História The rebelion isn't over - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Beetee Latier, Delly Cartwright, Effie Trinket, Gale Hawthorne, Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Personagens Originais, Rye Mellark, Willow Mellark
Tags Filhos, Jogos Vorazes, Katniss, Peeta, Rebelião, Rye, Tordo, Willow
Exibições 13
Palavras 1.824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um! Yeah, pobre Tobias Norton💔 as trestas estão começando 👻👻

Capítulo 8 - Tobias


Fanfic / Fanfiction The rebelion isn't over - Capítulo 8 - Tobias

Empurro pessoas com meus cotovelos, minha cabeça bate nos braços de alguns homens, não consigo ver, sou menor que a maioria e todos querem ver também.

Cerro meus dentes e empurro com mais força. Ouvindo reclamações, consigo cavar meu caminho atrávez das pessoas até a simples porta de madeira escura e velha da casa de Tobias Norton.

Dentro é um pouco escuro, mas eu entro mesmo assim. As pessoas sussurram meu nome, o nome do meu pai e em seguida o da minha mãe. Elas sabem quem eu sou e abrem caminho. 

No sofá, Tobias está deitado sem camisa, de barriga para baixo, apenas um cobertor escuro cobre suas costas. Meu pai segura sua mão e sussurra algo para ele. Os olhos de Tobias estão abertos, ele não morreu. O aperto no meu peito diminue.

- Pai... - eu chamo.

Meu pai ergue a cabeça rapidamente, com olhos alarmados. Ele não me quer aqui.

Então eu olho com mais cuidado. Tobias não tem cobertor nenhum sobre as costas, o que pensei ser um tecido escuro na verdade é sangue.

Como se fosse chamado, o cheiro metálico invade meu nariz e me deixa tonta. Meu estomago embrulha e quero vomitar meu café da manhã. As costas de Tobias estão dilaceradas, são algo irreconhecivél e eu sei que foram feitas por um chicote.

- Willow, vá para casa - meu pai pede, levantando e vindo até mim.

- Seu estúpido! Maldito! Você é um saco de ossos que só traz problemas! - uma mulher grita, enquanto dois rapazes parecidos com Tobias a seguram.

São irmãos dele, irmãos mais novos. Apesar de se parecerem, nenhum deles tem o cabelo acaju de Tobias, mas um homem no canto da sala tem. Ele está chorando sozinho, no meio de todo o barulho.

Olho novamente para a mulher que grita com Tobias, ela lhe diz insultos, com os olhos cheios de raiva. Eu me lembro dela. É sua mãe.

Meu pai alcança meu braço e tenta me conduzir para longe do sofá, mas finco meus calcanhares no chão, travo a mandibula e não saio do lugar.

- Tire-o daqui - murmuro para o meu pai, olhando em seus olhos   profundamente - Leve Tobias para a nossa casa. Ela não merece ter um filho tão bom.

- Ela é a mãe dele - meu pai sussurra - Eu não tenho direito nenhum de...

- Leve-o - o homem que antes chorava diz, levantando de seu lugar. O pai de Tobias - Levem e cuidem dele, por favor.

- Vocês três - meu pai logo pede a três homens que estão na porta da casa - Me ajudem a leva-lo, precisamos de uma tábua de madeira lisa onde ele possa deitar.

Não escuto mais nada. Os irmãos e pai de Tobias retiram a mãe dele da sala e os homens saem em busca da maca improvisada. Vou até Tobias e me abaixo diante de seu rosto, seus olhos estão brilhantes, mas um pouco distantes, como se ele estivesse sonhando de olhos abertos.

- Oi - eu sussurro baixinho, engolindo em seco.

Não encaro seus ferimentos, apenas seus olhos, tão verdes como se fossem a promessa de primavera, de vida.

- Oi - ele sussurra, distraído.

Eu hesito dois segundos antes de enterrar meus dedos em seu cabelo. É macio e cheira como baunilha, dos doces da padaria. Ele fecha os olhos por um momento e suspira.

- Willow... - ele sussurra, me reconhecendo.

- Sim - digo, deslizando um dedo até sua bochecha, no local exato onde uma das covinhas aparece quando ele sorri - O que aconteceu, Tobias?

Ele trava a mandibula, como se sentisse dor. Claro que sente, suas costas foram dilaceradas. Meu pai e os homens retornam com a maca improvisada e eu me afasto para que eles transfiram Tobias para ela.

Somente quando eles o colocam nela é que vejo que os ferimentos não são somente nas costas. Um se estende de uma ponta a outra da clávicula, um está na diagonal, em seu abdome, e outro também, os dois formam um X na parte inferior do tronco. O que fizeram com você?

Eu acalmo seus irmãos mais novos, garantindo que cuidarei dele eu mesma e que o manterei seguro.

- Você promete? - a mais nova pergunta.

Seu nome é Maybell, um de seus dentes dianteiros caiu, seus olhos são verdes como os de Tobias e seu cabelo é castanho escuro. Seu rosto está marcado por lágrimas.

- Prometo que vou mante-lo seguro, Maybell - digo, segurando suas mãos - Eu juro.

°°°

Tobias é levado para o quarto de hospedes e assim que os homens que o trouxeram vão embora, Phoebe chega. Phoebe é uma senhora que esteve presente na rebelião, esteve diante de muitas pessoas mortas e depois se tornou  a médica caseira do 12.

Quase todos os seus medicamentos são feitos com ervas da floresta, eu inclusive cedi alguns trechos do Livro da Família para que ela descobrisse como usar novas ervas, já que minha avó era como ela.

Ela sobe até o quarto onde Tobias está e eu a sigo de perto, pois meu pai não me deixou ficar lá em cima. Ela bate na porta e meu pai abre.

- Sr. Mellark - ela o cumprimenta com a cabeça - Como vai?

- Olá, Phoebe - meu pai cumprimenta de volta.

Tobias geme de dor, respirando forte como se estivesse perdendo o fôlego, como se quisesse berrar.

- Será que podemos ajuda-lo logo?Ele está com dor - eu digo olhando para Tobias na cama, impaciente.

Phoebe entra com sua maleta e a coloca no criado mudo, a abrindo em seguida. Enquanto ela escolhe ervas e pede ao meu pai para providenciar água quente, eu me esquivo sorrateiramente para dentro.

Meu pai sai para pegar a água e eu sento na cama ao lado de Tobias, seu rosto está virado para mim e está banhando em suor, mas ele ainda está acordado.

- Como é possivel ele não ter desmaiado? - eu pergunto a Phoebe.

- Ah, Tobias é um rapaz muito forte - ela ri levemente.

- Você já conhece ele?

- Sim, ele quebrou o braço uma vez, quando caiu de uma árvore na floresta - e ri de novo - Ele chorou como um bebê e quando eu perguntei por que tantas lagrimas, ele disse que estava com medo de levar uma bronca da mãe, nada sobre a dor física.

Fico ainda mais irritada com a mãe de Tobias. Como ela pode ter dito tudo aquilo com o filho naquele estado?

- Você tem alguma vacina de morfina? - pergunto, voltando a olhar para Tobias.

Ele me encara, os olhos ainda mais distantes, perdidos na névoa da dor.

- Sim, eu tenho - Phoebe se aproxima com uma seringa na mão - Segure os braços dele.

Coloco minha mão sobre o bíceps de Tobias e Phoebe espeta o pescoço dele, que resmunga alguma coisa e se remexe. Segundos depois, ele desliza para a inconsciência.

Assisto sentada em uma poltrona, enquanto Phoebe limpa todo o sangue das costas de Tobias, então ela coloca uma agulha com linha na água quente e começa a costurar as partes de pele que podem ser costuradas. O que resta ela cobre com uma pasta verde de ervas que é refrescante e está gelada e por fim gruda gases finas por todo o ferimento.

Meu estomago dá voltas com todo o sangue na tigela de água quente - sangue quente -, mas eu não me mexo ou faço qualquer ruído.

Ela repete o processo no abdome dele e, por fim, pede ajuda para acomoda-lo mais confortávelmente, com travesseiros macios nas costas.

Depois de alguns segundos, Rye entra correndo e atrás dele vem nosso pai, tentando em vão segurar meu irmão. Rye sempre teve mais estomago para situações assim do que eu.

- O que aconteceu? - ele pergunta olhando para mim.

- Não sei exatamente - digo a verdade - Quando cheguei na casa dele, ele já estava assim. 

- Kane, um dos irmão mais novos dele, roubou um brinquedo para Maybell no mercado - nosso pai explica, hesitante - Aconteceu ontem, tarde da noite, quando Tobias voltava para casa. Ele viu que um Pacificador estava arrastando seu irmão pelas ruas e tentou convencer ele a soltar Kane. 

- Então Tobias tomou o lugar de Kane - eu digo, levantando bruscamente da poltrona - O irmão dele ia ser chicoteado se Tobias não tivesse tomado o lugar?

- Eu não sei - meu pai sussurra, depois fecha seus olhos e confessa - Sim, provávelmente seria.

- Oh, meu Deus - sussurro, cerrando meus punhos.

Eu não posso sequer imaginar Rye de joelhos, levando chicotadas, sem que isso me dê pesadelos pelo resto da vida.

- Vamos descer - papai fala, suavemente - Tobias não vai acordar agora, talvez só a noite.

- Eu vou ficar - murmuro, voltando para minha poltrona, olho para os dois e vejo que me encaram com expressões estranhas - Ele pode acordar e precisar de algo, eu não faço nada a tarde inteira, de qualquer jeito.

- Não precisa se explicar - Rye levanta as mãos em rendição e tenta soar divertido.

Mas toda a diversão morre com um gemido de dor de Tobias. Meu pai e irmão saem e eu recolho as pernas para cima da poltrona. Tobias foi voluntário no lugar do irmão, um pouco como minha mãe no passado.

°°°

Quando Tobias finalmente reabre seus olhos, é madrugada e eu estou comendo as sobras do jantar que meu pai deixou para mim. Quase engasgo quando noto seus olhos abertos, mas levanto e deixo a tigela no criado mudo.

- Hey - sussurro, me aproximando da cama - Como se sente?

- Fatiado como um pão de forma - responde em um resgumo rouco e falho.

Eu rio, apesar de toda a situação, e depois me controlo para não fazer barulho.

- Você realmente tem que fazer piadas com pão sobre a situação? - eu sento no lado vazio da cama.

- Um dia vou mostrar todas as minhas piadas relacionadas a pão, tenho várias - ele engole em seco - Desculpe... mas estou com sede...

- Ah - eu levanto e dou a volta para o outro criado mudo, onde trouxe da cozinha uma jarra de água e uma tigela de sopa - Eu fiz uma sopa. Não sei cozinhar, mas já vi meu pai fazendo...

Eu retorno para o lado vazio da cama e coloco o copo de água ao lado da minha tigela de ensopado de carneiro.

- Será que podemos sentar você para que possa comer? Eu não sei o que... - paro de falar.

Eu realmente não sei o que fazer. Se eu movê-lo, vou arrebentar seus pontos? Toda a fragilidade nos ferimentos dele me deixam nervosa.

- Ainda não posso sentar, eu acho - ele fala suavemente.

Ele estica seu braço, pega o copo no criado mudo e leva aos lábios. É difícil beber água nessa posição, mas ele consegue.

- Se não se importa, eu acho que vou dormir um pouco mais... - diz 

Ele volta a dormir e eu volto para minha poltrona. Por um momento, eu sorrio pensando no que ele disse sobre estar fatiado como um pão de forma... Em seguida, penso que meu sorriso é uma afronta a esses recentes dias escuros.


Notas Finais


Dark days... E aí, o que acharam? Odeio a mãe do Tobias.
HEEEY ~CorujaGuerreira (Tobias dando uma de Marcello e caindo das árvores kkkkk). Perdoem os erros e me contem suas opniões! :)


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