu amava vislumbrar um sorriso, havia apenas lágrimas.
 


—  Lute mais um pouco para ficar ao meu lado. Você sempre foi tão forte, não pode simplesmente desistir, não agora. Eu faço qualquer coisa se você ficar... — Soluçou, mas logo se recompôs.
 

 

"Você sempre fez tudo por mim... Acho que está mesmo na hora de retribuir isso à você, querida." Andei a passos lentos em direção a loira que segurava firmemente minha destra.
 


— Eu estou aqui por você... Na realidade, eu sempre estive aqui por você... E saiba que eu sempre estarei aqui por você. Então, tudo que eu te peço é... que também fique aqui, comigo. — Ela baixou a cabeça, sobre nossas mãos dadas e suspirou. — Eu te amo muito, Chaerin. — Sussurrou a última parte, com um pequeno sorriso em seus lábios rosados. 

 

Ao ouvir isso... Um forte e enorme arrepio percorreu todo o meu corpo. Eu estava ficando sem ar, não conseguia aspirar nem com a ajuda dos aparelhos. Tudo estava se tornando muito turvo, uma brilhante luz clara ofuscava meu olhar. 
 

O flash de luz se tornava cada vez mais forte, me fazendo relembrar de todos os momentos da vida. Desde os mais engraçados até os mais especiais que tive.
 

Desde o gosto maravilhoso dos beijos, aos toques quentes que Sandara me dava nos momentos íntimos de prazer que compartilhávamos. Desde as brincadeiras que tinha com a Harin, aos conselhos que quaisquer fossem que a mais nova me dava. Desde os momentos tristes que tinha ao lado de Minji e Bommie, aos momentos felizes e inesquecíveis que tivemos juntas. Até mesmo as lembranças da minha família percorreram sobre minha cabeça.
 

Novamente eu podia sentir aquele arrepio agonizante, que agora estava me dando calafrio... Eu podia sentir novamente meu corpo. 
 

Meu sangue percorria com mais pressão, meu coração bate com mais precisão... A sensação era muito divergente de todas as outras que já havia sentido, tive que piscar diversas vezes para acostumar os meus olhos com a claridade intensa que dominava a minha visão. 
 

As últimas frases da loira estavam ecoando por todo lugar, assim como as frases proferidas pelas outras visitas que vieram... Era algo estranho não saber a origem das vozes. 
 

Meu coração apertou novamente, me fazendo querer gritar. Mas agora eu não tinha voz, eu não tinha sentidos, eu não tinha lembranças, eu não tinha nada. 
 

Algo invadiu meu corpo com um grande impacto que, minha própria alma tremeu... Ao fechar os olhos com muita força, tentei aguentar aquela enorme pressão que me cercava.
 

E então, ao abrir os olhos pude enxergar com tamanha clareza...
 

O teto branco da sala do hospital, ouvindo em seguida a doce voz de Sandara, chamando por mim. 


Notas Finais


N/T¹: Aos 10 anos de idade Dara se mudou com a família para Alabang, na cidade de Muntilupa, nas Filipinas e "Sandy" é como a Dara é conhecida no lugar onde cresceu, vulgo, nas Filipinas.

N/T²: O segundo - e último - capítulo está em andamento, mas por enquanto manterei em "Terminada", pois ainda não tenho previsão de quando ele irá sair. Já que quero fazer bastante adequado após o ocorrido desse capítulo.

Espero que tenham gostado dela. Perdoem os erros, estou sem tempo para betar então reviso depois. Me avise se está bom assim, ou se preciso melhorar... Estarei recebendo sua opinião com muita atenção e amor no coração. :)

Aos meus queridos leitores que esperam por atualizações das outras fics, não se preocupem, irei postá-las o quanto antes, se o bloqueio mental cessar... :')♡


Vão pela sombra... Até a próxima. ♡


xoxo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...