História The rebelion isn't over - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Beetee Latier, Delly Cartwright, Effie Trinket, Gale Hawthorne, Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Personagens Originais, Rye Mellark, Willow Mellark
Tags Filhos, Jogos Vorazes, Katniss, Peeta, Rebelião, Rye, Tordo, Willow
Exibições 16
Palavras 1.163
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Isso aí gente. Agora a treta vai começar de verdade, sou eu quem estou criando isso, mas até eu estou com medo kkkkkkk

Capítulo 7 - O Inverno continua


Fanfic / Fanfiction The rebelion isn't over - Capítulo 7 - O Inverno continua

As mudanças já estão acontecendo, todos que antes achavam que Paylor era louca, agora estão tendo que engolir o gosto amargo do arrependimento.

As programações no canal da Capital só mostram matérias e mais matérias confirmando que ninguém dentro do Prédio da Justiça na Capital sobreviveu. A cada matéria exibida, é como se Paylor estivesse cada vez mais morta.

Sei que isso não faz sentido nenhum, ninguém fica menos morto ou mais morto. É só que... repetir e repetir uma verdade, a torna ainda mais real.

Rye tem faltado a escola há alguns dias para ficar com nosso pai na padaria, simplesmente para lhe fazer companhia. E eu passo na padaria uma vez ou outra para vê-los, mas nunca fico muito tempo, pois sinto que atrapalho.

Ver os dois preparando pães juntos me faz lembrar do dia em que Rye falou que queria ser um padeiro, como o papai.

Ele tinha cinco anos e estava na bancada, brincando com uma massa de pão. Então ele disse:

- Um dia vou ser um padeiro como você, papai.

Nosso pai parou o que estava fazendo e encarou meu irmão. Seus olhos se encheram de lágrimas e ele pegou Rye em seus braços e apenas o segurou forte naquele lugar seguro.

Mamãe e eu trocamos um olhar confidente. Nós duas sabiamos, sempre soubemos... Rye seria tão forte, tão inteligente, tão amoroso e tão paciente quanto o pai.

°°°

- Gram? - eu pergunto, ao telefone.

Faz alguns anos que Gram Odair e eu não conversamos por telefone. Antes, costumavamos fazer isso quase todos os dias, ele me perguntava sobre meu dia e eu sempre ouvia suas novidades. Gram é como um segundo pai.

Eu adoro ouvir suas historias e risadas. Mas depois que sua mãe ficou doente, ele passou a me ligar menos, sempre muito ocupado. Agora Anne Cresta já morreu e ele ainda é um homem ocupado, que tem um trabalho no 4 e uma linda esposa.

- Willow? - a voz dele é simpática e agradável, como sempre é.

- Sim - respondo - Sim, sou eu. Gram... eu só quero saber como você está. Se está bem, se sua familía está segura.

- Ainda somos apenas eu e Reena, nada de bebês por enquanto - ele ri.

- Eu sei, mas ela é sua familía.

- O que houve, Willow? - o tom de Gram soou preocupado, mas suave - Algo além da morte de Paylor tem lhe preocupado?

- Tudo tem me preocupado - eu respiro fundo - Gram, como vão as coisas no 4? Como as pessoas reagiram? Como estão pensando em...?

- Ouvi rumores de que os Pacificadores estão de volta. Mas são só rumores.

- Aqueles mesmos Pacificadores sobre os quais minha mãe escreveu no livro da família? - eu pergunto, engolindo em seco.

Castigos, surras em praça pública e toque de recolher vieram em minha mente. Voltariamos a isso? Cerys os tinha mandado? Ela já está no poder? Como conseguiu arrumar tantas pessoas para apoia-la?

- Willow, eu disse, são só rumores... - Gram suspirou - Eu não estou preocupado e você não deveria estar também. O povo não vai se deixar enganar de novo.

Ele está mentindo.

- Não até verem um outro Jogos Vorazes - murmuro baixinho, quase para mim mesma.

- Isso não vai acontecer - ele me garante, mas sua voz falha levemente.

- E se acontecer? - eu pergunto.

- Então teremos uma nova rebelião.

°°°

Eles vieram. Tão rápidos quanto o trem que viaja todos os distritos. Os Pacificadores. Em menos de um mês eles foram ocupando os distritos, um de cada vez. Soube disso não porque a TV mostra, pois o canal da Capital agora só fala de um novo governo prospero, mas não mostra o rosto de nosso novo governante.

Eu soube disso porque, primeiro, tentei ligar para Jay. Por uma semana inteira ele não me atendeu. Depois, fiz o mesmo com Gram. Ele também não me atendeu. As linhas telefonicas entre os distritos foram cortadas. Também ficamos sem noticias de Johanna, até que, em  alguns dias, eles chegaram no 12.

Eu posso identifica-los mesmo agora, enquanto ando até o mercado. Eles tentam ficar escondidos sob as sombras das construções, parados como estátuas, mas seus uniformes brancos os denunciam. Quase ninguém usa branco no 12, a não ser que seja alguma ocasião especial, porque branco suja fácil. Pode ser sujo com terra, lama, comida e sangue.

  Eles estão somente garantindo a sua segurança, as propagandas no canal oficial da Capital dizem, e essas frases são acompanhadas de imagens de Pacificadores ajudando idosos a atravessar a rua, ou levantando crianças que tropeçaram, separando brigas...

Eles ainda não fizeram nada drástico, ficam somente em seus postos e não falam com ninguém... Mas eu sei que há perigo, eles só estão esperando o momento certo. Sinto isso em meus ossos, sinto isso quando olho para a arma e o chicote que carregam na cintura. Isso é só o começo do fim.

°°°

Já faz uma semana e meia que os Pacificadores estão no 12. Papai não tem deixado Rye ir a padaria e enquanto ele vai trabalhar, temos que ficar na casa de Haymitch com ele, suas bebidas e Delly.

Estou voltando da escola de Rye, ainda sou eu quem o leva todos os dias. Sei que devo voltar direto para a casa de Haymitch, mas me pego mudando a rua para ir a padaria.

Ainda há neve no chão e o frio não foi embora. Não sei onde ou porque a primavera está se escondendo. A faixada da padaria aquece meu peito com lembranças boas e eu me aproximo.

Olho atrávez das portas de vidro, esperando que Tobias me receba com um de seus sorrisos calorosos acompanhado por covinhas... Mas é Irina quem está no balcão hoje. Irina nunca fica no balcão porque é tímida demais e se sente melhor na cozinha, escondida.

Eu entro, ascionando o sino no alto das portas. Irina se assusta, seus olhos cinza estão arregalados e vejo rastros de lagrimas em suas bochechas.

- Irina, você está bem? - eu pergunto ao chegar ao balcão.

- Sim, mas... - ela soluça, os grandes e adoráveis olhos voltando a transbordar.

- É algo com meu pai? - insisto, já ficando impaciente.

- Seu pai não está aqui - ela funga, se endireitando - Só Jon e eu... Ele foi até a casa de Tobias... Tobias...

E ela volta a chorar. Algo aconteceu a Tobias, algo grave, pois ele não faltaria ao trabalho por um resfriado qualquer. Eu não o vejo a quase duas semanas. Antes que Irina me diga mais alguma coisa, estou correndo para fora da padaria, correndo pelas ruas, correndo diante dos Pacificadores.

Sei onde Tobias mora, ele me explicou na noite em que ficamos conversando até ele fechar a padaria. Fica na parte pobre do distrito, perto da casa onde minha mãe morou quando criança. Leva algumas ruas até lá, mas eu continuo correndo, meus pulmões queimam e minha respiração está ofegante.

Antes mesmo de chegar perto da casa, vejo a movimentação de pessoas ao redor da porta. Crianças choram, uma mulher grita, um cão está latindo e as pessoas conversam. A primeira coisa em que penso é na morte.


Notas Finais


Será que Tobias faleceu? R.I.P. Tobias _|||_
Espero que tenham gostado, comentem, porque eu realmente quero saber o que estão achando. Vcs, fantasminhas, também são bem vindos a comentar, n sejam timidos 💙


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