História The rebelion isn't over - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Annie Cresta, Beetee Latier, Delly Cartwright, Effie Trinket, Gale Hawthorne, Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Personagens Originais, Rye Mellark, Willow Mellark
Tags Filhos, Jogos Vorazes, Katniss, Peeta, Rebelião, Rye, Tordo, Willow
Exibições 16
Palavras 1.590
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um! Pq esses dias eu tô inspirada kkkk obg por me acompanharem, comentem, pq eu amo falar com vcs sobre isso e desculpe pelos erros. Bjs 🙋💙

Capítulo 9 - A filha do Tordo


Fanfic / Fanfiction The rebelion isn't over - Capítulo 9 - A filha do Tordo

Tobias está melhorando, seus ferimentos estão cicratizando e curando bem rápido, com a ajuda das ervas de Phoebe. Ele teve febre algumas noites, mas de dia tem insistido para levantar e ajudar com coisas banais como limpar a lareira.

Com Rye na escola e nosso pai na padaria, resta para mim a tarefa de manter Tobias Norton quieto. O que as vezes é bem dificil.

- Você vai ganhar cicatrizes - eu digo, olhando para o seu peito por um momento.

- Elas não me incomodam - ele olha para mim - Até onde acha que isso vai?

- Isso o quê? - pergunto, desviando o olhar para a janela ao lado da poltrona.

- Os Pacificadores.

- Snow tinha uma neta - falo, ainda olhando para a janela - Ela sobreviveu a rebelião, mas ninguém nunca mais a viu. Seu nome é Cerys. Ela está de volta agora, ela trouxe os Pacificadores, ela é culpada pela morte de Paylor...

- Snow... tinha uma neta? - a voz de Tobias sooa confusa e isso atrai meu olhar de volta para ele.

- Tinha. E por tudo que vem acontecendo, ela vai ser a nova presidente de Panem.

- Isso significa... Que os Jogos também vão voltar?

Sua pergunta provoca um arrepio frio em minha espinha. Aperto minhas mãos nos braços da poltrona e travo a mandibula.

- Minha mãe sacrificou tanto... Ela perdeu tantas pessoas que amava, tantas pessoas inocentes - minha lingua trava e não posso falar mais nada sem que a voz saia tremula - Ela queria uma boa vida para Rye, para mim. Ela queria que ficassemos seguros, protegidos, ela nunca nos quis no meio disso.

Quando meus olhos ameaçam transbordar, levanto da poltrona e sigo para a porta com passos rápidos.

- Vou a floresta, volto antes do jantar, descanse um pouco - eu digo e saio, batendo a porta.

Vou ao meu quarto, pego meu arco - aquele que Paylor me deu de presente -, pego a jaqueta que era da mamãe, calço minhas botas de couro e desço a escada para a sala.

As paredes estão repletas de quadros. Quase todos do papai, mas alguns de Rye também. Os do papai são em maioria pinturas da mamãe, de Rye e eu. Da floresta, dentes de leão, Prímolas e tordos. Essas pinturas são lindas e trazem memórias boas. Rye e eu correndo na Campina, nós quatro no lago da floresta...

Mas eu sei que no porão é onde ficam os quadros ruins. Não pela qualidade da pintura, mas sim pelas lembranças retratadas. Os Jogos, a Rebelião, o fogo, a morte, as pessoas que se foram. Papai nunca nos deixa vê-las.

Me lembro que a única vez em que Peeta Mellark realmente levantou a voz para mim foi no dia em que peguei a chave do porão sem que ele soubesse e dei uma olhada nas pinturas.

Ele ficou tão bravo. Eu chorei por um dia e o ignorei por uma semana inteira até que ele me encontrou no caminho de volta da escola e tivemos que caminhar lado a lado. Ele disse: Eu nunca vou perder o controle com você, Willow. Jamais. Eu amo você. É que... não queria joga-la no meu antigo mundo de pesadelos. Eu chorei mais um pouco, mas depois de um momento, pedi desculpas por ser curiosa e estendi meus braços para ele. Ele me ergueu do chão, me colocou sentada em seus ombros e me levou para casa, mas eu nunca esqueci nada do que vi naquelas telas.

°°°

A floresta me recebe como todas as vezes, seu farfalhar e ruídos familiares me fazem sentir segura.

Encontro alguns esquilos, mas não os mato. Não quero mata-los hoje. Não hoje. Não quando estou tão mergulhada em lembranças tristes.

Como se por provocação, alguns perus gordos passam sem pressa por mim e vejo  a silhueta de um cervo jovem entre as árvores. Ele para e olha em minha direção, seus olhos são brilhantes e cheios de vida. Um segundo depois ele corre e desaparece.

Depois de chegar até o lago e comer algumas frutinhas, eu volto para o inicio da floresta, onde posso pegar o caminho para casa.

Já está escurescendo. Arrumo meu arco e bainha nas costas, coloco as mãos dentro dos bolsos da jaqueta e começo a me afastar da entrada da floresta.

- Hey! - uma voz grave um pouco atrás de mim, grita.

Eu paro e olho para trás, pensando que deve ser algum cliente da padaria querendo mandar um recado para o meu pai. Mas meu coração salta quando vejo dois Pacificadores caminhando em minha direção.

Correr não é uma opção. Eles tem armas em suas cinturas, se querem me parar, farão isso. Eles são maiores, mais altos, mais fortes. Não posso fugir.

- Ultrapassar esse limite é proibido - um deles diz.

- Que limite? - pergunto confusa.

- A floresta - o outro resmunga, com um tom rude e impaciente - Você não assiste o canal da Capital?

- A presidente estabeleceu limites dentro de cada distrito, há alguns dias atrás - o primeiro explica - É proibido entrar na floresta. A pena é detenção no Quartel dos Pacificadores do seu distrito.

- Mas a floresta nunca foi... - eu gaguejo um pouco, chocada - A floresta não pode ser proibida, isso é loucura.

- Há animais perigosos lá.

- Conheço coisas bem mais perigosas que esses pobres animais - eu digo, antes de conseguir segurar as palavras.

O segundo Pacificador ergue a mão e me acerta no rosto, o tapa é tão forte que caio no chão, atordoada. Minha orelha está zunindo pela pancada, meu rosto queima e por um momento manchas tomam minha visão.

- Volte para casa e vamos esquecer que vimos você aqui, garota - o primeiro diz - Não volte a floresta ou a pena será pior.

- Estamos confiscando isso - o segundo Pacificador se abaixa e puxa bruscamente meu arco e bainha.

Ele puxa tão forte que me levanta do chão ao retira-los de mim, me derruba de novo e minha testa bate em uma pedra escorregadia pela neve. 

- É um presente! - eu protesto, tentando levantar - A Presidente Paylor me deu, o que estão fazendo?!

- A Presidente Paylor? - ele se abaixa até mim e agarra minha jaqueta, levando meu rosto próximo ao seu - Ela não é mais presidente. Ela está morta. E quem você é para ganhar mimos de uma presidente?

- É filha dela - o primeiro Pacificador diz, ainda em seu lugar - A filha do Tordo.

- Ah - o outro ri, uma risada cruel e fria - Hey, Dayg. Vamos embora. A nova Presidente tem planos para ela.

Ele solta minha jaqueta e os dois começam a se afastar. Fico no chão até que não consigo mais vê-los, e fico no chão pelos minutos seguintes também porque tenho medo que minhas pernas tremulas não me sustentem quando eu ficar de pé. Está escuro e eu tenho que voltar para casa antes do meu pai, mas não levanto.

°°°

Chego em casa sem fôlego, pois voltei correndo todo o caminho. A casa está silenciosa, o que significa que papai e Rye ainda não chegaram. Mas há alguém no sofá.

- Onde você se meteu? - Tobias pergunta, levantando.

- O que está fazendo aqui em baixo? - eu devolvo, tentando não deixar transparecer demais minha voz tremula - Deveria estar descasando.

- Willow, porque você está sangrando? - ele me pergunta, sua expressão preocupada ficando ainda pior.

Eu toco minha testa, onde bateu contra a pedra e as pontas dos meus dedos voltam vermelhas. Só então sinto a lateral do meu rosto sujo com o sangue.

- Eu caí - minto, respirando ofegante.

- E o chão onde você caiu tem uma mão grande e cinco dedos? - Tobias se aproxima e toma meu rosto cuidadosamente em suas mãos - Eu já levei muitos tapas da minha mãe, Willow. Não precisa mentir para mim.

Meus olhos queimam com as lagrimas que surgem rápidamente e um soluço me escapa.

- Pacificadores... - eu sussurro.

Tobias fecha os olhos por um momento, então trava a mandibula e me puxa para os seus braços e para o seu peito. O calor da sua pele quase atravessa minha jaqueta, eu tomo cuidado com seus ferimentos, mas o abraço de volta o quanto posso. Ele é mais alto e meu rosto fica protegido um pouquinho abaixo de sua clávicula, bem onde uma das marcas dos chicotes estão.

- Eles proibiram a floresta - a minha voz treme e as lagrimas finalmente transbordam - É o nosso lugar. Meu e dela... Eles não podem...

- Sua mãe não está somente na floresta, Willow - a voz de Tobias é suave e calma - Você pode encontra-la nessa casa. Nesses quadros. Nessa poltrona. Você pode encontra-la nos rostos das pessoas que vivem aqui, no 12, nos tordos...

- No meu irmão - eu concordo, hesitante.

- No seu pai - sinto seus lábios pressionando o topo da minha cabeça - E em você mesma.

°°°

No meu banheiro, eu tomo um banho para limpar o sangue em mim. Meu pai ainda não chegou e Rye está com Delly e Haymitch. Quando eu desço para sala, desenbarançando meu cabelo com uma escova, vejo que finalmente chegaram.

Rye está com Tobias no sofá e meu pai está no inicio da escada, subindo em minha direção, mas ele para quando me vê.

- O que aconteceu com sua cabeça? - seus bons olhos examinam meu rosto.

- Eu caí... - digo hesitante - Foi na floresta, nada grave.

Troco um olhar com Tobias e ele assente minimamente. Papai parece em dúvida, mas deixa passar.

Odeio mentir para ele, mas não quero preocupa-lo, não quero atormenta-lo, não quero ser quem vai trazer seus momentos ruins de volta... Por isso abro um sorriso e minto.


Notas Finais


1- O que acharam do encontro de Willow com os Pacificadores?
2- O que acharam sobre o que Tobias disse?
3- O que vcs acham que vai acontecer agora?
(Quero saber de verdade!) obg pela atenção e leiam aí pq vem mais.


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